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@but-i-need-you
O amor acaba por ser triste. Porque não faz muita diferença o quanto você ama ou quer uma pessoa feliz. Não muda nada se você estaria disposto a levantar no meio da noite, depois de receber uma ligação avisando que a pessoa que ama está no hospital. Não mudaria nada se só você pudesse salvar a vida aquela pessoa, e fizesse isso sem pensar duas vezes. E isso é triste. É triste porque as pessoas clamam por amor quase todos os dias. Pedem amores verdadeiros, amores que durem, mas quando uma raridade dessas se aproxima, simplesmente não é amor de quem queremos. E o máximo que você sente pela pessoa, é pena. Pena por saber que ela sente tudo por alguém que não sente nada. Isso não te torna um monstro? Sentir pena de quem te ama? Não te torna um monstro por rejeitar, talvez, o amor mais verdadeiro da sua vida? E isso não muda nada pra você. Nada. Não pelo fato de não poder retribuir. Mas simplesmente porque não vai nem tentar. E então, passa vinte, cinquenta, morre ao lado de uma pessoa que nunca te amou de verdade. E no fundo, você só tinha conforto com ela, nunca chegou a amá-la também. E morre triste. Morre e não dura para sempre, porque em vida faltou amor. E como na chama fraca de uma vela acabando, no coração daquela pessoa que te jurou amor uma vez, você ainda vai estar lá. E essa vela vai incendiar a pessoa sempre que alguém disser teu nome. Vai machuca-la todos os dias, porque você não foi feliz. Porque você não entendeu que o amor não vê além dos seus defeitos, além das suas falhas e cicatrizes de quedas. Ele enxerga todas essas coisas. E não é por você ter um lado bom que de vez em quando traz alguém pra perto. É por você ser todo esse mar de egoísmo e falta de amor próprio. E por você ter defeitos, gritar demais ou demonstrar amor de menos. Exatamente por você carregar tantas cicatrizes e ter rastros de lágrimas mortas em suas bochechas. O amor vê isso, acima a sua aparência. Acima do sorriso que cobre tuas dores. E mesmo assim, te quer para sempre. Quer você por muito menos do que quanto você faz para ser notado. Quer você, porque você é você. Quer você, porque o fato de você piscar ou estar respirando, pra alguém é a coisa mais perfeita do mundo. E nada mudou até agora. Por que talvez dez diferentes em um ano, não te amem nem metade, da metade, da metade que só uma pessoa te amaria em um dia. Que te amaria durante um beijo ou um simples abraço. Mas você se esquece que, também, ninguém escolheu amar pessoa tão egoísta. E mesmo assim, gosta do teu egoísmo. Cobre de flores todos os teus espinhos, e decora com os pedaços de um coração machucado cara lágrima que derrama pensando em você. E você ainda não leva em conta nada disso. Não pediu pra alguém te amar assim, não é? Não pediu pra ser amada. Pois bem. Amor não se pede. Amor não se mendiga. Não se implora, menos ainda se escolhe. Quando é verdadeiro, sem motivo algum alguém consegue enxergar luz vindo da pior pessoa do planeta. Da pessoa mais cruel do mundo. Amor é mais que um sentimento. É um dom. O dom mais lindo que alguém poderia ter. É o que mais vai ferir, machucar e deixar cicatrizes. É algo que vai pegar tudo de bom que uma pessoa tem aos poucos, até deixar o peito dela vazio. Com um buraco negro que nada pode tapar. Suprir. Porque amar alguém não é nada fácil. Perdoar um deslize já não é fácil, agora perdoar uma vida toda de erros e querer a pessoa sempre bem é quase impossível. E chega a ser triste. Porque não importa o quanto ame alguém, ou o quanto alguém não mereça. Amor não é algo que você possa deixar de sentir. E quase morre durante todos os seus dias por alguém que não deixaria um minuto de lado por você.
A culpa é mesmo das estrelas? (via alentador)
Estou numa fase da vida em que me considero indefinida. Não estou apaixonada, nem com dores no peito; estou livre. Deveria estar, pelo menos. Mas, não é como me sinto. Acho que estou triste, mas não tenho motivos para isso. Talvez esteja à procura de algo mais para viver, nem que seja uma dor no lugar de um amor que se foi. Não acho possível ainda sentir tua falta, mas ainda tenho sede. Há um espaço vazio agora dentro de mim e o eco proveniente desse vazio me assusta, me incomoda. Pior do que sentir dor é não sentir nada. Eu realmente achei que estaria melhor assim, que um amor não faria falta, que teu amor não faria falta, mas eu estava errada. Eu não sinto saudades de você, mas daquilo que você me fazia sentir. Todo o aperto no peito, o brilho nos olhos e as borboletas no estômago. Todos esses clichês de quem ama ou está apaixonada me faz falta. Estou com uma espécie de carência de me sentir querida, amada, de um jeito que me sentia ao teu lado, porém quando penso em reviver tudo que tivemos, reflito que não vale a pena, pois daquilo apenas sobrou uma dor, dor camuflada de algo mais, fantasiada de momentos felizes que tivemos, mas que não passaram de meros momentos. Não quero mais me sentir assim quando penso em você, não acho certo comigo, nem contigo - você não merece que eu me importe com nosso passado -, e quem está por vir também não merece. Eu preciso de novas experiências para que esse conflito de falta, de carência, de confusão de emoções em meu peito não se apodere de mim e do que ainda resta de esperanças de estar realmente livre. Não quero fantasiar quaisquer que sejam as emoções, estou um tanto oca por dentro para isso, quero realmente é viver o que puder, e estar certa do que vou sentir. Esse vazio que me atormenta tem um nome e sobrenome e eu ainda não consegui apagá-lo, as memórias do que vivemos não morrem e isso não é justo. Não é justo passar meia vida aspirando por alguém que não pode ter, aspirando por sofrer novamente. Meu coração oco bate e espalha essa necessidade de atenção por todo o meu corpo. Acredite em mim quando eu digo, a falta que alguém faz nunca supera a falta que você faz quando você se vai, quando até você desiste de si. Sei que parece confuso mas é assim que fiquei, confusa, insegura e carente de algo que ainda não sei o que é. A falta do que não tenho me amarra e eu não sou nenhuma heroína capaz de desfazer todo esse nó.
By: Renata, Laís, Paula and Beatriz written in imperfeita-s. (via d-esmontada)