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“My father could make me cry just by looking at me the wrong way.” - Franz Wright
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OPEN STARTER.
Não dormia direito há dias. Com a cabeça pesada, o humor ruim era ainda mais potencializado pelo defeito na habilidade, que estava inconstante desde o ocorrido do baile. Utilizando as luvas de forma obrigatória, o tecido também começava a irritar e, por isso, resolveu que não faria mal passar pelo menos alguns minutos sem usá-las, se aproveitando da solidão costumeira daquele horário do dia (quase todos os horários do dia eram solitários para ela, honestamente). Contudo, algo acabou saindo dos planos. Indo até o balcão para pegar o pedido que achava ser o seu, os dedos ficaram perto demais de tocar os de outra pessoa, e, como um reflexo, retirou a mão rápido demais, derrubando o líquido, que começou a pingar para o chão. Imediatamente procurou algo para limpar a bagunça. "Merda." Murmurou, ao fazer contato visual com Muse. "Desculpa, não podia deixar você encostar em mim, não é nada pessoal, só... Não ia terminar bem." Não queria acabar se conectando a alguém acidentalmente, especialmente quando tudo parecia extremamente sensível, mais que o comum. "Acho que escutei errado sobre o meu pedido, se quiser, eu te pago outra coisa."
estava pouco preocupado. o ocorrido no baile das sombras havia não apenas sido um total espanto, como uma afronta direta a ordem local. ainda assim, gregor pouco estava preocupado. a realidade era que para ele pouco importava se arcanum sucumbiria em caos ou triunfaria em glória. se importava com duas coisas muito verdadeiramente: aprender e ter o que queria. e no dia de hoje havia sido frustrado em ambos. a nova tentativa de se comunicar com pearl havia sido frustrada, o levando a quebrar alguns objetos num surto de raiva. as pesquisas no campo sintético estavam estagnadas, inclusive porque agora, com a chegada de lúcifer, alguns pareciam mais interessados em vigiar o seguimento da vida do que construi-la. e, mesmo seu passeio a biblioteca dos ossos em busca de um livro de magia havia sido inútil. - quantas… eu pergunto, quantas malditas coisas podem dar errado em um único dia?
"Vai atrair mais coisas ruins se continuar falando desse jeito. Talvez um primo ou irmão de círculo meu, se usar os xingamentos corretos." Comentou, em brincadeira, ao sentar-se próximo do vampiro. Era esse o tipo de baboseira que cristãos costumavam falar e nunca falhava em diverti-lo. Ba'al não poderia dizer que estava passando por semanas prazerosas também, na verdade, trabalhar tanto estava se voltando contra ele de um modo que não ocorria há algumas décadas. "O que está te deixando tão nervoso, Gregor? Só fico tão frustado assim quando lido com clientes particularmente complicados."
sendo o motivo da existência de godric, sentia-se culpado por ter deixado passar um desejo tão cruel quanto o de matar e expor corpos para lúcifer. era o responsável por amenizar impulsos humanos e onde estava, quando tudo aquilo aconteceu? os dedos massageavam as têmporas, enquanto os olhos corriam o documento extenso sobre a mesa. não queria decepcionar os humanos, miguel e muito menos o pai — era o motivo pelo qual investigava, em menor escala, o ataque. "pode deixar o café sobre a mesa mesmo, por favor." murmurou sem olhar para muse, imaginando que fosse apenas a garçonete com seu pedido. porém percebendo que não era atendido, desviou os olhos e prontamente se desculpou, enganado. "desculpe, minha atenção está bem difusa depois de tudo o que aconteceu."
Provavelmente não era o melhor momento, mas, imaginou que ser confundida com uma garçonete era a melhor forma de conseguir abordar uma criatura tão curiosa e tão diferente de todas as com quem havia convivido durante os vinte e um anos de vida. Há apenas dois meses na cidade, Brandy não tinha conseguido perguntar o que realmente queria saber. "Tudo bem, foi horrível mesmo, eu chorei a noite toda depois daquilo." Falou, em um tom casual. "Mas então, posso te fazer uma pergunta?" Procurou pelos olhos alheios por breves segundos, um pouco antes de simplesmente fazer a pergunta. "O céu é tipo uma grande firma?" Olhou rapidamente para o documento que ele segurava, imaginando que tinha acertado. "O inferno pra mim é uma monarquia meio distópica, mas o céu parece muito pragmático. Os arcanjos são tipo, os líderes de cada setor ou algo assim?" E então sentou-na na cadeira em frente a dele, trazendo consigo sua própria xícara de café.
