A oportunidade da quarentena nos fez olhar para o agora, o momento nos envolvia em contar muitas histórias para nosso filho, viver faz de contas divertidos e intermináveis que nutriam nosso dia a dia além das demandas e a oportunidade que nos oferece ficarmos em casa.
Repetíamos algumas histórias e resolvemos, caracterizar os personagens e brincar com os cantos e com adereços que tínhamos disponíveis para materializar o grande faz de conta que vivíamos.
Daí nasceu os roteiros, as filmagens e a parceira com o grande músico Daniel Tauzig que com sua escuta refinada trouxe a cor e o andamento para as histórias. Desse dia em diante, continuamos brincar de criar os personagens, com o que tínhamos em nosso acervo de roupas, a pesquisa de histórias e o enredo, acontecem depois de aprofundamento das questões de gênero, valores, e por fim aquilo que nos atravessa nesse momento. Fazemos todos os personagens, adaptação de roteiro, escolhemos as locações de casa como proposição estética, e seguimos investigando, até isso tudo ainda fazer sentido isto é, essas histórias nos alimentar estética e afetivamente.
Cada história nos faz refletir sobre o que estamos vivendo em muitos aspectos, o olhar além do umbigo, um outro ponto de vista, a importância da escuta, da diversidade, as possibilidades de relação, nossos papeis na sociedade, nossos afetos e medos mais escondidos. Com um tom bem humorado, de forma simbólica e reflexiva. Esses são os parâmetros que norteiam a escolha das história e a adaptação dos roteiros.
















