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“I asked for you, so now you are mine.”

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“I asked for you, so now you are mine.”
Cheongmoon (Blue Moon)
From 02/06/2016 to 26/12/2017
The Day We Waited For || Plot Closing
moon-hansol:
Estalou os dedos, fazendo uma leve careta por conta da dor em um deles. Estava tentando se distrair, mas era difícil. Os familiares de Minhee estavam ali para lhe dar apoio, e ele sabia bem que estavam tentando seu melhor, porém ainda se sentia um tanto hesitante em como se portar perto deles – queria parecer confiante e digno de confiança também, até mesmo fizera questão de prometer ao pai de Cheong que cuidaria dela da melhor forma possível pelo resto da vida, mas suspeitava que pelo modo que o irmão dela continuava a fazer comentários engraçadinhos que soara mais como um garoto nervoso que um homem confiável. Agora sentava-se na ponta da cama, tentando manter o terno em perfeitas condições enquanto aguardava ser chamado para a cerimônia.
Vira muitos videos de como os casamentos eram naquela época, e por mais que quisesse um casamento religioso sabia que não poderiam o realizar de modo aberto, ainda mais levando em conta do fato de que nem todos da família de Minhee eram como eles, então optara por terem um casamento civil bonito para compensar. Não estava nervoso com a ideia de se casar, aquilo era algo que sempre quisera e não podia estar mais feliz por ter encontrado alguém que amasse o bastante para se comprometer, fora uma sorte que julgara não ter. O que o deixava nervoso era toda aquela espera, tanto tempo de preparativos e tantos olhos sobre eles. Parte de si ainda temia que algo desse errado, que sua sorte acabasse de repente…Maneou a cabeça negativamente, afastando tais pensamentos ao ouvir a voz de vovó vindo o informar que estava na hora de ir. Ele assentiu, seguindo as instruções da senhora e indo para fora.
O dia claro o recepcionou, e talvez por conta do calor reconfortante do sol, ou pelos sorrisos gentis e animados das senhoras da patrulha da vizinhança na plateia, se sentiu mais calmo. Conseguiu sorrir e fazer um gesto com o punho de “fighting” para as senhoras bem a tempo de a primeira nota da música de entrada soar e ter de se aprumar, preparando-se para receber a futura esposa. Já a vira vestida de noiva um par de vezes por conta da sessão de fotos, mas ainda assim não pode evitar um sorriso orgulhoso – e um tanto aliviado – ao vê-la no inicio da ilha. O tempo pareceu passar muito devagar enquanto a noiva andava até ele, mas não se incomodou com aquilo, apreciando aquele momento único e agradecendo com uma ampla reverência ao sogro quando ele a entregou. Ofereceu o braço a noiva, sorrindo de lado para ela. “Olá, minha Minhee.” Retribuiu o cumprimento, apertando de leve a mão dela sobre seu braço, tentando passar a ela um pouco da forma que se sentia – e conseguindo, afinal o seu toque não era um comum.
O juiz que presidia o casamento começou a falar e Hansol esforçou-se para prestar atenção ao que ele dizia ao invés de apressá-lo, que era o que realmente queria fazer. Minhee insistira em fazerem seus próprios votos, o que ele achava um tanto exagerado, mas não podia negar a ela nada, então tentara pensar em algo e esperava não esquecer o que dizer por conta dos nervoso. Apesar de o homenzinho que ministrava a cerimônia ser um tanto falastrão, logo chegou o momento dos votos e o moreno tomou uma longa inspiração, separando-se um pouco de Minhee para apenas segurar suas mãos e a fitar ao proferi-los. “Minha Minhee. Minha esposa. Meu amor. Você sabe que eu acredito em destino, e gosto de pensar que estava escrito que nos encontrariamos, afinal como mais poderia isso acontecer? Mas isso não é o importante, o importante é que escolhi permanecer a seu lado, e tive sorte o bastante para que você também me aceitasse. Hoje me junto a você mais do que apenas como um companheiro, hoje ofereço a você meu nome e proteção porque a vejo como minha família e a base para todo o resto dela que está por vir. Quero estar com você sempre, mesmo quando reclamar que a sigo por ai sem necessidade. Quero provar sua comida mesmo aquela que tem gosto estranho e nomes que não sei pronunciar, simplesmente porque adoro seu rosto feliz e satisfeito ao concluir cada tarefa, ao provar que pode criar o que quiser com essas mãos, e nesses momentos você brilha mais do que qualquer estrela no céu dessa cidade, porque você é assim especial. É seu tipo de magia, um que eu não sabia que existia até te conhecer, um diferente de tudo e que aprecio mais do que todos porque vem de você.”
Sorriu, observando-a além do que era visível aos demais, as cores claras e brilhantes da aura que agora se assemelhava a sua. Talvez o que estivesse dizendo não fizesse muito sentido para os demais, mas sabia que ela o compreendia. “Quero estar lá quando estiver quieta e pensativa, porque sei que precisará de mim nesses momentos e quero que sempre corra para mim e eu possa ajudar. E quero que me ajude também, porque é assim que deve ser, foi o que me ensinou e estou pronto para aceitar seu jeito de lidar com tudo. Não posso prometer que serei sempre perfeito, que não esperarei do lado de fora do restaurante ou te encherei de perguntas sobre coisas bobas, ou até…Que desistirei de ver meus grupos na TV,” Pôde ouvir alguns risinhos nessa parte, mas não se distraiu, mantendo o olhar firme nos olhos marrons da futura esposa e apertando suas mãos mais forte, ainda que gentilmente. “Mas te peço que continue a ser paciente comigo, farei o meu melhor para te fazer feliz, hoje e sempre. Você é meu único amor, soube quando encarei seus olhos bonitos pela primeira vez, e nada mudará isso. Esperei uma eternidade por você, e agora quero que passemos o resto dela juntos.”
Ao fim dos votos queria beijar a noiva e selar a promessa, mas vovó o olharia feio se o fizesse, então se contentou em pegar a aliança de casamento e uni-la ao anel de noivado que já pousava no dedo esguio de Minhee. Deslizou o anel pelo dedo dela, inclinando-se para beijar o local onde ele pousara e deu a ela um sorriso divertido, cochichando. “Agora você é minha de verdade!”
