La Boum // Sayuri & ByungHee [4 months ago flashback]
Sayuri estava lá por simplesmente seguir uma rota indefinida e encontrar um local abandonado com um piano levemente desafinado, algo que ela realmente não se importava. A garota era praticamente chegada em Seul e precisava de algum local para ensaiar pois ela sabia que praticar era essencial e ela realmente não gostava de seus colegas, muitos deles eram filhos de pais riquinhos e que sempre os apoiavam. Não que a japonesa tinha algum tipo de inveja, mas ela preferia distância desse tipo de pessoas pois sabia que provavelmente piorariam o bullying que já estavam fazendo. Não havia muito o que fazer, a japonesa estava com sono pois estava trabalhando a noite inteira em um bar, onde logo que encontrara um piano, Sayuri despertou-se rapidamente. Agora que fora obrigada a parar de tocar para conversar com o desconhecido, seu sono retornou, o que era ligeiramente engraçado. - Não acho que ele me mataria por tocar piano, seja lá quem seja esse Shin. - Ela falou, confiante. Ela não estava com medo, tampouco assustada. Mas simplesmente não queria ter que se despedir do piano tão logo, não estava lá nem fazia duas horas… - Se você pretende me expulsar, exijo falar diretamente com esse Shin, se ele é o malvadão da banda. Não tenho medo dele! - Ela falou, cruzando as pernas e de uma forma tão natural que fazia com que começasse a divertir-se com a conversa. Sayuri aprendeu a não temer ninguém, visto que morava na rua e trabalhava em locais noturnos. Não era algo que faria seus pais se orgulhar, como sempre. - Eu realmente não tenho outro lugar para praticar! - Ela dissera, suspirando. - Eu simplesmente vim parar aqui, eu juro. - Ao explicar, Sayuri notara que estava sendo deveras sincera com o rapaz, algo que não devia ser, mas não temia em ser. - Mas não tem problemas, podemos praticar juntos. - Ela praticamente o convidou. Era, de certa forma, um truque para que ela continuasse com suas mãos nas teclas, mesmo que tivesse que dividir o palco com alguém. Inoko devia admitir que não tinha criado nenhuma inimizade com ele pois ele era diferente, era humano. Sayuri não possuía nada em Seul, tinha apenas ela mesma e um monte de partituras para aprender e muitos livros teóricos para estudar. Precisava trabalhar em algo que não gostaria, mas era sua única opção, para se manter, não havia lugar para praticar e a única coisa que podia era depender da boa vontade das pessoas ao emprestar o instrumento.
Ok, o garoto exagerava sobre a possível morte da garota se Shin a encontrasse ali, porém... – Talvez ele não a matasse, mas tenho quase certeza que ele acabaria batendo em você, Shin não é uma pessoa muito gentil nem com garotas – ele balançou a cabeça como se assentisse a informação, o amigo nunca deixaria alguém tocar em seu precioso piano, afinal eles tinham sofrido tanto para conseguir comprar tal instrumento... – Hm? Por que acha que eu te expulsarei? Desde que saia antes do resto da banda chegar tudo bem para mim. E Shin não é o malvadão da banda ele é fofo. Eu sou o malvado da banda. – ele dirigiu a ela um sorriso infantil, muitas pessoas duvidavam seriamente dele ser o malvado da banda, mas ele só era gentil com garotas, normalmente qualquer pessoa que o irritasse, que dissesse um se quer palavra errada em sua presença iria sofrer, afinal ByungHee não tinha medo de nada, ou quase nada.
Ele pensou por alguns segundos, ela não tinha lugar para praticar... – Não é só por que você não tem que deve entrar nos locais de ensaios dos outros! – o moreno fez um pequeno bico enquanto caminhava em direção a desconhecida e apoiava no piano com uma de suas mãos – Praticar juntos? Mas eu ia praticar as minhas musicas, você não conhece minhas musicas. Ou é uma fã? – perguntou cerrando levemente os olhos para ela, não se lembrava de te-la visto em lugar algum por isso duvidava que ela era uma fã, mas ele até poderia aceitar praticar com ela, não tinha nada contra pratica com outras pessoas, afinal ele era o líder de uma banda. Também aquela ‘parceria’ poderia ser produtiva para o garoto, fazia tempo que ele não tocava com outras pessoas fora a banda, principalmente uma garota. Talvez aquele pequeno encontro fosse algo do destino para tira-lo do tédio e entreter por um tempo.










