“Shall we dance again?” {bbc dracula, blood vessel}
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“Shall we dance again?” {bbc dracula, blood vessel}
tresdedoze:
Os ombros se balançaram, sem uma resposta concreta para a fala alheia. Ever era marginalizado, portanto, quando alguns alunos queriam falar consigo, poucos chamavam-no de senhor — e, em maioria, era tratado de forma ainda menos cortês que o próprio nome. Diante do pedido alheio, Zraa se aproximou, tomado pela curiosidade, é verdade. Ora, ele e Ara não perdiam o tempo fofocando acerca da vida dos demais alunos — e pesquisando informações como bons historiadores fariam — apenas por fazer. ❛ Eu imaginei ❜ confirmou quando ela apontou que não o corpo não era de um morto, mas um adormecido como os demais. Ainda assim, estava confuso com o que desejava fazer com aquele pobre ser. Victoria prontamente lhe respondeu, mesmo que não pudesse ouvir seus pensamentos — ou seria? Jamais afirmaria as capacidades existentes nos aprendizes. ❛ Oh, uma cientista! Nunca conheci alguém que visse a magia e a ciência de mãos dadas. ❜ E estava admirado, é verdade. Principalmente depois de ouvir toda a fala alheia. Era uma pessoa extremamente inteligente. ❛ Biologia nunca foi realmente minha área de estudo. Minha grade é limitada — e extensa. Mas entendi o que quer fazer, mas não saberia fazê-lo ❜ e não iria colocar-se como alguém que compreendia de ciências biológicas quando não o fazia. Poderia ser uma pessoa com aprendizado fácil, leitor ávido, mas a biologia nunca lhe despertara tanto interesse. Nunca imaginou que pudesse utilizá-la. Ledo engano, é verdade. ❛ Eu entro na parte de carregar o corpo, então? ❜
" ––– Elas andam, alteza!" Disse de prontidão, abrindo um largo sorriso para o príncipe; ora, era a primeira pessoa que efetivamente reconhecia toda a linha de raciocínio de Harker da forma como ela achava que deveria ––– e cá entre nós, a cientista podia ser vaidosa quando queria, gostando até demais do reconhecimento alheio e sempre enchendo o peito de orgulho quando acontecia. Ainda com sorriso no rosto, Victoria permitiu-se aproximar discretamente do príncipe que nem conhecia e já considerava. " ––– Tudo no nosso universo é interligado, alteza, seja ciência ou magia; a verdade, é que não faria sentido uma coisa não ter a ver com a outra, mas... Bom, é inegável que a magia é mais fácil e até mais acessível para alguns." Já para Harker, que não era nenhuma fada ou feiticeira, ficava mais difícil. Teve que encontrar um caminho para chegar até ela ––– e de certa forma, estava conseguindo. " ––– Oh, eu entendo." Assentiu com a cabeça, num claro gesto de compreensão. Ever era da realeza, afinal; os alunos que aparentemente eram os mais ocupados, já que tinham, além de tudo, a responsabilidade de um reino inteiro nas costas ––– Darwin que a livrasse! Trabalhar para a realeza e ganhar vantagens na corte era uma coisa, mas regir milhões de pessoas e negócios, era um fardo que Harker queria longe de si. " ––– Bom, nada impede de aprender, se tiver tempo. Se quiser, pode falar comigo." Sorriso, o mais amistoso que ela conseguiria esboçar, fez-se presente nos lábios. Não mentia, mas como de costume. não dizia toda a verdade; havia descobertas que Harker manteria apenas para si por um bom tempo ––– ademais, não era alheia que o príncipe e a sua amiga fada eram adeptos à fofocas. " ––– Basicamente." Assentiu, piscando com os dois olhos para o príncipe. " ––– Você segura um lado e eu o outro?"