Minhee até mesmo inclinou a cabeça imaginando se era possível alguém parecer tão bonito assim, a luz daquele dia fazia com que o cabelo de Hansol parecesse ainda mais brilhoso e seu sorriso ainda mais doce, sempre ouvira sobre casamentos e o próprio pai dizia nunca ter visto a mãe tão bonita quanto no dia do casamento dos dois, e Minhee costumava a pensar que isso era dado apenas pelo fato de uma maquiagem mais bem feita e um cabelo arrumado, mas parecia ter algo sobre o clima daquela data que fazia a morena quase ter que se mandar fechar a boca para não babar em relação a beleza do noivo. Seu coração se aliviou quando o toque de Hansol passou a ela uma tranquilidade e felicidade que torcia para o moreno estar sentindo, sorriu para ele de lado para mostra que sentira, uma pequena conversa interna que os outros presentes ali não entendiam, aquele simples ato fez notar novamente a conexão entre os dois.
Quando informara sobre os votos a Hansol pôde notar a leve hesitação dele, o que fez a morena quase desistir da ideia toda, porém quando o mesmo começou a falar agradeceu a todos os Deuses por não ter-lo feito, sentia a sinceridade em cada palavra que saia em sua voz aconchegante e aquela magia tornava o ato ainda mais memorável, haviam pequenos trechos do relacionamento dos dois que para os convidados podiam parecer apenas frases figurativas, mas ela sabia o significado e era o que importava. Sempre fora alguém chorona e nunca negou isso, mas naquele momento por mais emocionada que estivesse engoliu as lágrimas e limpou a garganta para que ela mesma pudesse falar as suas palavras. “Meu Hansol, você sabe que era meu marido muito antes desse dia. Desde pequena eu sempre planejei muito as coisas, e isso incluía meu futuro esposo. É claro que eu queria alguém bonito, gentil, engraçado e inteligente, e é claro que quase todos me falaram que eu não acharia alguém com todas as qualidades que eu desejava e por muito tempo acreditei que um homem assim não existia fora da minha cabeça sonhadora. Porém agora eu me pergunto: Como eu achei você?” Perguntou rindo um pouco para si mesma, provavelmente teve risadas entre aqueles que assistiam, mas para falar a verdade Minhee nem conseguia ouvi-los. “Eu não tenho tanto para te oferecer, mas tenho o meu amor, e nós dois sabemos que isso é o mais importante em qualquer época em que podemos estar. Se você aceitar isso, eu prometo estar sempre ao seu lado, tentar compreender os seus pontos mesmo quando eu não entendê-los totalmente, te acompanhando em seus interesses, cuidar de você não importa o estado em que esteja, ajuda-lo e ensina-lo no que precisar, assim como estar aberta a aprender tudo o que você pode me passar, e dar a você sempre o mesmo carinho e demonstração de amor que tento transmiti-lo todos os dias” Não era do tipo que se sentia tão confortável em falar seus sentimentos em público daquela forma, porém o amor que sentia sendo transmitido pelo toque de Hansol a enchia e incentivo para falar. “Você sabe o quão animada e feliz eu estou para que comecemos nossa vida juntos, irei me esforçar para que mantenha o mesmo sorriso que tem hoje ao passar dos anos e no futuro espero que possamos aumentar a nossa família. Obrigada por ser minha outra metade, e por me fazer ama-lo tanto assim. Serei sempre a sua, e só sua, Minhee”.
Quase se aproximou para abraça-lo quando terminou suas palavras, porém disse a si mesma que ainda tinham um plano para seguir, e que depois disse teria o tempo que quisesse para beija-lo e abraça-lo, dessa vez ainda o chamando oficialmente de marido. “Você me teve no dia em que apareceu na minha porta” Sussurrou de volta para ele, com um sorriso doce. Pegou o anel e colocou de forma cuidadosa no dedo indicado e ouviu as palavras oficiais do juiz declarando que agora eram marido e mulher, mal esperou que ele falasse para se aproximar do marido e beija-lo com amor, sentindo todas as emoções dele agora de forma ainda mais forte, é claro que o contato não pôde durar muito tempo visto que ainda estavam sendo assistidos por todos ali, mas era o suficiente por enquanto.
A saída não era lá muito longa, já que a festa era no salão da casa alugada, segurou a mão de Hansol e caminhou pelo tapete até o cômodo bem decorado onde a música já tocava. Não demorou muito para que o lugar estivesse cheio com seus convidados, mas mais uma vez Minhee só tinha olhos para o marido. O puxou para perto, o abraçando pelo pescoço para poder falar em um tom mais baixo em que só ele pudesse escutar “É oficial, meu Hansol, você é meu marido agora”.
The Day We Waited For || Plot Closing
Hansol havia de fato lhe convencido a fazer as fotos antes do casamento, de fato de que não precisava mais estar preocupada com o fato do futuro marido a achar bonita ou não no vestido de noiva, porém ainda assim caminhar até o altar a fazia sentir o estômago revirar de leve, não que não estivesse feliz, afinal em todos os pontos já sentia casada com o rapaz, o que a deixava mais nervosa era o fato de serem o centro das atenções, algo que Minhee nunca foi muito acostumada em ser. A mãe ajudara a dar o laço do vestido com a fita de cetim azul, cor tema do casamento, parecia que até o universo estava contribuindo para isso visto que da janela da casa alugada dava para ver o céu claro que na cabeça da garota devia ser em parte por influência da avó, a senhora havia acabado de entrar no quarto, vindo de uma visita ao quarto do noivo. Hansol não tinha a família ali, então haviam dividido que as mulheres da família, ela, mamãe, a irmã, cunhada e melhor amiga ficariam com ela, enquanto os rapazes com ele, mas vovó seria uma exceção e passaria mais tempo no quarto do rapaz, visto que era com quem tinha mais proximidade.
