bellarabella:
Seu rosto se contorceu em uma careta ao perceber a falha, mas deu de ombros negando com a cabeça. — Eu posso assegura-lo de que tenho palavras melhores. Riu baixinho se lembrando de cada uma delas, dando graças por não poderem ler sua mente naquele momento. — Entendo. Então você está a trabalho? Ou já o concluiu? Com sorte a primeira opção evitaria que o mesmo visitasse Celeste, mas Arabella nunca foi muito sortuda. — Oh, não! Exclamou com o rosto corado, se desmanchando em uma outra risada. — A gente não se pegou. Na verdade não passou de uma boa conversa civilizada. Não precisava se explicar, mas mesmo assim o fez, ainda que não entendesse o motivo. Será que ele a via daquela maneira? Como quem escapava no meio da noite para se encontrar com alguém? Bem, não estava completamente errado, embora não fosse esse o caso. Seu rosto se contorceu mais uma vez com a afirmativa, precisando passar alguns segundos massageando a têmpora para se preparar para o que viria a seguir. — Você tem certeza? Deve estar muito ocupado… Eu não quero atrapalhar. Tentou, mas a empolgação estampada no rosto de Magnus a fez ter certeza de que não conseguiria faze-lo desistir da ideia. — Certo… Vamos lá.
“Ahh é mesmo?” - Cruzou os braços na frente do corpo em uma postura intimidante e ao mesmo tempo brincalhona, demonstrando aquilo com o sorriso nos lábios. “É quais são suas palavras preferidas, Bella.” - Ele a provocou. O tom dela era quase como se ela quisesse se livrar dele, o que seria impossível. “Já terminei tudo o que precisava fazer, estou livre.” - Piscou pra ela em brincareira. Ele gargalhou quando a morena falou sobre não ter pego Dastan. “Conversa socializada de madrugada? Sério?” - Obviamente não era da sua conta e não estava julgando a barda, mas era difícil para ele acreditar. Notou os gestos dela massageando a têmpora, sabia que a outra não estava muito feliz com o fato dele aceitar visitar a tia, o que lhe agradava ainda mais. “De forma alguma, sempre tenho tempo para visitar a tia Celeste.” - Provovou a ex namorada e então pegou a cesta dela e apontou para a direção da casa da mais velha. “Certamente, vamos” - E assim que ela se moveu ele passou a seguí-lá. “Como anda? Como vão as coisas? Soube que com a seleção seu trabalho redobrou.”
Achou graça da postura feita pelo homem, certamente intimidaria muitos ao redor, mas não ela. — Achei que você se lembrasse... Ou será que tenho novas palavras? Tombou a cabeça para o lado ainda o encarando, e retribuindo a sua provocação. Bem, aparentemente teria que aguenta-lo com todas as gracinhas ao lado de Celeste por um bom tempo, deveria se preparar. — Acredite se quiser, mas eu também sei uma pessoa seria Magnus. Forçou o seu tom, assim como as feições compenetradas, mas quem ela queria enganar? — Não, eu não sei não. Negou com a cabeça em uma risada, pouco se importando se estava se contradizendo. — Ela ficara feliz em saber disso. Comentou, já alguns passos a frente. Talvez ficasse feliz até demais, e essa era a preocupação da barda. — Isto é certo, temos muito trabalho, muito, mas com companhia de Meriel as horas de oficio se tornam um pouco mais leves. Posso dizer que é até divertido, tirando uns nobres e outros. Deu de ombros, batendo três vezes na porta de maneira antes de finalmente abri-la para anunciar sua chegada. — Tia Celeste, sou eu! E trago visitas... Exclamou assim que abriu a porta, visualizando a figura da mais velha passar pela cozinha com um sorriso no rosto, sorriso este que se abriu ainda mais ao que notou a companhia de Magnus. “Santo Deus! Entrem, entrem! Se eu soubesse tinha lhe preparado uma torta.” No instante em que escutou os dizeres de Celeste ela já sabia, estava ferrada.











