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bc-wonshik·:
Fazia muito tempo que Wonshik não se sentia nervoso daquela maneira. Mingyu tinha tentado acalmá-lo momentos antes, mas era óbvio que seus esforços acabaram produzindo ainda mais ansiedade e todo aquele plano apesar de simples de repente soava como uma loucura. Não tinha porque estar tão aflito, certo? Os dois moravam juntos, estavam construindo uma casa do chão, literalmente, não havia motivo para seu coração estar batendo daquela maneira e nem as mãos machucadas do trabalho braçal intenso suando com o clima ameno. Respirou fundo e tentou se conter e aquele era um grande esforço para si, afinal, não era conhecido por ser um dos homens mais contidos do mundo. Aquele jovem nervoso e hesitante que não conhecia sua própria força tinha crescido, agora era alguém importante, influente e tão apaixonante, como sempre fora. Ele mesmo tinha mudado muito, o mundo não era mais um lugar tão assustador, o amor, os sentimentos fixos e terrenos também não lhe aparentavam o maior pesadelo do universo, na verdade… Lá estava ele preparado (ou quase) para se comprometer com algo que dissera que jamais faria em sua juventude. Costumava viajar pelo mundo com os cabelos ao vento e as mãos de desconhecidos sobre seu corpo, pregando aos ventos sobre o poder de ser capaz de amar todos ao mesmo tempo, da mesma maneira e proporção, dizia que relações monagâmicas e instituições como o casamento eram apenas mais uma maneira de podar um amor que as pessoas não eram capazes de compreender. Se ele apenas soubesse… Que haveriam coisas em sua vida que amaria mais que o próprio planeta, que o mundo, que tudo aquilo… Talvez não disesse tudo aquilo. Nem mesmo todas as mãos do mundo sobre si eram capazes de tocar sua alma da forma que aqueles belos pares de mão faziam. Um sorriso invadiu seu rosto assim que viu Mimi correndo em sua direção, abaixou-se para ficar na sua altura e a ergueu no ar com um abraço, sua risada gostosa enchendo seus ouvidos. – Oi, meu amor. Você quer cantar uma música pro papai? O que acha? Vamos fazer uma surpresa pra ele? – perguntou ao que viu a garota concordar animadamente, como já imaginava que ela faria. A hora era perfeita, enquanto todos se juntavam para comer em torno das poucas cadeiras improvisadas e as toalhas no chão. Bem na frente, tinham juntado alguns pallets e pendurado luzes para que seu amigo tocasse para eles durante a tarde e conforme o sol se punha o visual era ainda mais bonito. Subiu na estrutura de madeira improvisada e colocou a garotinha no chão, pedindo o violão e um chocoalho emprestado, sentando-se no banquinho em frente ao microfone logo em seguida – Boa noite, família! – disse limpando a garganta – Primeiro eu queria agradecer a todo mundo que veio hoje, em meu nome e do Dae – apontou em sua direção com um sorriso – Apesar de não terem feito mais que a obrigação. – algumas risadas se espalharam entre os amigos acompanhando Wonshik – Eu e Mimi aqui preparamos uma música pra cantar pra vocês hoje, mas já vou adiantando que ela fez quase todo o trabalho sozinha, né? – perguntou encarando a pequena, que tentava alcançar o microfone para fazer um show somente dela. Riu e entregou o chocalho para que ela tocasse, mesmo que em seu próprio ritmo e ajeitou o violão no colo. Miyoung segurando o pequeno instrumento grudou-se a perna de Wonshik e começou a observar o seu “público” com seus grandes olhos curiosos – O nome da música é… Puppy Eyes. E…. Ela é mais ou menos assim.