kill-an:
Andava por um dos corredores mais vazios da Instituição a fim de conseguir um pouco de paz e silêncio meio à toda confusão que se instaurara pelas paredes de Aether. Estava com a cabeça baixa por manter os olhos na capa do livro que segurava e apenas levantou as íris quando ouviu a voz feminina. Olhou em todas as direções possíveis torcendo para que ele não fosse o destinatário daquela frase. Não, não havia mais ninguém ali. Suspirou, não tinha como negar aquele pedido à Victoria, ou ela demoraria horas pra sair dali com aquele corpo. Por mais que mal a conhecesse – apenas por vista – e não devesse nada à outra, Killian ajudaria. “Se me chamar de senhor mais uma vez, eu mudo de ideia.” disse entregando o livro à ela. Por instinto, limpou as mãos na calça jeans que usava se abaixou pegando o guarda no ombro, por mais que não fosse a pessoa mais forte do mundo, pra sua sorte, aquele guarda também não era. Se virou pra ela, visivelmente fazendo força. “Vai me dizer onde quer que leve ou vai esperar mais um pouco?”
" ––– Oh, me perdoe. Do que gostaria de ser chamado? Vossa santidade?" Proferiu em ironia, repousando a destra no peito logo após a declaração. Senhor, senhora, excelência, alteza... Nomenclaturas que Victoria conhecia como a palma de sua mão, e que não se desvencilhava por ter aprendido a vida inteira que ela deselegante se dirigir a alguém apenas como você. Além do mais, a formalidade fazia parte do gosto pessoal de Harker para relações sociais. O deboche, no entanto, não chegava a ser agressivo ou mal criado a ponto de espantar alguém ––– apenas resposta de uma Victoria que não se calava com grosserias. " ––– Bom, se vossa santidade puder, é no final desse corredor, virando a direita. Não é uma distância exatamente longa, mas... Obrigada de qualquer forma." Acomodou o livro alheio nos braços alvos, e os olhos verdes logo repousaram-se na capa, a fim de ler o título.
whctimesit:
Bom, não é como se Izzie não fosse o tipo de amiga que fosse leal o suficiente para esconder um corpo caso a pessoa precisasse, mas ela não sabia se ela e a Haker haviam atingido aquele ponto ainda. — — Oh. — — Murmurou a garota, visivelmente mais aliviada e tratando de ajudar a morena a puxar o lençol. — — Tudo bem.. — — Ela concordou, mesmo sem saber bem onde estava se metendo. — — Que tipo de experimentos você pretende fazer? Posso observar?
" ––– Bom, por ora apenas tirar sangue e analisar a composição; mas é capaz de não ser isso, já que é maldição e não alterou nenhuma característica dele... A segunda opção se assemelha um pouco com um vírus no organismo. Se não for nenhuma das duas, temos uma novidade." E para vírus, podia-se sempre desenvolver uma vacina. Esperava que fosse; assim, poderia encontrar uma forma de fazer seu corpo não aderir a maldição caso alguém decidisse lançá-la novamente ––– e melhor, guardar sua fórmula na prateleira. Não pretendia utilizá-la, mas gostava da ideia de tê-la consigo para casos de emergência. A pergunta seguinte fez Harker piscar ambos os olhos, pendendo a cabeça discretamente para o lado antes de dirigir um sorriso polido para a loira. " ––– Claro que sim." Disse, assentindo com a cabeça; por mais que a fala não fosse totalmente verdadeira ––– parte dos experimentos ela preferia manter em segredo ––– mas não tinha problema em deixar que Izzie visse o laboratório; ou melhor, parte dele. " ––– Então me ajuda a carregar ele?"
