- O que veio fazer aqui? – encaro James.
- Nossa história não acabou. – James se aproxima – Eu não desisto do que quero.
- Acabou sim. – falo nervosa - Sai da minha casa.
- Não – James se aproxima e me agarra.
Dou um chute nas partes de baixo de James, subo e me tranco no meu quarto, pego um telefone e me escondo dentro do meu closet. Disco o número da polícia e ligo para eles falando que tem um maníaco em minha casa.
- Onde você estiver, eu vou te achar. – James grita – Você não vai sair daqui sem mim.
- Se você não sair, vou ser obrigado a fazer coisas ruins. – James entra no meu quarto.
Abro a porta do closet e escondo uma faca que guardava ali dentro.
- Olha quem apareceu. – James diz com sarcasmo.
- Fique onde está. – falo ficando longe dele.
- E se eu não quiser? – ele responde irônico.
- Experimente. – falo séria.
James se aproxima de mim e toca em meu rosto.
- Eu poderia fazer muitas coisas com você – James diz sério.
- Poderia.. mas não vai. – falo o encarando.
- Faço se eu quiser. – James responde apertando meu braço esquerdo.
- Vai me bater? – falo – Bate, sempre achei que era um covarde idiota mesmo.
James levanta a mão e o furo com a faca.
- Ficou louca garota? – James dá um grito.
- Fiquei. – falo enquanto somos interrompidos pela polícia.
- Ele pegou uma faca senhor. – falo dando uma de vítima.
- Essa faca é dela, mas, mas.. – James diz gaguejando – Eu não fiz nada.
- Vamos, me acompanhe até a delegacia, sabe o que significa invasão? É crime! – o policial fala.
- Eu já estava de saída. – James diz – Não me prenda, por favor.
- Me acompanhe. – o policial diz – Ele te feriu?
- Não, por sorte.. Não! – falo.
- Tenha uma boa noite. – o policial vai embora.
-Igualmente. – falo e fecho a porta.
Tentei ligar várias vezes para Harry e ninguém atendia o telefone. Tomei um banho gelado depois de tudo que aconteceu e pedi pizza. Estava indo dormir já quando recebi um telefonema, era Harry.
- Meu amor – atendo o telefone sorrindo.
- Amor. – Harry responde com a voz grossa.
- Como ocorreu tudo? – pergunto.
- Meu pai teve uma parada cardíaca mais o lance de falecer não aconteceu, minha mãe ficou um pouco nervosa e falou errado. – ele responde – Ele acabou de sair de uma cirurgia e está bem.
- Que bom amor. – falo - Estou com saudades.
- Eu também amor, muitas, muitas. – Harry repete.
- Você vai vim pro baile? – falo – Não é?
- Sim, eu acho, talvez. – Harry diz – Desculpa amor, com esses problemas não pensei no baile.
- Harry, você sabe que é algo importante, muito, muito importante pra mim o baile. – falo – Eu esperei por isso desde do meu primeiro ano. Entendo que seu pai está mal mas, tente, por mim.
- Vou tentar Amanda mas, pensa um pouco em mim, meu pai está muito mal, não posso fazer suas vontades. – Harry responde sério.
- Minhas vontades? Que porra! – falo no telefone – Desde que seu pai adoeceu você não me liga mais, daqui dois dias é baile Harry, você não se importa? Com ou sem você, eu vou.
- Você é mimada, tudo que não fazem a você, você fica revoltada. – Harry responde – Eu me importo com meus pais, tchau Amanda. – Harry desliga o telefone na sua cara.
Eu fiquei muito raivosa nessa hora e quis matar o Harry. Ele sabe que desde que nos conhecemos falei que meu sonho era ter um baile de formatura com o par que sempre sonhei, e ele faz isso? Naquele mesmo instante pensei melhor e sei que fui errada, por mais que seja, era pai de Harry. Naquele mesmo momento, corri para um aeroporto e peguei o primeiro voo para a cidade de Harry, sem pensar em mais nada.
