Harry e você finalmente voltam para os EUA com uma notícia ótima, vocês se mudariam para Londres. Vocês foram recebidos por sua família no aeroporto e logo seguiram para o apartamento de vocês, que suas famílias haviam dado para o casal.
- Mãe, tio, família – você sobe na mesa – Estamos nos mudando para Londres.
Antes que você pudesse sorrir, após o seu comunicado, você desmaia nos braços de Harry, que logo a leva para um hospital.
Você acorda e vê todos te observando, inclusive Harry com sua respiração ofegante em cima de você, você abre os olhos, e apenas sorri com os lábios sem cor alguma.
- Por que estão me olhando? – você diz.
- Você desmaiou. – Harry responde logo lhe oferecendo um café gelado.
Você se levanta e bebe, fazendo seus lábios reatarem a cor.
- Eu estou bem. – você responde – Posso ir para casa, fiquem calmos.
- Você desmaiou, isso não é normal. – sua mãe lhe alerta.
- Mas eu estou aqui, de pé, falando, estou bem mãe. – você responde com um sorriso fraco.
Sua mãe senta você numa poltrona e o doutor entra no quarto.
- Como ela está doutor? – Harry pergunta desesperado.
- Ela está bem – o doutor responde sorridente – Terá que fazer alguns exames, mas nada grave.
- Ela pode ir para casa, família.
Me levanto e saio nos braços de Harry.
Sigo para minha casa com Harry, não falamos mais nenhuma palavra no caminho, Harry apenas sorri o tempo todo e estaciona, descemos e sentamos na nossa sacada.
- Você não falou nada o caminho inteiro. – você diz séria.
- Apenas não quis falar, meu amor. – Harry responde te olhando rapidamente.
- Aconteceu alguma coisa? – você é direta.
- Não – Harry responde rápido – Eu quero conversar com você.
Harry e você se trancam no quarto.
- Pode falar Harry – você é rápida.
Você automaticamente olha para os lados e sorri.
- Então vamos tentar, eu amo você, você me ama, temos que construir nossa família.
Harry sorri e pula em cima de você, lhe dando um beijo.
Você sente algumas dores fortes em sua barriga quando Harry deita por cima dela, e logo se levanta e corre para o banheiro, você vomita.
- Amanda? Tudo bem com você? – Harry entra devagar no banheiro.
- Sim, amor – você responde – Só passei um pouco mal, mas estou bem.
Você coloca uma blusa branca e lava seu rosto com uma água fria.
Você e Harry saem para comer alguma coisa, e durante o caminho você se sente mal, com uns pontapés na barriga e muita vontade de vomitar. Harry se sente preocupado e vocês vão numa farmácia comprar alguns medicamentos, lá, você compra um exame de gravidez, escondido de Harry.
- Acho melhor você deitar um pouco – Harry fala calmo – Se você estiver se sentindo mal, claro.
- Posso ficar sozinha, não leve a mal, meu amor. – você diz.
Harry beija sua testa e fecha a porta do quarto.
Você se levanta, tranca a porta de chave e vai até seu quarto, tira o exame da bolsa, aplica todas as regras e faz. Passa-se cinco minutos e você cai pelo chão, desmaiando fazendo causar um estrondo no quarto. Você ouve Harry arrombar a porta e chegar até você.
Harry paralisa suado e cai de joelhos pegando o exame jogado no piso.
- Então, os enjoos, os vômitos, a sua barriga, tudo. – Harry diz com os olhos lacrimejando – Eu vou ser pai.
Harry grita para todos ‘Eu vou ser pai’ sorrindo e chorando ao mesmo tempo.
- Sim, meu amor – você diz – Eu te amo.
- Eu te amo mais, mais. – Harry lhe dá um beijo profundo te levando para a cama.
- Acho melhor você deitar e descansar, eu vou chamar um médico especializado aqui para você, pequena – Harry diz passando a mão em sua testa.
- Tudo bem, amor – você concorda.
Harry fecha a porta enquanto você descansa um pouco. Após três horas você ouve uma batida na porta, o médico havia chegado. Você coloca um blazer e abre a porta, dando um sorriso fraco.
- Então vamos ver com quantos meses essa pequena(o) está. – o médico brinca com vocês.
Ás horas passam arrastadas e o médico visualiza e toca minha barriga em todo momento, e finalmente, os exames terminam.
- Bem – o médico conclui – Tem apenas três meses, vocês tiveram relação sem proteção antes do casamento?
- Sim – Harry diz – Tivemos sim!
- Então – o doutor termina – Ela engravidou por essas épocas, mas só veio sentir dores por agora.
- Eu menstruei, doutor. – você diz séria.
- É normal no início, mas se você engravidar por agora, me comunique, isso não é bom, pode ser? – o doutor arruma suas coisas.
Harry lhe abraça, o doutor vai embora com um sorriso estampado.
Harry lhe trata como uma deusa, ele faz café, almoço e jantar todos os dias para que você sinta-se confortável, todos sabem da notícia e lhe dão os parabéns, incluindo sua mãe e a mãe de Harry. Hoje, domingo, é aniversário do seu pai, e Harry a levará ao cemitério, para ver ele.
