Sob ordens diretas do comando da ASTRA, declara-se que irmã BEATRICE HAWORTH, natural da CORNUALHA, atualmente atuando como FREIRA, compromete-se a servir ao COVEN ARCANUM enquanto permanecer no território sob domínio das BRUXAS. Aos 110 anos, aparentando 30, jura manter sigilo absoluto e lealdade à liderança que a acolhe. Conhecida por ser RÍGIDA e INFLEXÍVEL, mas dotada de DETERMINAÇÃO e foco, desempenha suas funções como semente, sob a confiança que lhe foi concedida.
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀𝒗𝒊𝒔𝒂𝒈𝒆⠀⠀⠀✞⠀⠀⠀ 𝒎𝒖𝒔𝒊𝒄⠀⠀⠀✞⠀⠀⠀ 𝒄𝒐𝒏𝒏𝒆𝒄𝒕𝒊𝒐𝒏𝒔
1. APATHY
Com os joelhos roxos de suas muitas horas orando, e o formato do terço praticamente marcado na pele de sua mão, Beatrice estudou para dedicar sua vida à fé desde que se entende por gente. A órfã cresceu no orfanato Santa Menefrida, na Cornualha, uma casa apenas para meninas que ensinava a todas sobre a bíblia e o Deus todo misericordioso. Com apenas dezesseis anos, mudou-se para um convento, para dedicar-se inteiramente à vocação religiosa.
2. DISRUPTION
Porém, quando Beatrice tinha 24 anos, a segunda guerra mundial se iniciou, e ela acabou abandonando a igreja e se tornando enfermeira. Ajudava a curar os enfermos e lhes concedia a extrema unção quando era claro que eles não sobreviveriam, tornando-se um hábito rezar por todas as almas de quem ela cuidava.
3. CURIOSITY
O sofrimento que ela presenciava era algo que ia além do que a igreja tinha alguma explicação. Deus é amor e ela nunca deixou de acreditar nisso, mas o sofrimento causado por aqueles conflitos não era algo que vinha dos céus. Era algo enviado direto dos infernos. Aos poucos, Beatrice parou de acreditar que aquele conflito tinha alguma chance de ser erradicado com o bem, alimentando a crença de que apenas um mal maior poderia erradicar a praga da guerra.
4. ASSIMILATION
Com sua percepção das suas crenças abalada pela guerra, as coisas ficaram ainda mais confusas quando se apaixonou por um soldado ferido. Ele foi seu primeiro e maior pecado, os desejos que nutria em relação ao homem nada tinham a ver com sua criação religiosa. Ela orou a deus por muitas noites, pedindo que, se fosse de sua vontade, que ele removesse aqueles instintos carnais de seu coração e seu corpo, mas ele não a atendeu.
5. AGGRANDIZATION
Porém, o homem estava muito ferido. Apesar de não enfermo o suficiente para impedi-lo de fazer seus gracejos e recitar poesia, era claro que o ferimento que tinha acabaria o matando. Isso fez com que Beatrice orasse ainda mais, fez promessas incessantes, rezou novenas inteiras em nome de seu amado e ofereceu até mesmo sua alma em troca da cura do homem, e novamente, seu deus não a atendeu.
Mas, dessa vez, outra coisa atendeu.
6. DELINEATION
A primeira vez que teve contato com o demônio Marbas foi em um sonho confuso e perturbador em que ele perguntava se ela realmente daria sua alma pela cura do homem que amava. Ela respondeu que sim e, milagrosamente, no dia seguinte, ele estava andando e falando, totalmente curado.
7. PERVERSION
Ela agradeceu de joelhos aos céus por ter ouvido suas preces, mas não foram os céus que lhe concederam seu desejo, e aquilo irritou o demônio Marbas. O Grande Presidente do inferno pode dominar a cura, mas também é o mestre das doenças e preza pela honestidade de caráter. Diante da falta de gratidão de sua seguidora, ele levou a vida do soldado tão rápido quanto devolveu sua saúde, mostrando como pode ser impiedoso.