-- A quantidade de clientes tem sido desanimadora, sabia? O chefe está meio preocupado com o andamento não só de lá mas, de todos os restaurantes de Arcanum. As pessoas parecem estar meio em duvida quanto a sair de casa, claro... Com motivo. Eu sei que temos preocupações maiores para pensar mas... Acho que se passarmos a ignorar as normalidades do dia a dia as coisas não vão ficar piores ainda? Me perdoa, tem duas horas que eu estou tagarelando e era uma pergunta muito simples antes. Eu comecei a me enrolar e me enrolar. O que voce falou mesmo?
Escutou, escutou e escutou, com um sorriso contido no rosto. Era tão comum que fosse ele quem estivesse falando assim, que, quando encontrava alguém que falava ainda mais, preferia não interromper os pensamentos acelerados, para só depois dar a sua opinião. Mas achava engraçado considerando que eram da mesma espécie. Talvez fosse coisa de nephilim falar pelos cotovelos. “Eu esqueci, me desculpa. Você falou tanto que a minha atenção já foi toda pro buraco. Mas, eu concordo. Apesar das coisas estarem extremamente agitadas no meu trabalho, em comparação ao seu.” Tinha calafrios só de pensar sobre. “Enfim, você pode contar comigo pra qualquer atividade mundana, se tem uma coisa que eu gosto é de ser mundano. Literalmente agora eu estava pensando em, sei lá, ir nadar ou andar de skate. Tá a fim?”
CLOSED STARTER FOR @blackorbs ft. RIVER ! they said : this time i will be listening.
pareceu afrontada por um momento , não querendo acreditar que ele estava fingindo prestar atenção em um momento tão crítico. antes de ser apenas um receptáculo vazio do humanidade, ela queria uma última jogado - um movimento divino. levada para o céu, inferno ou limbo quando morta ; não importava. ela preferia continuar a acreditar que o fim era apenas isso - o fim. mas vagar este mundo sem uma alma era uma punição que abigail não pensava merecer , não quando matou apenas em um momento de desespero .
talvez se soubesse que por toda a eternidade teria de abrir mão de partes de si mesma, iria ter permitido que a irmã acabasse consigo. mas essa não era ela - ao menos, não costumava ser. hoje, bebendo chá entre os mortos , e assistindo empalamentos no necrotério, visitando cenas mórbidas de crimes horríveis , ela apenas esperava por um falecimento menos violento do que ouvia dos espíritos. ― ❛ 'tá bem. ❜ ela colocou a mão sobre o livro que ele foleava. ― ❛ vamos começar com algo que talvez prenda sua atenção. ❜ arqueou as sobrancelhas, e sem parecer afetada , ela pronunciou as palavras que ainda lhe traziam um arrepio a espinha : ― ❛ em um mês, eu vou morrer. ❜
Sentiu-se arrependido quando percebeu o incômodo alheio. “Não foi por querer, eu juro! É que hoje eu tô mais cansado que o normal... Minha atenção tá ruim.” Estavam sendo dias complicados na verdade, por mais que fosse espirituoso e tentasse manter o bom humor, a rotina de trabalho vinha sendo um pouco complicada de conciliar e, por isso, até planejava passar os próximos dias apenas em casa, recusando convites tendenciosos ou terrivelmente chamativos. Não muito depois, percebeu que a análise superficial que estava fazendo naquele livro de encantamentos definitivamente não era mais importante do que o que Abigail estava dizendo, pois a notícia foi recebida com um coração imediatamente acelerado, e um choque genuíno. “O quê?” Questionou, incrédulo, e procurou pela mão alheia como se, de algum modo, precisasse segurá-la. “Como assim você vai morrer, Abby? Não precisa fazer uma brincadeira dessas só porque eu...” Começou, contudo, a expressão que via dentro dos olhos dela não parecia particularmente alegre, muito menos exibia pequenos sinais de se quebrar em risada ou fingimento. A sua intuição, que sempre tentava ignorar, não apontava para nenhuma mentira. Ela estava falando sério. “Quem... Como? Como você sabe disso?” Foi o primeiro questionamento, seguido de um segundo, quase que imediato. “Você quer que eu tente te abençoar?”