- Pai – você se ajoelha em frente seu caixão – Eu sinto tanta sua falta, tanta.
Harry se ajoelha e beija sua testa, rezando em cima do caixão de seu pai.
- Harry, obrigada por tudo. – você diz chorando e se atirando nos braços de Harry – Meu pai era muito importante pra mim, muito.
Harry lhe beijou e vocês dois soltaram balões brancos pelo céu.
Sua barriga havia crescido bastante, fora do comum para quem estava grávida de cinco meses. Você foi ao médico várias vezes, e eles não conseguiam ver o sexo ou se tinha além de uma criança ali dentro, hoje, será sua vigésima consulta ao médico.
O médico visualizou bem sua barriga, e detectou algo estranho ali, e fez uma série de exames.
- Então, doutor? – Harry pergunta afobado.
- É uma menina, meus parabéns. – o doutor diz sorridente – Mas tome cuidado, essa pequena anda se mexendo demais, e isso pode acabar causando a perda dela, tente acalma-la com músicas clássicas quando sentir dores fortes.
- Muito obrigada doutor, de verdade. – você diz pondo a mão na boca, surpresa.
Harry e você vão as compras, compram muitas coisas da cor lilás e rosa, Harry fica um pai babão. Você sabia que a partir dali, os tempos passariam correndo, e sua menina estaria perto de conhecer o mundo.
Você estava ali, de pernas abertas, suando muito e seu coração faltava pular pela sua boca, Harry segurava sua mão enquanto suava muito também, você gritava e gemia de dor, enquanto Harry passava a mão na sua cabeça, você perdeu sua coordenação e fechou os olhos de vez, e apenas ouviu um choro doce, Miles finalmente chegou ao mundo.
- Meu amor, amor. – Harry mexe seu rosto – Que bom que acordou, Miles está bem, parou de chorar.
- Eu quero pega-lá, me deixe segurar. – você diz – Eu quero minha filha, Harry.
Harry pega Miles e você a pega.
- Minha filha, minha, minha – você repete enquanto passa Miles em seu rosto.
- Eu acho melhor ela ficar deitada, ela chorou bastante. – Harry diz pegando-a.
- Por que você quer tira-la de mim Harry? Porque? – você diz – Me dê Miles, me dê.
Harry a coloca no berço e senta ao seu lado.
- Ela vai ficar bem assim – Harry diz passando a mão em seu rosto.
Você empurra Harry fazendo-o cair no chão.
- Amanda! – Harry grita – Amanda! O que aconteceu?
- Harry eu não sei, me ajude, por favor – você se atira nos braços dele chorando.
O médico entende o sinal de Harry e os dois vão em um canto. Você apenas observa Harry começar a chorar e vindo em sua direção.
- O que aconteceu meu amor? – você diz.
- Amanda você.. você.. – Harry não consegue falar e os médicos dão continuidade.
- Você tem leucemia. – os médicos falam – Você está com um câncer cerebral, sentimos muito.
- Leucemia? – você diz paralisada – Médico, há um engano, eu estou bem, muito bem.
- Sentimos muito. – os médicos falam e saem sem dizer mais nenhuma palavra.
Harry se atira em você e você chora bastante, porque saberia que não teria a chance de ver Miles crescer, a qualquer momento, você poderá partir.
Os tempos passam rápidos, e você se depara com seus cabelos caindo, e sua filha apenas crescendo, você já estava em casa, mas não podia ter muito contato com Miles, ela sempre saia com Harry e quando voltava, dormia muito, você não estava aproveitando sua filha, por conta da doença.
- Mamãe, mamãe – Miles corre em sua direção.
- Meu amor – você a pega – Que bom que veio me abraçar antes da cirurgia.
- Que cirurgia, mamãe? – Miles pergunta.
- Quando você for maior, você entenderá filha, só quero que saiba, que se acontecer alguma coisa, eu te amo muito, e nunca vou deixar de te amar.
- Eu te amo mamãe, eu te amo bastante. – Miles corresponde.
Miles estava confiante, falante como nunca havia falado antes, ela me abraçava forte e me beijava em todos os momentos. Chegamos no hospital, tirei o lenço de minha cabeça e vi todos me olharem com um olhar de nojo, repugnante, e de desprezo. Subi todas as escadas, beijei Harry como nunca tinha feito antes, ficamos um bom tempo agarrados antes de entrar para cirurgia, abracei minha mãe e fiquei muito tempo com Miles no meu colo, dizendo a ela e ao Harry, o quanto os amava.
- Aconteça o que acontecer, eu amo vocês, muito – você abraça Harry e Miles.
Harry lhe beija com força e Miles lhe abraça, finalmente você entra para a sala de cirurgia, com o coração na mão, a fé, e o medo.
Foi um processo demorado, ás horas passavam arrastadas e você não dormiu, não sentiu, não falou, apenas viu. Você pôde sentir alguns cortes, e Harry estava com Miles na sala, ele segurava sua mão junto com Miles sorrindo o tempo todo, foi quando você apenas fechou os olhos e ouviu um simples barulho, seus olhos puderam ver Harry apertando você, beijando sua boca e Miles chorando, chorando bastante. Seus olhos haviam se fechado, e seu coração parou, para sempre.