yourhghness:
“ Uma mulher tão inteligente se apegando a falácias? ” arqueou umas das sobrancelhas, não escondendo o tom de desdém enquanto sorria. No entanto, sabia que Victoria não era uma opositora. Na realidade, estava julgando nesse momento como neutros todos os membros de Anilen, o que podia ser um erro no final do dia, mas até então não tivera motivos para pensar diferente. Alguns até tinha concordado em se apossar das tendas dos Guardiões, aliás. “ Garanto a você que meus planos não envolvem acordá-los… ” semicerrou os olhos ao perceber onde a outra queria chegar, contendo-se para não esboçar careta. Ainda era apegado demais a medidas tradicionais para compreender os estudos da Harker, ainda que tenha cedido a ela por conta de sua maldição. “ Pensando bem, acho que não devemos deixar pra lá ” começou, sem parar para pensar muito sobre o assunto. “ Acha que pode descobrir uma solução para isso? ” gesticulou ao redor, se referindo ao feitiço do sono. “ Se houver uma forma de descobrir, posso providenciar o material, o espaço e o sigilo para que faça seu trabalho em paz… Com uma pequena condição ”
" ––– Que posso fazer, alteza? Algumas são verídicas." Disse simplesmente, dando levemente de ombros, mas não desviando os olhos do príncipe durante o processo. Não era alheia ao desdém do rapaz, e por mais que os pronomes de tratamento continuassem respeitosos, mantinha postura e a cabeça erguida, deixando claro que não era sua intenção se curvar para ele em nenhum momento. " ––– Faz muito bem." Pendeu a cabeça para o lado, semicerrando os olhos quando o príncipe começou a falar; um tanto curioso que eles parecessem agir como aliados ––– mas afinal, eles não o eram? A partir do momento em que Westergaard cedeu seu sangue para estudos, e Victoria prometeu tentar ajuda-lo a livrar-se da maldição, poderia-se chamar, pelo menos, de acordo. " ––– Depende, alteza. Existem maldições e maldições, mas certamente está longe de ser impossível." Não mentia; desde que pisara em Mítica, vendo seus estudos sendo desconsiderados simplesmente pela suposta superioridade da magia, Harker não demorou de encontrar uma ponte entre um e outro. " ––– Adoro condições." Disse, repuxando os lábios para cima. " ––– Sou toda ouvidos."
whctimesit:
Normalmente Isobel era uma pessoa bastante solicita, um traço de personalidade que visava as ações práticas para aproximar pessoas e acalmar ânimos, era o que ela gostava de fazer, ser útil para outros, no entanto, ao notar que amorena carregava algo muito parecido a figura de um corpo coberto por um lenço, os olhos azuis da Herloge se arregalaram. — — Vick, isso- Isso é um cadáver?
" ––– Não é, Izzie. Ele está vivo..." Bom, pelo menos, ele tinha que estar, se não todos os planos de Victoria teriam ido por água abaixo e ela precisaria buscar um novo guarda desacordado. Logo, os dedos finos foram em direção ao pulso do homem, e se detiveram ali por um tempo até que a morena assentiu positivamente. " ––– Está vivo. Não quero esconder um corpo, Izzie. Quero levá-lo para o meu laboratório, onde vai entrar e sair vivo. Talvez consigamos tirar algo de útil dessa confusão toda."
tresdedoze:
A atitude da outra era curiosa, entrementes, Zraa se aproximou, curioso e ao mesmo tempo imaginando que poderia proporcionar algum suporte para a descendente, caso lhe dissesse o que desejava. ❛ Algo que nunca ouvi de um aprendiz, somente professores ❜ murmurou ao ouvir o tratamento, olhando para o corpo desacordado e para Victoria. Não era uma criatura popular, entretanto, Ever também não era. Era um marginal, em verdade; seu comportamento, suas ideias, suas defesas não eram populares. ❛ Bom, se vou arriscar minha liberdade para ajudá-la, preciso saber o que se trata. ❜ Abriu um sorriso com o pedido, mesmo que fosse ajudar de qualquer forma.
