bc-minkyung:
Vem cá, traz ela. Vou te ensinar uma massagem na barriguinha que ajuda a melhorar a cólica, ok? Minha mãe me ensinou quando a minha sobrinha veio.
Er... Você só não quer fazer nela? Acho mais fácil.
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@bc-hyuna
bc-minkyung:
Vem cá, traz ela. Vou te ensinar uma massagem na barriguinha que ajuda a melhorar a cólica, ok? Minha mãe me ensinou quando a minha sobrinha veio.
Er... Você só não quer fazer nela? Acho mais fácil.
bc-daeyeon:
Está virando uma vampirinha, que nem a Mimi. Não está com fome? quer beber alguma coisa? Tem frutas, eu posso fazer um suco. Aliás, Hyuna. Eu recebi uma proposta de trabalho para este fim de semana, em Busan. Eu queria saber se está tudo bem eu aceitar, porque teria que ficar até três dias por lá, não mais que isso.
Eu pensei em pedir pro Mimo ficar aqui com você ou a minha irmã, mas… Se você acha que vai precisar de mim de qualquer jeito, eu não aceito, não tem problema.
Miyoung e eu temos muito em comum, começando com uma admiração incrível pelo pai dela. Já disse que estou bem. Estava pensando em cozinhar hoje, o que está com vontade de comer?
Eu vou sempre precisar de você, não importa muito quem esteja aqui. Chama os dois, eles podem revezar quando um ficar muito cansado, eu não sei.
daeyeon’s bday party **
mais que amigos, friends ; h&d
bc-daeyeon:
Para alguém praticamente movido por seus sentimentos, Daeyeon nunca gostou da ideia de one night stand e depois de saber que havia rendido uma gravidez, seu medo maior passou a ser sua realação com Hyuna. Lembrava-se do quanto riram na noite que ficaram juntos, mas obviamente porque estavam bêbados até demais, os dois sabiam que não tinham muito em comum além de copos cheios. Entretanto, naquele momento, depois de mais de dez meses, tendo Miyoung entre eles enquanto brincava com os dedidos minúsculos que facilmente sumiam em sua mão, ele estava completamente satisfeito e saber que podiam ser bons amigos, mesmo com as diferenças gritantes entre eles, em todos os aspectos imagináveis. — É sério?! — Daeyeon estava genuína e igualmente indignado. Ele também tinha amigos que tinha virado a cara ao saber da gravidez, mesmo que não pudesse entender o motivo, então entendia o sentimento de Hyuna naquele momento. — O que será que acontece com essas pessoas? Perceberam que um filho não é uma doença terminal? Perceberam que ainda estamos vivos e indo muito bem? Quer dizer… Você não acha meio revoltante como as pessoas pareciam achar que íamos acabar nos matando? Tipo, mesmo as pessoas que nos apoiam, dava para ver nos olhos dela que elas achavam que íamos nos dar muito mal… Sei lá. Enfim. Você sente falta dela? Porque eu sinto falta de alguns amigos, tipo… O Hyunjeong, mas… Parece que algumas relações foram permanentemente abaladas desde o começo da gravidez… — Disse, erguendo os olhos para a mulher. Daeyeon não referia-se exclusivamente a Hyunjeong, mas também seu pai e até mesmo seu irmão, que esteve longe por tanto tempo.
A indignação na voz do rapaz foi compartilhado por Hyuna também. Não conseguiu acreditar quando uma de suas amigas mais próximas veio puxar conversa depois de quase dez meses sem olhar na cara dela. - Sério, também fiquei sem acreditar em tamanha cara de pau. Quis tanto bater na cara dela, você nem imagina. - Não sentia-se incomodada em dizer tais coisas para Daeyeon, afinal ele já haviam feito o maior ato de intimidade possível, então não existia porquê esconder aquele tipo de pensamento. - Acho, claro que eu acho. Acho que eles ficaram surpresos que conseguimos sobreviver toda essa situação e tu ainda manter uma relação a parte, sabe? A gente mora em um bairro arcaico com gente que pensa de maneira arcaia, tinha plena consciência de que seria julgada três vezes mais do que antes por engravidar fora do casamento com uma pessoa com quem não mantenho uma relação amorosa. - Deu de ombros. Ainda não conseguia entender aquele tipo de atitude dos outros, como alguém pode dar a costas à uma pessoa que precisava tanto de apoio? - Não, não dela. Sinto falta de outras pessoas, outros momentos. HyunJeong é uma dessas mas ele tem me irritado tanto ultimamente que acho que nossa amizade já não tem concerto. - Revirou os olhos ao falar desse assunto. Hyunjeong sempre foi uma pessoa complicada, todos sabiam disso, mas a paciência de Hyuna tinha diminuído muito com a gravidez. - Meu pai. Essa é a pessoa que eu mais sinto falta. Eu perdi o meu pai completamente, Daeyeon. Acho que nunca mais ele vai vir falar comigo.