Até escutar a voz de Wonshik, Daeyeon estivera entretido em uma conversa com sua mãe. Ela dava palpites sobre a casa que estavam construindo, mesmo que fizesse isso desde o início do projeto, sempre parecia ter mais uma ideia ou duas para compartilhar. Ao ver seu namorado e a filha prontos para uma apresentação, sentiu o cenho se franzir em curiosidade. Não sabia que o outro tinha preparado alguma coisa para a noite, ainda mais com Miyoung. No entanto, ao perceber os olhos voltando-se para si quando teve seu nome mencionado, tratou de sorrir e assentir, concordando o agradecimento. Sempre havia uma comoção gigante ao redor de Miyoung, mesmo quando ela fazia o mínimo. Daeyeon reconhecia que ela era incrivelmente carismática e que tinha herdado aquilo da mãe. Entretanto, com todos os olhos voltando-se para a menina, só conseguia pensar em como queria que Wonshik tivesse passando os dedos pelos fios negros e rebeldes, só para ajeitá-los um pouco. O que não diminuia o sorriso de pura adoração que sempre ocupava seus lábios quando se tratava de sua filha.
O nome da música fizera com que seu foco trocasse de lugar. Alguma coisa dentro de si tentava avisá-lo que o namorado estava aprontando. E Daeyeon acreditava. O problema é que não importava com quantos segundos de antecedência o aviso viesse, não adiantava de nada. Não era como se estivesse minimamente preparado para escutar uma música sobre si. Dentro do peito, o coração derretia. Exposto a doses altas de um calor trazido pela emoção, fazendo com que levasse as duas mãos ao peito enquanto tinha os olhos fixos no namorado e o seu sorriso lindo enquanto cantava. Sem nem mesmo perceber o quanto estava sorrindo, também, por estar bastante distraído. Por isso, não saberia dizer de quem eram as mãos que o empurraram mais para frente, mais para perto do namorado e da filha. A tempo de ouvir com ainda mais clarezauma frase em particular. Por um segundo, pensou ter ouvido errado. Mas a comemoração nem tão comedida vinda dos arredores o fez perceber que talvez não tivesse ouvido errado, o que tornava tudo ainda mais surreal. O sorriso desapareceu, deu lugar a uma expressão que beirava o choque enquanto fitava o namorado, esperando que fosse algum tipo de brincadeira. Com a continuidade da música, dava para entender que era não era.
Daeyeon não saberia dizer quando suas mãos começaram a tremer. Ou quando as lágrimas começaram a rolar, obrigando-o a esconder o rosto nas mãos quando o fluxo de lágrimas se tornou intenso demais. Tão intenso quanto as emoções transbordando no peito naquele momento. Não podia mentir, já pensara algumas vezes sobre casamento, mas aquilo nunca tinha se tornado uma meta real em sua vida. Tudo estava bem do jeito que estava, ainda mais quando já tinham chegado tão longe juntos. Àquela altura, Daeyeon já deveria ter aprendido que em sua vida tudo era fruto do inesperado. Mas lá estava ele sendo pego de surpresa mais uma vez. Porque, de repente, casar com Wonshik era tudo o que mais queria na vida.
Daeyeon tentava manter o foco na conversa com os amigos. Fazia muito tempo desde a última vez em que estiveram todos juntos daquele jeito, por uma boa dose de motivos, então era óbvio que queria aproveitar. Ainda mais pelo motivo em que estavam reunidos na praia naquele final de tarde. No entanto, ele tinha uma miniatura de ser humano que gostava por demais do mar e não parecia com um pingo de sono ainda, então não podia se dar ao luxo de tirar os olhos dela por muito tempo. Estivera preocupado que a mudança pudesse ser dramática demais para Miyoung, ainda mais sendo tão pequena, mas vendo como ela parecia confortável com a nova atmosfera, era como se um peso tivesse deixado seus ombros. Quase uma certificação de que tinham mesmo feito a coisa certa, no fim das contas. Perdeu-se no meio da história de Mimo, porque acontecera justamente o que previra: Miyoung fugindo dos avós direto para a água. Acostumado atrás de seu pequeno furacão desde que ela aprendera a andar, conseguiu tirá-la da água antes que fosse derrubada por uma onda, pelo menos um milhão de vezes mais calmo que sua mãe, que viera correndo ao encontro dos dois com as mãos sobre o peito, claramente assustada. O que fez Daeyeon rir. Lembrava-se bem de como ela ficava nervosa com a combinação "crianças + água", tinha lembranças vívidas de como ela gritava para Daehyun levá-lo para a parte rasa, quando era pequeno. Por isso, não culpava Miyoung pela atração que sentia pelo mar, queria que ela se acostumasse logo com ele e o aproveitasse bem. Mas não naquele momento, a luz natural estava ficando baixa e a água cada vez mais fria. E Miyoung já sujara todas as roupas extras que tinham trazido. — Mimi, vai lá chamar o papai para comer. — Pediu à filha, colocando-a na areia depois de enchê-la de beijos em suas bochechas gordinhas. Apontou para onde Wonshik estava e deixou que ela fosse, passando um braço pelos ombros de sua mãe enquanto a acompanhava até onde ela mesma tinha cuidado de expor a comida para todos.
