Pelos deuses! aquele ali passeando na praia é o NARCISO? ah, não, é só GIOVANNI VENTRESCA RICCIARDI um CHEFE DE COZINHA nos agraciando com sua beleza nos halls do aletheia hotel. as moiras avisaram: mesmo com os 30 anos nesse novo corpo, segue tão GENTIL e AUTOCRITICO, quanto na antiguidade. repararam também que ele lembra muito LOGAN LERMAN? a maldição levou tudo, menos sua beleza. que prazer tê-lo como FUNCIONÁRIO do nosso hotel!
NARCISO;
Narciso, em sua essência divina, era alguém de orgulho radiante, movido por um amor próprio tão absoluto que tudo girava em torno de seu reflexo — ele se via como centro do mundo, incapaz de enxergar o valor ou a dor dos outros, fascinado pela própria perfeição. Na reencarnação como Giovanni, a maldição se inverteu completamente: em vez de ser consumido pelo próprio reflexo, ele é incapaz de se ver de verdade; onde antes havia egocentrismo, agora existe autonegação; onde Narciso se amava demais, Giovanni não se ama o suficiente, sempre acreditando que precisa ceder, ajudar, servir e nunca ocupar espaço. Existe o reflexo da autoconfiança em acreditar em si, mas a crueldade consigo próprio de sempre quebrar a cabeça em mil soluções para que todos fiquem satisfeitos e, caso dê e sobre espaço, ele pensa no que queria. A punição irônica é que a divindade que um dia se colocou acima de todos agora vive presa ao impulso de se colocar abaixo de todos, incapaz de priorizar a si mesmo. Um espelho quebrado que distorce tudo, menos sua bondade.
Personalidade:
+ Empático ao extremo; Gentil e acolhedor; Humilde; Paciente; Compassivo; Dedicado; Líder gentil; Observador; Carismático; Organizado.
- Dificuldade extrema em dizer "Não"; Autocrítico; Evita conflitos a todo custo; Assume excesso de responsabilidade para não acumular aos outros.
Headcannons:
Nasceu em Bolgheri, Itália. Mas viajou o mundo para estudar e também para missões humanitárias ao longo da vida. Dessa forma fala diversas línguas por sempre buscar aprender para se comunicar com os locais, entre elas: inglês, francês, espanhol, catalão, mandarim, grego e seguindo. O que não sabe dá um jeito de aprender.
Giovanni possui um histórico de tremor essencial leve na família e hoje trata com medicamentos + tranquilidade para não piorar os sintomas. Não toma café, sempre a base de chás. Tem preferência pelo uso de facas de cabos maiores e mais pesadas para estabilidade das mãos, evita preparos que exijam movimentos hiper delicados quando possível, cortes pausados e não a velocidade. Sempre começa trabalhar antes de todos para antecipar as demandas em períodos intensos, assim não afetar ninguém pela sua própria calma. Apesar do trabalho exigir altas cargas de estresse, sempre traz serenidade para cozinha.
Não necessariamente esconde sua condição, mas também não comenta sobre. Seu foco é sempre em exercícios mentais para calma se forem necessários.
Aniversário: 21.11
É bissexual assumido e romântico apegado a tradições. Com o costume de fazer tudo para agradar, gosta de enviar flores, fazer jantares, escrever cartas e se apaixona pela essência das pessoas.
Dono de muitos hobbies além da cozinha, como trilhas leves, velejar, fotografia e leitura. A máquina fotográfica de filme está sempre contigo, pois gosta do charme de posteriormente revelar as imagens.
Possui uma casa própria em Santorini onde mora com o cachorro resgatado Argo.
Se locomove especialmente por meio da bicicleta, mas possui um carro para dias de chuva e trajetos de longa distância. Sempre acaba indo trabalhar com ele pois não sabe se será necessário passar a noite no hotel e buscar Argo antes de fazer isso.
É uma pessoa religiosa, ainda que não frequente mais a igreja. Possui um crucifixo em seu peito e uma bíblia sobre a bancada. Diariamente usa o terraço de sua casa para meditações e conexão espiritual. Porém não apoia estigmas e preconceitos pregados pela igreja, o que acabou ocasionando seu afastamento como assíduo.
Está sempre na praia porque respira mar, areia e tranquilidade. Gosta com frequência de dormir na rede.
Apesar de manter o consumo baixo de carne devido a proximidade com a culinária, é absurdamente preocupado com a procedência de tudo e fiscaliza diretamente as encomendas do hotel.
Não suporta crueldade animal e tudo que utiliza vem de marcas responsáveis e declaradas, e confirmadas, como veganas.