CLOSED STARTER FOR @blackorbs ft. BA'AL! they said : stay for dinner ? i made too much, i think.
ele a ensinou como andar em uma bicicleta - claro, depois dela muito insistir , e perturbar . o patriarca dos fortunado piamente se recusava , e ela não tinha ninguém além dos dois ; maldita mãe que se explodiu para o inferno. era sempre assim , ela continuava a ser petulante até que eventualmente o pai pensasse que apenas fazer o que ela queria seria menos laborioso . não era assim que ela queria que as coisas fossem , e não era este o problema ? ela sonhava com uma vida normal, quando nenhum dos dois era exatamente o modelo de humanidade perfeita. ela - até menos que o mais velho. althea continuava a o encher, e falhava em ver as pequenas e grandes coisas que ele fazia por si , talvez porque não existia cerca branca. ― ❛ quer dizer que não me convidaria se não tivesse feito muito ? ❜ sempre levando as palavras para o lado errado, sempre lendo entrelinhas que não estavam ali. ― ❛ ouch, velhote. ❜ ela tocou a mão ao peito acima do coração , e fingiu estar muito ofendida. ― ❛ mas tudo bem, não é como se você fosse grande fã de jantares em família. ❜ mas lembrava de um tempo, onde eram eles no anexo a mansão , comendo no silêncio mais feliz da vida dela. ― ❛ o que você fez ? ❜ ela inquiriu , sentando-se a mesa.
Ser pai não foi algo com que sonhou, mas não era o destino mais cruel do mundo. Talvez não fosse idealmente o melhor pai do mundo, pelo contrário, mesmo após milênios de existência, a experiência de ter uma criança era relativamente nova quando a criança era sua, e quando a mãe havia sido arrastada para o inferno por ele, que a mantinha presa pela marca do diabo apesar de também observar a gestação com olhos curiosos. Conhecia suas falhas como demônio, pois era onde a humanidade impertinente começava a querer alcançar a superfície da existência corrompida e, em centenas de anos, não se recordava de ter se sentido mais humano do que a primeira vez que segurou Althea em seus braços, ensanguentada e coberta por panos chiques e sedosos, olhando-a com curiosidade, e vendo a forma como aqueles olhos pequenos refletiam o mesmo escuro que os seus: iguais. É uma pena que ela jamais saberia sobre como sorriu ao observá-la, como se fosse uma pequena gêmea nascida há inúmeros anos de distância dele.
Infelizmente, com a vida que ela levava, também precisava se recordar do contrato. Althea não era sua filha, era um pacto. Concebida para aquela família nojenta e asquerosa que adoraria assassinar membro por membro até que só restassem os dois. E, ainda assim, quando a viu crescendo monstruosa, irredutível e cedendo aos caprichos dos mundanos que haviam a registrado, apenas constatou que, de fato, era apenas um demônio cumprindo seu trabalho, e ela deveria viver sua vida como bem quisesse, ainda que lhe desagradasse imensamente. E esse era um erro difícil de se consertar. Portanto, deveria agradecer ou se sentir aliviado de que dentro dos limites da cidade seriam para sempre só os dois, não? Como ele queria. Mas por que então, não conseguiam mais estar em sintonia? Ele a amava, e para sempre amaria, mas será que gostava dela? “Petulante.” Repreendeu, no lugar de dizer que é claro que a convidaria, apenas não tinha o costume de fazer refeições àquele horário por conta da própria rotina. “Preciso ficar de olho em você.” Replicou, no lugar de dizer que poderiam voltar a jantar juntos, talvez até pudessem morar perto um do outro. “Adobo filipino.” Respondeu, mostrando a panela com o conteúdo altamente apimentado, mas igualmente agridoce. Carne comum, mas de alta qualidade. “Costumava ser onde tinham mais seitas em meu nome, e onde consegui esse corpo. Provavelmente os mais velhos ainda tem medo do antigo Bal-Bal.” Um sorriso brotou nos lábios, genuíno. “É uma pena que não pude levá-la lá, ia ser uma experiência interessante.” Comentou, tentando soar casual, e foi até o armário de bebidas, de onde puxou uma garrafa com líquido espesso, e uma que parecia comum. “Vinho, mas na outra garrafa é sangue. Gosto de misturar os dois, enriquece o paladar com comida apimentada.”
