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BLOG DECORATIVO - NÃO INTERAGIR
Esse se trata de um blog decorativo e informativo sobre o OC Borya Celtigar. Caso queira turnar fique a vontade para entrar em contato no blog @riseuntothecall
A rivalidade entre Zara Byaerne e Niamh Essaex era fato notável dentre a Corte de Aldanrae e a Sala de Aula em Hexwood. A Futura Imperatriz desprezava a amizade da Byaerne com a irmã mais nova, Josephine, e todas as outras jovens donzelas Khajol. Ultimamente, o casamento de Joahnna ocupava parcela considerável de seus pensamentos, motivo pelo qual a incursão ao Solar acontecia. Como a Futura Duquesa de Sommerset e participante do Conselho Imperial, Zara tinha direito de opinar e buscar informações acerca da união. Ela também havia descoberto que os gêmeos, Príncipe e Princesa de Uthdon estavam em Aldanrae, e não descartava a possibilidade de encontrá-los pelo Solar.
Desde que havia adotado calças escondidas debaixo de vestes leves, as passadas poderiam se comparar com as de seus guardas, que seguiam logo atrás de si. Com paciência, Zara perambulava pelos enormes corredores, agarrada ao amuleto de sorte para encontrar qualquer um dos três, ocasionalmente se abanando com o leque. Niamh vivia com um entourage que podia ser visto a quilômetros, e isso deixava a Byaerne tranquila.
O que ela não poderia prever, no entanto, era encontrar... "Florian?" Zara piscou algumas vezes, curiosa com a presença do poeta na Sala de Chá. Era agradável revê-lo, e curioso. Florian aparecia nas mais duvidosas circunstâncias. "O que está fazendo no Solar?" A voz de Zara ganhava uma curvatura animada, o brilho característico nas íris verdes surpresas. Não havia desistido do plano em encontrar Niamh ou os regentes do país vizinho, apenas tomado um pequeno desvio. "Desde que você apareceu sem ser convidado naquele jantar e fez um poema para a minha mãe, ela não para de falar em você." Sem que fosse necessária maior introdução, uma das serventes do palácio organizou um lugar para que Zara se sentasse. Em instantes, havia uma xícara de chá de hortelã em sua frente. "Céus, é ótimo lhe ver! Como tem passado, meu querido amigo? Parece perdido em pensamentos."
Borya quase derrubou a xícara de chá ao ver alguém se acomodar na cadeira à sua frente. Seus dedos, já trêmulos, apertaram a porcelana com força demais, e o movimento brusco fez o líquido quente oscilar. Algumas gotas escaparam da borda e atingiram sua mão. Ele soltou um grunhido baixo e involuntário de dor, comprimindo os lábios logo em seguida, como se pudesse engolir o som antes que alguém notasse. Em um reflexo apressado, levou a mão livre até o guardanapo, tentando limpar-se com movimentos discretos e desajeitados.
O aroma do chá misturava-se ao burburinho do ambiente, mas tudo parecia distante demais para ele naquele instante. Ao erguer o olhar, percebeu que era uma jovem mulher sentada à sua frente. Ele checou seu entorno com rapidez, inquieto. Havia guardas. Uma escolta? Como não os notara antes? O coração acelerou, e a sensação de estar sendo observado apertou-lhe o peito.
— Ah! — exclamou de forma excessivamente aguda. — Oi! Oi! Oi! — As palavras saíram atropeladas enquanto continuava tentando, com discrição questionável, limpar a mão que ainda ardia sob a mesa. — É... Oi! — Decidiu, por fim, escondê-la de vez, mantendo-a fora de vista. Endireitou a postura por um segundo, como se isso pudesse restaurar sua compostura.
— Sim! Costumo me perder em pensamentos com frequência, né? Vivem me dizendo isso — Soltou uma risada curta e sem graça, lançando um olhar rápido e quase desconfiado aos guardas ao redor, como se esperasse que qualquer movimento errado pudesse desencadear uma reação.
— Sim... O jantar… sua mãe? — Repetiu, piscando, tentando reorganizar a conversa em sua mente. — Ah… é… com licença? Não quero ser deselegante, ou mal-educado. — A risada que seguiu foi ainda mais fraca que a anterior. — Mas… eu te conheço?
