☙ loving can hurt sometimes but it's the only thing that I know...
(alexeiciurcovich)
Completamente anestesiado pelo sono e pelo cansaço, Alexei limitou-se a apenas balançar a cabeça, assentindo para o que ela havia acabado de dizer. O rapaz não conseguia entender qual era a pressa para se levantar, não era como se algum deles tivesse algo realmente importante para fazer e também não era como se houvesse algo super empolgante para se fazer na cidade naquela manhã; ele chegou a se perguntar se aquela era a mesma mulher que estava naquela festa com ele na noite seguinte porque ele simplesmente não conseguia acreditar que se encontrava em um estado tão deplorável e ela estava levantando para fazer panquecas. De qualquer forma, não importava, então ele se virou para o outro lado, puxou os lençóis para cobrir até a altura de seu queixo e não demorou para cair no sono novamente. Alexei não costumava sonhar, mas quando isso acontecia seus sonhos eram piores do que os das outras pessoas.
Não tardou para o cheiro de panquecas chegasse até o quarto onde ele dormia. Estava em um estado de meio sono, onde ele tinha consciência parcial, sabia que estava dormindo e ao mesmo tempo sabia onde estava, não estava nem adormecido e nem desperto. Seu estômago reclamou de fome e ele decidiu levantar também. Foi até o banheiro de Birdie, onde tomou uma ducha para afastar a moleza e o mal estar, e então escovou os dentes. Saiu em direção a cozinha usando apenas uma cueca e com algumas gotículas de água nos ombros e escorrendo-lhe das madeixas molhadas. “O cheiro é bom” disse, inspirando fundo, antes de se sentar em um dos bancos altos da bancada da cozinha, “Precisa de ajuda?”
Os dotes culinários não eram dos melhores, mas a vida sozinha tinha lhe ensinado vários truques rápidos e saborosos, a panqueca eram um deles. A mesa do café da manhã farta era o que mais amava mesmo não tendo tempo para colocar tudo ao seu dispor durante os dias normais, mas aquele não era um dia normal. As frutas foram tiradas da geladeira, não havia nada mais precioso do que os morangos mais vermelhos da cidade e um enorme cacho de uvas verdes para a loira. Todo o cuidado foi pouco para fazer o menor barulho possível para não acordar o amado, conhecia o seu sono de trás para frente e mesmo assim tomava os cuidados de uma mãe que zelava pela noite de um filho -- a relação dos dois estava longe de ser materna, mas se achava capaz de fazer uma comparação daquelas já que seu peito entrava em chamas por qualquer ato de sucesso de Alexei, até mesmo por um sorriso dele.
A mesa estava completamente arrumada, bastava colocar as últimas panquecas na travessa e acordar o rapaz quando foi surpreendida por uma voz sonolenta. Um sorriso instantâneo e tão conhecido por ele tomou conta de todo o seu rosto, sentia-se completamente engraçada e desajeitada ao seu lado. Com a mesma calmaria de antes, não correspondendo com as batidas de seu coração, terminou de fritar todas a massa de panqueca, assim como colocá-las na grande travessa. Por um momento, pensou que tudo aquilo fosse um enorme exagero, os dois comeriam por dias com tudo o que estava ao dispor. “Preciso.” Genavee largou tudo o que estava fazendo, chegou mais perto do rapaz e afastou as pernas do mesmo, se infiltrando no meio delas ao mesmo tempo que abraçava seu pescoço e brincava com o cabelo molhado. Deixou um selinho demorado nos lábios que tanto admirava, partindo para um beijo cheio de ternura que não durou muito tempo. Desceu os beijos demorados para o maxilar do menino, enquanto trilhava o pequeno caminho de volta para seus lábios. “Pode me ajudar?”











