Fichamento de Citação dos Cap.1 e 3 do Livro “Google Marketing” - Conrado Adolpho
Fichamento: VAZ, Conrado Adolpho. Google Marketing: O guia definitivo de marketing digital. Novatec. 2008. 2ª Ed.
Capítulo 1: Ei! O que está acontecendo?
Tendo observado em muitos executivos, sejam de empresas ou de agências, esta falta de percepção correta e coerente da realidade pela qual o mundo passa atualmente, resolvi compartilhar minha experiência de consultor, empresário e palestrante em assuntos ligados às novas tecnologias interativas e ao fenômeno social que é a internet para que todos possam entender melhor um assunto tão fascinante, importante e presente quanto este. (VAZ, 2008: 25).
Estamos em uma era de transformações que tem na internet apenas sua interlocutora e tradutora, porém, não foi ela que causou toda esta mudança. . (VAZ, 2008: 25).
Entender a internet é entender o próprio ser humano e seus anseios pós-modernos. É entender suas carências, seus novos valores, nestes tempos de vanguarda, e compreender suas crenças e descrenças. (VAZ, 2008: 26).
Este livro fala sobre os dois – do ser humano e seu comportamento diante deste novo mundo e da prática de como transformar tais anseios em receita para empresas e pessoas físicas. (VAZ, 2008: 26).
O Google será o nosso norte – a linha-mestra, a espinha dorsal – para entendermos o que realmente se passa, já que ele compreende tão bem o espírito de nosso tempo. Talvez melhor do que nós mesmos. (VAZ, 2008: 27).
Algo que sempre me incomoda em muitos dos livros que se propõem a explicar um novo paradigma é a falta de uma perspectiva histórica para que se entenda como as coisas chegaram até aquele ponto. Não se pode traçar uma reta em direção ao futuro sem ter, pelo menos, dois pontos que definam sua direção – o passado e o presente. (VAZ, 2008: 28).
Hoje temos a comunicação em nossas mãos, podemos eliminar ruídos, mal-entendidos ou boatos simplesmente escrevendo um blog, gravando um vídeo no YouTube ou um podcast. É a era do relacionamento direto com o mercado. (VAZ, 2008: 28 - 29).
Vivemos a era da verdade. Nada mais pode ser escondido ou acobertado com a facilidade com que até então se fazia. (VAZ, 2008: 29).
Hoje a internet está baseada em lucros reais e menos imaginários. Planos de negócios são avaliados com base no seu retorno e na sua capacidade de remunerar o capital investido como qualquer outro negócio off-line. (VAZ, 2008: 31).
A publicidade na internet está mudando, e não sei se as agências têm acompanhado essa mudança tão de perto quanto precisam. (VAZ, 2008: 33).
A nova economia deve apostar na publicidade relevante para os consumidores, deve apostar nos próprios consumidores como veículos – só eles sabem o que há de mais relevante para si mesmos. Devemos pensar em criar relacionamentos duradouros e lucrativos com os nossos clientes por meio de uma personalização da relação com cada um deles. (VAZ, 2008: 34).
Internet é muito mais do que fazer “uns banners e uns flashs”. Isto é coisa dos tempos da bolha. Internet responsável e lucrativa é relacionamento direto com o consumidor, e, é lógico, que muitos tenham dificuldade para entender isto. Quando o carro apareceu, era chamado de carroça sem cavalos – algo parecido acontece com a web hoje. (VAZ, 2008: 34).
Diretores de marketing das empresas mais antenadas com os movimentos do mercado, em seu cotidiano, estão sempre correndo atrás da última novidade, além de ter que aprender as antigas. Estes homens de negócios recorrem às suas grandes agências na ilusão de que as mesmas irão ajudá-los a entender o novo mundo. Pois escutem o que vou dizer, ou escrever: poucas são as agências que realmente entendem o que está acontecendo no mundo virtual. (VAZ, 2008: 35).
