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@bibliotecador
sobrevivo com medo do fracasso
paralisado por intermináveis dúvidas
cheio de inseguranças que alimentei em silêncio
vivo um pesadelo neurótico
não me vejo nos sonhos
Lindos escritos! 🤍
🥺 obrigado
eu não sei se ainda tenho mais no que acreditar eu sinto estar só assistindo a vida passar
por um segundo
senti horas
perdi a luta
sem sentir dor
faz um tempo que sinto que já não sou mais meu
ele é o desnível da provocação
é o que me desestabiliza
rabisquei alguns rascunhos coloquei sob o peso de papel maturidade, pressa, cansaço
a tinta secou, os papéis em branco voaram,
e o que ficou eu via todos os dias, como quem esquece aos poucos:
foi o silêncio dobrado no vazio da escrivaninha
agora, é como se escrever fosse só isso:
segurar a caneta e medir o tempo desde que não entendo o que sinto
e até mesmo rabiscar rascunhos se tornou um peso de peito
Não tenho medo da morte, mas tenho medo de partir sentindo que não vivi uma boa vida. Tenho medo de ir sem ter realizado sonhos que nem sequer sonhei. Medo de viver uma vida recheada de despedidas de pessoas que sempre me receberam com um “oi” tão afetuoso e que esqueço o valor que possui.
Tenho medo de olhar pro céu e me sentir sozinho de novo e mais uma vez. Tenho medo da vida, me aterroriza não ser amado como todo ser humano merece ser. Tenho medo de ser incapaz de mostrar o amor que sinto. Às vezes me encho de fúria por coisas que passam tão rápidas, de tristeza por coisas que não merecem tanta atenção e de culpas que não me pertencem.
A vida me amedronta porque me ensinou que somos tão capazes de sofrer quanto causar sofrimento e a responsabilidade que isto nos dá. Fico apavorado em não sentir mais uma vez a água do mar tocando meus pés e me encher de sorriso por isso. Tenho medo de morrer sem viver e de morrer em vida. Tenho medo de conhecer tudo e morrer sem nada. Medo do abandono, medo de ter vivido com medo de me arriscar.
09 de junho de 2024
Onde dói não tem cor, nem corpo, nem silêncio.
Onde dói não tem endereço.
09 de junho de 2024, editado
tenho poesias que escrevi que já nem me lembro mais de ter sido o autor, talvez eles estejam certo em alguma medida
o tempo curou as queixas que transformei em poesia 23 de dezembro de 2024, editado
volte pra cá ❤️🩹
estou sem tempo :@ bem queria mesmo conseguir kkk
a dualidade do que digo sempre conflita com meu monocromatismo, às vezes é preto demais pro meu laranja-pôr-do-sol
Desde que aprendi a escrever tenho um fascínio pelo que é indescritível.
olhos abertos e cegos suor e sangue onde habito e grito boca a dentro
exercício resiliente de resistir,
eu quero o que inventei
e gozo com o que condeno