Varizes que implodem da vida contida
Dos Passos que ficaram por dar -
mapas tracejados de lugares que a alma anseia percorrer-
Geram o desassossego na noite de uma vida morta
As circunstâncias, gémeas algemadas uma à outra , impedem-se mutuamente à ação
E ela vai sobrevivendo dia, após dia....e após dia... no avançar dos dias em crepúsculo
Tenta escapar por entre as feridas expostas
E, mesmo coxeando, ela corre sem olhar para trás
O túnel escuro logo, logo há de terminar...
Ao fundo vislumbra-se luz... Um rasgo de esperança que jaz
Precipita-se numa velocidade nunca antes vista -
No desespero não há dor nem clamor -
E num salto mergulha num frio e gelado rio que se encerra sobre si
Deseja agora submergir , o gelo quebrar....
Desvanecem-se-lhe as forças ...
não é capaz de respirar
Inerte, vencida pelo cansaço, saboreia pela primeira vez , em muito tempo, a paz tão almejada
Saboreia a doçura de uma morte pré anunciada
Finalmente e cabalmente cumprida!
Descansada, por fim, dorme e sonha
Que é pássaro e sobre os céus está a voar!