bc-hyunjeong:
No seu caso, eu acho que você sabe bem do que está falando, não é? O importante era pegar o Daeyeon e não se arrepender depois, mesmo que eu estivesse com ele na época e eu e você fossemos amigos.
Mas enfim. O karma é uma vadia bem precisa.
Como vai?
Mesmo que você estivesse com ele na época? Você tem que rever sua história com o Daeyon, porque ele me contou que estava completamente solteiro e que, no caso, você estava com a Phoebe. E mesmo que você estivesse com o Daeyeon, está mais do que na hora de superar, né meu bem. Dez meses se passaram já, pelo amor de Deus... Pra que ficar vivendo no passado?
E se quiser viver no passado, pare de ser um completo escroto e jogue o que fizemos tanto na minha cara quanto na cara do Daeyeon ao invés de jogar só na minha. Quando um não quer dois não faz e, se ele estava com você como só você diz, ele te devia muito mais esse ‘fidelidade’ do que eu. Para de encher o meu saco com essa história. Cansei. E só pra tu saber, nunca me arrependi de ter ficado com Daeyeon.
Karma nunca me incomodou, aqui se faz, aqui se paga.
Estou ótima, maravilhosa, perfeita. E tenho uma filha linda com o Daeyeon. Kim Miyoung, já a conheceu?
E você, como está? Em dúvida do que fazer da vida? Isso é bem chato.
bc-minkyung:
Bebês costumam chorar quando estão com fome ou sujas, ou quando só querem colo de mãe.
Acho que ela está com cólica, algo assim.... Ottoke?
bc-mimo:
Colocar debaixo do chuveiro exige mais habilidade ainda e isso eu ainda não tenho. Não disse que não estava. Mas hey, we’re all in this together. Eu… Bom, estou com mais tempo agora e pretendo passar mais tempo aqui ajudando vocês.
Não esperava menos que essa agilidade toda, honey babe.
Eu posso usar os mesmo texto, tirando a parte do parto. Você vai ficar morando aqui com o Yeonnie mesmo depois da quarentena ou pretende voltar para a casa dos seus pais?
Por que sempre que alguém fala essa frase eu só penso na música do High School Musical? Toda ajuda é bem vinda, baby.
O pai dela baba nela, então deve estar funcionando bem. Ponto pra mim.
O que aconteceu com você? Amor, você precisa me atualizar, passei praticamente uns quatro meses em casa. Não existe a opção casa dos meus pais. Meu pai deixou bem claro que Miyoung nascesse ele não iria mais se preocupar comigo... Como se um dia tivesse.
bc-daeyeon:
Também te incomoda a claridade? Posso colocar cortinas mais escuras no seu quarto.
Como você está se sentindo hoje? Alguma dor?
Não se preocupe com isso, me incomoda mais os raios de sol do que a claridade em si.
Não, estou bem. Acabei de tirar leite, então daqui a pouco a dor passa.
fake love; h&w
Tinha ficado em casa praticamente quarenta dias inteiros, não aguentava mais aquele lugar. Sabia que não deveria mais frequentar os lugares que costumava ir antes da gravidez, mas isso não significava que tinha que ficar presa entre quatro paredes. Havia combinado com Wonshik e Daeyeon - Miyoung inclusa, claro - para comer algo diferente, fora de casa; morria de saudades de comida de rua como tteobokki e odeng. Tinha acabado de sair do banho e estava de roupão procurando uma roupa bacana pra sair enquanto esperava Wonshik chegar. Depois de um tempo escutou uma movimentação a mais na casa e deduziu que Wonshik havia chego. - Wonshik, vem aqui, por favor. Preciso de ajuda pra escolher minha roupa. - Gritou do quarto. Poderia ter pedido ajuda para Daeyeon que já estava na casa, mas achava o estilo dele algo completamente desastroso.
