Tudo bem, não poderia negar jamais que aquele lugar era incrível e até mesmo as coisas simples pareciam maravilhosas aos olhos da jovem aventureira. Certo que para ganhar a atenção de Sangmi não precisava de muito, ela parecia uma criança a qual deixava-se levar por cores chamativas e brilhantes texturas, porém, também tinha bom gosto. Ela rodou no meio do salão, olhando para o teto, rindo ao ouvir o eco de quase todas as vozes ali presentes e correu para perto de @bnl-doosik, assim que o viu “Vermelho e amarelo combinam com você, deveria usar mais vezes. Incluindo essas sandálias” apontou com as sobrancelhas, rindo, mas também falando sério. Tinha achado legal de verdade. Sangmi cessou sua risada, prestando atenção no amigo e suspirou, cruzando os braços “Ok… vamos lá, nem adianta me dizer que está tudo bem porque eu presto atenção demais em cada um de vocês pra ser enganada por um rostinho feliz e um ‘tô de boa’.” ela disse em tom sério, mas depois sorriu amigavelmente ao terminar e sentou-se bem ali, naquele chão, despreocupada demais para se importar com qualquer outra coisa que não fosse aquela conversa “Pronto, agora você já pode me contar tudo. Prometo que não vou repassar isso pra ninguém. E… é de mindinho” esticou o braço, mostrando na mão, o menor dos dedos, esticados para o trato. Apesar das brincadeiras, preocupava-se muito com qualquer um que ali estava; não seria diferente com Doosik. Talvez se pudesse mostrar que também tinha dificuldades para aceitar aquela situação, pudesse fazê-lo se sentir melhor.
Doosik sentia que ia vomitar a qualquer momento, e por mias desesperado que ele pudesse estar - e ele estava, muito -, tentava ao máximo parecer cool, como se nem estivesse ligando muito para o que estava acontecendo. De qualquer jeito, tentava se manter mais ou menos perto do grupo e checar a reação de todo mundo. Então Sangmi apareceu e ele não poderia esperar diferente. Revirou os olhos, mas por dentro estava muito, muito grato que a amiga veio conversar com ele. “Eu sei. Eu fico bem com qualquer coisa, até com esses trapos.” Pra quem estava acostumado a usar roupa cara e de marca, aquelas vestimentas eram quase usa ofensa. Tentava não pensar muito nisso. Foi o que ele mesmo disse: Ficava bem até com aquilo. Tentou abrir a boca para protestas, mas desistiu em dois tempos. Era Sangmi, e Doosik não conseguia esconder nada dela. Sentou-se no chão ao lado da garota, abraçando as próprias pernas e se sentindo bem menos do que realmente era. Entrelaçou o mindinho com o dela só para não deixar a garota no vácuo e desenhou um meio sorriso em seus rosto, que logo se fechou ao que ele olhava um ponto fixo aleatório e começava. “Eu to com medo.” Sussurrou em tom de dúvida, como se estivesse fazendo uma pergunta, e não uma afirmação. A verdade é que Doosik tinha medo de muitas coisas, mas ele nunca admitia em voz alta, e aquila confissão toda já estava fazendo seu enjoo piorar. “Quer dizer, o que aconteceu? Onde a gente tá? Você- Eu- Todo mundo-... Tá todo mundo bem? Você parece tão... bem.” Repetia as palavras e atropelava suas próprias frases, porque se passava tanta coisa pela cabeça do Cha que ele mal conseguia pensar direito. “Eu quero a minha casa.”

















