໒ྀིㅤ⠀˛ㅤ⠀⋆ㅤ⠀୨⠀ 𝐌𝐀𝐃𝑵𝑬𝑺𝑺 ˒ ( rabia soyturk , 26 , ela / dela ) era uma vez . . . uma pessoa comum , de um lugar sem graça nenhuma ! há , sim , estou falando de você aysel bardakci . você veio de istambul , turquia e costumava ser herdeira por lá antes de ser enviada para o mundo das histórias . se eu fosse você , teria vergonha de contar isso por aí , porque enquanto você estava prestes a se casar , tem gente aqui que estava salvando princesas das garras malignas de uma bruxa má ! tem gente aqui que estava montando em dragões . tá vendo só ? você pode até ser cativante , mas você não deixa de ser uma baita de uma desequilibrada . . . se , infelizmente , você tiver que ficar por aqui para estragar tudo , e acabar assumindo mesmo o papel de a cantora na história da princesa e o sapo . . . bom, eu desejo boa sorte . porque você vai precisar !
* 𝐭𝐚𝐠𝐬. * 𝐩𝐢𝐧𝐭𝐞𝐫𝐞𝐬𝐭. * 𝐜𝐨𝐧𝐧𝐞𝐜𝐭𝐢𝐨𝐧𝐬. * 𝐞𝐱𝐭𝐫𝐚𝐬.
𓏲ㅤㅤ𝒐𝒏𝒄𝒆 𝒖𝒑𝒐𝒏 𝒂 𝒕𝒊𝒎𝒆 ⠀ ˒ aysel não nasceu apenas em berço de ouro , ela foi basicamente deitada em um trono almofadado com plumas de pavão , enquanto seus pais milionários esperavam para satisfazer qualquer desejo dela . filha única de demir , um magnata turco do setor automobilístico e de pinar — esposa troféu — , que gastou rios de dinheiro para engravidar , aysel foi praticamente comprada . adotar ? claro que não . quando se tem tanto dinheiro , o mínimo que se espera é que a criança tenha o seu próprio sangue , certo ? crescendo mimada até o último fio de cabelo , aysel se acostumou rapidamente ao fato de que o mundo sempre diria "sim" para qualquer capricho seu . o pai ? um servo devoto . a mãe ? uma guarda-costas , ainda mais zelosa depois do famigerado "sequestro" . ah , sim , o sequestro . aos seis anos , aysel desapareceu misteriosamente de um parque enquanto estava com a mãe , levando seus pais a um frenesi de desespero . . . por algumas horas , pelo menos . ela foi encontrada pouco tempo depois , sozinha e completamente ilesa . o sequestrador ? nunca encontrado . alguns disseram que aysel , sendo a criança curiosa e exageradamente comunicativa que era , provavelmente se aventurou sozinha e causou todo o alvoroço por pura diversão . outros juram que ela foi demais até para o sequestrador , que deve ter desistido após tentar manter uma conversa com ela por mais de cinco minutos .
seja lá o que tenha acontecido , uma coisa era certa : o episódio apenas reforçou o pedestal dourado em que aysel já estava confortavelmente instalada . seus pais , especialmente o pai , redobraram as medidas de proteção , como se a solução para tudo na vida fosse cercar aysel de ainda mais privilégios . e , honestamente , para ela , era . a bardakci até tinha uma vaga noção de que sua vida era absurdamente privilegiada , mas , sinceramente , por que ela iria querer abrir mão de tudo isso ? seus pais não pediam muito : boas notas , aprender meia dúzia de línguas para impressionar em eventos de gala , e estar em casa antes das 23h , como qualquer "boa filha" . e aysel , claro , seguia as regras . até que , em algum momento , percebeu que suas amigas pareciam estar se divertindo muito mais do que ela . não que ela tenha se rebelado e virado uma máquina de irresponsabilidade , longe disso . mas o tédio começou a pesar , e a curiosidade falou mais alto . ela queria experimentar um pouco mais daquilo que suas amigas comentavam — novos lugares , novas pessoas , novas sensações . tudo , claro , sem abrir mão do conforto que tinha .