Gio se tornou o tipo de pessoa que não se abala por críticas direcionadas a ele, mas se afeta profundamente quando vê alguém ferido. Quando funcionários recebem reclamações, ele sempre resolve pessoalmente, filtrando o impacto para que ninguém da equipe sofra desnecessariamente. Quando alguém é rude ou sarcástico, ele simplesmente não absorve e responde com gentileza, tentando resolver e manter a paz. Conflitos nunca foram seu terreno favorito. O ato de ser bom é um hábito, não um esforço.
Possui livros de receitas publicados com o sobrenome da família, porém nenhum deles possui seu primeiro nome neles. Achou que seria egocêntrico da sua parte pegar crédito por algo que veio através de experiências hereditárias e de viagens proporcionados por todos. Somente contou para amigos próximos que questionaram e no momento de disponibilização de currículo para o cargo no hotel. Ainda acha que tem muito a aprender para se autodeclarar como "Chefe" de fato, por isso se refere como cozinheiro.
Outfit:
Sua forma de se vestir quando não é de uniforme é a "cara de praia", mas refinado. O bronzeado suave, cabelo bagunçado pelo vento, camisas abertas no peito. Linho ou algodão em todas estações: camisas, camisetas, calças e bermudas leves ou alfaiataria leve quando exige mais arrumação. Sandálias de couro curtido, tênis brancos. Costuma estar sem camisa em casa ou na praia.
Sempre busca cortes modernos, tecidos sustentáveis e roupas com excelente durabilidade. Seu método de viver é poucas peças respiráveis que possam combinar entre si.
Acessórios discretos: pulseira de couro simples, o anel que combina com todos da família, colar com um pequeno crucifixo gasto que herdou da avó. Está sempre com a câmera analógica no bolso ou uma moderna pendurada no ombro.
Perfumes veganos, sem agressão animal, com cheiro de ervas mediterrâneas, madeira clara e cítricos duráveis.
Os relógios que utiliza são igualmente herança da família, passados de geração em geração desde o primeiro Ricciardi.
Sua casa em Santorini:
A casa de Gio fica na praia de Vlychada, um ponto menos turístico, de areia clara e falésias brancas. A construção é baixa, em estilo cicládico rústico, com paredes brancas irregulares, janelas de madeira azul-fosco e um terraço enorme voltado para o mar. O interior é composto de luz natural intensa, móveis de madeira clara, as cortinas com tecidos naturais como linho cru e algodão orgânico. Tudo parece simples, mas o valor não é pelo luxo, mas pela qualidade e durabilidade de tudo que foi escolhido. Tapetes trançados à mão, cerâmicas artesanais que comprou em viagens, livros em uma estante de pedra.
A cozinha é o coração da casa: bancada de mármore, prateleiras abertas com ervas secas, potes de ingredientes naturais, facas afiadas com cabos reforçados, tábuas gastas. Uma mesa grande de madeira ocupa o centro, onde ele cozinha para amigos e compartilha vinhos.
Do lado de fora há um jardim rústico, com lavandas, alecrins, limoeiros e um caminho de pedras que leva direto à areia. Argo, seu vira-lata, vive solto entrando e saindo da casa como se fosse parte da própria paisagem. À noite, lanternas de vidro iluminam o terraço, onde Gio ouve músicas suaves, faz meditações e fotografa o mar.
Nos dias que precisa ficar no hotel, busca Argo para que fique consigo em um dos quartos.
Biografia:
Giovanni nasceu em Bolgheri, na costa toscana, cercado por vinhedos centenários, olivais e a brisa salgada que vinha do mar Tirreno. Sua família era conhecida não apenas pela produção de vinhos premiados, mas também pelo envolvimento profundo com a gastronomia regional: restaurantes tradicionais, produção de azeite, pequenas propriedades rurais sustentáveis e dezenas de vinícolas que levavam o sobrenome Ricciardi ou de parceiros da família. Como filho do meio, Gio nunca sentiu a pressão direta de herdar os negócios, caindo a responsabilidade sobre o irmão mais velho, Lorenzo, que desde cedo foi moldado para ser o sucessor. Para Gio, isso foi uma liberdade silenciosa e um deleite por aproveitar toda a vasta culturalidade da família e, teoricamente, poder decidir seu caminho. Cresceu ouvindo que possuía o coração mais bondoso da família e frases dos avôs e dos pais que lhe colocavam a ideia de que seria um médico — um ofício tão nobre quanto a história que todos carregam. O mais novo jamais encarou como uma obrigação, mas como um chamado natural pela bondade que carregava em seu peito ao ajudar tudo e todos.