Insistirei bastante neste ponto – de que as agências devem atentar para este novo mundo digital (correndo o risco até de ser um pouco rude) – porque são elas que ditam muitos dos caminhos que as empresas seguem com relação à sua comunicação. Os anunciantes já estão pedindo uma nova maneira de se comunicar com o seu público e muitas agências ainda oferecem o “pacotão” tradicional, que, como veremos, está ficando caduco. (VAZ, 2008: 35).
Agências não devem pensar em rádio, TV, jornal ou internet. Devem ter a idéia genial para depois aplicá-la aos diversos meios de forma integrada, inclusive na propaganda. Integrar o conceito às diversas ferramentas e apresentá-lo ao público de forma sistêmica. A internet facilita esta integração porque ela é, por natureza, um meio integrador e multidisciplinar – por isto dominará o cenário nos próximos anos. (VAZ, 2008: 36).
A internet deve ser vista como um meio e como a própria interlocutora da mensagem. A interatividade é um dos agentes que atuam neste novo mundo em que há uma inteligência coletiva formada pela interconectividade – intangível e soberana. (VAZ, 2008: 37).
No exterior, as agências estão se transformando cada vez mais em empresas criativas e vendendo esta criatividade por um valor justo. O fato de o Brasil entrar na globalização traz os aspectos bons e ruins dela. O lado ruim para o segmento da publicidade é justamente que os birôs de mídia, mais cedo ou mais tarde, vão entrar no país e acabar com o faturamento gordo das agências sobre o investimento do anunciante. Aqui, as agências resistem bravamente a este modelo internacional, pois o modelo de negócios de nossas agências encontra-se atrasado em relação ao das agências de outros países. (VAZ, 2008: 39).
Uma coisa é um jornal que tem seu conteúdo replicado na web, outra é um jornal que permite que os leitores comentem sobre suas notícias, que permita que os mesmos leitores enviem suas fotos tiradas a partir de seus celulares para fazer a notícia, que recebe notícias de jornalistas-cidadãos espalhados pelo mundo e que estão “dentro da notícia” – muito mais informados a respeito dela do que um repórter (que invariavelmente chegará atrasado ao evento), um jornal que tenha o formato de um blog e seja visto como uma vanguarda, e não como um dinossauro da mídia, um jornal que alie vídeos, podcasts, hipertextos (o hipertexto pode ser a solução para que alguns jornalistas parem com a mania de “requentar” notícias já dadas como se fossem deles). (VAZ, 2008: 41).
O conteúdo dos websites também sofreu um enorme impacto com a web 2.0, dando ao usuário a possibilidade de participar, via de regra gerando e organizando as informações. Mesmo quando o conteúdo não é gerado pelos usuários, este pode ser enriquecido com comentários, avaliação ou personalização. (VAZ, 2008: 45).
Empresas de todos os portes perdem uma grande quantia de capital ao considerar que internet é sinônimo de site e que site é sinônimo de cartão de visitas. Perdem lucratividade quando consideram que um “sobrinho” que aprendeu html ou Flash em um curso em uma escola de informática está apto a gerir uma estratégia de marketing digital utilizando as diversas ferramentas para chegar ao público-alvo para entreter seu consumidor e criar um relacionamento que culminará em credibilidade e fidelidade. Em outras palavras, lucro. (VAZ, 2008: 49).
O marketing como conhecemos está mudando radicalmente e não serei fatalista em dizer que as empresas que não se adaptarem a esta nova maneira de fazer negócios estarão quebradas em muito pouco tempo, mas tal afirmação não está muito longe da verdade. (VAZ, 2008: 54).
Capítulo 3: O Google Marketing influenciando mercados.
(...) vivemos em uma era na qual marcas são referências para a sociedade. Símbolos que nos conferem individualidade e mostram ao mundo como queremos que este nos perceba. (VAZ, 2008: 71).
(...) A primeira página do Google é somente um reflexo da própria sociedade e do que ela mesma considera de mais relevante com relação a uma palavra-chave, por exemplo, banco. (VAZ, 2008: 72).