com sua recém-descoberta sede por aventura , aysel armou o plano perfeito : anunciou aos pais que queria fazer um intercâmbio cultural para descobrir qual carreira gostaria de seguir . um grande teatro , claro , mas funcionou — depois de muita insistência , seus pais cederam . a única condição ? ela teria um segurança colado nela . aysel aceitou sem piscar . na cabeça dela , driblar o segurança seria infinitamente mais fácil do que lidar com os próprios pais . e assim , lá foi aysel explorar o mundo , pulando de país em país , conhecendo lugares exóticos e gente "diferente" . e foi em uma dessas viagens que conheceu um morador local que a salvou de um assalto . para aysel , aquilo só podia ser um sinal dos deuses : era ele ! seu futuro marido ! não que tenha sido instantâneo , mas sim , eles realmente acabaram se casando .
aysel passou um ano morando no país dele , desfrutando da aventura da vida conjugal . . . até que , um belo dia , decidiu que era hora de apresentar o maridão aos pais na turquia . seu pai , como era de se esperar , reprovou o casamento de imediato . não por desgosto genuíno , mas porque já tinha providenciado um "pretendente perfeito" para aysel durante o ano que ela passou fora . o tal pretendente , descobrindo que seu "prêmio" tinha casado , se aliou à demir para destruir o casamento dela . em um golpe baixo , enviaram fotos anônimas que supostamente provavam que seu marido a traía . aysel fez o que qualquer pessoa emocionalmente equilibrada faria : queimou todas as roupas do marido no quintal . como deve imaginar , o término foi caótico . em um momento de vulnerabilidade , ela acabou caindo no papo de emre — o noivo arranjado , que havia tramado toda aquela confusão . a verdade ? emre não era muito diferente . ele só queria se casar com aysel porque a família dele estava à beira da falência , e um bom casamento seria a salvação financeira .
no dia do tão aguardado ( ou nem tanto ) casamento com emre — que , para ser honesta , aysel não tinha certeza se realmente queria , mas os convidados já estavam lá — , ela estava no que deveriam ser seus momentos finais como uma mulher solteira . já quase pronta , aysel recebeu um pacote misterioso em seus aposentos . com o coração na boca , já temendo que fosse mais um álbum de traições ( afinal , ela poderia abrir uma galeria de chifres ) , abriu o livro . mas , em vez de fotos comprometedoras , aysel se viu envolta por uma luz estranha , e tudo ao seu redor simplesmente desapareceu . sem aviso , ela literalmente caiu dentro de um conto de fadas . bem diferente do casamento meia-boca que estava prestes a acontecer , aquilo era no mínimo uma mudança de cenário . e quem diria que , no fim das contas , um livro salvaria aysel de mais uma decisão duvidosa ?