“Ele está bem? Está pirando?” Perguntou um tanto nervosa, apertando as mãos uma na outra, mas vovó passou a mão para separa-las. “Se controle, vai dar tudo certo” Disse a idosa, no tom mandão que Minhee estava muito bem acostumada a ouvir e lhe fez sorrir de ponto, apesar de ter o efeito contrário com os outros. O pai aparecera na porta, avisando que havia chegado a hora de entrarem, Minhee concordou com a cabeça e aceitou o buquê que Seungah lhe indicava, dando o outro braço ao pai e seguindo escada abaixo em direção ao jardim. Esperaram do lado de dentro da casa enquanto os casais entravam e colocarem a música para que fosse sua vez de caminhar até o altar. Pensou que não seria nada novo quando aquilo acontecesse, e que iria apenas se sentir ansiosa por estar recebendo tantos olhares – apesar de não ser uma cerimônia muito cheia – Mas no momento em que começara a caminhar pelo tapete apenas pôde ver Hansol, e ele com certeza estava ainda mais bonito do que na sessão fotográfica, talvez o conjunto dele estar a esperando ali junto as flores e sorrindo para ela tornasse tudo ainda mais do jeito que havia pensado. O pai se despediu dela com um beijo no rosto de Minhee se colocou a frete do noivo, sorrindo para ele “Oi, meu Hansol”.
People may be different but love is the same | Minhee
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A observou com um sorriso persistente, maneando a cabeça positivamente. Conhecia as inseguranças da noiva e estava pronto para lidar com elas, principalmente agora que tinham formado um vínculo que nem mesmo magia podia romper. “Sim. Você vem primeiro para mim, espero que saiba disso.” Assegurou, apertando-lhe a mão de leve, mantendo o olhar escuro fixo nos olhos cor de avelã de Minhee. As palavras dela o confortavam, porém já não sentia uma necessidade assim tão grande de ter uma grande família e sabia que era mais realista terem apenas uma criança…Por isso já pensara em outras formas de garantir o desejo dos dois sem que isso a colocasse em risco. “Eu também! Na verdade, já tenho uma boa ideia de como podemos começá-la…Talvez não oito, mas acho que podemos achar alguns filhos de modo não tão tradicional. Mesmo…Mesmo se não forem como nós.” Anuiu de leve, seu tom se tornando sério. Pensara nisso nas últimas semanas. Sua fonte de aprendizado ainda se resumia a televisão na maior parte do tempo, mas isso não significava que aprendia apenas coisas tolas, através dos dramas, documentários e jornais descobrira sobre aquele peculiar sistema de adoção e a ideia aos poucos infiltrara-se em sua mente. O problema de coluna de Cheong não era algo simples, além disso ainda havia o fato de os Moon raramente produzirem muitos filhos, logo a adoção parecia a única maneira viável de os assegurar uma família grande. Seria mentira dizer que conviver com pessoas sem dons mágicos ainda não o deixava desconfortável, no entanto, seria diferente com crianças. Poderia ensinar a elas sobre seu mundo, ajudar a despertar a magia natural que todos possuíam e os fazer sentir parte da família. Não seria fácil, mas aquilo não era nada perto das dificuldades que haviam passado para chegar até ali e tinha confiança de que conseguiriam. “Não sei bem como, nem quando, mas acho que devemos tentar.”
O assunto das roupas era muito mais ameno e o fez relaxar de pronto. “Sim! Quero a acompanhar nas provas, em todos os lugares! Vovó Kim me disse que podemos fazer uma sessão de fotos antes e outra depois do casamento e eu gostei da ideia. Quero o maior número possível de lembranças.” A maioria dos homens fugiria daqueles preparativos chatos e muito elaborados, mas para Hansol aquela era a realização de um sonho e se animava só de pensar naquilo. “Amanhã, quando estiver se sentindo melhor. Agora coma, eu tive muito trabalho usando o celular para pedir isso tudo!” Brincou, apesar de realmente ter tido certa dificuldade em manejar o aparelho. A incentivou a comer dando o exemplo. Se sentia muito melhor, mas também um tanto faminto. A comida tinha um gosto bom e a companhia tornava aquela simples refeição um momento feliz. Sorriu consigo mesmo, tateando os bolsos em busca do celular e o preparando para tirar fotos, sem que a moça pudesse o ver. “Então, enquanto come pode pensar nos nomes que quer para as crianças e onde quer nossa casa…E pedir demissão daquela cozinha não seria uma má ideia!” Sabia que ela protestaria e ergueu a câmera para a fotografar antes que ela o fizesse, se inclinando para beijá-la no rosto e pousando para uma foto juntos. Se sentia muito leve e despreocupado como jamais fora, e decidiu mentalmente que era assim que manteria as coisas. Talvez uma vida perfeita não fosse possível, mas tentaria seu melhor assim mesmo. “Eu amo você, Cheong Minhee. Em qualquer tempo.”
E ele continuava e continuava a a lhe surpreender, Hansol há muito tempo não precisava mais de sua ajuda para descobrir mais sobre o mundo, e mais uma vez ele lhe provava isso. Agora era de fato engraçado como o moreno parecia quase sempre ler sua mente, provando-se naquele momento já que sua mente acabara de vagar sobre a possibilidade de adorar, Minhee riu baixo e semicerrou os para ele, como se estivesse desconfiada “Você falou com minha irmã? Porque não é possível. Eu sempre quis adotar, se é ao que refere-se, tem muitas crianças que não possuem a sorte de ter uma infância feliz e acho que temos amor o suficiente para dar, e nada impede de também termos de forma convencional. Estou feliz que esteja de acordo com algo assim, só prova mais ainda que fomos feitos para ter uma vida juntos” É claro que como aquilo era uma ambição dela há tempos já sabia bastante do assunto, até mesmo tinha ideia de que tipo de adoção gostaria de tentar, é claro que não podia esperar que o noivo concordasse com absolutamente de seus planos em relação aquilo, afinal ele era o pai e possuía tanto direito quanto ela, mas quando tivessem tempo e o assunto fosse melhor encaixável iria compartilhar seus conhecimentos e motivos para ele. Seu coração estava aliviada com o fato dele mesmo ter se interessado por aquele tópico, se os dois haviam quebrado a barreira de anos no relacionamento, conseguiriam quebrar a barreira de dividir ou não o sangue com uma criança, e seja biológica ou adotada, teria o melhor pai do mundo.