Se o Google aponta as principais marcas do mercado em determinada palavra- chave e o resultado guarda impressionante semelhança com o próprio valor atribuído a marcas diversas, por que não valeria o caminho inverso – marcas que estão bem- colocadas no Google se tornarem as principais marcas do mercado em determinada categoria? O fato é que isto também é verdadeiro e aí reside uma das grandes e ainda desconhecidas estratégias para gerar um diferencial competitivo atualmente no mercado. (VAZ, 2008: 74).
Saber onde se encontra o seu site na classificação do Google nas palavras-chave pertinentes ao seu negócio torna-se a cada dia mais fundamental para determinar a quantas anda sua marca em um mercado que caminha cada vez mais conectado na rede mundial. (VAZ, 2008: 75).
Por meio de ferramentas tão distintas quanto e-mail, comunicador instantâneo, mapas interativos, site de buscas, ferramentas para imagens, sites de vídeos on-line, editores de texto e de planilhas, comunidades virtuais, sites de grupos de discussão e muitas outras, o Google mantém seus usuários conectados a uma conta do Gmail e, assim, consegue monitorar continuamente todos os passos de cada um deles. (VAZ, 2008: 77).
O público de internet é muito mais crítico (por ser mais jovem e ter uma formação melhor) do que aquele que não dispõe de acesso à rede, o que o torna um leitor mais difícil de ser convencido ou persuadido por propagandas. Nos Estados Unidos, o Instituto Pew divulgou uma pesquisa que mostra que o prestígio da grande imprensa vem caindo sistematicamente desde 1985. Lá, já temos cerca de 25% da população que acompanham as notícias pela internet por achar que esta é menos tendenciosa (de posse desses dados, o governo norte-americano já está utilizando a internet a seu favor, tanto que a campanha de sucessão de Bush está sendo chamada de “Campanha YouTube”). (VAZ, 2008: 78).
Cada dia mais, o ser humano tem procurado a simplicidade. Isto pode ser visto em publicações como Vida Simples, por exemplo. A preocupação com o meio ambiente, crise no modelo consumista dos Estados Unidos e outras áreas, inclusive na tela principal e minimalista do Google. Não ache que é isto é fácil! (VAZ, 2008: 81).
Vivemos na era da transparência. Desenvolveremos este tema ao longo do livro, porém é importante percebermos que, com a internet, nada mais pode ser escondido por muito tempo. É mais fácil ter a ética como um valor acima de todos os outros. Ser ético é mais do que dizer a verdade e ser transparente em todas as suas atitudes. Ser ético é revelar os segredos da sua instituição para o consumidor como uma forma de pedir a sua anuência. É destinar ao seu cliente tempo para explicar-lhe por que sua empresa está fazendo isto ou aquilo. Ser ético é devolver à sociedade aquilo que ela lhe deu em forma de lucros. Ética é um conceito muito debatido e deveras subjetivo, porém é fácil saber o que não é ético. Como na frase, “na dúvida, faça a coisa certa”, as empresas precisam se mostrar para seus clientes como éticas, acima de tudo. (VAZ, 2008: 81-82).
Pense no seu consumidor como a base de decisão de todas as coisas. O consumidor deve ser de fato o início e o final de todas as decisões da empresa. (VAZ, 2008: 83).
A sua capacidade de inovação sempre o coloca no topo das marcas em termos de divulgação e adoração. É lógico que o Google não é líder em tudo o que lança (quantas vezes você já utilizou o Google Checkout?), mas a sua performance é invejável. O Google Docs, por exemplo, contabilizou com mais de 1,4 milhão de usuários em outubro de 2007, o que o coloca com folga na liderança do setor. Estamos falando de editores de textos e planilhas on-line, e não off-line, que a Microsoft lidera com mais de 500 milhões de clientes para o seu pacote Office no mundo (sem contar, é claro, os piratas). (VAZ, 2008: 84).
Os princípios do Google Marketing são só uma breve orientação de como as empresas devem agir frente ao seu mercado consumidor. Nenhum deles é novidade, mas muitas empresas parecem se esquecer deles. (VAZ, 2008: 85).
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