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NOTAS IMPORTANTES!!!
já faz tempo q o tumblr vem me censurando, eu n consigo nem colocar uma foto de perfil pq minha conta está com aviso de conteúdo (n sei oq o uc tem a ver com as calças, mas n consigo). então eu vou criar uma conta secundária e vou PARAR de postar nessa. NÃO irei apagar as que eu já postei aqui e tbm NÃO irei apagar esse perfil, tanto ele quanto as fics permanecerão na plataforma mas eu meio q irei "abandonar" essa conta e passarei usar a outra.
peço a gentileza de todos de me seguirem no novo perfil pois, além de postar minhas novas fics por lá eu tbm vou interagir e contar coisas sobre a minha vida (aquela q eu sei q vcs gostam) por lá tbm. tbm quero pedir desculpas por todo o alvoroço mas é q eu realmente n estou aguentando mais essa censura insuportável q o tumblr está fazendo comigo e estou com medo real q uma hora meu perfil caia e eu perca tudo de vez.
agradeço a compreensão de todos e amo vcs!
segue o link para acessar meu novo perfil
ela/dela ☆ larry e jikook shipper ☆ only hbottom ☆ nonconformist_bitch from wattpad
NOTAS IMPORTANTES!!!
já faz tempo q o tumblr vem me censurando, eu n consigo nem colocar uma foto de perfil pq minha conta está com aviso de conteúdo (n sei oq o uc tem a ver com as calças, mas n consigo). então eu vou criar uma conta secundária e vou PARAR de postar nessa. NÃO irei apagar as que eu já postei aqui e tbm NÃO irei apagar esse perfil, tanto ele quanto as fics permanecerão na plataforma mas eu meio q irei "abandonar" essa conta e passarei usar a outra.
peço a gentileza de todos de me seguirem no novo perfil pois, além de postar minhas novas fics por lá eu tbm vou interagir e contar coisas sobre a minha vida (aquela q eu sei q vcs gostam) por lá tbm. tbm quero pedir desculpas por todo o alvoroço mas é q eu realmente n estou aguentando mais essa censura insuportável q o tumblr está fazendo comigo e estou com medo real q uma hora meu perfil caia e eu perca tudo de vez.
agradeço a compreensão de todos e amo vcs!
Seu perfil já tem bastante tempo q tá com aviso de conteúdo. Cria uma outra conta por precaução
vou criar, mas eu n entendo pq o tumblr faz isso cmg gnt
outras criadoras de fanfic também postam ones com putaria e n precisam sofrer com esses avisos todas as vezes
tô conseguindo ler agr a one amg
todo mundo tá conseguindo ler??
Como faz pra ler a one?
eu vou republicar ela no wattpad e postar o link aqui pra vcs amg, sinto muito por isso n sei pq o tumblr tá me gongando assim 😭
amg posta no wtt só pra gnt ler pfvr 😭😭😭🥺🥺🥺🥺🙏🙏🙏🙏🙏
vou fazer isso, posto e compartilho o link aqui pra vcs
Não consigo ler a one , tá como post oculto😭😭😭😭😭😭😭😭😭😭😭😭😭😭😭😭😭😭😭😭
pois é amg o tumblr tá me silenciando n sei como vou fazer agr pq aparentemente até meu perfil tá meio oculto. será q vou ter q criar outra conta ou voltar a postar no wttp???
pode sim amg, o que vc fizer fica perfeito! e nos conte o plot quando der
ainda n desenvolvi ela direitinho, mas assim q eu pensat em algo concreto eu posto um trecho pra vcs 😈
Quando puder faz uma parte 2 (dessa one que ficou PERFEITA!!!!) com MTO cnc e tapa na buceta 🙌 o harry todo manhosinho implorando pra parar e depois se acabado de sentar na cara e no pau do Louis😭
n tava planejando fazer uma parte dois dessa one amg, mas eu estava sim planejando fazer uma outra com cnc (com outro plot, claro)
pode ser??
Older than me
Onde Harry tem um penhasco enorme pelo sócio de seu pai e faria de tudo para tê-lo como seu.
Avisos: ltops/hbottom, hinter, larry stylinson, diferença de idade (Harry bem mais novo), porn with plot.
–Com licença, senhor Tomlinson– a voz doce e pragmática de Jolene, secretária pessoal de Louis, soou após leves batidas na porta –O senhor Harry Styles está aqui para vê-lo, posso deixá-lo entrar?
Louis franziu o cenho, um tanto confuso quando levantou o rosto do monte de papéis —bagunçados ou não— que se encontrava em sua mesa. Ele aparentava estar um pouco abatido e levemente cansado; ser um dos donos de uma companhia aérea famosa e requisitada tinha suas desvantagens, afinal.
–Ele informou o que queria?– perguntou o homem, voltando a se concentrar em seus papéis como se nada demais ocorresse a sua volta. Como se apenas a menção do nome de Harry não lhe tirasse a concentração.
–E alguma vez ele já informou?– a secretaria rebate, com um sorriso irônico gentil.
Louis tenta reprimir um sorriso. Jolene estava certa, Harry nunca tinha um motivo específico para vir —mesmo que ele fingisse que sim.
–Mande-o entrar– pediu Louis, fazendo um sinal com a mão como se chamasse o garoto.
A porta volta a se fechar e quando se abre novamente, é com menos delicadeza do que quando a secretária o fez. Uma bagunça de cachos, vestindo as melhores e mais caras roupas espalhafatosas que apenas uma marca cara como a Gucci poderia oferecer, entra esvoaçante, esquecendo-se de fechar a porta —coisa que Jolene torna a fazer.
–Não sei por quê tenho que ser avisado da minha entrada, Lou Lou– resmunga Harry, caminhando em sua direção, mas sentando-se na cadeira oposta a mesa, ficando frente a frente com o maior –Não é como se eu fosse um estranho.
–Isso é para por limites em você, coisinha mimada, – Louis revela, falando em tom sério apesar do sorriso amável e carinhoso que tem no rosto –Já que seu próprio pai não faz.
–Papai entende que sou um garoto que precisa que minhas necessidades sejam atendidas quando eu quero e preciso!– retruca, de nariz empinado.
–Tenho quase certeza que essa é a descrição exata da palavra "mimado"– Louis abafa uma risada e volta sua atenção aos papéis.
Ele precisa disfarçar; não pode deixar tão óbvio que somente a presença desse ser lindo de olhos claros pode abalar toda uma estrutura dentro de si que ele passou anos construindo. Quer dizer, não é que ele é o típico magnata clichê que se fechou para o amor, levantando um muro em volta do coração esperando que a pessoa certa fosse derrubá-lo para arrebatar-se dele. Ele não era, ele teve uma namorada, afinal.
Louis a amou, realmente, e infelizmente não fora um amor tão correspondido como ele achou que seria. A garota em si abandonou-o quando o viu na miséria depois de investir tudo em um projeto que, na época, falhara. Não que ele fosse rico, mas a tal mulher havia colocado mais expectativas no investimento —financeiro— do projeto no que no relacionamento deles. Foi frustrante, mas Louis superou.
O que não significa, ao todo, que ele estava aberto para uma nova experiência amorosa. Muito menos com o filho de seu sócio, o homem cujo qual fez essa companhia aérea crescer tanto quanto ele e que, de quebra, ainda havia se tornado um amigo para todas as horas.
Então, é, mostrar-se vulnerável e encantado pelos cachos rebeldes e as covinhas indiscretas não era uma boa coisa.
Mesmo que ele soubesse que essa coisinha mimada e magnífica o amava. Amava como um homem ama uma mulher, mesmo que ele ainda não tivesse atingindo a completa maturidade para se intitular como tal.
–O que você veio fazer aqui, Hazz?– perguntou ele, fingindo ler um parágrafo o qual acompanhava vagamente com a ponta da caneta.
–Papai foi viajar essa manhã, ficou sabendo?– questionou, vendo-o acentir com a cabeça e esperando que prosseguisse –De novo! Ele sempre faz isso e ultimamente sinto que tem sido mais frequente... Eu sei que faz parte do trabalho dele e que é isso que sustenta os meus luxos, mas precisa ser tanto assim? A mansão fica tão vazia e os empregados mal falam comigo e eu...
–Harry, foco! Sem divagar– Louis o cortou, sabendo que vez ou outra o cacheado ficava tão frustrado a ponto de se perder na própria fala.