A arrogância que Melkor deixava escapar em outros momentos jamais encontraria espaço diante de Borya. A amizade do príncipe era um privilégio que ele guardava com zelo — como se fosse o irmão que nunca tivera e, ainda assim, colocara em seu caminho.
Ao fitá-lo, Melkor percebeu o quanto Borya havia crescido. Não apenas no porte, mas na forma como sustentava o próprio olhar, na tentativa honesta de compreender o mundo ao redor. Mas havia nele uma ingenuidade persistente, uma falta de consciência sobre o peso do próprio nome, sobre o poder silencioso que carregava. Melkor sempre fora o responsável por lembrar os outros dos limites que deveriam respeitar. Sempre estivera ali. Mas agora… agora não estaria. "Borya, me escute." A voz saiu firme, mas não intacta. Havia algo nela que ameaçava ceder, uma tensão contida com esforço visível. Não queria assustá-lo. Não queria que ele percebesse o quanto aquela partida o dilacerava.
"Você é um príncipe da coroa" disse, mesmo já tendo repetido aquilo inúmeras vezes. "E precisa fazer com que as pessoas se lembrem disso." Inspirou fundo, como se o ar não fosse suficiente. "Entendeu?"
Aproximou-se mais, quebrando a distância que normalmente mantinha. Apesar da postura rígida de soldado, Melkor jamais seria uma ameaça para Borya. Pelo contrário — ali, era apenas alguém tentando se segurar. "Eu não estarei aqui…" a frase vacilou por um instante imperceptível, mas real. Ele apertou o maxilar antes de continuar. "Não estarei aqui para te proteger. Nem para colocar as pessoas no lugar delas."
O silêncio que se seguiu pesou mais do que qualquer palavra. "Eu confio em você." acrescentou, baixo demais para soar como ordem. "Mas preciso que confie em si mesmo." Ergueu a mão, como se fosse tocá-lo, como se quisesse garantir que ele ainda estava ali — e então a deixou cair. "Me prometa que vai tentar." Porque, se Borya falhasse, Melkor sabia que jamais se perdoaria por não estar ali.
O ar descontraído de Borya desapareceu quase de imediato ao perceber o tom sério do amigo. Ele não gostava quando falavam com ele daquele jeito e, vindo de Melkor, a sensação era ainda pior. A entonação firme despertava memórias indesejadas dos guardas da mansão, mas a última coisa que desejava era associar o amigo a qualquer fragmento daquele passado. Era pressão demais. Ele não entendia por que precisava ser assim. Não podia simplesmente viver em paz?
— Príncipe da Coroa… — Sussurrou as palavras como se fossem uma maldição esquecida sobre seus ombros. — Lembrar…
O olhar do nobre baixou, fixo em algum ponto indefinido do chão, como se estivesse mergulhado em um transe silencioso.
— Eu… eu não quero ser cruel — Afinal, era assim que se "colocava as pessoas em seus lugares", certo? Com dureza, com frieza? — Eu… — As mãos começaram a tremer ainda mais, agora não apenas pelo nervosismo, mas pelo peso da realidade que o atingia com força. Ele estaria sozinho novamente. Enfrentar monstros e guerreiros? Isso ele sabia fazer. Lutar com palavras era algo que nunca aprendera.
— Eu vou tentar — A voz saiu falha, quebrada, desprovida de qualquer confiança. Ali, diante de Melkor, não estava o príncipe da Coroa esperado pelos nobres, mas o menino que fora renegado pelo pai.
Conhecia o amigo o suficiente para entender o que aquele silêncio significava — e para saber que, naquele momento, o melhor que podia fazer era demonstrar compreensão. O príncipe era um homem sensível, no melhor dos sentidos. Bom demais para aquele mundo, apesar dos acessos ocasionais de raiva que o tornavam perigosamente humano.
Esperou alguns instantes até que ele se recompusesse, antes de se aproximar e lhe dar um empurrão leve, quase brincalhão, no ombro. "Acho que você perdeu o direito de não ser meu amigo no momento em que começou a me seguir para todos os lados, anos atrás."