" ––– Alguns costumes são difíceis de abandonar, huh." Tão natural era para Harker se dirigir a qualquer um por pronomes de formalidade, que ela não pensava no contexto informal que estava inserida, tampouco se falava com um aluno, funcionário ou professor. " ––– Bom... Chegue mais perto, por favor." Pediu, juntando ambas as mãos antes de se aproximar do corpo desacordado. " ––– Não está morto, vê?" Prosseguiu, estendendo o pulso do homem para o príncipe, a fim de provar que não era uma assassina tentando esconder o corpo. " ––– Não são todos que concordam, alteza, mas eu acredito que existe uma ligação direta entre a magia que Mítica conhece e a ciência que é tão pouco popular nessas terras. Já aconteceu mais de uma vez de efeitos colaterais de feitiços e maldições serem decodificados através do estudo de sua composição química... E é isso que quero fazer. Analisar esse homem, e ver se posso encontrar um padrão, e se possível, encontrar uma prevenção caso esse tipo de coisa venha a se repetir." E principalmente, uma forma de armazenar sua fórmula para que, mesmo sem uma varinha de condão, pudesse aplicá-la posteriormente. Não que tivesse qualquer plano perverso e megalomaníaco, mas para Victoria, valeria a pena. Ever só não precisava saber disso.
“ Nada mais justo numa situação como essa do que elegermos um representante ” disse como quem não quer nada, mas sabendo exatamente o que queria ao se posicionar como uma figura central. Afinal, quando os turnos na cozinha começassem, tinha de se certificar de que não seria uma dessas pessoas. “ Ninguém sabe quando as coisas vão voltar ao normal e nada funciona sem direcionamento ” um riso curto e sabido escapou de seus lábios enquanto abria as mãos, resolutamente. “ Posso fazer esse sacrifício, pelo bem comum ”
" ––– Tal pai, tal filho... Não é assim que dizem, alteza?" Ponderou, um pequeno sorriso brotando no canto dos lábios. Poderia não ser popular, tampouco ligada no que acontecia ou deixava de acontecer na vida alheia, mas era difícil alguém nunca ter ouvido falar nas ambições e na queda do príncipe caçula das Ilhas do Sul e sua tentativa de reinar Arendelle. " ––– Bom, já que almeja tanto tal liderança, lhe solicito que apenas não tente acordar os guardas tão rápido. Não sem antes descobrir os efeitos colaterais da magia no corpo deles e..." E desvendar o segredo, convertendo-o em uma composição química ou um medicamento que posteriormente pudesse descobrir uma prevenção para aquilo, ou espalhá-la novamente. " ––– ... Deixe para lá." Terminou, fazendo um gesto simples com a destra.
" ––– Tudo bem, tudo bem... É mais difícil do que eu esperava." O comentário, mas para ela mesma do que para o alheio, veio seguido de um suspiro através dos lábios, quando Harker voltou novamente os olhos verdes para o corpo do guarda adormecido, completamente envolvido por um lençol. Democratas, ditadores... Ora, tudo uma baita politicagem! Contudo, Victoria não poderia ser uma garota menos política, e estava mais interessada em saber o que o sono profundo havia causado fisicamente nos que foram atingidos. " ––– Senhorx." Chamou quando avistou a figura de alguém no corredor. " ––– Poderia me ajudar a transportar isso para um... Outro lugar? Ou me dizer onde encontro uma maca, ou coisa do gênero."