@bc-wonshik
mais que amigos, friends ; h&d
Sua relação com Daeyeon tinha evoluído bastante, conversam bem mais do que antes de Miyoung nascer e isso era bem bacana, apesar de ser uma relação extremamente necessária por toda a situação, Hyuna nunca sentiu que foi algo forçado, eles simplesmente foram se aproximando cada vez mais pelas consequências de seus atos. Ela realmente estava curtindo aquela proximidade; era um dia aleatório, ela, Miyoung e Daeyeon estavam deitados na cama dela conversando sobre a vida, aproveitando um tempo em família. Min gostava de ver o jeito com quem Yeon brincava com a bebê enquanto ela mesma estava tentando ignorar umas pequenas dores que estava incomodando-a nos seus últimos dias de quarentena. - Acredita que a Somin me mandou mensagem? Muita cara de pau, né? Quando eu precisei dela, lá no começo da gravidez, nem me olhava na cara, essa ridícula. - Expôs sua indignação para o menino enquanto mexia nas pontas de seu cabelo.
@bc-daeyeon
bc-mimo:
Eu pelo menos não nasci sabendo. Ainda mais quando é o número 2 e tem que limpar todas as dobrinhas, os cantinhos e tudo mais. Coitado, Hyuna. É por isso que ele está com aquela cara de zumbi.
Oh! Olha que sem vergonha, já sabe fazer manha. A gente perdoa porque é uma gracinha que só.
E você, Hyuna, como está? Como está a recuperação?
Aí é mais fácil colocar debaixo limpar com o chuveiro, não sei. Não cuido dessa parte. E a minha cara tá como? Linda? Estou tão na merda quando ele, meu amor.
Eu já ensinei ela a seduzir os homens, viu só.
Cansada, exausta, não aguento mais essa vida. Bem complicada, tenho que ficar quietinha por mais uns a quatro ou cinco dias para dar o tempo de quarenta dias da recuperação do parto. Acho que a pior parte já foi. E você, como está?
bc-mimo:
Não sabe trocar fraldas? Daeyeon monopolizou a tarefa? Minkyung me ensinou quando a sobrinha dela estava lá em casa. Eu posso fazer.
E por que você não… Tá bom, eu pego. […] Aqui, olha. Ela está molhada?
Essa não é uma daquelas tarefas que todo mundo nasce sabendo? É meio lógico, não? Eu só nunca fiz. Na verdade, eu acho que fiz ele monopolizar essa tarefa... E todas as outras.
Não, não está. [...] Ela está parando de chorar... Acho que só queria ficar no colo do padrinho.
bc-mimo:
Será que não é hora de trocar a fralda? Ela já comeu, já arrotou… Deve ser isso.
Eu espero que não, não sei fazer isso...
Você pode pegar ela para eu ver?
Por que ela está chorando de novo?! Deus pai, me ajude.
Quando as chances de você fazer algo e dar tudo errado, são muito altas, mas você também sabe que se não fizer, nunca vai ter a resposta para a sua dúvida, é melhor fazer do que deixar para lá, não é?
... Acho que depende. Não sei.
Não precisa falar baixinho, Miyoung está acordada.
Agora ela fica com essas jabuticabas arregaladas o tempo todo, nem posso mais abrir as cortinas.
É melhor assim, também prefiro as cortinas fechadas.
with these broken wings I'm fallin’ | pov
Um mês. A sua vida havia mudado completamente em um mês. Algumas pessoas diziam que mudanças sempre vinham para melhorar a vida de alguém. Hyuna não era capaz de opinar naquele quesito. Na gravidez estava decidida pelo parto cesária para não sofrer, mas foi com certeza uma escolha burra. Não teve como mudar de ideia, já que não estava consciente na hora do parto, só que podia que a fase pós parto estava sendo horrível.
Desde criança, Hyuna sempre foi muito elétrica, gostava de sair pra brincar, de divertir, sair com os amigos, ir pra balada, entre outros, então, ter que ficar em ‘casa’ era muito estranho pra ela. Tudo aquilo estava sendo um processo muito estressante. Agora ela era mãe, não morava mais com seus pais, tinha sofrido um acidente e passado por uma cirurgia, ou seja, a situação não estava nada fácil
Sabia bem que a situação não estava nada fácil para Daeyeon também, afinal, era ele quem cuidava da bebê na maioria do tempo, sendo que quando não era ele, era uma das avós. Imaginava o quão cansado ele deveria estar, mas no final das contas, ela era egoísta demais para pensar que ele poderia estar passando por algo mais complicado do que ela. Hyuna passou a primeira semana do nascimento de sua filha na cama, basicamente. Seu corpo ainda doía muito do acidente e os hematomas estavam bem feios; foi bem estressante pra todo mundo, pois praticamente existiam dois bebês para serem cuidados.