@bc-wonshik
in the soop ep.1 –– taehyung
cuddly roommates
@bc-wonshik
bc-wonshik:
Suas pálpebras fecharam-se automaticamente ao sentir os dedos de seu namorado percorrerem sua pele com leveza. As mãos desceram lentamente pela lateral de seu corpo até sua cintura, um sopro de ar saindo dos seus lábios ao sentir o polegar dele sendo pressionado contra sua língua, o quadril projetando-se para frente. Os elogios tão direcionados não eram comuns, Wonshik não precisava que lhe dissessem as coisas para sentir-se melhor, mas era impossível negar que ouvi-lo dizer daquela forma, com a voz grave carregada de desejo e o dedo dentro de sua boca, o qual contornava com a língua úmida, provocativo enquanto sugava-o lentamente vez ou outra, era capaz de fazer os pelos de sua nuca se eriçarem e um tremor percorrer todo seu corpo. Abriu os olhos apenas para encará-lo e sorrir lascivamente, a menção fazendo sua mente viajar para diversos lugares, mas que nunca seriam substituídos pelo agora, pois viver o momento se tratava exatamente de achar que cada minuto que vivia era o melhor. A dirty talk conseguia com toda certeza tirá-lo do sério, sentindo seu membro enrijecer apenas com as sensações que Daeyeon provocava usando somente a voz. Na realidade, os efeitos que tinham em Wonshik eram efeitos que ninguém jamais tivera sua vida inteira e relações não tinham lhe faltado. O modo como ele inocentemente não sabia metade de quanto o afetava e quanto o desejava em momentos como aquele davam-lhe vontade de vocifera-los, contudo, sempre preferiu demonstrar.
Percorreu o nós dos dedos pelos cabelos que caíam em sua testa, afastando-os para ver o belo rosto de Daeyeon em seu completo potencial. – O que você me pede que eu não faço, meu amor? – perguntou com ar cheio de ternura e luxuria. Uma das mãos subiu ao seu queixo, segurando-o entre as articulações de seu dedo, fitando o fundo de seus olhos. Com um inclinar de cabeça aproximou seus lábios sem tocá-los propriamente, apenas roçando-os brandamente sem consumar um beijo, instigando-os. Com um som úmido, sua língua projetou-se contra os lábios semi-selados do mais novo, resvalando-a vagarosamente por toda extensão de sua boca. – Pede de novo, jagi… Pede pra eu te foder. Te foder sem dó nem piedade aqui e agora… – sussurrou com seu nariz encostado ao dele e sem avisar ou dar qualquer sinal, virou-o novamente em seu próprio eixo, dando-o espaço suficiente para segurar-se na bancada, pressionando impetuosamente seu membro sob os shorts contra suas nádegas. – Pede mais uma vez… – disse por fim com mais uma investida pouco delicada, puxando-o em direção de seu quadril com força, os braços cada vez mais musculosos graças ao trabalho físico intenso feito nos últimos meses.