"ACTUALLY ALL OF MY SYSTEMS ARE NERVOUS." - WITH @blackorbs (BRANDISH) Local: Alexandria Livros Usados
Gaea deu uma olhada de canto de olho para Brandy com o comentário dela, mas deixou passar - ela também era meio assim. O fato era que, se estivesse na situação da outra, provavelmente também estaria arrancando os cabelos com tudo o que estava acontecendo. De qualquer forma, pegou sua garrafa térmica de café e serviu duas canecas, uma para si e uma para a outra. "É, estou começando a perceber isso", comentou, bebericando um pouco do próprio café. "Mas você vai precisar de calma e paciência para o que vamos fazer. Você sabe que vai ser tudo muito experimental, não é? Sou uma pocionista das boas, mas isso é território novo pra mim." Jamais encheria a outra mulher de promessas que não seria capaz de cumprir; Gaea sempre jogava limpo, por mais que outros pudessem dizer o contrário. "Você confia em mim?"
Existia uma dualidade engraçada ali, pois, ao mesmo tempo em que facilmente sucumbia às suas emoções, desgostava de se mostrar alabada quanto mais séria era a situação, porque ainda possuía os cacos do orgulho estilhaçado da época em que era simplesmente forte e poderosa o suficiente para nunca se deixar abalar por nada. Ah, quanta arrogância. Na calada da noite, refletia sobre seus anos mais brilhantes e se perguntava se merecia tudo que lhe aconteceu só porque se tornou cheia de si, ignorando todos os problemas e empurrando para debaixo do tapete, transformando os olhos frios do pai (que na verdade era seu tio) em demonstrações veladas de amor. Ele só queria que ela fosse sua melhor versão, certo? Agora não tinha certeza. Era essa a sua punição? Jamais acharia justo. Brandy acreditava ter feito o que podia para sobreviver, mesmo que isso incluísse se tornar uma versão de si mesma que era egocêntrica demais, que pensava demais em si. Não que isso lhe servisse de qualquer maneira agora, não é? Não com o que sobrou. E, se tratando de sua doença, por mais que não quisesse, precisava assumir o quão terrivelmente assustada estava. Sua vida era como um lobisomem e, agora que não tinha mais família, perder também a metade mais importante de sua identidade era simplesmente cruel. “Calma e paciência, claro.” Repetiu, deixando escapar um riso constrangido. “Eu entendo. Mas, honestamente, não tenho nenhuma outra opção além de ser um ratinho de laboratório.” E sua expressão dizia que sentia muito por si mesma, mas ainda assim, não podia recuar. “E você passa muita confiança, tá no seu cheiro. A gente não se conhece nem nada, mas eu confio no meu faro.” Que estava adoecido, mas isso era só um pequeno detalhe ali. Tentando ocupar a mente, bebericou o próprio café, e então, olhou para a bruxa novamente. “Você precisa de uma amostra de sangue ou algo assim?”
@blackorbs (brandish marvell) : "having fun? never mind, i'm sure you are."