Melkor engoliu em seco, incerto sobre como abordar o assunto. A verdade era que nem tudo o que sabia podia ser compartilhado com Borya — e não por falta de confiança, mas por proteção. Havia coisas que não se dividiam com quem se queria manter intacto. "Amanhã" respondeu, por fim. "Na verdade, amanhã, com uma comitiva." Tentava, em vão, acessar alguma parte mais branda de si mesmo. Sabia que dar aquela notícia ao loiro não seria simples; conhecia-o bem o bastante para prever o pânico discreto que viria a seguir. "É parte do tratado de paz."
Suspendeu o olhar nos próprios pés por alguns segundos, como se organizasse os pensamentos. Escondia muita coisa de Borya — desde os nomes daqueles que eliminara para garantir sua segurança até detalhes que julgava irrelevantes demais para serem ditos em voz alta. "O povo de Aldanrae não vê com bons olhos dragões feridos." Até mesmo Melkor se assustava com a facilidade em que mentia — ou omitia — informações do amigo. "Por isso, acho que confio em você para cuidar dele."
"Bom…" Começou, respirando fundo. "As outras cláusulas do tratado podem ser mais complicadas." De faro, para Melkor eliminar inimigos sempre fora mais fácil. "Mas acho que isso depende um pouco mais da negociação entre as coroas." Completou, enfim, erguendo o olhar.
Borya arrependeu-se quase instantaneamente de ter desenvocado a espada. Agora, com o nervosismo habitual borbulhando sob a pele, não fazia a menor ideia do que fazer com as mãos. Após alguns segundos, portanto, começou a levá-las para frente e para trás, como uma espécie de gangorra desajeitada.
— Em minha defesa — começou, tentando soar sério, embora falhasse miseravelmente. — Eu era uma criança impressionável e você um cavaleiro muito maneiro — fez uma pausa, arregalando levemente os olhos ao perceber o rumo que aquilo tomava. — Espera, isso só vai inflar ainda mais o seu ego — murmurou a parte final, quase para si mesmo. — Ah, esquece! Não tenho defesa nenhuma. Ou… sei lá. Tanto faz — completou fazendo um gesto de mão no ar como se estivesse espantando uma mosca invisível.
O loiro interrompeu abruptamente seus movimentos erráticos ao ouvir a explicação sobre como o outro reino via os dragões. A confusão estampou seu rosto. — Eles são burros? — perguntou, genuinamente intrigado. — Isso significa que o seu dragão foi aquele que venceu... Gente esquisita.
Ficou pensativo por um breve segundo, tentando entender as implicações daquilo, mas sua concentração foi facilmente destruída pela próxima fala do cavaleiro. — Acha que confia? — repetiu, indignado, levando a mão ao peito como se tivesse sido mortalmente ferido. — Ow! Essa doeu! Você nem me deixa montar nele! Credo!
A expressão ultrajada foi acompanhada de um protesto dramático, após ouvir sobre os planos de paz, era uma atuação digna de alguém profundamente injustiçado pelo mundo. — Só espero que não me metam nisso — continuou, exasperado. — Eu não aguento mais esse pessoal me pressionando para dar opinião em decisões administrativas! — soltou um suspiro pesado. — Scylla é quem vai ficar no trono! Eles não entendem isso?!
Melkor estava mais que acostumado com Borya do que a maioria. A introversão do loiro era nada mais do que consequência da realidade que havia passado, o isolamento forçado e as inúmeras tentativas de assassinato deixaram sua marca. "Claro." Melkor apoiou a mão no cabo espada, não de forma ameaçadora, mas como um hábito de um soldado. Alguns trejeitos eram difíceis de perder.
Longe do resto dos trabalhadores do palácio não precisavam de formalidades, não precisava manter a expressão ameaçadora como um aviso a qualquer um que se aproximasse. Com o loiro podia relaxar os ombros e respirar mais tranquilamente. "Sim, finalmente acabou. Não da forma que esperávamos, mas acabou." Era de fato um alívio em certo ponto. Melkor estava um Uthdon, mas sabia quem eram os que lutavam do outro lado, eram como ele, changelins sem escolhas. "Depois de doze anos nunca pensei que veria de novo minha terra natal... Me pergunto o que mudou. Se meus amigos ainda estão vivos ou se morreram em batalha, se minha mãe ainda me espera em casa..." Os olhos amarelos do mais velho desceram até o chão vagando pelas possibilidades. Sabia que nada era como antes, nunca mais seria, e a incerteza cortava em seu peito.