Por mais que tivesse sido uma experiência divertida de inicio quando subiu ali com Robert, já não estava achando tão mais divertido agora que estava em uma ferrenha discussão com um fantasma que tentava lhe possuir pela décima oitava vez. ❝Você não conhece a palavra limites, não? Acha que só por que morreu não se aplica a você? E não vem me dizer que tem direitos só por que eu to de esqueleto não!❞ Inapto a falar sem gesticular quando ficava mais irritado, nem se deu conta de seus arredores e acabou batendo no copo de bebida que Aysel segurava virando o líquido quase inteiro sobre ela. Aquilo foi o suficiente para que ele perdesse a atenção que tinha no fantasma e se voltasse pra ela. ❝Mil perdões! Eu juro que não te vi, não que você seja invisível, mas é que eu tava distraído e... Não vai manchar, certo? Se manchar é só passar vinagre ou sal grosso com água... Se bem que isso funciona pra mancha de sangue, será que funciona pra outras manchas também? Bom, não sei, de toda forma, desculpa.❞
aysel ficou imóvel , os olhos piscando enquanto processava o desastre que acabara de acontecer . só que , assim que a realidade bateu — o estrago visível no traje caríssimo e , junto , a lembrança gritante de seu bolso praticamente vazio no fim do mês — os olhos começaram a lacrimejar sem a menor cerimônia . para qualquer um de fora , pareceria exagero . para aysel , era o fim do mundo . ‘ minha fantasia ... ’ murmurou , a voz trêmula , como se estivesse à beira de um colapso . finalmente ergueu o olhar , encarando eric com um pesar profundo . ‘ eu ... eu praticamente me vendi pra cruella pra conseguir esse traje ! ’ estendeu os braços , olhando para a fantasia arruinada . ‘ era pra eu ser uma fada deslumbrante , eric ! e agora ... agora vou andar por aí parecendo uma fada falida e pegajosa , obrigada por isso . ’ aysel soltou um soluço pequeno e dramático , enquanto uma lágrima genuína escapava . ela sabia que o dinheiro não era como no mundo real . ali , parecia que ele evaporava em um piscar de olhos , e cada centavo perdido doía . sequer ouviu a solução de eric porque esperava que ele magicamente limpasse o seu vestido . ‘ eu não queria estar assim ... eu queria ser a fada mais linda da festa . ’
໒ྀིㅤ⠀˛ㅤ⠀⋆ㅤ⠀୨⠀ 𝒉𝒂𝒍𝒍𝒐𝒘𝒆𝒆𝒏 𝒇𝒆𝒔𝒕𝒊𝒗𝒂𝒍 ˒ para aysel , o halloween era a desculpa perfeita para usar a roupa mais extravagante possível , e não para ficar se escondendo sob máscaras assustadoras . pelo menos , essa era a filosofia que mean girls a ensinou e ela seguia cegamente . então , o traje escolhido foi uma fada dourada ; com asas enormes , reluzentes e enfeitadas de pedrarias . depois de muito drama e chantagem emocional , conseguiu que cruella desenhasse e confeccionasse a peça – custou todo seu salário , mas aysel faria com que cada merlo valesse a pena .
fazia anos que ela não lia um livro por diversão . depois que o ensino médio acabou , ela decretou que não precisava mais disso na vida . obrigação feita , adeus , literatura ! mas , ah … as fanfics de jogadores de hockey eram , para ela , a verdadeira literatura moderna . aquelas histórias com homens suados e violentos no gelo , cheios de dramas pessoais e que cometiam loucuras por seus interesses românticos , aqueciam seu coração — não que fosse muito difícil . mas seria improvável encontrar esse seu gosto tão … nichado ali naquela biblioteca mágica . ela revirou os olhos , sem paciência para aquelas escadas que pareciam provocá-la com sua falsa utilidade . não estava com vontade de se perder no labirinto de prateleiras , então , começou a procurar alguém que pudesse guiá-la . ‘ hey , tink ! ’ disse , acenando exageradamente para chamar a atenção da fada . ‘ me diz uma coisa : vocês têm alguma seção aqui que , sei lá , seja o mais próximo de ... jogadores de hockey ? ’ sussurrou a última parte , como se fosse uma vergonha dizer aquilo em voz alta . ‘ você sabe o que é isso , pelo menos ? ’ ela cruzou os braços , lançando um olhar crítico para as prateleiras . aquela biblioteca parecia o tipo de lugar onde só se lia sobre príncipes chatos e princesas indefesas . será que havia algum livro que entendesse o valor de um cara mal encarado , num uniforme de hockey , derrubando alguém no gelo ? ela duvidava . mas , sabe como é , a esperança é a última que morre . ‘ você deve conhecer alguém que poderia escrever isso . um autor iluminado ! não quero ficar presa em um romance de época onde os casais só se olham e se apaixonam ... é muito sem graça ! ’
