fim.

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@cachorro-magro-end
fim.
eu sigo prostitutas e devaneios. carrego comigo um sapato sujo e um fardo de mentiras ao meu lado. costumo te ver diante de cinco mulheres, mas nenhuma delas tem seu cheiro. o silêncio de meus pensamentos assombram meu corpo. a rua em que desço é pior do que seu espírito.
seus olhos verdes purifica-o meu lar. balança um estômago que esta parado a anos e faz a reflexão do meu ser, viver novamente. receber meus nãos e meus sins ja es uma bravura de seu instinto. deixa suas brincadeiras enrolar em meus lençóis. eu já não vivo mas em mim meu bem, e minha divina calma acolhe seus rumores. me preencha novamente, e deixe eu suavizar de olhos fechados a sua beleza.
Eu me permito apreciar isso, a manipular a coisa a meu favor porque eu tenho a febre da faca amolada, dos céus azuis e profundos.
Charles Bukowski. (via cantamor)
Para Jane
225 dias debaixo da grama e você sabe mais do que eu
há tempos levaram seu sangue, você é um ramo seco numa cesta.
é assim que funciona?
nesse quarto as horas do amor ainda fazem sombras.
quando você partiu você levou quase tudo.
à noite me ajoelho diante de tigres que não vão me deixar em paz.
o que você foi não vai acontecer de novo.
os tigres me encontraram e eu não me importo mais.
BUKOWSKI, Charles. Amor é tudo que nós dissemos que não era, p. 53.
nasci um espírito solitário vim ao mundo como matéria anônima vazio de tudo inclusive de mim
a raiva me explode o corpo e me queima a angústia destrói a minha sorte, me seca as plantas a empatia sorri e me pede um tempo a ansiedade não me deixa dormir e me pesa nos ombros a solidão piora meu pessimismo e me inferioriza o desespero me faz beber e querer foder com quem não conheço o medo me envolve as pernas, não solta o vício escraviza e me sacia a mente me deixa surda, não consigo ouvir o vento. você chega tudo some sobra amor.
parece brincadeira
a boca que reclama é a mesma que sorri ao imaginar tristeza a si mesma. as pernas que caminham em direção a infelicidade é a mesma que se surpreende com tal frustração. se em mim tenho paz e felicidade: que brota como o oxigênio que nasce nas plantas e, não como a vida dela ao todo: que cresce nasce e morre; sou genuinamente feliz. mas se vem de fora, nada há de brilhante em mim. hofschneider
“Abra a porta, deixe-me entrar, preciso de ajuda!”
e eu abri antes te deixasse aos berros na rua com os bêbados e prostitutas mas eles não mereciam você ninguém merece eu te ajudei e quem me ajuda?
o amor mais bonito
somos todos amontoados de átomos que não se tocam nunca. ironicamente, os mesmos átomos que nos separam hoje são os mesmos que se juntaram no big bang. que esculpiram as mais belas montanhas no himalaia. moveram as placas tectônicas pra juntar dois amantes no ártico. que desenharam estrelas no céu da indonésia. e se condensaram nesse poema. todavia insistem em nos deixar à oito elétrons na camada de valência mas estranhamente atraídos.
trágico, não?
“baby, tive um sonho na qual estávamos dolorosamente ligados.”
Pra você eu não sou nada. Não lhe causo ódio muito menos amor. Eu aguentaria que tu me desejasse a morte, mas não suporto tua indiferença.