bc-wonshik:
Deu uma risada em meio a um sopro novamente, não podendo sequer contê-la, era muito difícil manter seus dentes escondidos sob seus lábios muito tempo ao lado de Daeyeon. Seus gemidos e ares soprados que lhe escapavam eram o suficiente para entrar na cabeça de Wonshik e impedi-lo de pensar propriamente além do ato de continuar suas carícias e o mais novo sabia perfeitamente disso. Na realidade, os dois apenas sabiam demais um do outro, em níveis que iam além da intimidade, níveis espirituais que apenas horas e mais horas de conversas profundas sob a luz da lua e uma xícara de café bem quente podiam proporcionar. – É… eu sei, eu preciso pensar bem, é uma escolha difícil. – disse em tom jocoso, enquanto começava a caminhar lentamente cada vez mais perto das bancadas da cozinha. A ponta da língua fez seu caminho silencioso e penoso até o lóbulo de sua orelha, a qual os lábios rapidamente envolveram, prendendo-o entre seus dentes vez ou outra. Uma linha fina de saliva se formou quando se afastou de sua orelha diante do movimento dele contra seu quadril, sentindo o sangue começar a queimar na região perto de suas coxas. Mordeu o próprio lábio e soltou um suspiro pesado, não deixando barato, movendo-se contra ele quase que instintivamente. – Filha da puta… – sussurrou com o ar preso novamente em um pequeno riso. Não podia culpá-lo entretanto, afinal, ele quem havia começado e agora sabia que não conseguiria parar.
De modo geral, Daeyeon não acreditava que possuia realmente efeito sobre qualquer pessoa. Não acreditava que existia alguma coisa em si que pudesse influenciar o comportamento de outra pessoa. Entretanto, tudo aquilo caía por terra quando se tratava de seu namorado. Tinha algo nas reações de Wonshik que provocava-o não só fisicamente, mas provocava também seu ego. Brincava com sua autoestima e concedia-lhe o atrevimento necessário para tomar à frente. Gostava das cócegas causadas pela risada tão próxima, da sensação dos dedos longos sobre sua pele, de como era mantido contra o corpo do outro mesmo entre os passos tortos até a bancada. E mais ainda dos arrepios que cortavam sua pele, resultado da provocação direta que o fizera fechar os olhos e ofegar. Sorriu ao ser xingado, satisfeito com a resposta dos quadris alheios. — Falei para não vir atrás de mim. — Sussurrou de volta, defendendo-se de absolutamente nada. Baixou as mãos apenas para que pudesse girar entre os braços do namorado, mas logo tornara a enroscar um dos braços ao redor do pescoço dele, bem como uma das pernas na altura de seu quadril, trazendo-o contra seu corpo ao mesmo tempo que recostava-se na bancada. A mão livre, agora, acariciava o rosto do outro. O polegar desceu vagarosamente de sua pálpebra para a ponta do nariz afilado e então os lábios, demorando-se ainda mais ao contorná-los. Terminando por simplesmente empurrá-lo gentilmente para dentro de sua boca, contra sua língua. — Você é lindo para caralho, sabia? — Novamente estava sussurrando, mas não sentia necessidade de falar mais alto. Daeyeon de vez em quando se dava conta que não elogiava Wonshik tanto quanto deveria e aquilo era uma falta grave. Talvez fosse porque a aparência física não fosse algo que costumasse elogiar com frequência, em quem quer que fosse. Todavia, quando fazia-o, estava realmente sendo sincero. Quanto mais olhava para seu namorado, mais fascinado e atraído sentia-se e não diminuía, mesmo com a contagem de dias juntos só crescendo. — Tão gostoso... — Completou, aproximando seus lábios da orelha do outro. — E fica ainda melhor quando tá me fodendo. Quando tá acabando comigo, sabe? Como só você faz. E você fica todo suado e ofegante... — Interrompeu-se para deliberadamente jogar a cabeça para trás e gemer arrastado só pela lembrança. — Você vai me foder agora, Shik? — Perguntou, voltando a olhá-lo. — Contra essa bancada? Porque eu tô ficando duro só de imaginar que sim.