O cheiro que ela exalava o irritava, porém não se permitia esboçar. O sorriso que tinha nos lábios era adorável e o atraía. Será se ela o conhecia? Não, claro, ela já sentia, sua energia era pesada e que intoxicava, evidenciando suas reais intenções. Ou aquelas que surgiam tão rapidamente por entre os pensamentos, mas que por enquanto não ganhariam forma. "Me divertir?" Finalmente olhou para as mãos, a garrafa quase vazia e que antes estava preenchida com um licor qualquer, desimportante para ser lembrada. Não era típico beber ou muito menos fazer isso tão explicito em plena luz do dia. As pessoas passavam e o encaravam, os cabelos cinzas, quase brancos chamando os olhos, criando murmúrios que ele ouvia tão perfeitamente, causando uma vez ou outra um acesso de risadas vazia mas estrondosa. Até poucos dias antes, nada daquilo era uma realidade. O cordial e tão amigável Maximiliano não se fazia mais presente, dando lugar a uma velha persona, despreocupada com opiniões e julgamentos alheios. "Talvez, pequena. Talvez. A vida é curta..." Riu mais uma vez, fingindo minimamente estar bêbado. "Curta demais para não ser vivida. Não acha? Não irei oferecer esse restinho" Disse virando o resto da bebida no chão, largando a garrafa de vidro sobre o gramado do canteiro ao lado, poupando-a de se partir em estilhaços. "Ofereceria um pouco, mas acredito que a pequena híbrida-" Usou uma entonação forçada para a última palavra, estalando a língua logo depois. "Não seja tão pequena como imagino. Me diga, quantos anos, hm? Vocês crescem tão rápido..."
Foi um equívoco o que disse e soube disso assim que o observou melhor. Mas era sempre assim com ela, não era? Não conseguia acertar em nada, por mais que tentasse bastante, e no fim ou fazia ou dizia a coisa errada. Agora, a situação que tinha ali era a de um vampiro embriagado que, assim como a maioria que cruzava seu caminho, possuíam a amargura e rispidez da qual desejava se desvencilhar e que, agora, era o que tinha de mais concreto, uma vez que sua licantropia, envenenada pelo maldito feiticeiro, a obrigava a sobreviver como uma sanguessuga e ser reconhecida como uma. Será que eram todos assim, ou será que era porque ela é quem os irritava primeiro? Sempre sustentava essa dúvida. Mas, aquele ali, suspeitava que tinha outros problemas que não diziam respeito à sua presença ou sua natureza e, apesar de saber muito bem quais eram os seus erros, não podia dizer que evitava ser excessivamente curiosa para seu próprio bem. “Acho, na verdade.” Respondeu, um pouco incerta, enquanto o observava se livrar da garrafa. “Mas não vivi tantos anos assim ainda, então talvez minha percepção não valha de muita coisa. Não que eu esteja te chamando de velho, mas você parece...” Fez uma pausa, os olhos estreitando. O gene de lobo ainda funcionava, apesar de fraco, e aquele não era um cheiro comum para um vampiro. “Antigo.” Concluiu.
Ah, aquela era a parte interessante. Brandish era uma híbrida jovem. Nascida, não transformada, motivo do falecimento da mãe e da execução do pai, de meses aterrorizantes procurando por sangue para lhe oferecer à contragosto para que sobrevivesse à primeira infância e inúmeras outras pequenas tragédias que sempre tentava tirar o peso quando contava a respeito, afinal, preferia a versão em que era uma ávida lutadora ao lado de sua alcateia, não a de que foi criada pela dita alcateia como uma arma. De qualquer modo, agora que refletia, provavelmente não deveriam haver tantos híbridos novos assim nascendo, não é? Só tornava ainda mais doloroso que agora era sozinha, já que seu par havia falecido pouco depois de condená-la àquela doença maldita. “Vinte e um. Nasci no natal.” Uma informação completamente inútil, mas gostava de comentar a data engraçadinha. “Conheceu outros híbridos? Nos últimos trinta anos, talvez?” Embora ele não parecesse particularmente simpático, também não era indefesa, logo, não via problema em fazer perguntas, não até que ele as cortasse por completo.
"DON'T TELL ME TO QUIT BEING MELODRAMATIC, IT'S THE ONLY TIME I HAVE ANY FUN." - WITH @blackorbs (RIVER) Local: Bule Encantado
Klein deu risada com o comentário do outro e revirou os olhos de maneira bem-humorada, se apoiando na vassoura que havia acabado de usar para limpar o lugar. "Eu e você sabemos que isso é uma grande mentira, você se diverte muito mais do que eu, inclusive." A bem da verdade, River era uma das poucas pessoas que conseguia convencer Bruno a se divertir de vez em quando. "Mas tudo bem, vou dar essa colher de chá para você: você pode ser o quão melodramático quiser pelos próximos..." Olhou no relógio, como se considerasse o tempo. "...três minutos, começando a parte de agora." É claro que Bruno permitiria que River reclamasse o quanto quisesse, mas ele gostava de brincar com o amigo.