Vê-lo animado com um assunto como aquele, roupas formais, a fez rir mais um pouco, de fato o seu Hansol não era como o tipo de homem usual, e era uma das coisas que a morena mais gostava nele. Naquela época de suas vidas não sentia toda a pressão e estresse que a irmã disse que sentira ao planejar o casamento, provavelmente pelo fato de Hansol participar e ajuda-la com tudo que havia para se resolver. “O que? Você poderá ver o hanbook e podemos fazer as fotos de antes com ele, mas não o vestido! Não ouviu falar? Ver uma noiva com seu vestido antes da hora trás azar, e depois do que passamos você quer correr mais riscos?” Negou com a cabeça, depois das ultimas noites não queria fazer nada que pudesse irritar o deus do destino “Mas podemos fazer as provas de comida logo logo, não coma muito antes porque aparentemente são muitas coisas para experimentar”. Atendeu ao pedido dele, voltando a comer com intensidade, Hansol havia tomado uma boa decisão em pedir daquele lugar. Estava prestes a argumentar que ele sabia muito bem que não podia deixar o trabalho e que tal coisa não a deixaria feliz quando foi surpreendida pela foto natural, ia levantar a mão para tampar o rosto de qualquer ataque surpresa que poderia vir a ter, mas aceitou quando o noivo a beijou, retribuindo o carinho, e sorriu quando foi a hora de tirar a foto. “E eu seria sua em qualquer tempo, meu Hansol. Eu te amo da lua até a terra” Sorriu para ele, afastando os pratos já terminados e pegando-o pelas mãos para puxa-lo para mais perto, perto como queria tê-lo para sempre. “Ainda estou um tanto cansada e precisando de carinho, podemos assistir um filme? Eu deixo escolher”.
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“A magia é mais forte nas mulheres, eu ia te contar isso só após o casamento, mas já descobriu por si só. Não abuse do poder, é mais perigoso que toda aquela sua mala de facas.” Replicou em tom divertido, ainda mantendo as mãos no rosto da moça para a fitar com atenção, verificando se estava tudo bem com ela não só na aparência. Sua magia estava retornando e podia sentir as ondas da aura dela, mas não podia a ver e isso o deixava um tanto desconfortável – querendo ou não, Minhee era a chefe daquele coven no momento de toda forma. Maneou a cabeça negativamente, soltando o rosto dela para esticar o braço por sobre a morena, em direção a mesinha de cabeceira dela onde o anel agora sem magia estava, e logo pegou a mão da moça para o recolocar em seu lugar de direito. “Está se desculpando por me salvar? Não seja assim, eu devo muito a você. Somos família, tudo que tenho é seu, principalmente isso.” Beijou de leve o anel agora na mão dela, antes de se deitar melhor na cama para a abraçar de encontro ao peito. “O anel foi feito para encontrar a minha pessoa, e ele cumpriu seu propósito. Se sente tão mal, podemos confeccionar outro para nosso herdeiro o carregar. Mas isso só quando melhorar.”
Suas mãos correram por sobre as costas dela, numa massagem leve que não era tão eficiente quanto sua magia usual, mas era cheia de afeição. Temera mais do que o fim da sua existência, o fato de que nunca poderia aproveitar o futuro conjunto pelo qual tanto ansiara, mas agora estava ali com Minhee novamente e isso o enchia de um sentimento quente e reconfortante. “Eu pedi algo, coloquei no forno como me ensinou então ainda deve estar bom. Espere aqui só um momento!” Se afastou, erguendo um dedo para indicar que demoraria apenas um minuto e saiu da cama para ir até a cozinha recolher o Tteokbokki, jajangmyeon e até o frango frito que comprara – eram coisas demais, mas queria que Minhee ficasse forte logo e não era como se ela pudesse dispensar toda aquela comida gostosa. Precisou fazer duas viagens para trazer toda a comida, utensílios e bebidas, mas ao final tinha montado um pequeno banquete sobre a cama – o tipo de coisa que deixaria vovó horrorizada, mas arrumaria tudo antes que ela pudesse suspeitar. “Me desculpe por te fazer cuidar de mim ao invés de planejar nosso casamento, prometo que farei meu melhor para a manter feliz e saudável de agora em diante. Pelo menos até o nascimento do nosso oitavo herdeiro.” Piscou para ela, a entregando a comida e sentando-se do lado oposto para comer também. “E mesmo se não tivermos nenhum, acho que ficarei sempre feliz só de estar perto de você.”
Concordou com a cabeça pois sabia o quão perigoso era a magia podia ser, mas a verdade era que aquilo nem ao menos havia cruzado sua cabeça quando estava realizando o ritual de Hansol, o verdadeiro perigo para Minhee era perder o rapaz, aquele sim a faria sofrer ainda mais do que quando quebrara as costas, e nunca seria capaz de resolver uma morte indesejada. O peso confortável do anel parecia a equilibrar novamente e a morena levantou a mão afim de enxergar melhor a joia, enquanto se arrumava para aconchegar-se melhor ao abraço dele, seu peito era a almofada perfeita para apoiar a cabeça. “Obrigada por me dar, agora minha mão parece até estranha sem esse anel, como se estivesse algo faltando” Deu de ombros, olhando por cima deles para poder ver o olhar de Hansol e lhe dar um sorriso. “Isso seria interessante, agora que realizei uma magia de verdade depois de tantos anos me parece errado não fazer com você” Virou-se de frente para ele, e fechou os olhos ao sentir o carinho em suas costas, talvez não tivesse a potência da mágica, mas ainda assim só de toca-la já fazia com que suas dores melhorassem, beijou carinhosamente o ombro dele como forma de retribuir o cuidado.
Não teve nem tempo de falar nada antes que o noivo partisse as pressas para buscar a comida que havia pedido, na cabeça de Minhee iria voltar com um prato simples de sopa ou algo do tipo, porém foi surpreendida por um banquete hiper trabalhado. “Meu Deus, Hansol, é muita coisa” disse um tanto surpresa e um tanto em risadas, mas logo agradeceu por aquilo porque de fato estava faminta, ainda que precisasse tomar cuidado para comer devagar ou o corpo fraco passaria mais mal. Oferecera um pedaço de frango em seu próprio talher quando ouviu o que ele escutou, rapidamente balançou a cabeça negativamente. “Isso é o que significa ser um casal, parceria, não é sempre você cuidando de mim, mas nós cuidando um do outro. E essa foi minha vez, você já toma conta de mim todos os dias” Sorriu e se aproximou para beija-lo. Estava em preparação para negar o fato de que ele estava acrescentando mais dois filhos na brincadeira habitual, onde já envolvia muitas crianças, mais do quer ela queria para si, mas o que ele disse fez com que a morena deixasse os talheres caírem. Estava em um ponto em que não duvidava do amor do rapaz por ela, mesmo assim a história dele querer um número grande de filhos lhe deixava um pouco nervosa, não que ela mesma não quisesse ter bebês, mas ouvira antes que algo assim poderia piorar a situação das suas costas, e não sabia se poderia passar por aquele processo muitas vezes, adotar sempre fora algo queria, mas ainda não havia conversado com Hansol sobre o assunto e sabia que era algo um tanto novo para ele. “Você... Fala sério?” Perguntou baixo, afastando um pouco a comida para pegar na mão dele. “Eu vou lhe dar herdeiros, meu sonho é construir uma família com você, ter você como meu marido e pais dos meus filhos, estou animada para quando chegarmos nessa parte da nossa história” Sorriu de forma doce, voltando a pegar seu prato “Mas antes preciso que escolha o seu terno, não podia fazer isso enquanto estava semi inconsciente” Agora o seu tom era mais leve e brincalhão “E também o seu hanbok, é claro”.