bc-wonshik:
Foi impossível não rir e se divertir ainda mais com a reação de Daeyeon diante de seu comentário. Jogou a cabeça para trás enquanto trazia as mãos ao estômago, os cabelos já ficando compridos demais fazendo cócegas em seu pescoço, um indicativo de Daeyeon em breve precisaria cortá-los para ele. “É impossível não ir atrás de você, jagi.” sussurrou dentro do próprio pensamento com um pequeno sorriso que podia se traduzir em pura satisfação. O sentimento de estar vivendo aquela vida ao lado do homem ainda era meio irreal para si, haviam momentos de tristeza, de cansaço, de estresse, era natural e inerente ao próprio viver, certamente. Contudo, parece que tais sentimentos e frustrações não tinham tempo suficiente para tentaram se engrazar pelos vazios de seu peito, pois no final do dia tudo que o preenchia era uma afeição infindável, espalhando suas raízes por todos seus órgãos e membros. Não havia espaço para incertezas e angústias profundas porque simplesmente estava completo e repleto de amor, dedicação e esforço. Riu suavemente ao puxá-lo pelo braço e rapidamente abraça-lo pelas costas, envolvendo sua cintura e mergulhando o rosto em seu pescoço. – Hm. E o que você vai fazer se eu for? – perguntou com a voz meio abafada. Sorriu travessamente enquanto descia a destra até a barra de sua camisa apenas para ergue-la alguns centímetros e acariciar a pele sua de sua barriga. – E se… renegociarmos isso de janta… – apertou seu corpo contra o dele um pouco mais e roçou os lábios suavemente em sua nuca, em uma provocação lenta e tênue, apenas resvalando em sua derme superficialmente, por oras mal encostando-a.
A mão esquerda saiu de seu lugar na cintura dele para subir até seu bíceps e descer por toda a extensão de seu braço com outro toque suave, entrelaçando suas mãos as dele e a guiando até a própria nuca de Wonshik, apenas para servir de um apoio melhor conforme o pressionava mais contra si. Assim que os dedos de Daeyeon tocaram seus cabelos, seus lábios deixaram de fazer suas provocações brandas, dando lugar a sua língua que calmamente traçava um caminho por seu pescoço, quente contra sua pele macia e salgada, arrepiada pelos toques, arrepios esses que se espalhavam pelo próprio corpo.
Ao sentir os braços ao redor de seu corpo, a única reação foi deixar um suspiro escapar. Porque não tinha forças para recusá-lo e sempre rendia-se sem o menor esforço. Patético, sabia disso, mas também não podia evitar que gostasse tanto, tanto, de ter seu namorado contra seu corpo. E a única coisa pior que isso era que ele soubesse exatamente a mesma coisa. E que soubesse perfeitamente o que estava fazendo quando sorria contra sua pele. Seus dedos sobrepuseram os do outro sobre sua pele exposta ao que o arrepio subia por sua coluna e um gemido sutil escapava involuntariamente pelos lábios. Fechou os olhos ao que sentia as bochechas queimando, por isso deixara a pergunta vagando sem resposta até que tivesse obrigado a si mesmo a respirar e fundo. — Renegociar... ? Vai trocar os legumes por... Mim? — Perguntou, ainda com os olhos fechados, mas incapaz de esconder o tom e o sorriso igualmente lascivos ao que tinha a cabeça ligeiramente tombada para o lado, concedendo mais espaço ao mais velho, mesmo que fosse apenas para provocá-lo.
Como o outro queria, Daeyeon emaranhou os dedos nos fios do outro, notando mais uma vez o quanto estavam longos, mas nada mais que isso, pois sua atenção estava praticamente inteira na sensação do corpo dele contra o seu, segurando-o e incitando-o. Quando sentiu a língua contra sua pele, um novo, mas ainda baixo gemido tornou a escapar e então mordeu o lábio inferior para evitar mais um. Sua resposta à provocação que recebia fora empinar a bunda discretamente e rebolar o quadril vagarosamente contra os quadris do mais velho.
happy birthday to the purest soul ♡ #happyvday
bc-minkyung:
Nããão, vou fugir pra sempre desse dia.
Tudo tem sua fase, né? Quando ela andar, você vai querer mandar ela pra escola. E quando ela estiver na escola, vai querer ficar com ela em casa. Não é meio que um ciclo vicioso?
Daeyeon, ninguém está te julgando por querer dormir. E pra cima de mim? Eu e Daeryong devemos ser as melhores babás que existem nesse bairro. O Mimo também, mas não sei se ele vai estar em casa hoje.