Não que fosse uma criatura incapaz de manter relações sociais por muito tempo, mas a grande maioria delas a cansava, e, por vezes, aguentar a própria cabeça parecia trabalhoso demais para Sofia. Cada contato, conquista ou beleza alheia a irritava, e, depois de anos tendo que lidar com o fato de que nunca seria tão bela, rica ou graciosa quanto seus conhecidos, parecia novamente à beira do precipício. Sempre desejara coisas que não pertenciam a si, e acabava tomando de mãos indefesas, incapaz de entender as consequências de seus feitos — era apenas seu modus operandi, não havia realmente como mudá-la desde o momento em que nasceu, ainda que o buraco negro que cultivava dentro de si a cada dia se tornasse mais voraz. Longe dos olhares alheios, contudo, a morena era capaz de respirar sofregamente, e foi a ânsia que a levou para longe do próprio quarto. Tudo parecia menos doloroso do que se manter ali, naquele silêncio ensurdecedor. Toque de recolher. Estava mais do que claro que ninguém levava a regra a sério, mas também não poderiam cuspir nos mandamentos de forma tão pública se quisessem continuar ali. Perambulando pelo corredor, de forma sorrateira e quase felina, ela sabia muito bem onde desejava chegar, no entanto, bastou que uma sombra diferente fosse percebida em sua direção, para que se enfiasse na primeira porta que encontrou, apoiando-se contra ela antes de sequer abrir os olhos e encontrar @avictoriaenossa. ❝ —— Você deveria estar aqui? ❞
Há pouco tempo que ficara sabendo que havia um toque de recolher ––– as 21h, os alunos deveriam estar em suas respectivas camas. Contudo, há mais de quatro anos Victoria esquecera o que significava ir para a cama. Havia um caixão no Torre Subterrânea, mas a morena não sabia exatamente se havia um dia sido utilizado, ou se era sequer necessário. Sabia que, no primeiro dia de cativeiro noturno, ela acordou na manhã seguinte e o que outrora fora uma construção de madeira eram lascas de madeira detonadas e afiadas espalhadas pelo chão. Não sabia o que sua versão noturna pensava ou sentia, mas sabia que não era nada de bom; contudo, sua mais atual pesquisa parecia estar dando resultados satisfatórios para uma Victoria que começava a visualizar os padrões genéticos de suas maldições ––– de alguma forma, a magia daquela forma tinha alteração que a ciência poderia explicar; e, quem sabe, curar. Sabia que não deveria roubar os livros proibidos da biblioteca ––– Merlin já a havia advertido e punido por isso mais de uma vez ––– contudo, ignorá-los no momento não era uma opção; não quando estava tão perto de encontrar a solução do seu problema. Estava prestes a fechar o volume sobre biologia genética quando ouviu a voz feminina fazer-se presente no ambiente, seguido do bater da porta de madeira ––– e os olhos verdes reconheceram a figura de uma colega que pouco tinha contato no dia a dia. " ––– Já estava de saída." Não mentia; afinal, dava para ver através das cortinas que o sol já estava se pondo. " ––– A sala é toda sua." Finalizou, pressionando o exemplar no peito para que a outra não conseguisse ler seu título ––– afinal, não estava disposta a pegar outra detenção por quebrar a lei de sigilo da biblioteca, e até pegar emprestado alguns pergaminhos de Merlin. Ela devolveria depois e ele nem saberia que haviam sumido por um período de tempo.
yourhghness:
“ Nesse caso, deve saber, de antemão, que não tenho interesse algum em colaborar para essa área. A mim, pouco importa o enriquecimento científico ” disse, com toda a sinceridade, já que não tinha motivos para mentir a Victoria. Porém, isso só mostrava que estava ali por motivos egoísticos. “ Isso deixo para a senhorita ” sorriu sem dentes, pendendo a cabeça. “ Mas tenho meus motivos, que não precisam ser revelados, por ora ” completou, dando pistas de que tinha algum interesse na coisa toda. Inteligente como era, a Harker já devia imaginar, de qualquer forma, e as agulhas eram o menor dos problemas de Njord. Ele ainda estava num debate interno sobre revelar tudo à morena acerca de sua maldição, temendo que isso o expusesse demais, e por mais inocente que o rosto alheio parecesse, sempre havia a possibilidade de ser uma oportunista. “ Não acredito quando diz que não dói, mas agradeço a tentativa de me tranquilizar ” arrastou a voz, incerto ainda sobre aceitar, e disposto a especular um pouco mais. “ Então… Você tem um laboratório, uma caverna secreta? ” a expressão interrogativa permaneceu no rosto do príncipe enquanto ele encarava os arredores, como que esperando encontrar uma porta. “ Certo, você quer sangue ” alargou um pouco o sorriso, sem desconfiar da ironia daquilo. “ Essa é a parte complicada, mas vou fazer um esforço, desde que me garanta resultados satisfatórios. Não posso sair disso tudo de mãos vazias depois de ser picado e exposto como um rato de laboratório. Qual é a sua proposta? ”