A voz embargada do príncipe o fez voltar a realidade, Borya sempre fora sensível. Se aproximou dele e pousou a mão sobre o ombro puxando-o mais para perto. "Vou sentir a sua também." O tom gentil era reservado a poucos que conhecia e mais raramente para a nobreza. "Mas a guerra acabou, não quer dizer que não nos veremos nunca mais. Algo me diz que ainda te encontrarei em Aldanrae. Posso inclusive te apresentar a meus amigos... Bem se eu anda tiver algum lá."
Borya prendeu a respiração por um breve segundo, um velho hábito que adotou na infância sempre que precisasse impedir que as lágrimas vencessem. Em seguida, inspirou fundo e deixou o ar escapar em um suspiro longo.
— Claro, né! Não é como se fôssemos deixar de ser amigos ou algo do tipo. — o loiro forçou uma risada curta e sem graça, seu corpo repleto de uma ansiedade quase palpável.
Ele girou a espada mais uma vez na mão, um gesto automático, quase meditativo, e então seus olhos recaíram sobre a lâmina do amigo em sua bainha. Aos olhos do loiro é curioso como as duas armas eram semelhantes, ambas reluzindo numa luz branca e serena. A sua própria, porém, era fruto de magia, uma invocação, sempre seria pura. Isso lhe tornava a de Melkor mais impressionante ainda. O cuidado dedicado a arma era visível. Por fim desenvocou a sua e fingiu uma pose confiante.
— E quando você vai? Hoje? — perguntou rapidamente. — Precisa de escolta? Vai voando? Se bem que você não quer que vejam seu dragão. — o princípe então fez uma breve pausa, batendo o dedo indicador nos lábios de forma teatral, como se estivesse encenando uma reflexão profunda.
— Na minha opinião, ele é muito daora, se quer saber — completou, num tom que misturava empolgação sincera com um pedido velado de desculpas. — Mas respeito sua decisão, óbvio!
No castelo - quando o ar pesa demais
O príncipe de Uthdon finalmente encontrara um canto que lhe permitisse ao menos algum respiro estando minimamente sozinho. Estar cercado por aquelas pessoas estranhas o deixava desconfortável. Não que, em seu próprio reino, ele conhecesse ou fosse próximo de alguém assim, apenas Melkor lhe vinha a mente para esse posto de amigo.
Respirando fundo, o loiro bagançou os próprios cabelos enquanto avaliava o local ao seu redor, tentando se sentir menos desconfortável. Ora, a quem ele estava tentando enganar? As paredes daquele castelo eram tão frias e estranhas quanto as de sua própria casa.
Lentamente, Borya levou a xícara, com o chá que lhe ofereceram, aos lábios, apenas os molhando, sem realmente beber o líquido. Seu olhar era vago e se prendia no horizonte a sua frente, sem realmente captar o que via. O recipiente em suas mãos chacoalhava, formando ondas insistentes no líquido conforme a perna do nobre balançava.
Um turbilhão de pensamentos invadiu sua mente. "Eu vou me casar? Meu Deus… vou me casar! E eu nem conheço ela! Mas… esse é o dever de um príncipe não é? Criar laços políticos. Não é como se eu fosse arrumar alguém por conta própria, principalmente com essa minha habilidade social incrível… Meu Deus, minha habilidade social… e se ela for exigente? E se eu disser algo errado? O que eu devo dizer? Meu Deus, Eu chamei ela de noiva... Eu… tenho uma noiva! Vou decepcionar ela com certeza! Será que daria problema para o reino se eu cuidar de um bastardo? Pois ela com certeza não vai me querer e eu não vou obrigar ela a ficar comigo, somos vítimas aqui... Vítimas? Somos? AH!."
Suspirou novamente para tentar conter a ansiedade, mas era inútil. Os pensamentos do herdeiro são muito altos, o bastate para nem sequer perceber a presença de alguém se aproximando, lhe rendendo um susto, no mínimo cômico, quando fora abordado.
