Your eyes can make me swim; ✖ Yejun, Dexter
Dexter era um cara absolutamente prático, e era por isso que ele estava arrumado há algum tempo e encarando o relógio impacientemente. Haviam marcado no inÃcio da noite e o tempo parecia estar congelando à medida que o momento se aproximava. O americano não tinha muita experiência com encontros amorosos, mas ele tentou não pensar nisso enquanto tamborilava os dedos sobre uma de suas coxas. Só precisava se concentrar em não se atrasar e em não fazer besteira.
De jeans preto e camiseta de mesma cor, Dexter só pegou sua jaqueta de couro rapidamente para completar o visual, logo antes de sair. Faltavam apenas alguns minutos para se encontrar com Yejun, por isso ele achou melhor sair logo do dormitório para não correr o risco de se atrasar demais. Ele nem tocou muito nos cabelos depois, porque sabia que eles estavam muito bem penteados e cheios de spray. Mas ele bem que deu uma olhada em seu reflexo numa porta de vidro, só pra garantir que estava mesmo bonitão e apresentável. E estava.
Não teve que andar muito para encontrar Yejun parado e meio impaciente, olhando ao redor como se não soubesse exatamente de onde viria o americano. Foi fácil pegar um caminho estratégico para surpreendê-lo, beijando-o na bochecha ao aproximar-se por trás. É claro que ele se afastou logo depois, porque o mais novo não era a pessoa mais pacÃfica que conhecia; mas fez isso rindo, tratando de caminhar até ele novamente assim que viu que estava seguro. — Eu demorei, Yejunnie?
Yejun olhava pros lados com uma ansiedade quase palpável, fazendo quem passava se perguntar o que tinha acontecido pra um cara normalmente tão quieto e na dele parecer tão agitado. Na verdade, não seria lá tão difÃcil de concluir o que estava rolando, era só dar uma boa olhada na roupa bem alinhada pra se descobrir que ele estava esperando alguém. Entretanto, quando um amigo do curso de cinema passou e deu uns tapinhas no seu ombro ele sabia que era hora de tentar manter alguma compostura, mesmo com seu estômago se revirando. Naquele ritmo ia acabar com uma gastrite.
O jeito foi pegar o celular do bolso e buscar por qualquer coisa que fosse capaz de distraÃ-lo, resolvendo então fuçar no IMDB em busca de qualquer coisa interessante sobre filmes. Esses minutinhos de distração foram o suficientes, porém, para que não notasse Dexter se aproximando e ganhasse aquele beijo no rosto. Os lábios se entreabriram em surpresa ao que o coração falhou umas batidas, o cenho franzindo-se um pouco enquanto as maçãs do rosto ganhavam certa coloração. — ... Num chega assim do nada, caralho, tomei maior susto! O resmungo veio para encobrir um tanto a vergonha, a mão direita tomando lugar na bochecha beijada, sentindo a região ainda quente ao que ele olhou, então, pros próprios pés, negando com a cabeça. Yejun nunca tinha coragem de olhar Dexter no olho quando ele o chamava daquele jeito. — Não... Num demorou.
A mão que até então estava no rosto voltou para os cabelos, mexendo neles numa tentativa de acalmar-se. Ele tinha que se mexer, ou ia ficar maluquinho. — ‘Vamo lá, vai! Falou por fim, dando um soquinho fraco no ombro alheio ao tomar a dianteira para que fossem em direção a calçada do prédio, passando aquela parte do jardim. No meio do caminho, entretanto, ele notou que não tinha ideia de para que lugar estavam indo naquela noite. Soltando um riso frouxo e sem jeito, desgostoso com seu quase desespero, ele parou e voltou-se para o americano, a mão sobre à nuca. — Onde... A gente vai mesmo?