" ––– Bom, então é um tolo, sr. Westergaard." As palavras foram ditos por Victoria sem que ela perdesse a postura ou a polidez, seguido de um discreto dar de ombros. " ––– Avanços da ciência é que permitem que uma geração, ou uma dinastia, viva por mais tempo. Sem ter seus herdeiros eliminados por doenças que venham a ameaçar sua longevidade... Ou que já a ameacem." E os olhos verdes permitiram-se encarar os azuis do moreno, deixando evidente para ele que Harker tinha um palpite. " ––– Não sou uma política como o senhor, mas tenho alguma ideia de como funciona o básico." Primos, duques e herdeiros alternativos rondando o trono, a espera que a família regente fosse eliminada... Talvez estivesse entrando em terreno escorregadio, visto que não sabia até onde iria alguém como Njord para manter um segredo ––– contudo, sabia que não era a única a notar que havia algo de esquisito com o herdeiro das Ilhas do Sul. " ––– Tenho um laboratório com tudo necessário." Proferiu, uma faísca de esperança brotando nos olhos verdes. Não era apenas a vida dele que estava por um fio; era seu último ano em Aether, e não teria uma torre subterrânea em cada lugar que passasse. Isso significaria possíveis chacinas futuras ––– ela não sabia, tampouco tinha controle do que faria ou deixaria de fazer, mas tinha plena noção que vilões nunca eram bem vistos, e a maioria deles tinham vida curta. Era o seu conto e seu próprio pescoço que estavam em jogo. " ––– Então isso é um sim. Perfeito." A declaração veio preenchida com convicção, e o sorriso ambicioso fez-se presente nos lábios femininos. O quesito resultados satisfatórios, era a grande questão ––– ainda eram incertos, mas isso não precisava ser dito em voz alta. Queria-os tanto quanto o Westergaard, e se os conseguisse, ambos estariam com o maior de seus problemas praticamente resolvido. " ––– Ora, nada demais. Apenas isso que você mesmo disse: ser picado e exposto como um rato de laboratório. Seu sangue será examinado, e com sorte, sua anomalia pode ser a resposta de... Outras coisas. Os padrões são bem mais comum do que parece, vossa alteza, mesmo em uma terra repleta de magia." Apesar do projeto ter fins egocêntricos, visto que Victoria não visava nada além de melhorar a própria situação, a descoberta de outras situações parecidas poderia vir como um bônus. " ––– Quanto mais cedo, melhor, não concorda?" Indagou, oferecendo o braço esquerdo para que o príncipe o enganchasse ao seu. " ––– Me acompanha, alteza?"
yourhghness:
“ Certo, pode parar. Quando eu perguntei os motivos estava esperando uma resposta inteligível ” o príncipe tinha algum nível de inteligência, mas aquela definitivamente não compunha sua área de conhecimento. Ouvir Victoria falando sem parar também o deixava nervoso, já que tudo parecia mais científico e perigoso do que imaginara de início. Se fosse completamente sincero, só tinha aceitado o experimento por conta da beleza da garota, e porque tinha uma pequena esperança de que ela encontrasse uma cura. No quesito pesquisa, parecia ser a anilena mais inteligente; a segunda opção era um bruxo de dois metros de altura gótico demais para que ele chegasse perto. “ O quê? Você espera que eu esteja bem com agulhas? ” perguntou, interrompendo o próprio caminho. “ Acho que ninguém está okay em ser furado, love. Algum outro método que tenha para me apresentar? ” era óbvio que não estava em posição de fazer exigências. Seu tempo estava se esgotando e ele ainda não tinha nem sinal de cura no horizonte. Victoria poderia estar salvando sua vida. “ Se eu aceitasse – hipoteticamente falando – o que teria de fazer? ”
