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â â- Certeza que eu sou a dramĂĄtica? â- â murmurou entre dentes, buscando a compostura para prosseguir com a conversa. Erin sentia mais raiva de si mesma, do que da deusa, consciente do erro que cometeu ao envolver-se com a deidade. NĂŁo devia ter continuado tomando os remĂ©dios depois de todos aqueles anos, e se lhe perguntassem, a semideusa nĂŁo conseguiria descrever o motivo de ter feito isto. Entre as preocupaçÔes, e todos os problemas, os comprimidos acalmavam os nervos de Erin, por um preço que jovem estava disposta a pagar⊠NĂŁo mais. Queria largar estes, e diminuir o consumo de bebida, mas graças a maldição selada por Vice, a semideusa nĂŁo conseguia. Um dia sem uma pequena dose, lhe rendia os piores sintomas de abstinĂȘncia, algo que nĂŁo condizia com seu consumo, que em nada se comparava a outros dependentes da cidade. Observava os dados pretos, pegando estes, para que pudesse prosseguir a conversa, e nĂŁo chamar atenção dos seguranças da LĂłtus. â â- Me deu uma ideia, mas duvido que vocĂȘ amaldiçoe todos os seus cliente, seria um pouco desgastante â- â aproximou-se da mesa, os olhos focados nos dados postos na palma de sua destra. Ressentia o descuido na aproximação, mas nĂŁo poderia ser de outra forma. Erin estava assustada, e um pouco desesperada. â â- SĂł me diga logo se pode retirar a maldição, duvido que queira perder tempo com uma semideusa â- â inconsequente, a prole de Poseidon temia agravar sua situação mais ainda, preferia a honestidade da criatura, ainda que fosse para o pior.
   oh, baby. donât go that road. â deu uma risada com a retrucada da semideusa. diferente de humanos, vice nĂŁo nutria carinho nenhum pelos herĂłis mortais. toda a aura de criança com poderes lhe incomodava de uma forma que nĂŁo deveria. pelo mesmo motivo nĂŁo suportava a ideia de reclamar um de seus filhos perdidos no mundo humano. tinha aversĂŁo a ideia de transformar um ser que pode passar a vida sendo humano em um dos rebeldes, com o lado negativo do vĂcio. a vontade da parte mortal destes que fazia procurarem um sentido superior em suas vidas vazias. sem se perder em seus pensamentos, ainda dava instruçÔes dos jogos sempre que necessĂĄrio, explicando o motivo de sempre tirar ou adicionar fichas para cada um dos dois jogadores. o homem afetado pela flor de lĂłtus logo desistiu ao perder muito, e entĂŁo restou sĂł as duas naquela mesa por um tempo. agora vice olhava diretamente para a filha de poseidon, com seus olhos de encontro aos dela; nĂŁo tinha ideia se erin retribuiria, elas jĂĄ tinham conversado algumas vezes para a outra saber o que aconteceria caso olhasse direto nos olhos da deusa. vice gostava desse controle, o medo de verem a imagem perturbadora dentro de seus olhos e intensificarem o prĂłprio vĂcio em apenas alguns segundo. a necessidade de outros seres olharem para baixo ou desviar o olhar mais rĂĄpido que poderiam quando encontravam pela primeira vez. poderia retirar aquele efeito tĂŁo exposto quando quisesse, mas naquele momento era intencional. â de onde tirou toda essa ideia de maldição..? os deuses antigos lhe trataram tĂŁo mal assim? â mordeu os lĂĄbios, continuando a incitar uma ideia de uma inocĂȘncia. vice, em relação ao seu poder, costumava negar genuinamente tudo que envolvia sua personificação. ela intensificava prazeres e desejos, mas de fato nunca criava a vontade de tomar remĂ©dios fora da prescrição mĂ©dica; por exemplo. ela colocava a mĂŁo em muitas criaçÔes, as se os seres se controlassem, eles mesmos nĂŁo estariam em frente a deusa. eles eram os culpados, na visĂŁo de vice. eles que tinham que assumir, nĂŁo ela. â nĂŁo tem maldição nenhuma, nĂŁo da minha parte. â mentira! â mas eu posso tentar te ajudar de alguma forma. o que quer? â mentira. big juicy lie! vice havia realmente amaldiçoado a semideusa, nĂŁo de forma direta com palavreado em alguma lĂngua antiga. mas a cada comprimido que a semideusa comprava diretamente de suas mĂŁos, assim como qualquer semideus, ela cavava a prĂłpria cova do vĂcio. nĂŁo era impossĂvel de sair de algo como aquela abstinĂȘncia, mas a dor pela falta do que alimentava o vĂcio seria insuportĂĄvel. assim como os outros sintomas e, principalmente, a necessidade de voltar a sua dependĂȘncia. felizmente para a deusa, depois de tantos sĂ©culos de existĂȘncia, ela mentia com tanta naturalidade que ainda era possĂvel ouvir o carinho dado na tonalidade de sua voz.