–Sim, certo– respondeu, fechando os olhos para organizar melhor os pensamentos –Lou Lou, eu não quero ficar sozinho hoje.
O magnata tensionou o corpo.
–Chame um de seus amigos– disse ele, dando de ombros, querendo mostrar que não se importava –Chame Niall.
–Não quero– falou, cruzando os braços e fazendo um bico amarrado.
Louis suspirou e evitou revirar os olhos, mirando para cima para ver o rostinho que tanto queria admirar por horas. Caramba, Harry podia ser bonito a qualquer momento do dia, usando qualquer coisa e, ao mesmo tempo, não usando absolutamente nada —esse último ele não tinha certeza, mas podia jurar de pés juntos que sim.
–E por que não?– questionou, arqueando uma sobrancelha, entretanto, já imaginava qual seria a resposta.
–Porque eu quero você– admitiu por fim, desfazendo-se do bico e dos braços cruzados. O pedido foi claro, mas carregava tantas intenções; o olhar de cachorro abandonado, mas que também poderia facilmente ser confundido com uma puta barata implorando por alguns centavos, demonstravam essa dualidade –Quero a sua companhia, Lou Lou.
Louis engoliu em seco.
–Não sei se é uma boa ideia– diz, por fim, voltando a baixar a cabeça e pegar a caneta para fingir que fazia algo que não pensar na proposta indecente –Eu vou estar muito ocupado essa noite.
A questão é: eles já passaram várias noites sozinhos. Como Harry já disse, o pai vivia viajando e o cacheado sempre corria e recorria a sua presença para lhe fazer companhia. E Louis sempre cedia.
Cedia quando Harry pedia para passar a noite. Cedia quando Harry pedia para assistirem um filme abraçados. Cedia quando Harry pedia para receber uma massagem. Cedia quando Harry pedia para sentir seu cheiro direto do pescoço depois que saísse do banho apenas com a toalha. Cedia quando Harry pedia para que dormissem juntos. E nunca —nunca— fora capaz de recusar quando Harry pedia para ser a conchinha de dentro.
Ele era fraco por Harry e nem mesmo entendia porquê. Vira o menino crescer e ajudou em sua criação; o que poderia ter de tão encantador e desejoso em um garoto que ele viu sair das fraudas?
–Nós dois sabemos que você está mentindo, Lou Lou– Harry diz, com um sorriso quase sarcástico no rosto que não merecia carregá-lo. Ele se levanta e anda até a porta, mas quando a mão toca a maçaneta ele completa: –Assim como nós dois sabemos que você vai. Traga pizza, sim? Eu quero vegetariana.
Então ele deixa o escritório, sem dizer mais nada, e, como sempre, com a porta aberta para que sua secretária Jolene fosse fechar.
E Louis tenta não gritar quando bate na mesa e resmunga, com o punho cerrado sobre alguns papéis impressos:
–Maldita coisinha mimada!
(...)
Louis não precisou tocar a campainha da casa afortunada, ele sabia a senha do código da porta de tanta confiança que a família tinha nele. Apenas equilibrou a caixa de pizza em uma das mãos e digitou os números com a outra.
–Querida, cheguei!– anunciou ele assim que abriu a porta, com um sorriso divertido.
Harry surgiu apenas com a cabeça pela porta da cozinha, olhando para ele com olhos animados.
–Não fala assim, você sabe que me ilude– disse ele, altino para ser ouvido enquanto voltava para a cozinha.
Louis revirou os olhos, retirando os sapatos perto da porta de entrada. Ele não queria estar tão acostumado com as investidas de Harry quanto estava. E também não queria que elas fossem tão óbvias quanto —de uns tempos para cá— vinham sendo.
Respirando fundo, preparando-se para uma noite regada de flertes platônicos, ele seguiu para a cozinha também. Deixou a pizza sobre a mesa da copa e afastou a porta oscilante para passagem, sentindo o vento dela nas costas quando paralisou ao adentrar a cozinha.
Harry estava lá. Atarefado mexendo um brigadeiro de panela e nu.
Ok, talvez não completamente nu. Mas aquela camisola de cetim branquinha e tão curta mal poderia ser considerada uma roupa. Era ridículo chamar aquele micro pedaço de pano de pijama.
E seria com isso que Louis teria de lidar a noite toda.
Ele pigarreou, desviando os olhos das pernas lisas e desnudas, que pareciam tão convidativas ao toque, e se aproximou para tentar concentrar a atenção no doce que borbulhava na panela.
–Lou Lou– disse o jovem, desligando o fogão e deixando a colher de pau sobre a mesa de mármore cinza –Você trouxe minha pizza?
*E o que você não me pede sorrindo que eu não faço chorando?*, pensou Louis, mas apenas assentiu com a cabeça, ao invés. Não se pode dar confiança a esse garoto, se ele se acha especial ele irá agarrar a única oportunidade pelo resto da noite.
–Você não vai me dar um abraço, coisinha mimada?– perguntou Louis, abrindo os braços.
Harry até tentou esconder o sorriso que cresceu em seu rosto, mas a felicidade foi tanta que os dentinhos fofos de coelho sobressaíram para fora. Ele não esperou para pular nos braços do homem de sua vida e agarrar-se ao pescoço dele como um coala agarra uma árvore.
O rosto delicado se enfiou entre a curvatura próximo ao maxilar para insirar o cheiro que ele exalava. Não cheirava a banho ou loção, mas sim uma coisa mais máscula e almiscarada. Era uma mistura de cigarro e suor, como um homem que passou o dia inteiro no escritório fechado baforando sua calmaria diária. Harry quase podia imaginar a cena, dele com as pernas abertas, com um cigarro entre os dedos e escrevendo um relatório com uma das canetas caras que fora presente seu.
Ele queria poder sentir esse cheiro almiscarado proveniente de outro lugar...
–Por Deus, Harry, eu nem tomei banho– disse Tomlinson, dando leves tapinhas nas costas do mais novo como forma de repreensão –Para de se esfregar como um gatinho.
Harry corou, afrouxando o aperto dos braços e deixando que caíssem ao lado do corpo. Estando apenas próximo de Louis agora, podendo olhar em seus olhos.
–Você não está fedendo.
–Não me sinto cheiroso– retrucou, afastando-se do corpo delicado para soltar os primeiros botões das casinhas –Vou tomar um banho. Você pode escolher o filme, já que eu sempre cedo ao que você quer assistir, mas me espere para comer a pizza!
–Sim, senhor – Harry disse, colocando quatro dedos sob a cabeça fingindo bater continência.
Louis apenas riu e negou com a cabeça, saindo da cozinha rumo ao andar de cima.
Enquanto o mais velho tomava banho, Harry decidiu deixar tudo arrumado e preparado na sala de TV.
Colocou um cobertor felpudinho sobre o sofá e ligou o ar condicionado —para que Louis não usasse a desculpa de estar quente demais para não se enfiar embaixo da coberta com ele. Deixou dois copos grandes com coca-cola quase transbordando em cima da mesa de centro e trouxe a caixa de pizza, ainda fechada, para ficar no chão ao lado deles. Os controles foram deixados no braço do sofá e o filme perfeito já rondava sua mente.
Hoje não teria desculpas para Louis ficar longe dele ou recusar seu aconchego.
Quando estava colocando a panela com brigadeiro em cima do pano de toalha sob a mesa de centro, Louis desceu os degraus terminando de secar o cabelo com a toalha.
O cabelo bagunçado o deixava ainda mais charmoso que o normal. Era como se o deus Louis Tomlinson desmontasse da pose de empresário rico e tornasse-se um cidadão comum, mas extremamente lindo e fatal. Não havia beleza no mundo que superasse a desse homem.
E Harry faria de tudo para tê-lo apenas e somente para ele.
Após retornar da lavanderia —onde estendeu a toalha molhada que praticamente já era sua de tanto que frequentava a casa dos Styles—, jogou-se no sofá cobrindo o corpo com o cobertor.
O cacheado se esgueirou logo atrás, como um caçador que caça sua presa e a encurrá-la para não haver previsão de fuga. Louis nem percebeu, apenas quando sentiu o corpo quente e macio do mais novo encostado intimamente nele foi que notou a emboscada que se meteu.
Harry mordia o lábio inferior, enganchando o braço esquerdo de Louis entre os seus —abraçando os músculos que rodeavam aquele membro—, pressionando o antebraço entre os seios. As pernas também se enroscaram entre as dele, o contato de pele com pele por causa da bermuda leve do pijama que Tomlinson usava.
