CAMPANHA DA FRATERNIDADE E COMUNHÃO ECLESIAL “A fé em Jesus não ergue muros, mas derruba-os, não é de ódio, mas de amorosidade.” (Texto-Base da CFE 2021 n. 91) Nos últimos dias temos assistido a um debate sobre a Campanha da Fraternidade Ecumênica 2021que já transcende as redes sociais e chega às nossas comunidades. As lideranças pastorais mais experientes se admiram por ver ressurgir uma questão que pensavam haver sido superada há tempos: a Campanha da Fraternidade (CF) é ou não é importante na Igreja? Julguemos por nós mesmos, antes de dar ouvidos às vozes que sussurram divisão. A CF foi desenvolvida no Brasil durante os áureos anos do Concílio Vaticano II (1962-1965), bebendo da riqueza do espírito conciliar de uma Igreja missionária e servidora, comunhão na diversidade, sinal do Reino de Deus no mundo. Seus objetivos permanentes são: ▪ despertar o espírito comunitário e cristão no povo de Deus, comprometendo, em particular, os cristãos na busca do bem-comum; ▪educar para a vida em fraternidade, a partir da justiça e do amor, exigência central do Evangelho; ▪ renovar a consciência da responsabilidade de todos pela ação da Igreja na evangelização, na promoção humana, em vista de uma sociedade justa e solidária. A partir do ano jubilar de 2000, a CNBB deu mais um passo no caminho conciliar e realizou, pela primeira vez, a CF Ecumênica – desde então, feita a cada cinco anos – juntamente com o Conselho Nacional das Igrejas Cristãs (CONIC) e suas igrejas-membro, dentre as quais, a própria Igreja Católica. Desde 1970 a Campanha vai contar com o especial apoio do Papa, que todos os anos transmite sua mensagem motivando o povo fiel de Deus à sua vivência. Diante desses fatos, quem poderia levantar a voz para chamar a CF de “processo de degradação” ou de “tragédia”? São as mesmas vozes, já conhecidas, que ontem se levantaram contra as conclusões do Vaticano II. A resistência ao movimento ecumênico e de retorno às origens, impulsionado pelo Concílio, geraram frutos e atravessaram gerações. São vozes como a deste Centro Dom Bosco e de outros veículos de mídia supostamente católicos, que em nome da verdade, pregam meias-verdades; em nome da fé, pregam desamor; e em https://www.instagram.com/p/CLHXR3BM14O/?igshid=r05bhncnqr4k