" ––– Bom... resumidamente, você estaria colaborando muito para essa área. " Declarou, dando discretamente de ombros. A verdade é que Westergaard não estaria só dando informações a mais para colaborar nas pesquisas de Victoria, mas também poderia estar se ajudando, seja lá qual fosse o motivo dele ter adquirido o sangue congelante; Harker tinha palpites, mas nada concreto ou certeiro ––– e se não tinha qualquer certeza, seu trabalho era dezenas de vezes mais difícil. " ––– Tem pessoas que não se incomodam com elas de fato." Declarou, com um sorriso de canto de boca. Ela mesma não tinha qualquer aversão ao objeto pontiagudo; ela mesma tinha diversas marcas de perfurações no braço direito, resultados das diversas vezes que tirara o próprio sangue para experimentos. " ––– Ora, faz parte do processo. E não é tão ruim; nem dói." Concluiu, dando de ombros. " ––– E bom, se fosse apenas o DNA eu poderia pegar alguns fios do seu cabelo, mas acredito que a verdadeira solução está também nas hemácias. Então não, nenhum outro método." A verdadeira questão da curiosidade de Harker incluía tanto o caso peculiar de Westergaard quanto a possibilidade de colaborar em sua própria cura. " ––– Além de deixar eu tirar seu sangue? Bom, teria que responder algumas perguntas; de forma sincera. Se mentir, não adiantará de nada." Imaginava que ele poderia muito bem contar mentiras e levar todo o processo por água abaixo, caso pensasse que não fosse trazer benefícios para si. Mesmo assim, Harker pensava que valia a pena tentar.
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O arquiduque deu de ombros em um gesto relaxado a medida que se endireitava e arrumava a postura de modo a ficar sentado de frente para a Harker. — — Língua. Lábios. Estou familiarizado com o processo.. Ainda que eu tenha ideias um pouco diferentes do que fazer com ela. — — Ele nem ao menos piscou ao dizer aquelas coisas, não dava para saber se ele falava a verdade ou se apenas provocava a vampira. — — Não prometo nada quanto a patada, tho. — — Piscou uma vez, de forma lenta, de novo, o limite entre o flerte, a verdade ficavam anuviados, mas agora a atitude de Rowan parecia um pouco mais com o menino malcriado que sempre era. — — Eu tinha ouvido da primeira vez, princesa… Por isso disse que estava pensando. — — Ele era um estudante exemplar, e sobre o que ele sabia sobre a biologia celular mas a resposta para tal questionamento não era tão simples. — — Veja, teoricamente, dependeria do veneno e suas características. Teria que ser algo bem específico.. Por exemplo, o veneno pode ter uma composição semelhante a de um vírus que se infiltra na célula e corrompe o DNA, o modificando para algo novo, e quando essa célula se dividir ela carregará consigo o novo código genético. Dependendo de quanto veneno fosse ingerido e dos lugares abrangidos acho que seria possível. — — Tagarelou ele. — — Teoricamente, é claro. — — Repetiu ele, conforme as possibilidades se dobrassem em sua mente. — — Posso saber o porque de tal pergunta, huh?
Jamais acreditara piamente na divisão completa do bem e do mau ––– Imre, Ralien... Apenas nomenclaturas e estéticas que fingiam abrigar um destino ou outro; mas era sabido que um vilão facilmente poderia sair da Ralien, se lhe fosse oportuno ou se escolhesse esse caminho " ––– Bom, o que eu posso fazer, huh." Declarou com certa indiferença, por mais que não considerasse esse tipo de atitude incomum pelos arredores de Aether. Para alguém criada na alta sociedade vitoriana, no entanto, certamente não fazia parte do seu cotidiano em Londres, principalmente com os desconhecidos que sempre tentavam se mostrar tão polidos. Não que ela mesma fosse dada ao moralismo, mas geralmente, as pessoas ganhavam coisas quando tratavam o alheio com polidez e cautela. Seu palpite era que Tremaine poderia ter a língua afiada, mas não era maquiavélico. " ––– Exato!" Exclamou, aproximando-se um pouco mais do moreno, os olhos verdes brilhando em uma espécie de esclarecimento. " ––– E essa divisão genética acaba modificando a pessoa infectada por esse veneno até que ela se torne... Algo diferente. Algo que carrega tanto a lógica da ciência mundana quanto a magia de Mítica, seja lá qual for sua essência. Essa é a grande questão..." A última frase foi dita com o tom de voz um pouco mais baixo, mais para ela mesma. Era uma possibilidade, mas nenhuma certeza ––– assim como tudo o que envolvia aquele caso. " ––– Nada demais. Meu trabalho de poções." Mentiu, com um sorriso de canto. " ––– Um projeto... Grande e complexo, temo dizer. Mas se quiser colaborar, será muito bem vindo, sr. Tremaine."
