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@benjtssonelf
Está preparado para conhecer o poderoso bruxo THORIN SVEIN BENJTSSON, da Casa LUFT? Frequentando atualmente as cadeiras do OITAVO ANO, ele é um 1/16 ELFO DOMÉSTICO de apenas 18 ANOS. Seria uma vergonha, mas tudo indica que toma poção polissuco para se parecer com o trouxa AUSTIN BUTLER.
“Okay, mas a gente pode falar sobre como chocolate é importante?”
“É claro que ele é importante, mas não é o mais importante, sacou? É só um dos ingredientes, inclusive facilmente substituível por qualquer outro doce. Se você colocar morango, por exemplo, o resto da receita continua intacta. Mas vai esquecer os ovos pra você ver... nunca que essa belezinha chega na consistência certa.” Talvez utilizar a sala de poções para preparar sobremesas não fosse a atitude mais sensata, contudo, contanto que não fosse pego, Thorin honestamente não dava a mínima. Assim que terminou de despejar o ingrediente no caldeirão de tamanho pequeno, enfiou a varinha na mistura e passou a mexer no sentido anti-horário. “Dica de chefe: A varinha é pra passar um pouco de mágica. Afinal, a comida dos elfos não é tão gostosa assim à toa.” Dito isso, Benjtsson olhou para o garoto de relance ao mesmo tempo em que trazia o indicador até a cabeça, dando duas batidinhas na própria têmpora.
— É a aposta mais idiota que eu já perdi na minha vida. — PC murmurou para si mesmo, enquanto usava sua caminha para iluminar o caminho escuro por entre as paredes de pedra. Apostou que umx amigx não conseguiria beber cinco litros de suco de uva seguidos – afinal, quem bebe tanto assim? – mas logo descobriu que sim, a bexiga humana é capaz de aguentar tanto suco assim sem a pessoa borrar as calças. Agora, por causa daquela aposta estúpida, foi forçado a passar uma noite nas Prisões de Durmstrang. Todavia, ouviu um barulho atrás de si, e parou repentinamente, apontando a varinha para quem quer que estivesse vindo. — Não tá muito tarde pra você estar fora da cama desse jeito, não?
No passado, Thorin costumava passar considerável tempo de qualidade naquela região inóspita do castelo. A condição de mestiço, ainda mais de uma raça culturalmente vista como escrava, era suficiente para proporcionar-lhe momentos nada agradáveis nas mãos dos colegas mais puristas. Desde o segundo ano a prisão de Durmstrang, com sua escuridão convenientemente assustadora, pareceu ao elfo o esconderijo perfeito. Ninguém perderia tempo o procurando lá; além disso, quaisquer que fossem os perigos intrínsecos ao lugar subterrâneo, decerto não seriam piores do que as humilhações diárias. --- Se está pra mim, com certeza também está pra você. --- Rebateu, pondo a palma na frente dos olhos afim de bloquear a luz ofuscante da varinha. Havia um sorrisinho moldando as feições. --- Estar na cama não é assim tão divertido sem uma boa companhia, veja só, então decidi dar uma voltinha. Quem sabe encontrar uma alma pelada? --- Thorin prendeu a risada, sacando a própria varinha e conjurando um lumus, o qual utilizou para certificar-se de que não havia mais alguém ali. --- Mas e quanto a você, o que o traz à ilustríssima prisão a essa hora da noite?
“ —– Nossa, você viu a queda daquele garoto? Foi demasiado estranha, juro. “
“A verdadeira pegunta, minha cara, deveria ser se alguém não viu a queda do bastardo. Bem merecida, se me permite a opinião.”
Após breve verificação das folhas, algo parecia estar faltando. Podia ser apenas impressão, e não seria a primeira vez. Makarios tinha o péssimo costume de perder coisas o tempo todo e isso passava a ideia de descuido. A verdade, no entanto, era que só perdia o que não lhe interessava. Naquela ocasião, resgatou brevemente o relógio entre os livros, sem saber como este havia ido parar ali. Ao ver que outra pessoa lhe observava, a reação foi imediata, desconfiado: ❝ Perdeu algo aqui ou só quer uma foto? Ah, desculpe, isso não seria possível por razões óbvias ❞
❝ Easy, tiger! Or should I say... bat? ❞ Com ambas as mãos ao ar, Thorin foi crescendo um sorriso de canto à medida que observava Makarios em toda a sua desconfiança excessiva. Não o culpava, vez que ele próprio já havia sofrido bullying o suficiente para compreender a necessidade de autopreservação e agressividade do meio-vampiro. Para o Benjtsson, porém --- que, ao contrário das presas assassinas, de pontudo possuía apenas o canto superior das orelhas ---, sarcasmo sempre pareceu mais viável. ❝ Por que essa carinha de trasgo, huh? Tomou ketchup por acidente hoje de manhã? ❞