Logo que começou a sair mais da cama, acompanhava Daeyeon a todo momento que Miyoung chorava, mas observava de longe, deixando o ato de verdade para o pai. Aquele era um momento dos dois, ela sabia disso, então não era tão cretina ao ponto de deixar Yeon, que era tão inexperiente quanto ela, sofrer com a situação completamente sozinho. Na gravidez tinha lido muita coisa, então em certos momentos da choradeira, Hyuna até sabia o que fazer, mas não fazia. Não sentia-se preparada pra fazer, portanto, só dizia pra Daeyeon o que deveria ser feito e ele fazia, as vezes funcionava e quando não, Hyuna queria chorar junto.
Sempre ficou em um conflito interno sobre pegar sua própria filha no colo. Dava pra dizer que Hyuna segurou Miyoung somente umas quatro ou cinco vezes nesse um mês, e isso só aconteceu por momentos raros, tipo a bebê começou chorar enquanto Daeyeon estava no banho ou muito ocupado com outra coisa. Sua mãe chegou a brigar com ela várias vezes, mas não tinha muito o que fazer; não podia simplesmente jogar a criança nos braços de Hyuna. Quando ficavam sabendo que ela não pegava sua filha no colo, muitos julgavam e poucos perguntavam o por que ou o que estava acontecendo e, na realidade, ela agradecia por isso. Nunca foi boa em demonstrar seus sentimentos e suas fraquezas, principalmente em momentos como aquele em que nem ela mesma sabia dizer o que estava acontecendo. Só não se sentia preparada para ser mãe de verdade ou sei lá, simplesmente não tinha desenvolvido aquela tal conexão de mãe e filha.
Suas próprias decisões poderiam ter levado-a à isso. Escolheu não amamentá-la diretamente do peito, escolheu não segurá-la, escolheu de não ter conexão pele a pele com a sua filha, sem contar outras coisas que não foram nem opção dela, como não estar acordada no parto. Decidiu tudo isso porque não sentia-se capaz de cuidar de outro ser humano, estava em um momento de tristeza e completo desconforto tanto físico quanto emocional, ela não estava bem, portanto não achava que a melhor decisão era cuidar de outra pessoa quando nem dela era conseguia cuidar. Aquela não era a vida que tinha escolhido pra viver. Nunca imaginou que sofreria por seus seios estarem grandes e inchados, mas a realidade é que era sofre muito. Ter seios ingurgitados, ou seja, cheios demais, era horrível e pior era ter que tirar leite com tamanha dor e sensibilidade.
Além disso ainda havia uma questão com seu corpo. Ela era muito apegada a sua forma física e perder aquilo era sim um choque muito grande. Lembrava que seu corpo foi uma dos primeiros pensamentos que surgiu na sua cabeça quando assimilou completamente a gravidez. Tinha como recuperá-lo, sabia disso, mas também sabia que não seria a mesma coisa, agora ela tinha uma cicatriz de mais ou menos doze centímetros no início do seu ventre. Era horrível se olhar no espelho, aquela não era Min Hyuna. Ela havia se perdido dentro de si mesma e não fazia ideia de como se encontraria. Para muitos aquilo poderia ser algo fútil e ridículo, principalmente naquele momento dito pelos outros como ‘tão importante e mágico para a vida de uma mulher.
Os mais próximos, como sua família e talvez até Daeyeon esperavam que toda aquela melancolia fosse embora com o passar dos dias; que aquilo era só os hormônios se ajeitando ou uma simples fase de baby blues, mas quando o mês virou a preocupação ficou mais forte, pois geralmente baby blues só durava uns quinze dias, então deveria ser realmente algo mais sério. Foi sugerido que ela visitasse um psicólogo, só que ela barrou a ideia na hora. Aquela não era a hora de ter mais problemas e ela não aceitaria se realmente tivesse. Também não gostava de ter que falar do que estava sentindo ou pensando, não era aquele tipo de atenção que gostava. Sem contar que sabia muito bem juntar as peças de tudo o que estava acontecendo e com certeza ela não estava preparada para ser diagnosticada com depressão pós-parto.