Não sou crente desse tal de amor, não acredito mesmo nisso aí. Me desculpe. Eu até queria acreditar, mas as pessoas são contraditórias quando falam desse assunto. Eu só ouço falar em desilusão, em coração partido, em metade podre da laranja. Veja bem, não me ofereceram exemplos reais desse destaque das novelas; minha família não é amorosa, meus pais não vivem juntos, todas minhas tias são solteironas e meus tios uns canalhas na casa dos quarenta. Eu já fui descartada como um objeto, como um bibelô de casa de vó, e ainda querem que eu acredite nisso aí? Ah, não, obrigada. Tanta coisa real e trágica no mundo para as pessoas olharem e se preocuparem, ficam pensando em amor, hello! Vamos acordar e pensar mais em si mesmos, em como viver em um mundo de tragédias, e maldade em como sobreviver a tudo isso, muitas pessoas se enganam, e não quero isso pra mim, não mais. Não vou mais acreditar em coisas que me parecem mais uma utopia criada por nós humanos, só para termos fé de que um dia viveremos num mundo cheio de harmonia e amor pelos outros. O que é obvio que é impossível. Eu prefiro transformar meu coração em pedra e me tornar como todos os outros dessa sociedade, que não tem amor pelos outros e me tornar indiferente. O amor próprio talvez seja o amor mais verdadeiro que existe, as coisas são bem mais fáceis quando não é preciso amar pessoas que no fim, irá nos decepcionar, nos magoar. A vida anda bem mais rápida sem esses tipos de empecilhos. O oposto de amor não é o ódio, é a indiferença. Não existe aquela historinha “Romeu e Julieta” na vida real, porque a vida é real e cruel, tá na hora de começar a aceitar isso.
By: Paula, Letícia, Eduarda and Ana Carolina written in imperfeita-s.








