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Pyo nas aventuras de batata frita — Sun
O dia de Jihoon era longo, longo. Ele passava o turno da manhã nas aulas de música, de vez em quando esticando pra tarde quando precisava fazer algum trabalho. Aí a noite, quando a maioria descansava, ele ia trabalhar no McDonalds da praça de alimentação.
O fato que Jihoon, com um metro e tralalá de altura (ele era alto pra idade), ficava ridículo naquelas calças jeans que divide seu saco no meio ele já tinha superado. A verdade é que ninguém ficava bonito naquele uniforme e naquele bonézinho. A rede no cabelo então, aish…
Tava no horário mais de noite onde a praça fica mais vazia e Jihoon tava na task de catar as bandejas sujas. Sabe o que ele fazia? Olhava pra lá, olhava pra cá, e quando ele achava umas batatas fritas dando mole em alguma mesa ele ia lá e socava tudo na bocona grande. Hehe. Era o plano perfeito.
Ou era o que ele achava.
Depois de um dia que Yongsun preferia esquecer que aconteceu de tão cansada que estava, ela correu para compensar as frustrações cotidianas num belo hambúrguer gorduroso e batata frita e refrigerante. Mas como essas coisas não são para o bolso dela, ela se contentou com um McDonald’s mesmo e olhe lá. Tinha pedido uma batata grande não sabia nem a razão e mal conseguiu comer a metade depois de comer o lanche e entupir a barriga de coca-cola. Depois disso, ela foi embora para o dormitório e, no meio do caminho, seu irmão lhe mandou uma mensagem pedindo que ela lhe levasse comida.
E então ela voltou para a praça de alimentação, já caçando nos bolsos o cartão que tinha usado e… Espera. Apalpa o bolso da frente, o da direita e os dois de trás. Puta merda, ela tinha esquecido o cartão em cima da bandeja com o cupom fiscal.
Via um funcionário recolhendo as bandejas, mas primeiro ela tentou buscar mais ou menos onde ela tinha se sentado e nos arredores enquanto ia andando até o garoto. Não achou o cartão, então decidiu perguntar. — Com licença, mas você viu um cartã-… Oi, Jihoon! — Reconheceu o colega do clube de música, mas daí reconheceu também que ele tava com a boca cheia de batatinha e… — Você não tá fazendo o que eu acho que você tá fazendo, tá?
Pego no flagra.
— Hmmn. — Ele respirou fundo, soltando as batatas reféns na mão que já iam ser as próximas vítimas. — Nhaom...— Isso era Jihoon tendo que arreganhar a boca toda pra dizer "não!" com um monte de perninha de batata pra fora.
Ué, a explicação era simples, mas ele não podia explicar de boca cheia: se a pessoa tinha ido embora era porque não queria mais comer, certo? E a comida estava paga mas não tinha dono, certo? Então ele estava fazendo um favor lutando contra o desperdício. Jogar comida no lixo era muito feio.
Sim, ótima explicação que ficou só na cabeça de Jihoon, que acabou sorrindo com os olhos pequenininhos e enfiando mais batata na boca sem culpa nenhuma no mundo. — Efhguesheu algumf choish noonha?
Pyo nas aventuras de batata frita — Sun
O dia de Jihoon era longo, longo. Ele passava o turno da manhã nas aulas de música, de vez em quando esticando pra tarde quando precisava fazer algum trabalho. Aí a noite, quando a maioria descansava, ele ia trabalhar no McDonalds da praça de alimentação.
O fato que Jihoon, com um metro e tralalá de altura (ele era alto pra idade), ficava ridículo naquelas calças jeans que divide seu saco no meio ele já tinha superado. A verdade é que ninguém ficava bonito naquele uniforme e naquele bonézinho. A rede no cabelo então, aish…
Tava no horário mais de noite onde a praça fica mais vazia e Jihoon tava na task de catar as bandejas sujas. Sabe o que ele fazia? Olhava pra lá, olhava pra cá, e quando ele achava umas batatas fritas dando mole em alguma mesa ele ia lá e socava tudo na bocona grande. Hehe. Era o plano perfeito.
Ou era o que ele achava.
Pyo nas aventuras de jenga — yejun
A festa que rolava no campus era o menos importante, Jihoon tava nem aí pra festa.
Não, espera, no começo ele tava aí pra festa, porque mesmo depois de cansado do dia todo tendo aula e da noite toda trabalhando no McDonalds, se não fosse a festinha no bloco de música rolando ele ia ter terminado a noite jogado na cama ouvindo Neyo e ninguém queria uma coisa dessas. Ele ainda tinha um restinho de energia sobrando no corpo, apesar do cheiro de hambúrguer que tava vindo de algum lugar não identificável.
Sò depois quando a festa no bloco de música acabou virando uma reunião de gente que queria ouvir Depeche Mode e jogar bilhar que Jihoon começou a ficar menos aí, arrumando um sofázinho lá no canto pra sentar, com sua única companhia sendo uma pirâmide de latas de cerveja mais na frente.
Enjoy the silence tava tocando e enquanto isso ele criou um próprio jogo pra não dormir com aquela música, desculpa, chata, que era tentar derrubar a pirâmide de latas com tampas de garrafa - ou qualquer objeto que ele achasse no sofá. Ter coragem pra meter a mão entre as almofadas fazia parte do jogo.