Sua juventude foi dividida entre praias da Toscana, tardes fotografando trilhas e florestas, e domingos em que acompanhava a família em tarefas simples da produção rural. Aprendeu a valorizar o toque, a textura, o cheiro das coisas — talvez por isso sua aproximação com uma vida mais consciente tenha surgido de forma intuitiva. Mesmo comendo carne, sempre se importou com a procedência dos animais e passou a consumir produtos de pequenos criadores sustentáveis da região. Desenvolveu uma relação profunda com ingredientes naturais e com respeito à terra. A família em si era reconhecida por sua extrema bondade, com Gio sempre os acompanhando para missas e projetos de caridade idealizados pelo próprio, que sempre se colocava a prontidão na liderança em nome da igreja. A cozinha sempre foi presente em toda sua vida, ainda que deixava de escanteio como profissão de fato, mas os pais e o irmão se rodeavam em volta da mesa para esperar nem que fosse um café da manhã feito pelo mais novo nos dias que todos se reuniam.
Seu tio Matteo como padre te recrutou como acompanhante para missões humanitárias ao longo da juventude, o qual seguia de bom grado e igualmente se enriquecia com a cultura e gastronomia de todos que auxiliava. Estudou em diversos lugares e levou sua benevolência contigo, sempre em prol dos outros e na preparação em começar a cursar medicina de fato. Viajou pelas Américas, pelos Balcãs, pelo Norte da África - sempre com sua fé silenciosa, gentil, sem imposições para o próximo destino. Sua responsabilidade sempre acabava indo para construções de lares, companhia para crianças, auxiliar com ferimentos e disponibilização de vacinas, cozinhar para todos e na distribuição de sorrisos de quem quer ajudar o mundo inteiro, ainda que o mundo inteiro fosse uma única pessoa. Viajava e pausava os próprios estudos sempre que um amigo necessitasse do seu suporte, independente de onde estivesse. Giovanni tentava seu máximo para estar a prontidão para tudo e todos, nem que fosse em uma mensagem ou ligação a distancia.
Além da riqueza da família, Giovanni também herdou um segredo silencioso: o histórico de tremor leve mas progressivo nas mãos. Já na faculdade de medicina, começaram os primeiros tremores em situações de estresse, cansaço ou emoção intensa. Ele ignorou atrás de sorrisos, mas o tremor da mão em meio a uma aula prática foi o suficiente para ser notado pelo supervisor e ele dar olhar ao problema. E, pela primeira vez, teve de ir contra ao todo esperado pela família com o medo de ser um médico inseguro e de causar danos, acabando por abandonar o curso. Foi devastador, especialmente por achar estar desapontando seus avós que tanto se orgulhavam de que se tornaria um cirurgião. Foi sua primeira fratura interna admitir sua falha, apesar de não ter responsabilidade sobre isso, e ter o amor dos pais como acolhimento.
O abandono da medicina veio mais como um chamado do destino para que sua essência fosse realmente vista. E, pela primeira vez, assim fez. A cozinha sempre significou cuidado, não glamour, e começou a prestar cursos com interesse em se tornar uma profissão e não somente o hobbie que sempre deixou de escanteio. Nunca teve a ideia de necessariamente se tornar um chefe de cozinha, mas se adaptou a sua própria realidade em viver uma vida tranquila de alguém que sabe do privilégio que possui em não precisar disputar o pão de cada dia. Começou a trabalhar nos fundos: lavando louças, limpando janelas, cortando vegetais, auxiliar em lugares diversos, subchef em restaurantes pequenos. O que não ganhava em velocidade, sempre foi amado pela equipe e pela sua forma solícita em querer aprender mais, acompanhar a todos e escrever as próprias receitas - ainda que jamais publicasse em seu próprio nome, somente no da família. Não imaginou que se sentiria mais feliz do que o sonho inicial, ainda que mantivesse a culpa pairando por não sentir o orgulho do pai sobre si como tinha anteriormente. Mas isso não passa de um pensamento da própria cabeça.
Negou algumas promoções por ainda não se achar preparado ou por colegas de trabalho a mais tempo igualmente disputarem a vaga. Mas, com o incentivo de uma amiga antiga, aceitou o convite após ser convidado para ser chefe de cozinha no hotel Aletheia, que se encantaram pelo estilo de Giovanni e a experiência que pela primeira vez contou ter escrito em seus livros. A experiência de ser líder pela primeira na cozinha vez te traz pressões que nunca antes teve que lidar. Apesar da sua absurda qualificação, sempre se sente preso no precisar "provar" mais, sendo reflexo da sua maldição em amar excessivamente aos outros e não se enxergar como realmente é. A equipe o ama, os hóspedes te elogiam, mas sempre acredita que poderia ter feito melhor, e é o que faz no dia seguinte e o fluxo se repete. Ainda assim, pela primeira vez na vida, está construindo algo só dele.