Louis engoliu em seco, estava fodido.
–Eu escolhi um filme de terror, vou ficar pertinho pra' não sentir medo, tá bom?– perguntou o de olhos verdes, piscando com uma inocência tão fingida que nem ele próprio conseguia se enganar.
Mas Louis também não conseguia enganar-se. Ele não queria outra posição para deitar com Harry. Quer dizer, até queria, mas não envolvia inocência e nem um filme tolo.
Alcançando o controle, Harry ajustou a televisão e deu play no filme. Não era algo pesado e tão assustador, mas o cacheado fazia questão de fingir que sim apenas para expremer-se cada vez mais no homem.
*Puta por aconchego*, foi o que Louis pensou, sorrindo discretamente com os dedos de Harry se entrelaçando aos seus de forma não tão sutil.
Conforme o filme rodava, mais ansioso Harry ficava. Ele tinha planejado uma pequena coisinha para essa noite e estava um tanto angustiado por Louis sequer ter colocado uma mão em sua coxa ou feito carinho em seus cabelos, como normalmente fazia. Parecia que o mais velho sabia o que estava pensando e estava se mantendo distante de propósito.
Cansado de assistir a algo que ele sequer prestava atenção, o cacheado montou em cima de Louis, espalhando o cobertor para longe, com uma perna em cada lado do quadril. E antes que Louis pudesse ter uma reação, os lábios macios e gordinhos se juntaram aos seus.
As mãos de Harry seguravam suas bochechas, impedindo-o que se afastasse e a boca continuava imóvel sobre a sua —o corpo pequeno estava tenso, apesar de achar estranhamente familiar o lugar em que estava sentado.
Louis não tinha fechado os olhos, em completo estado de choque, mas pode prestar atenção no momento exato em que os olhos esverdeados se fecharam e aproveitaram o sabor de seus lábios. As sobrancelhas se franzindo em completo deleite, como o de alguém que bebe água depois de muito tempo em seca.
Ele tinha noção do crush de Harry por ele. Não era um tolo, ele podia notar os olhares nada discretos e os toques excessivos para com ele, mas nada que Harry tivesse feito até então o deixou tão consciente de sua atração por ele quanto agora.
Deus, Harry o amava.
O garoto que ajudou a criar o queria como um corpo pode desejar outro.
Após a ficha cair —o que pareceu uma eternidade, mas na verdade durou apenas cinco segundos—, Louis afastou Harry com um empurrão em um dos ombros e com a outra mão segurou a cintura para que o mais novo não caisse para trás. Não gostaria de ter sido tão bruto quanto foi, mas o choque realmente o pegou.
–Harry!– foi tudo o que ele conseguiu dizer, olhando estupefato para um garoto bagunçado e corado a sua frente.
–O que foi?– questionou, mordendo o lábio inferior parecendo ter se envergonhado da atitude –Foi ruim? Esse foi o meu primeiro beijo...
A última frase foi sussurrada e Louis preferiu não ter ouvido.
–Santo Deus– falou, em um tom de quem está frustrado, passando a mão pelo rosto em desespero –Puta que pariu eu sou ateu, que merda eu estou falando?! Devo estar ficando louco, rezando até para deuses que nem existem para me tirar dessa situação.
–Foi tão ruim assim?– Harry perguntou, arregalando os olhos; uma mescla entre de medo de decepcionar e agonia de saber a resposta –Eu posso melhorar, Lou Lou, eu juro que posso. Se você me beij...
–Deus, Harry, não, não é sobre isso que eu estou falando. Definitivamente não é!– esbravejou o mais velho, olhando para o teto de gesso branco da casa para ver se algo iluminava sua noite e o salvasse disso.
–Então o que é? E-Eu não entendo...– murmurou o menor, saindo do colo do outro agora totalmente envergonhado.
Harry rastejou até o canto do sofá e abraçou as próprias pernas, os dedos da mãos brincando com os dos pés sem querer olhar para cima. Sem querer olhar para Louis.
Ficou um silêncio entre os dois, não totalmente pois na televisão ainda passava o filme, mas parecia tão distante deles e de sua realidade atual que quase não se ouvia barulho nenhum.
–Eu achei que você me amasse...– Harry disse, tão baixo quanto achava ser possível.
Ele estava magoado. Louis pode perceber apenas pelo tom de voz —não que a carinha chorosa e de cachorro perdido não denunciasse isso, mas Louis não estava o olhando.
Não era assim que queria terminar sua noite. Ele não queria ter magoado Harry. Porra, ele definitivamente não queria magoar Harry; o garoto era quase como uma parte de si, ele também perdeu noites de sono já faltou no trabalho para ter que cuidar de Harry, assim como um pai faria por um filho.
E o pior não era nem o fato de ele não querer magoar Harry porque o via como um filho —porque ele definitivamente não o via— e sim era magoá-lo compartilhando do mesmo sentimento, mas tendo que mentir não só para si, mas para o garoto, pois era completamente errado que isso fosse recíproco.
–Querido,– começou Louis, arrastando-se um pouco para perto dele, que se encolheu ao abraçar as pernas com mais força sobre o peito –Não é que eu não ame você. Eu amo. Você sabe que sim.
–Mas...
–Mas não posso te amar como você quer que eu ame.
–Não pode ou não quer?– retrucou Harry, finalmente levantando a cabeça e encarando os olhos azuis como uma faca afiada. Se um olhar pudesse cortar, Louis estaria em picadinhos agora.
O mais velho não queria ter de responder essa pergunta. Ele não pode, por motivos óbvios, mas querer... Ah, ele queria era *não* amá-lo assim.
–Harry, você sabe quantos anos eu tenho?
A pergunta foi feita do nada e fez Harry se esquecer de seu próprio questionamento. Ele franziu o cenho tentando entender o que isso tinha a ver.
–Tenho trinta e sete anos, Harry. Seu pai só é um pouco mais velho– disse, tentando uma nova aproximação e dessa vez obtendo êxito, visto que o outro não se afastou –Você ainda é menor de idade, terminou a escola ano passado e...
–É só isso?– cortou Harry e foi a vez de Louis ficar confuso –É só isso que impede nós dois de ficarmos juntos?
O magnata piscou atônito, não acreditando que aquela era realmente a pergunta. Claro que esse não era o único, mas com certeza era o maior dos problemas. Ainda tinha a questão de ser melhor amigo de seu pai e de que eles tinham cerca de vinte anos de diferença; Harry não deveria querer nada com um velho como ele. Ele mal sabia porque ganhava tanto afeto dele; Harry devia se dedicar a alguém de sua idade.
O que Harry via nele?
–Bom, tecnicamente sim. Eu...
–Semana que vem,– Harry o cortou novamente inclinando-se para frente e ficando sobre as mãos e joelhos –Como você bem sabe, será meu aniversário de dezoito– insinuou, começando a engatinhar para perto do mais velho outra vez –*Se* essa é realmente a única coisa que nos impede, quero que no meu aniversário você me faça seu. Sem desculpas, sem fingimento, sem enganações; se houver qualquer uma dessas coisas, Louis, juro que nunca mais vou atrás de você. Paro de tentar, paro de investir e vou atrás de alguém da minha idade.
Apenas o pensamento de Harry beijando quem quer que fosse que não ele o enchia de raiva e ele teve que se conter para não deixar transparecer. A mandíbula travada em tensão.
–Se você me ama apenas como quer mostrar ao meu pai que ama, então eu vou deixar você em paz, Louis– cada vez que Harry o chamava pelo seu nome completo era uma facada em seu peito –Mas se você disser agora que vai esperar por mim, eu vou esperar por você também, Louis. Esperei dezessete anos, uma semana a mais não vai me matar. Mas preciso que seja honesto, comigo e, principalmente, com você.
O tempo que usou para terminar de falar foi o mesmo que usou para chegar com o rosto bem pertinho do mais velho. Pareceu até uma cena de efeito, deixando Louis enfeitiçado por cada palavra e movimento.
Harry fechou os olhos quando o magnata chegou mais perto e roçou o nariz no seu, de um lado para o outro, lentamente, como um beijinho de esquimó.
–Espere por mim– ele disse, num sussurro rouco que fez com que o ar quente de seu hálito fizesse cócegas nos lábios de Harry –Espere por mim e eu serei seu homem.
–Então eu quero um presente– o cacheado disse, ainda afetado e um pouco sem fôlego pela proximidade. Queria se esfregar mais, como um gatinho –No meu aniversário... Você sabe o que eu quero. Você vai me dar.