Correspondendo ao sorriso com uma gargalhada, apenas deu de ombros, se sentindo imediatamente orgulhoso. River não levava a sério o fato de ser um “sem futuro” aproveitando-se de que ainda teria inúmeros anos de vida para se divertir até cansar do que, para muitos, era apenas um estilo de vida sem sentido ou propósito. Afinal, se fosse atrás disso agora, não se cansaria mais à frente? Precisava, a longo prazo, pensar no que lhe faria se sentir bem, e no momento, eram as festas semanais e ficar no balcão de uma biblioteca frequentada por bruxas irritadiças que, para ele, eram como família. “Você se divertiria tanto quanto eu se topasse tudo que eu te proponho.” Aproveitou para comentar. E então, com a continuidade da frase, levou a sério o aviso, assumindo uma postura completamente oposta à anterior. “Ah é, então...” E aí, soltou um suspiro pesado, encostando o corpo na parede com um pesar que de fato, existia, mas estava exagerando de propósito. “A biblioteca está um caos! E eu sou só um pobre auxiliar. As bruxas acusam umas às outras por serem de covens diferentes, os vampiros literalmente tentaram se desmembrar ontem, Klein! Precisei ameaçar eles. E a biblioteca ficou com um cheiro insuportável de enxofre depois que um demônio foi invocado no nosso tapete novo. As pessoas acham que podem fazer rituais no nosso tapete só porque o dinheiro é municipal?” E então, parou para respirar. “E aí quem é que precisa arrumar tudo? Mr. Albero. River. Rio. Eu.” Apontou para si mesmo. “Talvez eu também devesse faxinar o bule encantado, duvido que você veja tantas tentativas de homicídio em um lugar que oferece comida de padaria e cafés rebuscados.”
STARTER FECHADO ━━ foi dito: you’re not thinking what i think you’re thinking, are you? ( @gzsoline ) na presença de RIVER.
Fez um esforço gigantesco para conter a vontade de rir, mantendo a postura séria e a expressão a mais neutra possível. Tentando visualizar suas convicções mais concretas enquanto olhava nos olhos do amigo, assentiu com a cabeça. “Sim, eu finalmente me decidi.” E então, colocou uma das mãos no ombro alheio. “Você estava certo o tempo todo, nossa espécie...” Mas então, a voz falhou e, sem querer, começou a dar risada no meio do que seria o seu melhor monólogo de vilão. Dessa vez, balançou a cabeça em negação, freneticamente, e começou a gesticular. “Desculpa, eu tentei muito, mas eu sou um ator ruim.” Começou, tão sorridente quanto em qualquer outra oportunidade. “Na verdade eu tava pensando em como o que aconteceu no baile pode ter ligação com os livros que estão desaparecendo aqui da biblioteca, que são justamente sobre demônios, mas eu não consigo chegar em nenhuma conclusão verdadeira, acho que eu sou idiota demais pra isso. Mas você sempre tem tantos pensamentos na cabeça, talvez você saiba disso melhor do que eu, sei lá.”
STARTER FECHADO ━━ foi dito: are you sure you can do this on your own? ( @monnstrous ) na presença de CALIBAN.
Com uma gargalhada, Caliban quase se engasgou com a fumaça do próprio cigarro, olhando para a outra bruxa com olhos curiosos e disfarçadamente ternos. Não estava exatamente rindo dela, contudo, talvez fosse a casualidade que fazia com que ela não entendesse ainda o quão profundamente ligado ao outro lado do véu ele era. “Relaxa, Miss Morte, eu consigo lidar com meus espíritos.” Assegurou, enquanto soprava fumaça para o alto, preguiçosamente, erguendo a mão na direção das nuvens, e soltando um assobio alto. Do topo das árvores mais altas dos arredores, dois pássaros escuros levantaram voo, rumo ao apartamento de janela aberta, onde entraram, sem retornar. “Mas, claro, se você quiser me ajudar com a prece e a finalizar as oferendas, posso conversar com eu espirito guia, eu pessoalmente aprecio convidados.” Especialmente você, completou nos pensamentos. Precisa ficar perto dela, não é? Foi isso que o espírito disse, apesar de não oferecer novas informações.
