O mundo está cheio de pessoas chatas, idênticas e sem sentido.
Charles Bukowski. (via divindade)
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O mundo está cheio de pessoas chatas, idênticas e sem sentido.
Charles Bukowski. (via divindade)
ig: aenymblaze
Mas eu nunca fui o tipo de gente que olha pra beleza e venera. Porque eu acho isso bobagem, porque a paisagem de dentro é sempre mais bonita. E se você me fala que fulano é lindo por causa do olho de cor diferente, por causa do sorriso branco, ou por causa do físico perfeito, eu sou obrigado a rir e dizer que nada disso vale um amor pra anos, um amor de anos: o exterior sempre perde para o tempo, sempre sucumbe à falta de maquiagem e à falta de mundo.
Eu viro água. (via versificar)
Tenho lá minhas melancolias, minhas músicas bregas, meus choros inexplicáveis, meu humor que anda de gangorra, meus momentos de surto e solidão. Porque sou humana. E isso explica tudo.
Clarissa Corrêa. (via versificar)
Eu gosto mesmo assim…
É que meus pensamentos nunca coincidem com as minhas atitudes. Já pensei mil vezes em desistir, mas sempre invento um motivo para não ir embora.
Pedro Pinheiro. (via versificar)
Porque viver não tem nada a ver com isso que as pessoas fazem todos os dias, viver é precisamente o oposto, é aquilo que não fazemos todos os dias.
Afonso Cruz. (via recomendar)
Eu estou farto de muita coisa não me transformarei em subúrbio não serei uma válvula sonora não serei paz eu quero a destruição de tudo que é frágil: cristãos fábricas palácios juízes patrões e operários uma noite destruída cobre os dois sexos minha alma sapateia feito louca um tiro de máuser atravessa o tímpano de duas centopeias o universo é cuspido pelo cu sangrento de um Deus-Cadela as vísceras se comovem eu preciso dissipar o encanto do meu velho esqueleto eu preciso esquecer que existo mariposas perfuram o céu de cimento eu me entrincheiro no Arco-Íris Ah voltar de novo à janela perder o olhar nos telhados como se fossem o Universo o girassol de Oscar Wilde entardece sobre os tetos eu preciso partir um dia para muito longe o mundo exterior tem pressa demais para mim São Paulo e a Rússia não podem parar quando eu ia ao colégio Deus tapava os ouvidos para mim? a morte olha-me da parede pelos olhos apodrecidos de Modigliani eu gostaria de incendiar os pentelhos de Modigliani minha alma louca aponta para a Lua vi os professores e seus cálculos discretos ocupando o mundo do espírito vi criancinhas vomitando nos radiadores vi canetas dementes hortas tampas de privada abro os olhos as nuvens tornam-se mais duras trago o mundo na orelha como um brinco imenso a loucura é um espelho na manhã de pássaros sem Fôlego.
Roberto Piva. (via recomendar)