O fato de aquilo ter soado como uma afirmação e não como uma pergunta fez Louis soltar uma risada anasalada. Deixou um beijo casto e inocente sob a bochecha rosada antes de responder, voltando a sentar com as costas no apoio do sofá:
–Eu darei, minha coisinha mimada.
Harry abriu um sorriso. As coisas não saíram como planejara essa noite, mas estava tudo bem, porque Louis o chamou de *seu*. E ele mal podia esperar por semana que vem, onde, finalmente, seria dele.
(...)
Dezoito anos.
Harry iria fazer dezoito anos.
E de todas as coisas pela qual uma pessoa pode comemorar ao completar a maioridade, Harry estava animado pela única que não envolvia o tradionalismo.
Ter uma carteira de motorista —e, consequentemente, um carro—, poder beber legalmente, entrar em baladas sem precisar de identidade falsa e ainda ter uma festa de arromba patrocinada pelo pai rico. Nada disso se comparava ao ter Louis para ele, com ele e, mais importante de tudo, dentro dele.
Harry almejava aquele homem. Ele sempre teve uma admiração muito grande por Louis, desde pequeno.
Ele não sabe dizer quando esse sentimento evoluiu para amor, mas ele pode descrever cada detalhe de quando se tocou pela primeira vez pensando nele. Não sabe dizer quando foi a primeira vez que falou "eu te amo" para Louis de outro modo, mas se lembra exatamente do dia em que sonhou acordado em uma aula de matemática com ele ajoelhado aos pés de Louis e dando-o prazer com a boca, em seu escritório na empresa. Não sabe dizer quando foi que ficou tão carente e necessitado de Louis, como se precisasse de seus toques ou morreria, mas nunca esquecera o exato dia em que sentiu o volume de Louis pressionando sua bunda enquanto dormia em um sono profundo achando que Harry fazia o mesmo.
Louis sempre esteve presente em sua vida. Em todos os momentos, bons ou ruins; ele estava lá. Diferente de seu pai, que vivia viajando, Louis nunca precisou sair do país para resolver os negócios e, de quebra, ainda ficava de "baba" para ele. Entre aspas, pois sabia que nunca seria sacrifício nenhum para o mais velho. Harry tinha ciência de que Louis o amava, mas ele queria saber até que ponto.
Por isso, sua roupa de hoje era de tirar o fôlego. Nada vulgar, mas sexy na medida certa e ainda atraia atenção.
Um vestido vermelho de cetim, com um decote modesto na frente e uma abertura grande nas costas, levemente coberta por amarrações. Não era um tomara que caia, mas a alça era tão fina que poderia ser com qualquer coisa minimamente cortante que entrasse em contato com ela. Ia até o meio de suas coxas, ou um pouco antes disso, mas que ainda o deixava glamuroso, bem quisto de um filho de magnata importante.
Nos pés nada menos que um scarpin Louboutin preto; os sapatos mais desconfortáveis do mundo, mas que o faziam parecer um rei em meio a todos os plebeus. Nada deixava um pé mais bonito e delicado que um bom salto que parecia furar cada centímetro de pele em cada passo.
Mas isso seria um problema para o Harry do futuro.
O cabelo estava solto, pois não era muito comprido, apenas foi alinhado os cachos. A maquiagem foi feita somente para corrigir imperfeições —como espinhas e o tom da pele— e o gloss mais brilhante que ele tinha na penteadeira. A joia eram suas lindas e icônicas pérolas.
Pérolas de verdade, que enfeitavam aquele pescoço leitoso como as estrelas enfeitam o céu a noite.
Portanto, ao borrifar três gotas de seu Dior favorito, ele estava magnífico. Magnificamente pronto. Pronto para os convidados. Pronto para a festa. E, claro, pronto para Louis.
Os convidados já chegavam no andar de baixo da casa e todos já estavam com uma taça de champanhe na mão. Seus amigos já eram todos de maior —ele era o mais novo da ninhada, apesar de isso nunca o ter impedido de beber antes—, então até mesmo eles se viam esguirando-se até a mesa de bebidas como se ainda tivessem dezesseis anos roubando uma taça ou duas.
Não foram chamadas muitas pessoas, apenas os amigos mais próximos de Harry, seu pai e, óbvio, Louis. Estavam apenas os dois de adultos, mas eles prometeram reservar-se somente a sala de estar, onde não atrapalhariam a festa.
Assim que Harry desceu as escadas os amigos já vieram lhe abraçar e desejar-lhe feliz aniversário e felicidades. Ele amava os amigos, realmente amava, mas não era o abraço deles que ele queria agora.
Continuou seguindo pela casa enquanto os outros voltavam a beber e dançar alguma música latina que tocava nas caixas de som —ele não conhecia essa melodia, mas deixou o controle das músicas nas mãos de Niall e confiava em sua capacidade de escolher coisas boas.
Encontrou o pai e Louis conversando em um canto discreto e foi até eles. Ao perceberem a presença do cacheado, se levantaram e o mais velho dentre os três abraçou Harry com força, tirando-o do chão e o rodopiando no ar. Causou algumas gargalhadas e Harry não pode deixar de ficar constrangido, mas ainda assim feliz.
–Papai!– disse, em falso tom de repreensão, quando foi deixado no chão.
–O que foi? Não posso mais abraçar meu garotinho?– perguntou, sorrindo orgulhoso para um Harru corado –Feliz aniversário, Hazzy! Papai comprou o melhor dos presentes de aniversário, amanhã você vai ver!
*Não garanto que será o melhor...*, pensou Harry, sorrindo sapeca com a lembrança da promessa de Louis.
–Obrigado, papai, não precisava se incomodar. Você é o melhor!– ele disse, depositando um beijo carinhoso na bochecha do homem –Mas eu não sou mais um garotinho, agora já tenho dezoito anos completos!
Harry disse isso olhando especificamente para Louis, que apenas sorriu ladino e tomou um gole de sua champanhe.
–Eu sei, Hazzy, mas para mim será sempre um garotinho– rebateu, dando dois tapinhas no ombro desnudo do filho –Vou pegar outra bebida, quer algo, Louis?
O citado apenas negou com a cabeça, aguardando que ele saisse. Assim que Styles ficou fora de vista, os braços de Harry se agarraram em volta de seu pescoço e o corpo bonito colou ao seu. E Louis não demorou para rodear sua cintura.
Fora um abraço desesperado, como o de dois amantes que não se veem a muito tempo e que poderiam ser flagrados a qualquer momento.
–Está lindo, Hazz– sussurrou o magnata, cheirando os cachos com devoção –O mais lindo de todos e eu não digo só dessa festa.
Harry corou, mas apertou ainda mais o corpo de Louis contra o seu.
–Feliz aniversário, minha coisinha mimada– ele disse, pousando um beijo singelo, mas demorado, logo abaixo do lóbulo da orelha –Vou deixar meu apartamento aberto essa noite, não traga nada além de você mesmo.
Dito isso, afastou o menor, vendo o quão afetado com tão pouco ele estava. Engoliu saliva ao pensar que não demoraria muito para o ver destruído embaixo de si.
–Vá curtir sua festa, mais tarde nós curtimos a nossa– ele disse, selando a testa de Harry com um beijo e voltando a se sentar no sofá.
Harry voltou para o círculo de amigos ainda meio catatônico.
Ele aproveitou a festa tanto quanto qualquer um dos seus amigos. Dançava, bebia e comia ciente todo o tempo dos olhares predadores de Louis sobre ele. E ele adorava. Fazia questão de rebolar e dançar, até mesmo brindar, para ele.
A noite só não foi inteiramente perfeita, pois não pode dançar a única valsa da noite com seu amor. Não foi ruim dançar com seu pai, claro, mas tudo o que ele mais queria era entregar-se de braços abertos para Louis e gritar a todos que estivessem ali para ouvir que era ele. Sempre foi e sempre seria ele.
(...)
Louis fez exatamente como disse.
Quando Harry chegou no apartamento, ele apenas forçou a maçaneta e a porta se abriu para ele antes que pudesse apertar a campainha.
As luzes do lugar estavam apagadas e a luz do luar entrava pelo janelão do chão ao teto em sua sala de estar. Além disso, havia uma vaga iluminação vinda do corredor principal, crepitante e fraca; a barriga de Harry borbulhou em expectativa.