STARTER FECHADO ━━ foi dito: there has to be another way. ( @ghoswtalls ) na presença de CALIBAN.
Com a faca branca refletindo um brilho exagerado, olhou para a híbrida com as sobrancelhas arqueadas, o sangue pingando da própria mão, as gotas caindo dentro de um pote perfeitamente polido, acima de um símbolo que cheirava à licor. Perto deles, uma serpente albina observava com os olhos avermelhados, sibilando. “Não quer dar seu sangue, Rowan?” O sorriso no rosto era, na verdade, amigável. Mas balançou a cabeça, em negação. “Meus amuletos são muito poderosos, mas eles só são poderosos porque eu uso a minha essência misturada com a do cliente, e olha que esse tá sendo cortesia da casa, porque sua comida é das boas.” Explicou, escutando os sibilos mais altos da serpente, que aproximou-se, erguendo o tronco por sua perna. “Ou o problema é o sangue exposto? Se você tentar me atacar, a cobra vai te morder, viu?” Avisou, embora não parecesse particularmente preocupado. Nunca parecia preocupado com nada em particular.
STARTER FECHADO ━━ foi dito: i really hope you can forgive me ( @ghoswtalls ) na presença de BRANDISH.
Os negócios iam de vento em popa. Claro, desde a visão horrenda das cabeças arrancadas no baile, mesmo ela, tão acostumada com violência, sentiu-se enjoada. Não gostava de atos opressores e ameaças daquela natureza, porque soava muito mais visceral do que uma troca de socos e chutes honesta entre duas e mais pessoas. E, bem, talvez os humanos em especial também achassem isso, afinal, foram os que mais a procuraram atrás de aulas de defesa pessoal. Muitos pareciam céticos no começo também, ela entendia, não era a típica brutamontes que os de sua espécie costumavam ser. Ainda assim, no fim, provou seu valor. Só que isso não significava que era mais articulada ou menos desastrada. Ao final de uma das aulas, quando já estava fechando o galpão que alugou aos prantos (odiava gastar dinheiro com coisas úteis), foi surpreendida pela presença de Morgan, que, sem saber, interrompeu a música tocando alta nos fones de ouvido pequenos como dois feijões, acobertados pelos longos fios de cabelo escuros. Como consequência, acabou fechando no próprio pé. Com um gemido audível de dor, abriu novamente, contudo, tinha sorte de estar acostumada com machucados e ferimentos, e também por ser duplamente mais resistente graças à natureza híbrida. “Tudo bem, tudo bem!” Quis se certificar de acalmá-la, limpando o lacrimejo de ambos os olhos. “Mesmo se eu estivesse sozinha tinha grandes chances disso acontecer.” Respirando fundo, soltou um sorriso sem graça. “Mas, hã, como eu posso te ajudar? Não tem nenhum bicho no meu cabelo, tem? O galpão é velho e eu preciso limpar ele com muita frequência, tem bastante inseto.”
STARTER FECHADO ━━ foi dito: let me help you ( @ghoswtalls ) na presença de MELPOMENE.
Os olhos verde-esmeralda encararam a figura do homem com o início de um desdém involuntário que dirigia a toda e qualquer criatura que não fosse um feérico, mas logo se transformaram na apatia de sempre. “Ah, um homem do céu.” Comentou, observando as caixas em suas mãos como se estivesse pensando se realmente deveria expor seu conteúdo a ele, entretanto, no fim constatou que não havia perigo algum, já que, surpreendentemente, não estava fazendo nada errado dessa vez. “Fique à vontade.” E então fez menção a entregá-lo. “Você gosta de nadar?” Questionou com a sobrancelha arqueada, enquanto a mão, em movimentos suaves, balançava a água do rio em ondas, à distância, usando seu poder. “Humanos filhotes são naturalmente estúpidos e dependentes, portanto, resolvi organizar aulas de nado para as que crescem sem tutores. Como consequência, ainda consigo punir meus filhos os obrigando a ensinar.” Comentou, com um sorriso genuíno. “Aí dentro tem boias e brinquedos. Não quero ninguém morrendo no meu território.”
♡ JONATHAN DAVISS cosmopolitan