@brutclism
Momentos antes da partida
Pensar que a guerra havia tido seu fim era estranho. Sua vida fora moldada para atender as necessidades de um campo de batalha. Aprendeu a ser um soldado, a lutar e sobreviver como se isso fosse seu único objetivo. Por muito tempo realmente foi, mas não mais. Uthdom havia lhe libertado. Ainda que fosse um soldado agora lutava por vontade própria e por aqueles que amava a prezava. Aquele lugar onde nada mais que a força e a ambição importavam demonstrou o quanto havia sido submisso e o quanto sua terra natal devia ser reformada. Não precisava ser seu dever fazer isso, mas tinha que começar de alguma forma e o momento perfeito seria com a ilusão de paz que tinham.
Sua partida para o reino natal era algo já programado, mas antes tinha assuntos a tratar. "Borya..." Melkor sorriu finalmente encontrando o amigo. Se aproximou dele a passos largos sem muitas cerimonias. Conhecia Borya a quase tanto tempo quanto conhecia Scylla. "Finalmente te encontrei. Estava se escondendo?" O tom quase brincalhão de sua voz pouco se parecia com o guarda feroz que normalmente andava com o príncipe. Havia se tornado o protetor do loiro, mas mais que isso, eram amigos. Borya era o raro tipo de pessoa que tinha o coração puro o suficiente para amolecer a casca de um soldado. "Te procurei por toda parte..."
"Eu vim me despedir, na verdade." Havia um pesar na voz que nem mesmo Melkor o esperava. Doze anos em Uthom, doze anos afastado de tudo que havia conhecido como verdade. Podia dizer que havia se adaptado a vida em Uthdom de tal forma que sequer conseguia pensar o que encontraria de diferente. "Nesta altura já deve saber dos trâmites de paz."
@borya--celtigar
Ouvia-se a distância os barulhos do palácio, como baixos murmúrios dissipados pela brisa suave. Longe das paredes brancas, ao norte da propriedade, se encontrava Borya, encostado na sombra fresca de uma árvore, ele se sentia renovado por finalmente ter um pouco de espaço. Sem exigências ou bajulações estranhas, afastado do movimento principal. Era exatamente por isso que gostava daquele pedaço de grama, discreto o bastante para parecer inexistente.
Sua lâmina mágica estava apoiada sobre os joelhos, refletindo o céu aberto, perfeita, sem a menor necessidade de retoque, mas ainda assim seus dedos passavam pela pedra de amolar. Seria mais fácil e prático apenas invocar a espada novamente, afinal, ela sempre lhe vem no mais perfeito estado não importa o quão ruim estivesse a segundos atrás, mas o movimento repetitivo o ajudava a acalmar a mente agitada.
Ele pausou a tarefa ao ouvir passos se aproximando e com um pesar respirou fundo, se preparando para encarar seja lá quem tivesse o encontrado. Porém, para a surpresa do loiro, quem o chamava era Melkor, seu primeiro amigo de verdade, aquele que considerava como um irmão mais velho. Um sorriso genuíno se apossou da face do nobre.
— Melkor! — exclamou com animação. — Me escondendo? Não! Quer dizer, sim, quer dizer, não! — disse ele de forma rápida e atrapalhada — De você não... sabe como é haha! — ele ri, mas sua risada não contém graça.
Em um pulo de energia ele se levanta, afim de cumprimentar de forma adequada o amigo.
— Ah! Sim! Estou sabendo — ele não era o melhor em política, mas isso era impossível não ficar sabendo — O final da guerra e tudo. Engraçado que a pouco tempo atrás nem guerra eu sabia que estava tendo e agora acabou — ele fez uma pequena pausa enquanto rodava a espada na mão — Mas... suponho que tudo será melhor agora... que bom que você pode voltar, vai conseguir reencontrar sua família e amigos — ele pausou a brincadeira, mas permaneceu olhando para baixo, assim ficando, em um silêncio constrangedor, sem coragem de encarar o homem a sua frente — Vou sentir sua falta. — concluiu por fim com a voz embargada, tentando ao máximo ignorar a vontade de chorar.
Francis Valois - Reign, S02E22
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Francis Valois - Reign, S02E09
𝐓𝐎𝐁𝐘 𝐑𝐄𝐆𝐁𝐎 as 𝐃𝐀𝐔𝐏𝐇𝐈𝐍 𝐅𝐑𝐀𝐍𝐂𝐈𝐒 𝐈𝐈
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Toby Regbo as King Francis in Reign