Já passava das duas da manhã quando Harry saiu de fininho da própria casa e veio para a de Louis. Não havia trocado de roupa, apenas colocado um casaco para o vento gelado da madrugada. Casaco esse que tirara e deixara pendurado no cabideiro perto da entrada.
Como já conhecia o lugar de cor e salteado, andou pelo corredor principal até encontrar com a porta do quarto de Louis, por onde saia as luzes amareladas. Estava semiaberta, então não fez questão de avisar; apenas afastou-a para que pudesse adentrar o lugar.
Lindo.
O quarto estava lindo.
A decoração, o aroma, a meia luz, o som...
Louis pensou em cada detalhe. Parecia que havia acabado de entrar em uma das cenas mais clichês do filme romântico mais brega possível.
As lâmpadas do quarto estavam apagadas e a única coisa que iluminava e dava vida ao lugar eram as chamas das velas, distribuídas milimetricamente calculadas ao longo do chão e à mesa de cabeceira. O aroma de baunilha com chocolate, tão doce e nada enjoativo, provavelmente provinham das velas, o que só deixava o clima ainda mais quente e sensual.
Em cima da cama havia pétalas de rosas vermelhas espalhadas. Sem um padrão específico, apenas decorando a cama e trazendo um ar romântico para toda a cena que ele sabia que iria acontecer ali. No centro do colchão, um balde com gelo e um vinho tinto o aguardava ao lado de duas taças finas.
Mas a atração da noite não estava.
–Louis?– chamou Harry, descendo dos saltos e deixando-os em um canto.
Ele tentava conter o sorriso, mas era simplesmente impossível. Louis prepara tudo aquilo para ele. Ele ia perder a virgindade com o homem que mais amava, com o homem que mais desejava. Com o homem que queria.
Pegou uma das pétalas da cama e levou ao nariz, cheirando como se ainda pudesse sentir o perfume da flor.
Logo, braços rodearam sua cintura por trás e um corpo imprenssou-se ao seu. Um rosto com a barba levemente por fazer escondeu-se na curvatura de seu pescoço e fez uma cócega tão leve que o fez fechar os olhos.
–Louis– chamou, em um sussurro, apenas para ter a certeza de que era ele. Passou as mãos pelos braços que a rodeavam.
–Hazz– chamou de volta, como se quisesse confirmar que aquilo estava acontecendo, que ele estava ali –Meu garoto lindo.
Um arfar saiu da boca de Harry e ele se virou para Louis, querendo olhar em seus olhos.
–Eu tenho um presente pra você– sussurrou Louis, afastando uma mecha do rosto gracioso e prendendo-a atrás da orelha.
–Você sabe que não precisa me dar nada. Tudo o que eu quero é você– respondeu, passando os braços em torno do pescoço de Louis para prendê-lo, para ter certeza de que ele não escaparia para pegar o que quer que fosse.
–Não vou pegá-lo agora, ainda teremos tempo para isso– disse, rindo pelo modo possessivo como era abraçado. Fez carinho em seu rosto, assistindo o modo entregue como Harry se inclinava para a mão dele –Quero beijar você agora.
A declaração fez com que Harry abrisse os olhos, olhando diretamente para os azuis. A ansiedade crescendo em seu estômago como uma bola de neve cresce ao descer uma colina.
–Eu posso?
Foi tão baixo que Louis jurou ter dito apenas em pensamento, mas a forma hipnotizante com que Harry acenou com a cabeça o fez se inclinar para perto. Os narizes se encostaram primeiro, depois as testas e, por último e finalmente, os lábios.
Tão lento e romântico quanto podia ser.
Louis subiu a mão da cintura delgada para a nuca de Harry, fazendo com que este deitasse sobre ela e deixa-se ser dominado. Com esse ato de liberdade, o que era apenas um selar de lábios lindo e singelo, se tornou um beijo fervoroso e apaixonante.
O magnata pediu passagem com a língua, lambendo os beiços inabertos de Harry. O menor não tinha ideia de como fazer isso, mas separou os lábios para receber. Louis sabia —ou pelo menos tinha uma noção— de que aquele era o primeiro beijo de Harry e tentou guiá-lo da melhor maneira que pôde.
Harry era inexperiente, fato, mas ele tinha tanta vontade desse homem que não podia apenas deixar que ele fizesse tudo. Ele queria se envolver, queria que Louis soubesse que ele estava tão disposto a fazer isso quanto estava disposto a demonstrar que o amava loucamente.
Colocou sua língua para trabalhar e acompanhou os movimentos do mais velho. Quando ambos pegaram ritmo, o beijo ficou mais quente, desesperado, esfomeado. Louis sentiu como se pudesse engolir Harry.
O cacheado pulou no colo do mais velho, sem aviso, apenas esperando ser segurado. Louis agarrou suas pernas e, ainda sem quebrar o beijo, passou a mão pelas coxas suaves e quentes. Um carinho lento, mas nem de longe sutil.
–Vamos para a cama– sugeriu Harry, quebrando o beijo assim que ficou com falta de ar. Roçando o nariz no de Louis como um filhote que precisa de carinho o tempo todo.
–Eu tinha um esquema para essa noite, iríamos abrir o vinho e...
–Foda-se o vinho, te quero agora– interrompeu Harry, voltando a beijá-lo, sabendo que não precisaria mandar duas vezes: Louis a levaria para a cama e ainda colocaria o maldito vinho no chão.
Ele desceu Harry do colo e sentou-se na cama, observando o jeito tímido que as pernas roçavam uma na outra.
–Tira esse vestido pra mim, sim? Mas tira bem devagar, Hazz, só pra mim– pediu, medindo o garoto de cima a baixo com o lábio inferior entre os dentes.
Envergonhado, Harry levou a mão as costas, soltando o laço que apertava o vestido no corpo. Deslizou devagar as alças finas pelos braços, fazendo uma carícia lenta em si mesmo no processo —era quase como se conseguisse sentir que fossem os dedos de Louis no processo. Fechou os olhos quando o busto ficou exposto, pois apesar de amar se sentir desejada pelo homem que o assistia, a vergonha de ter seu corpo a mostra desse modo para alguém pela primeira vez ainda era vergonhosa. Empurrou o resto do vestido que se prendeu ao quadril, deixando-o amontoado a seus pés. Estava finalmente nu, exceto pela calcinha de renda rosa que usava.
Não ouviasse outros barulhos no quarto que não a respiração desregulada de ambos e a música ambiente que tocava baixo –e distante.
Harry não viu quando Louis colocou a mão sobre ele —olhos ainda permaneciam fechados, recusando-se a acreditar que aquilo era real—, mas sentiu. O palmo quente deslizando por entre o meio de seus seios pequenos e descendo pela barriga, onde um dedo circulou seu umbigo.
–Lindo, Harry– falou Louis, em um suspiro baixo –Você é estupidamente lindo.
Louis afastou-se um pouco e houve um farfalhar de lençóis que fez Harry abrir os olhos curioso. Louis estava apenas de cueca também —tão nu quanto ele— e sentado na cama, com as costas apoiadas sobre a cabeceira estofada. As pernas abertas convidativas e um volume discreto sobre a roupa íntima preta.
Certo, Louis não estava duro. Aquilo decepcionou um pouco Harry, pois apenas a espera e a ansiedade o deixavam molhado.
–Venha aqui– ordenou, carinhoso, dando tapinhas nas próprias coxas.
Harry piscou algumas vezes antes de acatar a ordem. Subiu em cima da cama e rastejou até estar entre as pernas do mais velho. Louis o ajeitou de costas para si, onde deitou sobre o peitoral quente dele.
A pele de Harry ardeu. Eles nunca estiveram tão próximos assim antes. Pelo menos, não desse modo.
As mãos de Louis afastaram suas pernas, deixando-as abertas de modo que os pés delicados ficassem para fora do acolhimento, do outro lado das canelas de Louis.
Logo, aquelas mesmas mãos subiram por cada centímetro de derme exposta, causando arrepios por onde passava. Subiu pelos braços, depois pelo ombro e, por fim para o pescoço, de onde desceu para os seios, cada mão para um. O dedo indicador ameaçava circular o mamilo, provocando aquela área e, até mesmo, o próprio Harry.
O silêncio deixava tudo tão misterioso e sensual, era como se o segredo dos próximos passos de Louis estivessem escondidos entre aquele áurea que eles mesmos construíram. De paixão e calor.
Harry inclinou o corpo para frente, pedindo silenciosamente por mais. Louis sorriu debochado, mas ainda assim lhe deu mais.