People may be different but love is the same | Minhee
Desejava se recordar do que acontecera nas últimas horas, mas a verdade era que enquanto estava desacordado não vira nada nem ninguém, sem sonhos ou mensagens secretas, era como se o vazio o tivesse tomado e talvez aquele fosse o prelúdio da morte para a qual vinham o preparando. Ou pior, para o cessar de sua existência naquele mundo. Não sabia quanto tempo levara até sentir o frio da escuridão dar lugar a claridade leve e a temperatura amena, como se aos poucos o mundo a seu redor voltasse a abrir-se e o desse as boas vindas de volta.
Seus olhos ainda estavam pesados, porém, não foi tão difícil os abrir, sua visão entrando em foco do modo que deveria normalmente. Seus ouvidos chiavam, se acostumando novamente com os sons do ambiente, aos poucos captando a voz de Minhee. Seu olhar pousara primeiramente sobre o teto marrom da casa, lentamente voltando-se para a direção da morena e notar os contornos do borrão tomando a forma conhecida o fez sorrir de pronto. “Obrigado.” Disse ainda muito baixo, sua voz soando estranha a seus ouvidos, mas aquilo não importava no momento. Devagar, ergueu sua mão para tocar o rosto dela, mantendo o olhar fixo nele. Agradeceu pela chance de a ver de novo, sua mente se esforçando para guardar todos os detalhes daquele rosto para sempre. “Você conseguiu. Obrigado.” Repetiu, mais grato do que pelo simples fato de ter sido salvo, mas pelo fato de que fora a noiva que o fizera. Sempre procurara alguém em quem pudesse confiar e se apoiar, alguém com quem pudesse compartilhar a vida em todos os momentos, e sabia que agora encontrara essa pessoa. “Claro que acordei, te prometi seis herdeiros e quero cumprir, minha esposa.” Era uma brincadeira e já sabia que seria repreendido por ela, porém assim que falou sentiu a fraqueza da moça, um momento antes dela o abraçar desajeitadamente, caindo no sono sobre ele.
Deixou um sorriso mais largo escapar, podia sentir suas energias voltando lentamente – tudo graças ao poder de Minhee e ao anel que só agora notara pousar sobre si. Quando a dissera para fazer aquilo, nunca esperara que ela o fizesse sozinha. Era quase engraçado que ela sempre tivesse clamado não ser talentosa, mas agora tivesse performado um ritual raro e complexo sozinha, e tido sucesso nele. Estava simultaneamente orgulhoso e um tanto bravo pelos riscos aos quais ela se expusera para o salvar. A abraçou, ajeitando-a em seus braços para que ela pudesse ficar confortável e beijou o cabelo escuro e macio. Precisava de mais algum tempo, mas em breve estaria forte o bastante para levá-la ao quarto e garantir o descanso que a morena merecia.
Deixara Minhee dormir a manhã toda, se esforçando para não fazer barulho mesmo quando fora atender o entregador que trouxera o almoço. Sabia bem o quanto desgastante aquele tipo de encanto podia ser, e odiava ainda não estar em condições de ajudá-la a curar-se, então tentou seu melhor para a deixar confortável de outros modos. A envolvera em vários cobertores macios, a fizera tomar os medicamentos para dor nas costas e um dos chás de ervas relaxantes que vovó mantinha na cozinha, e permanecera por perto a todo tempo a aguardando acordar.
Passava um pouco das uma da tarde quando por fim a viu agitar-se e dar sinais de acordar, e deitou-se ao lado dela, a brindando com seu melhor sorriso. “Minha Minhee, como se sente sendo a mais nova chefe desse coven, desobedecendo seu marido e insistindo em fazer tudo sozinha?” Repreendeu em tom leve, passando a mão dele no rosto dela e ajeitando o cabelo da moça. “Está bem? O que fez não foi algo fácil.”
Após confirmar que seu Hansol havia voltado tudo o que Minhee conseguia pensar era em dormir, parecia que o cansaço caíra sobre si todo de uma vez e os braços mal se aguentaram para apoiar seu tronco, lembrava-sede ter dado alguma explicação para que precisava dormir, mas para ser sincera não se recordava o que exatamente. Mesmo assim fora isso que fez, e por muito tempo, alguns momentos era levemente acordada para poder tomar seus remédios, o que apesar dos resmungos na hora agradeceria uma vez consciente, afinal era melhor acordar com os toque cuidadosos do noivo do que atingida por uma forte dor nas costas.
Porém despertara totalmente por conta própria, de forma calma e serena. Sorriu largamente quando a primeira coisa que viu a sua frente após tantas horas de sono sem sonho fora o rosto de Hansol, apesar de sua testa franzir como em sinal de confusão. “Chefe? Não, não, só de cozinha, a parte mágica está em suas mãos” Disse tentando ser bem-humorada apesar de ainda estar um tanto fraca “Fiquei com medo de não dar tempo, eu não podia arriscar e cada minuto era precioso. Eu só fiz o que os livros me mandaram… E usei algumas coisas da sua bolsa, inclusive o anel. Me desculpe por isso, querido” Falou,e realmente se sentia triste por ter sacrificado aqueles objetos dele, porém estava feliz por vê-lo assim de perto novamente. Pegou o rosto dele com as mãos, como se forma de conferir que aquilo era mesmo real “Você está aqui comigo, eu fiquei com tanto medo de te perder, não podia te perder” Mas não podia pensar no que poderia ser, o importante era que havia dado certo, e Minhee não sentia orgulho, mas sim um tremendo alívio. “Eu estou cansada, e com fome, bastante fome”.