Aaah, ela é muito pequena pra começar festas do pijama ou você que não consegue ficar tanto tempo sem ela? Mas tudo bem! Se eu coração de pai fica mais aliviado tendo a Mimi em casa, então… Nem sei que horas são agora… Olha! Quase dez da manhã! Lá pelas oito, ela volta.
Isso é impossível e você sabe. Sua hora vai chegar.
É... Acho que é assim que as coisas funcionam, mas... Eu não sei se quero mandá-la para a escola até que seja realmente obrigatório, sabe? Não que eu tenha escolha, porque preciso trabalhar, mas, se pudesse, ficaria em casa com ela todos os dias.
Eu sei que vocês são. E Mimo também é uma ótima babá, surpreendentemente. Para alguém que agia como uma criança de cinco anos até pouco tempo atrás, ele está indo muito bem.
... Um pouquinho de cada, possivelmente. É muito ruim ficar longe dela, sabe? Eu sei que ela não entende o conceito de saudade ainda, mas sempre que estou longe, estou morrendo de vontade de voltar para casa. Eu preciso ficar com ela, saber que ela está bem e não adianta as pessoas falarem, eu preciso ver. É... Inexplicável e estranho porque eu nunca fui desse jeito, não é?
Por favor, perdoe a ausência desse tio internacional e aceite minhas desculpas em forma de guloseimas fitness que são deliciosas para um “palavrão bem feio” e não prejudicam nossos moneymakers, também conhecidos como corpos.
@bc-daeyeon
Vou pensar se você merece perdão ou não, mas deixa as guloseimas aí... Quem sabe não me ajuda a pensar melhor, eh?
what kdrama is this
@bc-wonshik
bc-minkyung:
Não porque eu sei que você vai usar isso contra mim em algum momento. Me poupe, por favor.
Se você está reclamando dela engatinhando, quero só ver quando ela começar a andar de verdade, sua vida vai virar um inferno. Enquanto isso não acontece, vamos lá pra dentro arrumar a bolsa dela.
Tem certeza de que vai mandar a Daeryong lá em casa? Capaz de eu, ela e a Mimi terminarmos deitadas no sofá, com um balde de pipoca na barriga, assistindo drama até tarde. Só avisando de antemão caso sua filha acabe aparecendo só no outro dia.
A ideia era deixar você e o Wonshik sozinhos por 24h, sabe? Pra fazer coisas de casal, se é que me entende.
Oh, droga. Um dia eu te pego, noona.
Todo mundo fala isso. Eu já entendi que a tendência é piorar, mas pelo menos me deixa me enganar achando que será mais fácil. Nee, vamos.
Olha, eu não me importo. Não é por mal, mas Deus sabe que umas horinhas de sono profundo seriam muito bem-vindas... Desde que fiquem com um olho na Mimi e o outro no dorama, eu estou tranquilo.
Entendo... Isso também seria legal. Caramba, eu não percebi que as coisas estavam tão difíceis assim. Quer dizer, nem tanto... Mas seria legal sem a possibilidade de ser interrompido porque a neném acordou e... Mas ela é muito pequena para começar com festas do pijama, noona.
bc-minkyung:
Como assim? Eu sempre estou disposta para a Mimi.
E queremos que ela engatinhe bastante, não é? Tudo bem se eu levar ela pro parque e depois pra minha casa? Você ou o Wonshik pode passar lá depois pra buscar ela.
Eu posso gravar isso e usar contra você em algum momento?
Eu quero que ela comece a andar logo, só Deus sabe como fica impossível de lavar as roupas dela depois de um dia todo encerando a casa com o macacão. Tudo bem, noona. Assim Wonshik e eu teremos um tempinho para tirar um cochilo... Eu vou trabalhar hoje, tenho um ensaio, mas se Wonshik não puder, eu peço para a minha irmã buscá-la, nee?
bc-mimo:
Vamos lá, então. Vantagens: você canta lindamente. Desvantagens: nenhuma experiência em atuação. Isso pode ser um problema, mas se você cagar demais no personagem, eles vão te substituir. Fica tranquilo. Mas tem que tentar, Yeonnie. Vai que dá bom, né?