8. RESENTMENT
Depois disso, Beatrice nunca mais voltou a cometer o mesmo erro. Viu a morte de seu amado como não apenas um aprendizado, mas também um sinal do que deveria fazer dali em diante. Quando a guerra acabou, ela voltou às atividades de freira levando a sagrada unção para os enfermos e rezando pelos doentes, mas ao contrário do que pensam, não é para o deus cristão que ela reza quando pede a cura.
9. SEPARATION
Sua ligação com o demônio Marbas lhe garantiu a juventude, mas o fato de ter lhe oferecido a alma fez com que se tornasse presa a ele. Um acordo que inicialmente parecia arbitrário e encarcerador, aos poucos tornou-se algo do qual ela tirava certo prazer, como sempre acontece quando se está lidando com demônios. Ela nunca sabia o que ele faria, se concederia a cura ou uma morte rápida. No primeiro caso, a pessoa se curava milagrosamente, mas sua alma passava a ser eternamente ligada ao demônio. No segundo, sua doença se fortalecia até levá-la, a própria Beatrice oferecendo a alma de sua vítima para seu mestre.
Por não envelhecer, ela precisou começar a se mudar com certa frequência para não ser descoberta. E assim, acabou indo parar na América e tendo contato com o Coven Arcanum.
10. DEGRADATION
Durante suas viagens, Beatrice não se associou tanto a outras bruxas. Achava-as repulsivas, mas admirava seu senso de comunidade. Quando teve contato com outras espécies, percebeu que o mundo estava infestado daquelas criaturas, e apesar de nunca fazer nada ativamente contra tais, sempre acreditou que eram apenas pragas, doenças que deviam ser erradicadas. Incluindo a bruxaria, apesar de ter se tornado extremamente versada na arte.
Por isso, tomou a decisão de procurar por outras bruxas. Sabia como encontrá-las e pelo quê procurar, e assim começou a tentar conquistar seu lugar na Arcanum, com um objetivo de ter uma comunidade que a protegeria, mas nunca pretendendo ser cegamente leal ao coven.
11. ANNIHILATION
Apesar de sua relação com o demônio ter se tornado objeto de prazer, Beatrice sempre viu sua situação como algo temporário, um trabalho pecaminoso e sujo pelo qual um dia ela seria punida. E aceitaria tal punição de braços abertos.
Ela ainda acredita na religião dentro da qual foi feita e criada. Ainda preserva seu corpo e sua pureza como uma oferenda ao seu deus e faz orações diariamente para que ele entenda a pureza em seu coração, mesmo que não demonstrada em suas atitudes, e cuide de sua alma quando chegar sua hora. Duas vezes ao dia, quando ela se ajoelha para rezar o terço ao início e final de um dia, Beatrice usa uma peça de mão com anéis que a machucam com suas pontas e espinhos de metal, e correntes que os prendem uns aos outros, mantendo sua mão em uma pose arbitrária de oração e punição simultaneamente. Vê isso como uma forma de penitência, para pedir o perdão de seu deus pelos pecados que comete diariamente.
12. DESOLATION
Porém, suas atividades vão totalmente contra os princípios católicos. Ela não é adepta ao estilo de vida luxuoso que vê muitos dos seus colegas de coven adotando. Seu trabalho está mais para uma observadora, que passa todas as horas de sua vida dentro de igrejas, templos, capelas e casas de pessoas ricas a beira da morte, onde coloca seus olhos em diversos tipos de peças raras e históricas, todas associadas ao cristianismo. Quando passa essas informações para frente, não faz parte do grupo que as rouba e sequer faz ideia de como isso é feito, e nem faz questão. Seu verdadeiro trabalho é continuar a alimentar e apaziguar o demônio Marbas enquanto espera, nas sombras, pelo momento de agir contra todas aquelas criaturas imundas que sujam o sagrado reino de Deus.
Beatrice sempre é vista perfeitamente vestida e arrumada de maneira ligeiramente antiquada para os tempos atuais, recusando-se a ceder aos costumes mundanos como outros. Não vê virtude nas roupas atuais e age com desdém diante de tecnologia e modernidade, mas aos poucos precisou se abrir um pouco mais para tais questões por uma questão de sobrevivência, mesmo que resmungue como uma velha ranzinza sempre que está diante de algo que considere tecnológico ou mundano demais.