This love left a permanent mark,this love is glowing in the dark || POV
Minhee lia alguns trechos do livro em voz alta, parte de si tinha a esperança que Hansol fosse ajuda-la a apontar a solução de tudo aquilo, porém foi pouco tempo depois que sentiu o aperto de mão do noivo ficar mais fraco e seu olhar percorrer o rapaz agora inconsciente. A morena respirou fundo percebendo que o peito do rapaz subia e descia em um ritmo um tanto agitado, porém constante. Nunca se vira na posição de ter que fazer algo mágico daquela forma totalmente sozinha, talvez quando era criança e fazia surgirem flores para sua mãe e tias, mas não se comparava a salvar a vida de seu amado. Tinha que se apoiar nas palavras de incentivo de Hansol e foi isso que fez, ele precisava que ela fosse esforçada e corajosa. Os livros da vovó eram densos e descritivos, possuíam muitas informações, desde feitiços para facilitar a vida até formas de passar parte de suas energias mágicas a alguém sem dom, até mesmo ousara mexer no livro antigo de capa de couro, onde os assuntos eram princialmente sobre a magia suja, apesar de ser apenas a parte técnica sobre, nada prático.
Finalmente achou uma parte em um dos livros sobre viagens no tempo, o livro provavelmente trazia que não existiam na época de Hansol, mas ao mesmo tempo antigos demais para serem algo que vovó tivesse pensado, a página era coberta de poeira mas Minhee a limpou com as mãos. O perigo de algo como o feitiço da família Moon era que mexia com o equilíbrio do universo, trazia algo estranho e desencaixado para a outra época, basicamente queria dizer que Hansol estar no presente não fazia sentido e os efeitos colaterais Minhee conseguia ver só de olhar para ele. A única forma que teria de tornar o noivo algo natural para a sua época era com a representação de algo em que ele havia mudado e influenciado extremamente ali. A informação também trouxera o nome de substâncias que precisava, com pressa conseguiu acha-los na confusão das gavetas de vovó. Vovó possuía uma sala apenas àquele assunto mágico, mas tinha certeza que se a senhora chegasse em casa naquele momento iria expulsa-la, já que todos os livros estavam espalhados pelo seu quarto e agora sua prateleira estava bagunçada, porém tinha certeza que ela entenderia se soubesse a razão.
Era preciso fazer um simbolo de proteção antes de começar aquele tipo de procedimento relevante como aquilo, e foi isso que Minhee com a tinta de pergaminho que havia na bolsa de Hansol, fez sem se preocupar se iria manchar sua parede, também iluminou o cômodo com velas já que a luminosidade artificial da energia moderna parecia errada para aqueles procedimentos. Arrumou Hansol de braços aberto e rosto alinhado, os pés juntos, a feição dele era tão calma que a fez ficar menos nervosa também, era como mesmo desacordado estivesse tentando lhe trazer confiança. Ainda assim a forma que a respiração dele se tornava cada vez mais lenta lhe lembrava que era melhor resolver aquilo o quão antes possível, afinal se algo acontecesse precisava de tempo para tentar novamente.
Os elementos iam em cada extremo do corpo do rapaz, um localizado acima de sua cabeça, um na mão direita, outro na esquerda e então um nos pés. Porém não era tudo, ainda precisava do simbolo da marca do feiticeiro no centro de seu peito, a moça pensou no que poderia ser, uma mudança era algo muito relativo, o que era para ela podia não ser ao ver do mundo mágico. Ainda assim precisava se apoiar em algo, e esse algo tinha que ser conhecido por ela, por isso escolheu a opção óbvia e pousou em seu peito a própria aliança.
Não tinha certeza se aquilo contava, mas era a mudança que o havia encaixado em sua vida. Esperava que os donos do destino levassem aquilo em consideração, não podiam tirar-lhe o amor de sua vida, deviam permitir que Hansol ficasse ali, pois o tanto que havia influenciado na vida de Minhee era o suficiente para mostrar que era merecedor. O que restava a fazer agora era recitar os ditos do ritual, e Minhee, de pé ao fim da cama os fez, enquanto seu coração se mostrava aberto para transmitir todo o amor e veracidade que possuía em relação a Hansol. O rapaz nunca duvidara dela, e tinha certeza que nesse momento também não iria, a morena também torcia para que o tal talento que o noivo dizia que ela tinha tivesse sendo posto em prática agora. Mentiria se dissesse que sabia o que aquelas palavras significavam, mas um sentimento forte lhe invadiu de forma que sentiu-se extremamente emocionada.
Os olhos estavam fechados durante seu recital, porém em uma hora em que os abrira para espiar vira fios dourados e brilhantes surgindo do peito de Hansol, iluminando a sala ainda mais, a garota não sabia dizer se aquilo era um bom sinal ou significava a alma dele se retirando, porém gostou de pensar que era a notícia boa já que algo tão bonito não poderia ser algo tão doloroso. Os raios perderam a força assim que suas palavras acabaram e desapareceram muito rápido, o que não foi de todo ruim já que Minhee só se permitiu se aproximar do rosto do noivo quando isso aconteceu. Mesmo querendo conferir se dera certo parte de si se encontrava pouco confiante, os passos foram dados devagar e seu olhar tentou não investigar muito o corpo dele até que estivesse perto o suficiente para tocar-lhe o rosto. Achou que encontraria uma pele calorosa como estava antes, afetada pela febre, porém tocou a maciez fresca e isso lhe fez suspirar de alívio. “Querido, acorde por favor, preciso escutar sua voz” Falou firme percorrendo os dedos ali como forma de carinho, alguns segundos que pareciam com horas se passaram até que pode ver os olhos meigos olharem para os seus próprios.
