Já havia passado das 24 horas, Delly já havia ido para seu quarto e Nathaniel, sem sono, estava na sala olhando a lua pela janela que lá havia, lembrando-se dos momentos em que ele e sua mãe se sentavam juntos para olha-la e, também, brincavam de contar a quantidade de estrelas que eles conseguiam enxergar, não iam muito longe, eram muitas, mas naquela época era divertido.
Até que suas memórias foram interrompidas por um vulto que passava no canto inferior da janela.
Nathaniel, assustado, olhou com rapidez a criatura que passava pelo jardim do castelo e percebeu que, na verdade, era um híbrido, um daqueles com marcas pretas espalhadas pelo corpo, ou seja, um meio demônio.
“O que aquele verme pensa que está fazendo, andando pelo castelo sem permissão?!”, pensava Nathaniel retomando o ódio que sentia por eles.
Não podia ficar ali parado apenas observando aquele verme rastejando-se pelo castelo, e se ele quisesse fazer algum mal a Delly? Sua missão era protegê-la! Nathaniel, então, tomou o primeiro passo, ir atrás dele cautelosamente para que não fosse notado.
O ruivo precisava pensar rápido por onde iria, pois se não o fizesse o “monstro” poderia escapar. Mas para sua sorte aquela janela a qual ele havia passado a noite olhando estava a sua frente e dava direto no “monstro”.
Ao sair da janela voando, Nathaniel sobrevoou o jardim à procura do homem que já havia sumido de seu ponto de visão. E agora? Onde ele deveria estar? Não podia deixar aquela coisa solta pelo castelo, mas antes que a preocupação tomasse seu corpo, ele o viu andando perto da cerca viva.
-Quem você pensa que é para estar aqui dentro? – Perguntou Nathaniel olhando com raiva para o verme, que engolia em seco. Sem resposta. Era obvio, ele não tinha motivos algum para estar ali, pensava o ruivo.
Agora vinha o segundo passo, atacar a vítima sem dó, sem pena. Ele pegou a adaga do cinto e se preparou para voar até o pescoço da criatura. Assim o fez, mas aquilo sabia se defender bem, ele havia segurado as duas mãos de Nathaniel, que para se soltar chutou-lhe o estomago fazendo-o cair no chão.
Aquele era o momento, tinha a oportunidade de matá-lo. Ele estava em seu momento de fraqueza, arrastando-se pelo chão na tentativa de fugir, mas ele deveria saber que isso não adiantaria. Nathaniel, com o ódio passando pelas veias, partiu para cima dele.
Mas sua chance havia acabado de acabar, alguém de fora da situação o observava.