A ameaça de antes agora era real; os indicadores rodeavam os mamilos de forma leve, uma carícia delicada. Podia assistir a forma tentadora como eles se eriçavam pelo mínimo toque, quase como se pedissem por mais assim como seu dono.
Harry soltou um gemido baixo quando as duas mãos pesaram sobre seus seios, agarrando-o inteiro e o apertando, tentando medí-lo, pesá-lo. Não eram grandes, pelo contrário, mas enchiam a mão de Louis exatamente como se tivessem sido criado para ele. Essa constatação só aumentou ainda mais o desejo dele e o fez apertar ainda mais aquele montinho de carne.
O cacheado chiou, contorcendo-se sobre seu colo.
–Nunca pensei que um dia isso fosse acontecer– Louis sussurrou em seu ouvido –Mas agora acho que, se formos até o fim, nunca saberei viver sem. Por isso eu preciso perguntar, Hazz: você quer mesmo continuar?
As palavras pareciam confusas para Harry, o peso delas e até a pergunta. Ele estava nublado de desejo, de amor e de ansiedade. Como Louis podia perguntar se ele queria sendo que ele não sabia querer *outra coisa*?
–Por favor, sim, Lou Lou, eu quero– respondeu, quase desesperadamente.
–Vou te dar a melhor noite da sua vida– respondeu Louis, retirando as mãos dos peitinhos para que voltassem a explorar o restante do corpo.
Ele foi descendo cada vez mais, sem receios e sem delongas, agora, para onde mais queria tocar.
Os dedos de Louis dedilhavam a parte interna da coxa de Harry, subindo a mão e descendo, causando mil e um arrepios por todo o corpo do jovem.
A ponta dos dígitos alcançou a fina camada da renda, peça essa que Harry insistia em chamar de calcinha. E ele realmente as usava para provocar, pois nem de longe aquele tecido entalado entre seus pequenos lábios poderia ser considerado confortável.
Louis dedilha com calma, como se explorasse um novo território e desbravasse o mais curvilíneo monte de Vênus. A respiração quente batia contra o pescoço leitoso do corpo que estava sentado à sua frente, entre suas pernas, tão tenso e ansioso quanto um garoto virgem prestes a perder a virgindade poderia ser.
Seria engraçado se não fosse trágico. Louis, um magnata de quase quarenta anos envolvendo-se com um jovem que mal completou seus dezoito. Quer dizer, Harry era de maior —Louis se certificou disso—, mas acontece que seu aniversário fora no dia anterior e, agora, o cacheado veio reivindicar o presente que o mais velho tanto insistia em adiar.
Uma foda tão bem feita que Harry esqueceria seu nome, sobrenome e toda a merda suja que era estar perdido e completamente apaixonado pelo sócio de seu pai.
–Um corpo tão macio...– sussurrou Louis, os lábios finos roçando contra a derme embaixo da orelha, a barba por fazer pinicando a área –Como você pode querer que minhas mãos calejadas toquem em uma pele tão pura quanto a sua, Hazzy?
As vezes, Louis se questionava o que Harry via nele. O garoto era jovem, livre, com uma vida inteira pela frente, com curvas delicadas e uma aparência de boneca —os olhos verdes causam inveja em qualquer um—, tudo o que ele já foi um dia, mas que agora não passava de um homem maduro com uma ou outra secretária correndo ao seus pés. Harry era demais para ele; demais para qualquer um.
–Ele só é puro porque você nunca pôde tocá-lo– Harry diz, também em um tom de voz baixa. O fôlego quase lhe faltava, tamanha a expectativa que sentia sobre a mão entre suas pernas –Mas agora você pode e eu sou todo seu, Lou Lou. De mais ninguém.
Com esse incentivo, Louis conseguiu ser mais preciso em seus movimentos. Ele fez questão de afastar a calcinha para o lado e brincar com a bucetinha quente e que já escorria por causa de alguns beijinhos que trocaram a minutos atrás. Harry era tão virgem que se molhava com tão pouco.
–Você sempre soube que queria ser meu, não é?– perguntou Louis, um dedo espertinho subindo e descendo entre os grandes lábios, tirando um suspiro do menor –Conheço você a tempos e nunca o vi com ninguém.
–Eu sempre só tive olhos pra você, Lou Lou– respondeu, fechando os olhos, a cabeça tombando para trás, deixando que ela descansasse sobre o ombro do magnata –Eu sempre soube que ninguém me amaria como você um dia vai.
Louis quase quis rir. Um bufar saiu de seu nariz ao prender a risada, porque... Meu Deus, Harry precisava saber:
–Eu já amo.
A mão saiu de entre as pernas do garoto e subiu para o pescoço, puxando o maxilar para o lado, fazendo o cacheado olhar para a imensidão que era aqueles olhos azuis. Harry o admirava tanto que o carinho que transmitia ao olhar para ele era quase palpável.
Harry não respondeu nada, apenas se inclinou para o rosto muitos anos mais maduro que o seu e o beijou. O beijou com uma saudade infinita; saudade de uma coisa que ele nunca teve antes, mas que hoje, agora, e a partir de então ele poderia ter sempre que quisesse.
Pois ele sabia. Louis era de Harry tanto quanto Harry sempre fora de Louis.
O magnata inverteu as posições, deixando Harry deitado sobre a cama e seu corpo sob o dele. Desceu os beijos, que antes eram dedicados somente aos lábios, para o pescoço que ainda carregava a porra da joia que combinava perfeitamente com ele. E não parou até alcançar o seio, tomando-o na boca com uma fome escruciante.
Não mordeu, apenas chupou-o para dentro e mamou nele como um bom homem faz com sua esposa. Pode sentir o momento em que as costas de Harry arquearam e o peito entrou mais na cavidade —era quase como se estivesse com ele inteiro na boca.
Desceu ainda mais os beijos, fazendo uma trilha babada por onde passava. A todo momento o corpo de Harry se contorcia sobre a cama, com uma ansiedade incontrolável. Ele não sabia o que queria que Louis fizesse, mas queria que ele fizesse alguma coisa.
E Louis se divertia vendo os membros agitados de Harry tentando se agarrar a algo. Ele sabia muito bem onde as mãos daquele pequeno garoto queriam ir, entretanto gostaria de ver se elas iriam por conta própria.
Quando chegou no cós da calcinha, deu um beijo sobre a testinha coberta e enroscou os dedos nas laterais da peça, olhando para um Harru ofegante.
–Vou tirar isso, tudo bem?– ele disse, em um tom baixo e sensual.
Harry não disse nada, apenas ergueu o quadril para que ajudasse ele a se livrar da peça. Então pronto, ela estava completamente nua para ele. E olha que Louis tinha uma visão bem privilegiada.
Com isso em mente, as bochechas de Harry coraram e ele sentiu-se na obrigação de tampar a própria intimidade com as mãos, cobrindo toda diversão.
–É que eu tô com vergonha– explicou-se, virando o rostinho de lado, com alguns de seus cachos fazendo costas em sua bochecha.
–Vergonha de mim?– Louis perguntou, beijando a parte interna da coxa e acariciando a parte inferior de ambas.
–Não... É... Um pouco– confessou –É que eu sonhei com isso a minha vida toda, mas nos meus pensamentos eu nunca me imaginei... Realmente nu. E você tá tão perto da minha... Você sabe, é meio impossível não ficar constrangido.
Entendendo a situação, Louis sorriu carinhoso. Pousou outro beijo no inferior da coxa e disse:
–Então fecha os olhos e finge que ainda está imaginando. Eu vou fazer o melhor pra atingir as suas expectativas, coisinha mimada.
Mas antes mesmo que Harry pudesse obedecê-lo, Louis mergulhou com o rosto em sua perna e tomou seus grandes lábios em um beijo fogoso.
Um suspiro alto deixou a boca de Harry e ela apertou os olhos com força. Não para poder imaginar, como Louis pedira, mas para aproveitar. Era uma sensação nova, estranha e completamente diferente.
Em seus devaneios, Harry nunca esperou que uma língua pudesse ser tão macia. Ele imaginava que fosse áspero —até se questionava com as pessoas com buceta poderiam gostar de receber oral—, mas nada o prepararia para o conforto de uma língua molhada. Porra, era uma delícia.
Os movimentos de Louis não pareciam estabelecer um ritmo ou uma sincronia, mas isso não importava. Pelo menos, não se ele continuasse a mexer a língua igual mexia agora.