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This love is good, this love is bad, this love is alive back from the dead || Minhee and Hansol
Minhee: - Começou com uma dor de cabeça forte e fraqueza, algo que Minhee supunha que fosse uma gripe por conta da frente frio que o inverno trazia, o melhor que podia fazer era dar-lhe remédios e carinho até que o mal estar do rapaz passasse e pudessem voltar com a dinâmica normal do casal. Porém a realidade não estava de acordo com seus planos, apesar de Hansol se segurar a morena podia dizer que o conhecia o suficiente para saber o que estava sentindo apenas de olhar para ele e ouvir a sua voz, tal voz no momento parecia frágil demais para alguém com apenas uma gripe. Os remédios também faziam cada vez menos efeito, Minhee no momento se inclinava para passar o pano gelado na testa do mesmo com a esperança de abaixar sua temperatura e lhe dar certo alívio, mas nem sabia se estava fazendo o certo. Vovó sempre sabia o que fazer, porém ela estava viajando com o clube e não achava que voltaria tão cedo. -- Meu amor, não é mais certo esperar... Vamos para o médico, eles saberão o que fazer, você mal está se aguentando e me dói vê-lo dessa forma.
Hansol: Seus olhos estavam tão pesados que era como erguer pedras com suas pálpebras, e mesmo quando conseguia os abrir o esforço era vão, sua visão estava toldada por uma névoa cinza arroxeada, a vertigem que o fazia enjoar sem motivo aparente. Podia ouvir Minhee se movendo pelo quarto, porém tudo soava tão distante e irreal. Se esforçou para engolir em seco, preparando-se para dar o pequeno discurso de negação que vinha repetindo nos últimos dias. Os sinais haviam começado brandos, coisas pequenas demais para que pudesse as ligar a uma causa outra que um resfriado forte, no entanto, fora quando seus poderes tinham começado a falhar que notara que aquilo era mais do que uma doença comum. -- Não, eu não gosto de médicos. A menos que seja uma atriz como no drama de sexta e sábado. -- Sua brincadeira devia soar bem patética, mas ainda era melhor do que admitir que ver um médico provavelmente não faria diferença. Tentara seu melhor para usar seu dom em si mesmo, mas aquela era uma fraqueza típica dos de seu tipo e fora inútil, tampouco conseguira conjurar um feitiço que surtisse efeito. Buscou a mão de Minhee com os dedos vacilantes, virando-se em direção a voz dela. -- Chame, vovó, ela...Ela entenderá.
Okay, você poderia...
moon-hansol:
Nunca disse que tinha. Escolhi porque te deram a mim. – Queria rir, mas apenas um som abafado lhe escapou, por conta do medo da dor de cabeça piorar se movimenta-se demais. Agradeceu mentalmente por finalmente estarem às escuras, o alívio era pequeno, mas bem vindo. Já os beijos de Minhee lhe traziam um tipo diferente de sensação, o usual calor gosto e a necessidade de aumentar o contato, assim como o conforto da proximidade – mas ele não tentou nada daquela vez, apenas aceitou os carinhos. – Me sinto muito melhor, minha Minhee. Amanhã retribuir o favor. – Na verdade, sua cabeça ainda continuava a martelar, mas pelo menos mentalmente se sentia bem.Com gestos cuidados, estendeu o braço para envolver a cintura da moça e a trazer para perto. – Boa noite, minha esposa. Durma bem, obrigado.
- Sabia que aquilo normalmente iria resultar em beijos e brincadeiras, porém teve um fim muito mais simples e Minhee não podia culpa-lo, queria que ele relaxasse para que melhorasse, e isso só seria possível com uma boa noite de sono, Chegou mais perto ao sentir o abraço dele, para que Hansol não tivesse que fazer esforço para puxa-la e encaixou o rosto no pescoço cheiroso de Hansol, estar ali perto dele lhe trazia uma paz e calmaria que aliviava sua preocupação - Boa noite, meu querido, durma bem, eu te amo.
Okay, você poderia...
moon-hansol:
Meu dom não é muito comum, e se eu quisesse alguém que também o tivesse não teria escolhido você. Não é inútil, fico feliz toda vez que escuto sua voz bonita preocupada, me sinto. – Sorriu de leve, fechando os olhos para evitar a claridade. Gostava também de admirar a morena, ainda que já soubesse todos os traços de cor, mas naquela noite teria de contentar-se em apenas a ouvir. – Pode me beijar agora e escolher as flores amanhã, eu gosto mais dessa combinação. – Falou em tom divertido, apontando com a mão para o próprio rosto. – Beijinho para curar, por favor.
Hey, não me escolheu apenas pelo dom- Riu baixo e se esticou para desligar o abajur também, não estava totalmente breu, ainda conseguia ver o rapaz mesmo que não detalhadamente, voltou a se aproximar dele e estalou a língua - Você é muito manhoso doente.. E normal também - Fez uma falsa reclamação, que não foi muito levada a sério levando em conta que a moça se aproximou de seu rosto, beijando primeiramente as pálpebras fechadas de Hansol, em seguida começou a espalhar beijos leves por todo o rosto do mesmo, até chegar aos lábios, onde o beijou devagar, não se demorou muito, porém - Ajudou a melhorar? É melhor ficar mais calminho.
Okay, você poderia...
moon-hansol:
Sabe quando acorda e às vezes parece que está tudo meio nublado? É isso, só que o dia todo. Acho que realmente preciso de mais sono. – Conteve um bocejo, levando a mão livre a cabeça. Agradeceu quando pôde deitar-se na cama, se encolhendo de pronto. Não estava com frio, apenas queria ficar quietinho por um tempo, e talvez assim a dor passasse. – Deveríamos, eu gostaria. Mas seu vestido demora demais…Obrigado. – Replicou, ajeitando-se para receber o medicamento e segurar o copo. Não gostava do gosto daquilo, mas os engoliu de uma vez, tomando um longo gole de água para garantir que desceriam logo pela garganta. Fez menção de negar com a cabeça, mas logo mudou de ideia, voltando a recostar-se contra o travesseiro. – Não é nada demais, eu disse. Se o curandeiro fica doente, qual a utilidade dele? Não, não, vou melhor logo e a amanhã podemos voltar ao normal.
- Mesmo que o rapaz negasse Minhee podia ver como ele estava se sentindo mal, e lhe matava ver Hansol daquele jeito. Foi até o outro lado para poder se deitar também, virada para ele - Você vai se sentir melhor quando descansar... - Disse tanto para ele quanto para ela mesma, pelo menos assim esperava que fosse o caso, não achava que Hansol ia gostar de ir ao hospital, além do mais não sabia como tratar aquilo levando em conta que o noivo não era alguém usual - Eu me sinto inútil, você sempre tenta me fazer sentir bem quando estou mal e eu não consigo fazer nada - Lamentou, estendendo a mão para acariciar o ombro do rapaz, acariciando com os dedos de cima para baixo de seu braço, de forma leve e amorosa - Fique bem, ok? Então poderei te deixar e deixar que escolha as flores.
