bnl-doosik·:
Doosik sentia que ia vomitar a qualquer momento, e por mias desesperado que ele pudesse estar - e ele estava, muito -, tentava ao máximo parecer cool, como se nem estivesse ligando muito para o que estava acontecendo. De qualquer jeito, tentava se manter mais ou menos perto do grupo e checar a reação de todo mundo. Então Sangmi apareceu e ele não poderia esperar diferente. Revirou os olhos, mas por dentro estava muito, muito grato que a amiga veio conversar com ele. “Eu sei. Eu fico bem com qualquer coisa, até com esses trapos.” Pra quem estava acostumado a usar roupa cara e de marca, aquelas vestimentas eram quase usa ofensa. Tentava não pensar muito nisso. Foi o que ele mesmo disse: Ficava bem até com aquilo. Tentou abrir a boca para protestas, mas desistiu em dois tempos. Era Sangmi, e Doosik não conseguia esconder nada dela. Sentou-se no chão ao lado da garota, abraçando as próprias pernas e se sentindo bem menos do que realmente era. Entrelaçou o mindinho com o dela só para não deixar a garota no vácuo e desenhou um meio sorriso em seus rosto, que logo se fechou ao que ele olhava um ponto fixo aleatório e começava. “Eu to com medo.” Sussurrou em tom de dúvida, como se estivesse fazendo uma pergunta, e não uma afirmação. A verdade é que Doosik tinha medo de muitas coisas, mas ele nunca admitia em voz alta, e aquila confissão toda já estava fazendo seu enjoo piorar. “Quer dizer, o que aconteceu? Onde a gente tá? Você- Eu- Todo mundo-… Tá todo mundo bem? Você parece tão… bem.” Repetia as palavras e atropelava suas próprias frases, porque se passava tanta coisa pela cabeça do Cha que ele mal conseguia pensar direito. “Eu quero a minha casa.”
Ela continuou olhando-o por um tempo, até que ele se sentasse ao seu lado. Não acreditou em nenhum momento que o trato de dedos fosse firmado, mas surpreendia-se com a vida muitas vezes. Essa era sua prova. Mesmo assim, ela sorriu, aninhando-se em seu lugar apenas para ouvi-lo e tentar começar a formular alguma coisa positiva para dizer. Isso queria dizer que era boa em conselhos? Não. Mas ei, ela tentava. Sangmi então, ao ouvir a confidência, entendeu e, mais ainda, identificou-se com aquilo. A sua cabeça continuava cheia de perguntas sem respostas, dúvidas sobre a vida além do momento e isso era crueldade do destino a alguém que odiava pensar sobre o minuto seguinte “Você deve saber, tão bem quanto eu, que as aparências nem sempre dizem a verdade, não é?” disse baixinho, quase em segredo, enquanto observava a movimentação dos amigos, ao longe “Eu entendo o que você está sentindo, pois também estou com medo. É estranho, né... ? Digo, essas coisas acontecendo e todo mundo agindo normal. Só queria, sei lá, pensar que estou fazendo tempestade em copo d’água e agir normalmente. Isso me faz sofrer menos também” respondeu em total sinceridade, pois se Doosik não tivera receio de dizê-la sobre seus medos, também não deveria ter. A Oh, por mais extrovertida que fosse, tinha problemas, pensamentos tristes e medos, muitos medos. Sua imagem protetora jamais deixava com que ela transparecesse o seu lado escuro, porque pensava que deveria ser forte para as pessoas que amava. Sempre estaria ali para eles. Sangmi passou o braço por detrás do amigo, abraçando-o de lado, enquanto a cabeça fora a seu ombro, antes de um suspiro “Eu acredito que em breve nós iremos voltar para nossas casas, seguir com as nossas vidas e tirar nota baixa na faculdade” ela riu brevemente, usando um pouco de humor para aliviar a tensão do momento “Enquanto isso, você sabe que pode contar comigo. Vamos estar juntos para qualquer coisa. Já prometi antes mesmo de dizer isso a você.”