─── tem algo vermelho e úmido na minha blusa? ah! ah sim! hoje eu fui espiar um daqueles treinos de heróis e caçadores e eles tem um sistema muito bem elaborado para as atividades, eram tantas lâminas diferentes! eu vi um pouco depois que me machuquei, mas não achei que ia sangrar assim, vai ficar pregando quando secar, eca.
" ––– Tem, e precisa ser tratado agora se não quiser infeccionar." Não precisava ter convivido com a medicina de perto para saber que feridas não tratadas corriam altos riscos de infeccionar ––– e claramente, deixar a situação mais feia do que já estava. " ––– Bom, eu aconselho você tirar a blusa e colocar para lavar." Era comum que Victoria trouxesse sempre consigo um lenço ou pedaço de pano. " ––– Sabe se tem uma pia com sabão aqui perto?"
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◟ ☾ ˚ " ––– Tratamento de diversos tipos de doenças que podem atingir humanos, feéricos e sereianos, resultar em descobertas de novas espécies e no trabalho de mutações que podem ou não servir para a criação de espécies futuras que outrora serviriam ao mundo mundano e mágico de uma forma ou outra, verificação do grupo de nucleotídeos do seu DNA e..." A medida em que os pés, calçados em sapatilhas de veludo, tentavam acompanhar as passadas alheias, os olhos verdes da cientista estavam presos ao papel em que continham as vantagens de ter pelo menos um tubo cheio de sangue de @yourhghness ––– não que fossem todas verdadeiras. Não que ela soubesse o que exatamente ocorria com o Westergaard, mas certamente, havia algo de errado ––– ele não era tão gelado por natureza. Se o fosse, Irina provavelmente também carregaria a mesma característica, o que Victoria sabia que não era o caso; e isso tornava Njord, agora, sua nova opção de cobaia favorita ––– se, é claro, ele colaborasse consigo. " ––– Ora, vamos lá, Njord! Não tem nada demais." Declarou, voltando o olhar esverdeado para ele. " ––– Não me diga que tem medo de agulhas."
◟ ☾ ˚ Quem diria que um desafio completamente inesperado haveria de proporcionar a Harker um encontro. Não que fosse antissocial a ponto de não ter nenhum, contudo, não era a programação que tomaria o primeiro lugar na lista da morena ––– apenas possuía outras prioridades à relações interpessoais, e preferia focar nestas. Todavia, não negaria que o jantar junto a @neevcn fizera o tempo passar mais rápido do que o usual ––– quase se esquecera de verificar amiúde o posicionamento do sol no céu, velho conhecido de uma Victoria que necessitava estar ciente de cada movimento da estrela anã no céu ––– ela ainda controlava grande parte da sua vida, mas com sorte, isso estava perto de acabar. Com sorte... Ora, como odiava esse termo! Jamais acreditara na sorte, em energia ou qualquer bobagem do gênero; afinal, quem traçava seus próprio destino era ela mesma, certo? Assim como qualquer um. E bom, fazia sentido que aquele houvesse sido o destino de Victoria. Contudo, ela ainda não estava disposta aceita-lo de cabeça baixa. " ––– Devo dizer que é uma pena que as horas tenham voado tão rápido." Riu, assim que voltou os olhos verdes para o príncipe. " ––– Me diga, prefere mesmo se manter na tradicionalidade de um jantar ou na próxima vez posso devo esperar o ukulele?" Brincou, deixando um sorriso desenhar-se nos lábios.