Okay, você poderia...
moon-hansol:
– Anuiu de leve, mas mesmo aquele pequeno gesto ajudou a exacerbar a dor de cabeça, o fazendo conter uma careta. Não estava certo do motivo daquilo, e era irônico que em momentos como aquele seu dom fosse praticamente inútil – o esforço de tentar se curar provavelmente só reduziria a dor, não sanando o problema, e o deixaria ainda mais cansado. – Eu durmo muito melhor com você, mas hoje vou aceitar essa tal aspirina. – Aceitou a mão da noiva, levantando com cuidado e deixando que ela o guiasse. – São só…Só meus olhos, eles andam péssimos e agora a dor…Talvez eu esteja finalmente sentindo minha idade real. – Tentou brincar, ainda que aquele pensamento o fizesse desconfortável. Pela primeira vez em muito tempo as coisas estavam dando certo, e ele rezou para que continuasse assim. – Remédio e dormir e estarei novo em folha para o casamento.
Está bem, eu vou te dar uma - Concordou esperando que ele aceitasse sua ajuda e caminhando com passos lentos e calmos para o quarto. Conteve a careta com o comentário dele, sabia que era uma brincadeira para descontrair o ambiente, mas não deixou de ter um efeito tanto quanto contrário na morena, a deixando tensa - Está vendo bem? As vezes algum problema de visão? Ou pode ser só uma enxaqueca - Tentou pensar, se fosse algo relacionado a visão não deveria ter mudado tão repentinamente. Chegou no quarto e o deitou na cama, não ligou a luz de verdade com medo daquilo poder machuca-lo ainda mais, então apenas ligou um abajur. Saiu para pegar o remédio e uma água para que ele tomasse, sentou-se então ao lado dele e ofereceu o medicamento - Está tudo bem, não vamos casar amanhã, sabe? Eu ainda preciso achar um vestido maravilhoso - Disse lhe dando um sorriso e depositando um beijo delicado na testa do rapaz, percorreu seus cabelos com os dedos - Está sentindo mais alguma coisa?
Okay, você poderia...
moon-hansol:
Uhum, minhas queridas amigas. – Falou apenas para a provocar, ainda que de fato tivesse feito amizade com as garotas após tanto tempo na patrulha da vizinhança. Sorriu, maneando a cabeça negativamente. Ali era muito fácil fazer amizades, mas não sentia qualquer necessidade de expandir ainda mais seu circulo de amizades, especialmente quando não eram do seu “tipo”, estava mais do que contente apenas em ter Minhee e a família dela por perto. – Os instrumentos eram diferentes, a cerimônia também…Como aquelas que vimos na TV. Prefiro as de agora, nada de chapéus e com músicas de idol…Como assim? Pensei que a música era só para você, é assim nos filmes. – Apertou os olhos sentindo uma pontada atrás destes, o tipo de dor de cabeça que nunca se recordava de ter tido antes. – Hm, minha esposa? Ainda tem aquele…aquilo…Er, a coisa para dor de cabeça. Eu não lembro o nome, mas aquele que vovó usa às vezes.
Amigas - Bufou balançando a cabeça negativamente, é claro que não achava que Hansol iria ter algo ou troca-la pelas moças, ainda assim sentia-se um pouco enciumada - Bem, depende, a cerimônia pode começar com você já ali me esperando, mas em alguns casos tem também a entrada do noivo, no seu caso poderia entrar com a vovó se quisesse, mas não é obrigatório - Deu de ombros, fechando os próprios olhos para relaxar-se no carinho dele, porém o que o noivo lhe disse lhe preocupou um pouco. Sentou-se melhor e virou-se para o rapaz - Está se sentindo mal, querido? Quer se deitar? Posso te dar uma aspirina lá - Falou oferecendo a mão para ajuda-lo a se levantar.
Okay, você poderia...
moon-hansol:
Eu já as chamei há meses. Você deveria saber melhor que isso. – Estalou a língua, lançando um olhar divertido a noiva e a abraçando de leve. Não era tarde, e tinham muito o que falar sobre seu tema favorito, no entanto se sentia cada vez mais cansado ultimamente e seus olhos pareciam permeados por uma névoa fina que o fazia ter de firmar o olhar para ver corretamente Minhee. – E convidei as sobrinhas também. Não tenho tantos conhecidos aqui, mas convidarei todos…Até porque fico feliz imaginando sua expressão ao ver todas elas chegando! – Sorriu mais largamente. – Agora sei usar aquela coisa do celular que tira várias fotos de uma vez, vou usar para isso. Isso e pedir para gravarem quando entrar, mesmo que o fotógrafo tenha uma maior, ainda quero uma só minha. Afinal, eu estou quase convencendo vovó a permitir que a música do Lovelyz toque ao invés daquela estranha que sempre usam nos dramas.
Você as chamou? - perguntou um pouco chocada, mas balançou a cabeça em negação. Ele estaria casando-se com ela, afinal, então não faria realmente tanto mal, além do mais era de fato verdade o que ele dissera, não tinha assim tantos amigos por ali - Você tem cada vez mais conhecido pessoas, até lá vai estar tão popular que vou ter que marcar hora para falar com você - Brincou levantando a cabeça para olha-lo - Se estivéssemos no passado o casamento teria outro tipo música? De qualquer forma seria uma mudança, podemos colocar a que você quiser... Quer dizer, se vovó ficar ok. Apesar de que: Está falando da minha entrada ou da sua?
Okay, você poderia...
Chamar as senhoras da rua - Falou se aconchegando no abraço dele, apesar de manter a voz não tão alta, afinal vovó havia ido dormir há alguns minutos e não queria uma velhinha abrindo sua porta com raiva por não conseguir seu sono de paz. Falar sobre casamento já não era algo apressado agora que estavam juntos há alguns meses, confiava em Hansol com todo seu coração - Mas elas não ficaram tristes de estar no seu casamento comigo e não com suas netas-sobrinhas?