acolheu o outro fortemente — o tipo de conforto, segurança que já estava acostumado a dar e que, de alguma forma, lhe lembrava como não estava sozinho, também. acariciou o cabelo alheio, sorrindo para si enquanto desatava os nós neles. “eu não veria problema algum nisso, viu? não precisa ficar envergonhado por querer uma companhia assim. tamanha hipocrisia a sua, senhor shin, pensava consigo mesmo, que não tinha nem coragem de dizer aos outros que queria dormir de luzes ligadas e com as camas uma ao lado da outra. mas com bobae era diferente — ele era o mais novo, então seria algo fofo; se pedisse a mesma coisa, lhe achariam esquisito. respirou fundo, se virando para o yang e não conseguindo segurar seu sorriso para a face adorável dele. bom, se faz tanto tempo que não acontece, tenho certeza que não vai voltar pra te assustar de novo. mas se voltar, eu vou estar aqui pra te proteger, viu? deixou um beijo no topo da cabeça do mais novo, se reajustando para encaixarem-se melhor na cama. era um pouco vergonhoso pensar em como responderia a pergunta do outro, não tendo um sono de verdade há semanas. sim… eu estava só deitado, não tinha nem conseguido relaxar pra poder dormir ainda. não olhava o relógio há algumas horas, e tinha certo pavor de pegar seu telefone e descobrir, quem sabe, que já era hora de acordar e mal havia fechado os olhos.
O abraço já fazia Bobae se sentir muito melhor e protegido, coisa que o mais velho sempre sabia muito bem como fazer. Era algo que o maknae sempre precisou, e não tinha coragem de pedir para ninguém além de Daniel. Em casa, era comum que ele tentasse proteger seus irmãos mais novos assim, mas não tinha quem o protegesse, porque não se sentia conectado direito com o pai para pedir essas coisas. Era melhor quando dormia na casa da mãe, mesmo. “Não tenho vergonha de querer uma companhia assim! Só...” Interrompeu-se antes de dizer que tinha vergonha de ter medo de fantasmas mesmo no meio de sua adolescência assim. “Tomara que não volte. Obrigado por me proteger, hyung.” Deixou um beijo estralado na bochecha do mais velho, voltando a aninhar-se nos braços dele em seguida, usando a ponta dos dedos para acariciar-lhe as costas. Fizera a pergunta anteriormente para mudar de assunto, mas agora estava preocupado com com ele, por isso franziu as sobrancelhas e segurou o rosto do hyung, como se quisesse vê-lo melhor e impedi-lo de mentir, mas estavam no escuro de qualquer forma. “Daniel! Mas está tarde! Até eu que não durmo já estava dormindo.” Bronqueou, em volume mais alto do que queria.