feeling him.
As flores estavam desabrochando novamente.
Julia nunca contou a ninguém, mas aquela estação, de fato, lembrava o seu irmão. Mesmo que o menino nunca tivesse tido sinal algum de magia, ele tinha uma paixão muito grande pela natureza.
Ainda que estivesse com certa superação sobre o assunto, a brasileira ainda sentia a falta daquele que outrora havia partido. E por isso que estava lá. Em torno do campus, foi para um local que ele adoraria estar: nos preparativos para o festival. Com certeza, o Nakamoto iria amar a ideia de um festival dedicado à vida.
Não estava lá para apenas olhar, para falar a verdade. Já era final de tarde, então não havia ninguém por perto. Segurava com certa força uma foto em suas mãos. Ela estava meio tremida, não era uma de suas melhores obras. Mas ainda assim, era a sua mais querida. Dedilhou os dedos pela parte da tinta, sentindo cada sensação, cada sentimento e cada memória que passara por ali. E foi quando entrou.
“Julia, venha logo!”, ouvia Henrique chamar. “O sol já está se pondo, não quero perdê-lo.”
Sem se controlar, correu num pequeno corpo de criança em direção ao irmão. Não tinha controle algum de suas ações, mas sabia muito bem o que estava acontecendo. Seu corpo sentou-se ao lado do mais velho.
“É tão bonito, não é?”
“Sim, com certeza.”, Julia respondia.
“Eu adoro essa hora do dia! Quando o sol colore o céu azul com seu laranja, sabe...”
“Você fica tão bobo falando assim! Parece que o sol é uma garota.”
“E não é, Ju?”, sorriu. “Eu sou apaixonado por ele.”
“Idiota...”, deitou a cabeça no ombro do garoto, admirando o céu.
E foi isso. Retornou ao seu corpo, e quando olhou para o horizonte o sol já se punha.