Eu não pretendia, desculpa. Queria fazer surpresa. Eu nem sabia se ia aguentar até o final da coreografia, mas eu tô muito bem, não sinto que vou morrer. Isso é incrível, eu queria mesmo voltar a dançar.
Mas não foge do assunto, quero saber desse dorama, o que você já sabe sobre ele?
Muito obrigado, Mimo, agora estou muito mais tranquilo sabendo que tem a possibilidade de cagar na coisa toda.
Eu fico muito feliz por você, mas sigo puto porque não me contou, seu cara de pau.
O dorama é sobre uma garota que vira staff de um grupo, mas ela não entende porque gritam tanto para o tal grupo porque ela acha todos eles muito babacas. No fim, ela acaba se apaixonando pelo cara lá e sei lá mais o quê. Enfim, meu personagem é gay e tem um crush no outro cara do grupo e de repente ele começa a perceber que pode ser recíproco e... Ele vai pra cima, tenta a sorte e... É isso.
“Muito bom dia, Daeyeon-ssi~ Posso levar a bebê para dar um passeio?” ( @bc-daeyeon )
Bom dia, noona! Claro que pode, caso esteja se sentindo disposta.
Porque a coisinha aqui acorda ligada no 220v todo dia desde que aprendeu a engatinhar e não tem braço que segure quando ela encarna de ir para o chão.
— how'd you get to be happiness? how'd you get to find love, real love? ♪
Daeyeon desvencilhou-se cuidadosamente dos braços de Wonshik e rolou do colchão para o chão ainda extremamente sonolento. Não era um trajeto difícil uma vez que seu colchão ficava no chão, sobre alguns cobertores velhos de seus pais. Não sabia que horas eram e também não procurou o celular para checar, era domingo, seu dia de folga. A última coisa com a qual queria se preocupar era o horário. Ainda sem abrir os olhos mais que o necessário para não esbarrar em algum móvel ou em Nori, foi para o banho. E, depois dele, não se importou em vestir mais do que a primeira calça que encontrou em sua gaveta, era de moletom, cinza e estava curta demais e manchada de tinta em alguns pontos. Não que tivesse reparado em tudo aquilo depois de ajeitar o elástico sobre os ossos dos quadris. Desceu para o andar debaixo para encontrar Miyoung já acordada em seu berço, distraída enquanto brincava com os dedinhos dos próprios pés, o que fez Daeyeon rir antes de pegá-la nos braços para dar bom dia.
Certos movimentos eram mais automáticos do que realmente programados, como descer para a cozinha e colocar arroz para cozinhar para o café-da-manhã. E também legumes, para o almoço de Miyoung. Daeyeon nunca fora lá muito bom na cozinha, mas, há alguns meses até que tinha aprendido a se virar direitinho. E muito bem, diga-se de passagem, porque conseguia fazer muita coisa com a filha nos braços.
Tornou a subir para o último andar da casa, com Miyoung e Nori nos braços agora, porque eram muitas escadas e o pobre cachorro tinha perninhas muito curtas, mas adorava seguir as pessoas pela casa. Wonshik ainda dormia tranquilamente e foi por isso que Daeyeon hesitou à porta - que, no caso, era uma cortina. Seu quarto não era exatamente um quarto, mas o cômodo extra da casa. E agora que já tinha ajeitado tudo por ali, ficara com preguiça de montar tudo de novo no quarto que Hyuna deixara vago no andar debaixo. — Mimi, — Chamou em um sussurro — cadê o papai? Ali? Ele ainda está dormindo... Chama o papai, é hora de comer. Fala assim: bom dia, papai!
Daeyeon deixou tanto a menina quanto o cachorro sobre o colchão e não precisou dizer mais nada para que ambos fossem para cima de Wonshik, então ocupou-se de caçar seu celular debaixo do travesseiro e, depois de checar que não havia nenhuma notificação urgente, não demorou para se juntasse aos outros dois na tarefa de acordar o namorado.