aysel já estava no quarto drink , e claro , com a liberdade de inventar suas próprias bebidas , tinha decidido misturar coisas que provavelmente nem deveriam existir no mesmo copo . algo com um toque de licor de fada , uma pitada de pó de dragão e ... tequila , porque por que não ? o resultado era uma bebida colorida e extremamente duvidosa que descia queimando pela garganta . estava no centro da pista de dança , seu corpo se movendo com uma energia que parecia infinita , os braços soltos no ar enquanto ela girava sem qualquer coordenação aparente . ela estava descalça , porque obviamente os sapatos tinham se tornado um problema em algum ponto da noite . até que uma ideia brilhante surgiu em sua mente . ela virou-se para devon , os olhos brilhando de excitação ( ou era o efeito das bebidas ? ) e apontou para a parede onde estava a área de dardos . ‘ vamos jogar dardos ! ’ claro , essa era uma das piores ideias possíveis , mas na cabeça de aysel , naquele momento , parecia absolutamente genial . ela se lembrou de que sua mira , mesmo sóbria , já era questionável . mas agora , depois de quatro drinks — e considerando que um deles tinha pó de dragão — , a chance de ela acertar o alvo era praticamente nula . ‘ aposto que você não consegue me vencer ! ’ bêbada e confiante ... aquilo era a pior combinação possível . ‘ ainda mais se o alvo for uma foto do meu ex ... será que eles tem impressora aqui ? ’
sentada na sede do safári , aysel estava com os braços cruzados , bufando de impaciência . a visita prometia ser tranquila , um passeio para observar os animais da floresta , mas seu dia azedou no instante em que o viu . bino estava próximo dela , com aquela cara de tacho , como se nada tivesse acontecido . ‘ você está me irritando ! ’ ele não tinha dito nada , mas mesmo assim aysel o fuzilou com o olhar . ‘ você sabe que eu sempre fui a favor da preservação , né ? mas hoje ... tô quase abrindo uma exceção e jogando você pros leões . ’ ela disparou , virando-se para ele com um sorriso que não era nada amigável . aysel não estava interessada nas explicações de tarzan sobre os animais ou na beleza do lugar . sua mente estava ocupada em elaborar planos insanos sobre como poderia se livrar de bino . ‘ eu tenho quase certeza que vi umas hienas por aqui também . ’ se fez de cínica , fingindo procurar pelo animal em algum lugar daquela floresta . ‘ sabe o que dizem sobre elas , bino ? que elas adoram uma carniça . ’ balançava a cabeça , agora com um brilho maluco nos olhos . ‘ imagina só , eu empurrando você direto na jaula dos leões . aí o tarzan aparece , tipo , ' oh não , aysel , não faça isso ! ' . mas é tarde demais , você já virou churrasquinho . ’ suspirou , tentando controlar a animação de se imaginar acabando com a raça daquele traidor maldito ! ‘ pode ser que eles te comam e fiquem com indigestão ... porque , né , até bicho tem limite pra porcaria . ’
sentada em um dos sofás exuberantemente vitorianos do teatime , as pernas cruzadas e o pé balançando de forma impaciente , aysel examinava o cardápio de chás como se estivesse prestes a tomar uma decisão que mudaria o destino da humanidade . ‘ é tão difícil ! ’ resmungou para alyssa de uma forma extremamente manhosa . ‘ eu juro que se esse tal chá de copas realmente me encher de ideias brilhantes , vou acabar resolvendo todos os problemas do mundo em uma tarde . mas , por outro lado , você já imaginou demais ideias ? eu já falo muito do jeito que estou , imagina com a criatividade ampliada ! ’ depois de alguns momentos de deliberada indecisão , aysel decidiu que precisava da ajuda de algo mais mágico . é para isso que a magia daquele lugar servia , certo ? ‘ sabe o que eu vou fazer ? ’ piscou para alyssa , já com a mão estendida em direção à caixa mágica que estava na mesa . ‘ vou escolher uma chave ! eu só espero que não seja o tal chá de cheshire ... porque , olha , alucinações eu já tenho de graça , não preciso pagar por isso . ’
# para um starter com aysel responda com 🌪️ + um lugar do reino dos perdidos — up to ( 03/05 ) › bônus : feche um starter com a maluca , e ganhe plots quentinhos !