A língua estava dura e, apesar de tudo, mole ao mesmo tempo. Ela subia e descia, explorava e estimulava toda a região sem forcar-se em uma em específico. Era quente e escorregadio, fazia Harry sentir vontade de deslizar e rebolar sobre até chegasse em um orgasmo.
Louis achava adorável o jeito como Harry se contorcia na cama, deixando escapar seus gemidos manhosos e altinos pelo quarto. Quase o levava a crer que aquela não era a sua primeira vez e ele sabia exatamente como excitar um homem.
Os dedos do magnata seguiram o caminho de sua boca, mas fizeram uma função diferente: dedicados a abrir e separar os grandes lábios para que a língua pudesse percorrer um percurso ainda mais denso e maior. Dessa forma, ele podia até mesmo ver o clitóris inchadinho e proeminte. Deus, aquela visão fez com que Louis quisesse esfregar o pau ali até que Harry sujasse seu pau de gozo e ele aquela buceta de porra.
–Ah, v-você t-tá me t-torturando– reclamou Harry, quando percebeu que a língua estava maltratando seu pontinho ao invés da massagem que recebia anteriormente –Isso é-é mal.
–Mal?– questionou Louis, com uma expressão debochada –E o que seria bom?
–Volta a fazer aquilo com a língua... Aquilo de lamber de cima a baixo e...– Harry corou antes de terminar porque ele nunca havia falado uma coisa tão suja e baixa –E chupar a entradinha.
Louis arqueou as sobrancelhas, em completa surpresa. Ele não imaginava que Harry seria tão explícito quanto àquilo que queria.
Mas ao invés de obedecer imediatamente, ele abriu um sorriso perverso.
–Onde? Aqui?– perguntou, cínico, levando os dedos para a entrada apertada. A ponta do indicador afundou levemente, penetrando e lutando contra a resistência das paredes virgens –Você quer minha língua aqui?
Ao terminar de enfiar o dedo completamente, Harry abriu a boca em um grito mudo, arqueando as costas até que ela se desgrudasse por completo da cama. A respiração tão desregulada que os peitinhos balançavam com a intensidade das lufadas de ar.
–Tem certeza de que quer minha boca? Você parece estar levando tão bem meu dedo...– provocou Louis, tirando apenas para enfiar o digito novamente –Ou talvez eu devesse fazer com os dois, já que minha coisinha mimada não parece se contentar com pouco.
Dito isso, Louis volta com a boca no pontinho dele e brinca com os dedos em sua entrada. Outro dedo se junta ao interior do garoto e outro gemido se espalha pelo quarto.
Louis não faz cerimônias ou joguinhos, agora tudo o que ele mais precisa é ver um orgasmo fluindo desse garoto. Sua boca trabalha incessante e incansavelmente na buceta, salivando e deixando que o líquido escorra; é até melhor, nada supera uma bucetinha bem molhada e lubrificada. Os dedos também não paravam, os dois massageavam seu interior e chegavam o mais fundo que podiam, sentindo as paredes internas os esmagarem, quase como se não quisessem que saíssem. Como se Harry quisesse comê-los para manter-se cheio.
–Isso, Lou Lou, não para!– esperneou Harry, denunciando o quão próximo estava. As mãos inquietas finalmente tomaram um rumo e se prenderam as madeixas do mais velho –Por favor, eu preciso tanto...
E, claro, que Louis não ia parar. Ele foi além, até, inserindo mais um dedo e succionando o clitóris como se estivesse sugando o suco mais doce de um canudinho.
Não demorou muito para que Harry tivesse um último espasmo sobre o colchão, apertando os dedos no cabelo de Louis, gritando alto enquanto se desfazia em um orgasmo seco. Seco entre aspas, pois sua buceta pingava de tão molhada.
Conforme a respiração ia regularizando, Louis ia distribuindo beijos singelos e amáveis por todo seu corpo até chegar a altura de seu rosto. Os dedos ainda permaneciam dentro dela, entrando e saindo tão lentamente que quase pareciam sem utilidade.
–Você foi muito bem– elogiou Louis, beijando a testa dele –Tão bom, gozou tão gostoso pra mim.
Harry sorriu satisfeito, pelo orgasmo e pelas palavras. Estava molinho e um pouco cansado, mas longe de querer que a noite acabasse ali.
–Eu te amo tanto, Louis– ele disse, se agarrando ao pescoço dele como um coala, puxando-o para que seus rostos estivessem a milímetros de distância –Tanto, tanto, tanto que você não tem ideia.
–Diz pra mim– pediu, os dedos se curvaram dentro de Harry, que arqueou as costas um pouco surpreso. Ele estava sensível, mas não ia pedir para Louis parar; ele aceitaria qualquer coisa que esse homem lhe desse –Desde quando você parou de me ver como o amigo do seu pai?
–Desde... Ah,...– soltou um gemido –Acho que desde que eu descobri o que era sexo e que isso poderia ser feito entre homens também. Desde sempre, Lou Lou.
Ele tirou os dedos de dentro dela apenas para dar um tapa ardido e estalado sob a buceta vermelhinha —que ficou ainda mais vermelha depois da leve agressão—, voltando a enfiar os três dedos dentro novamente. Foi tudo tão rápido que Harry soltou um gritinho.
–Que feio, Hazz– começou ele, provocando enquanto sorria. Era claro que ele ficou satisfeito de ouvir que fora seu primeiro em tudo para Harry e que o cacheado nunca pensou em outra pessoa de tal forma –Eu tenho idade para ser seu pai. Te excita saber que quando você nasceu eu já tinha até mesmo passado pela puberdade?
–Eu não escolho por quem vou me apaixonar, Lou Lou– disse Harry, sofrendo para olhar para os olhos de Louis sem revirar os olhos a cada investida certeira que os dedos faziam dentro de si –Mas mesmo se eu pudesse, escolheria você. Escolheria você sempre, Louis.
Tomou os lábios do mais velho em um beijo apaixonado, carregado de emoção e adrenalina. Paixão e desejo. Amor e tesão.
Harry nunca se sentiu tão completo.
–Você ainda precisa cumprir a sua promessa– disse o cacheado, segurando o pulso do mais velho e puxando a mão para fora da área de entre suas pernas –Acho que já estou pronto o suficiente. Esperei muito por isso, eu mereço.
Louis soltou uma risada debochada e anasalada.
–Você merece tudo, não é, coisinha mimada?– questionou, cínico, voltando a ficar por cima de Harry.
Ele tirou a cueca e deixou que Harry olhasse e examinasse seu pau. Provavelmente era o primeiro que vira na vida —e Louis esperava que fosse o último também.
O mais novo não teve coragem de tocar, mas assistiu o jeito como Louis masturbava-se em sua frente, melando todo o membro com o líquido transparente que saia da cabeça. Anotava mentalmente para quando fosse sua vez de tocar uma para ele.
–Tem certeza de que quer continuar?– perguntou Louis, fazendo um carinho na parte interna da coxa leitosa.
Harry acenou positivamente com a cabeça, mordendo os lábios para conter a felicidade. Ou a impaciência. Ou a ansiedade. Ele não sabia, eram muitos sentimentos que se misturavam, mas no final todos levavam a um pensamento só: ter o pau de Louis dentro dele. Estar tão conectado com ele como dois corpos podem ser.
Com a confirmação, Louis esticou a mão sobre a mesinha da cabeceira e pegou uma embalagem de camisinha. Harry também o assistiu colocar, para aprender a fazer em uma próxima vez.
Tudo pronto, só faltava o mais importante.
Louis alinhou o membro até a entrada pequena e forçou a cabeça para dentro. Harry estava tão molhado e relaxado que não houve resistência, pelo contrário, deslizou como uma luva.
Entretanto, Harry ainda era virgem e o mais grosso que tinha entrado até então havia sido os dedos de Louis. Apesar de alargado o suficiente, ainda doía. Doía como se estivesse sendo rasgado e a reação mais natural que teve foi contrair s bucetinha, tentando fechar-se, o que só fez sufocar ainda mais o pau de Louis.
Ambos gemeram altino quando o magnata forçou mais do membro. Harry fechou os olhos e sentiu o outro se inclinar por cima dele, pousando um selinho em seus lábios.
–Vai ficar tudo bem– acalmou Louis
–Eu sei– sussurrou de volta –Só vai devagar, por favor, Lou Lou.