- Harry? – liguei para ele ás quatro da manhã.
- Amanda? – Harry fala com uma voz pouco sonolento.
- Pode se levantar? – falo.
- Posso mas, porque Amanda? – Harry se levanta e liga as luzes.
- É que aqui fora está frio e eu não estou com agasalho. – falo enquanto escapo uma lágrima e vejo Harry na sacada sorrindo.
Harry desceu as escadas e assim que abriu a porta, correu até mim e nos beijamos fortemente e devagar. Ele escorregou suas mãos até minhas cinturas e apreciou meu rosto o tempo todo.
- Eu senti sua falta. – Harry olha nos meus olhos – Eu te amo muito, muito.
- E o quanto eu não sei disso? – você ri – Eu te amo a cada dia mais Harry, e isso, nem o tempo pode curar.
- O seu cabelo, sua pele, seu corpo, você. – Harry ri – Você é completamente o meu sonho.
- E você o meu – você responde firme – Quantas noites perdidas pensando no menino perfeito e de repente você aparece, tempo? Coincidência? O nome disso é destino Harry, destino.
- E quantas noites eu perdi tentando descobrir qual seria a garota que iria roubar meu coração? – Harry me olha e passa a mão no meu rosto – A garota que ia me arrancar sorrisos aleatórios e quando eu ouvisse apenas seu nome, ficasse arrepiado a ponto de lembrar de todos os momentos bons que vivi com ela e um dia quando estiver velinho, poder dizer que tudo que vivi com essa garota, você, valeu a pena.
- Definitivamente é a coisa mais linda que já falaram para mim Harry, eu te amo demais, demais. – falo o beijando.
- Vamos entrar. – Harry e eu entramos.
Harry me aconchegou e eu tomei um banho, passei uma mensagem para os meus pais falando “- Pai, viajei com Harry mas volto amanhã, não me mate.” Harry fez um chocolate quente com biscoitos para mim e assistimos filme. Ás três da manhã fomos dormir juntos e ficamos namorando até as cinco. No outro dia acordei e fiz um café satisfatório para Harry.
- Bom dia, príncipe. – falo com Harry acordando – Dormiu bem?
- Bom dia princesa. – Harry abre os olhos – Muito bem com você aqui.
- Fiz pra você. – tiro uma toalha que estava por cima – Torradas com suco, do jeito que gosta, príncipe.
- Eu te amo, amor. – Harry diz – Você é especial demais, mesmo.
- Você é perfeito, sem mais. – você ri.
- Me beija – Harry te puxa pela nuca e vocês se beijam.
Vocês se beijam com um longo prazo e você se afasta dele, morde os lábios e os dois riem igual dois palhaços.
Vocês tomam o café e se arrumam para ver o pai de Harry no hospital, vocês contariam a grande novidade, que finalmente, estavam juntos.
- Pai? – Harry bate na porta – Como o senhor está?
- Bem meu filho, curado. – o pai de Harry responde com a voz baixa.
- Eu queria apresentar ao senhor minha namorada, Amanda. – eu entro no quarto.
- Prazer senhor, muito prazer. – aperto a mão dele e sorri.
- Você é linda. – o pai de Harry fala e ri.
- Obrigada senhor – você ri junto – Igualmente, de pai, para filho.
Enquanto conversávamos fomos interrompidos por uma enfermeira, ele não iria mais poder receber visitas. Dei um beijo na testa do pai de Harry, sorri e saímos para almoçar.
- Seu pai é um amor. – falo sorrindo.
- Ele é um cara especial, diferente. – Harry fica vidrado – Eu o amo muito, muito mesmo.
- Eu sinto isso de você – falo e dou um beijo calmo nele.
- Vem comigo – Harry me puxa para o carro.
- Fecha os olhos. – Harry diz tirando algo do bolso.
- Pronto Harry mas, o que quer fazer? – você ri.
Você abre os olhos e fica boquiaberta enquanto se desaba em lágrimas e sorri.