–Até que você me fale para ir rápido– prometeu, deixando outro beijo, dessa vez um pouco mais demorado.
Louis continuou entrando, pouco a pouco, invadindo Harry com uma lentidão invejável. As paredes quentes esmagavam-o. Eram tão quentes e lisas que ele sentia-se muito tentado a ser violento e feroz, voraz. Mas era um homem de palavra e antes de prometer coisas a Harry, prometeu ao pai dele, seu sócio, que nunca deixaria que ninguém o machucasse e isso incluía ele também.
Quando finalmente a pélvis de Louis encontrou com as nádegas cheinhas de Harry, ambos sentiram como se pudessem respirar novamente. O alívio de que, dali em diante, só haveria progresso.
–Você já pode se mexer– informou Harry, apertando os lençóis da cama com força quando sentiu Louis se afastar dele para voltar novamente, sem força mas com precisão –Ah, senhor, isso...
Louis apossousse das coxas de Harry apertando a carne entre os dedos para descontar todo o tesão que sentia.
As estocadas começaram lentas e exploratórias, como se ambos estivessem testando os próprios limites. Harry gemia a cada vez que o pau de Louis chegava até seu ínfimo, se sentindo cheio, quase transbordando.
Louis tentou, ele jura que tentou, mas o ritmo estava sendo uma tortura para ele. Ele quis fazer um experimento, um único, e se desse errado ele voltaria a lentidão de antes, mas agora ele precisava arriscar.
Um estocada mais bruta e rápida veio. O corpo de Harry solavancou e os peitinhos balançaram. Um grito saiu de seus lábios mas nem de longe foi um grito de dor ou desespero, apenas um susto passageiro.
Harry olhou para os olhos de Louis e lá estava a confirmação que o magnata precisava: continue assim e eu vou me desmanchar. Ele não pararia por nada.
Então as estocadas se seguiram iguais. Não tão fortes quanto a primeira, mas igualmente rápidas. O prazer era tanto que quase soava como angústia. A angústia de segurar tanto tempo um tesão que o corroia por anos.
Harry era uma bagunça de gemidos e no quarto ecoava com os suspiros altos de Louis. Os cachos espalhados pelo travesseiro, os lábios vermelhos de tanto serem mordidos e beijados e os olhos verdes brilhando entregavam a Louis uma pintura renascentista de um anjo acabado. Se Lúcifer pudesse ter uma aparência ele teria a de Harry, destruído assim como um anjo caído deveria ser.
Apenas aquela imagem pecaminosa já seria o suficiente para que Louis viesse. E ele não estava longe.
Uma das mãos soltou a perna de Harry e moveu-se para o peito, agarrando com tanta vontade que o palmo se encheu inteiro. Apertou com uma força moderada, a mesma que usava para apertar a coxa anteriormente.
Harry colocou a mão por cima, enfiando a unha nas costas da mão, fazendo que ambos soltassem um chiado.
–Porra– sussurrou Louis, inconsequentemente apertando mais ainda o seio como se tentasse fugir do arranhão –Tá forte?
–Não para– foi o que Harru respondeu.
Ele queria falar que estava forte, mas temia que Louis parasse. Apesar de estar sim forte, ele não queria que parasse. Ele estava perto. Podia sentir.
Isso não foi uma resposta, soou como uma ordem, mas Louis não se importava.
Como se o diálogo não tivesse existido, Louis aumentou a brutalidade das estocadas, enfiando seu pau em Harry como animal que busca o próprio prazer.
Os olhos estavam se revirando de prazer e o corpo dava leves estremecidas. Louis adorou saber o quanto seu garoto podia ser sensível e mal podia esperar a próxima vez onde poderia torturá-lo até que tudo o que restasse fossem palavras ininteligíveis e resmungos de "para, para, para".
Uma confusão começou a se iniciar no pé do estômago de Louis e ali ele soube que estava perto. Foi diminuindo a brutalidade mas nunca a rapidez.
Foi de repente, quando sentiu a bucetinha contraindo-se ao seu redor, que veio. Soltando um gemido mais alto do que se orgulhava, derramando-se dentro da camisinha. O corpo não sofreu espasmos como o do menor, mas os braços perderam a força e soltaram a perna e o seio que segurava.
Desmontou-se em cima de Harry, ainda contraindo o quadril para dentro, em estocadas tão fracas que serviam apenas para prolongar o próprio prazer. A respiração quente e desregulada batia contra o pescoço suado do mais novo.
–Caralho– ele disse, abafado pelo cachos.
–Lou Lou– manhou, rebolando em busca de mais –Por favor.
Louis recuperou o fôlego que lhe faltava e saiu de dentro de Harry, tirando e amarrando a camisinha, jogando-a em algum lugar do quarto. Os dedos hábeis voltaram a dedilhar a xotinha, colocando-se para dentro do buraquinho que adorou abusar e desvirginar.
–Você tem sido tão bom pra mim– sussurrou Louis, a barba por fazer arranhando a parte interna da coxa macia –Eu nunca imaginei que fosse ajudar a criar um ser humano que seria perfeito pra mim.
–Louis!– gemeu Harry, alto quando os dedos se curvaram dentro –Você quem é bom pra mim. Eu te amo.
–Eu adoro quando você fala isso. Minha coisinha mimada, só minha.
–Sim... Só seu.
Louis continuou movimentando os dedos até que Harry gozasse. E ele veio igual antes; gemendo e convulsionando sobre a cama. O orgasmo tão forte. Não por seu p seu segundo da noite ou por ser o seu segundo da vida, mas sim por ter sido causado por Louis. Seu primeiro e único amor.
Quando ambos caíram na cama completamente ofegantes s suados, se abraçaram independente do calor que sentiam depois de tanta... Atividade física.
–Eu estou com muita preguiça de pegar seu presente agora, mas é um anel– informou Louis, enquanto fazia um carinho superficial sobre os mamilos enrijeçidos –Namora comigo.
Harry levantou em surpresa, sentando-se na cama e olhando para ele com os olhos arregalados.
Louis riu um pouco.
–Estou falando sério. Namora comigo.
–Louis...
–É sério, Hazz. Você pode achar que eu entrei nessa por causa do que você me falou naquela noite, mas a verdade é que eu te amo– confessou Louis e Harry arqueou as sobrancelhas –Não de um jeito esquisito, até porque até a algumas horas atrás você ainda era de menor... Mas eu te amo de todos os jeitos que uma pessoa pode amar outra. Eu sei que seu pai pode te dar tudo, vocês tem dinheiro, mas eu também posso te dar, Hazz. Posso te fazer feliz como você nunca será.
Os olhos verdes lacrimejaram. Tudo o que Harry sempre quis ouvir; o amor que sempre quis receber e o carinho que, apesar de sempre ter, viria da forma que sempre sonhou. Ele *já* se sentia a pessoa mais feliz do mundo.
–E-Eu só aceito se o anel f-for da Pandora– ele disse, limpando com a mão o ranho que escapou de seu nariz. Talvez ele não estivesse o mais atraente dos homens agora, mas o importante era que Louis o amava.
O magnata abriu um sorriso carinhoso.
–Como se eu não conhecesse a coisinha mimada que eu tenho– disse, puxando Harry pela cintura para voltar a deitar em seu peito –Então isso é um sim?
–É um: óbvio!
15:35 então 😭 pfvr
vou postar agora já bb, só tô terminando de editar a "capa"
Postaaaa
okk a pedidos vou soltar agora
3 horas da tarde é um horário perfeito pra ler uma one nova hein 😃💐
eita q eu tava pensando em postar agorinha as 16h em
Mulher do céu q fic q tu vai postar??
sabe aquele trecho q eu postei aqui do Louis dedilhando a bctinha do H?? essa mesmo 😁
essa madrugada de hoje eu vou postar fic em hihi fiquem ligadinhos
errei gnt, fui mlk, dormi e esqueci
mas vou postar hoje a tarde, juro de dedinho
Vc é super incrível, experiente em putaria, me ajuda a achar uma mommy/ domme por favor 🥺🥺🥺
primeiramente, obrigada
segundo, eu tbm n sei 😭😭 tô procurando um daddy a tempos e nnc acho um, mas assim amg a regra de tudo é conversar. vc vai ter q sair da sua bolha e se abrir para novas pessoas e experiências, pq nnc se sabe onde vc pode encontrar uma mommy/daddy
acho q esse é o único conselho q eu posso te dar, pq é o único q eu sigo kkkkkkk (e a maior parte das vezes funciona)