don't let me be gone.
with @completelysirius
Draco não era muito de sair do castelo mais, antes era certeza que todos finais de semana ele poderia ser encontrado com facilidade em Hogsmeade, reabastecendo em doces e fazendo compras de coisas que ele já tinha em versões mais caras apenas para gastar seu dinheiro de alguma forma ridícula. Logo, Draco chegou a uma coleção ridícula de penas e papéis de cartas exageradamente refinados, e também um pouco mais de gordura na região abdominal que nenhum exercício no mundo poderia vencer versus o hábito de doces crescente de Malfoy. Tudo culpa do tédio, no entanto tirando as idas até a dedos de mel para manter seu estoque pessoal, ele havia parado de visitar Hogsmeade em suas folgas. Havia ficado mais ansioso desde a licantropia, e ficar do lado de fora com tantas pessoas ao redor estava escalando para se tornar um problema.
No entanto ele ainda manteve a pose enquanto desbravava as ruas da cidade buscando o lugar exato que precisava, a caminha era um tanto longa até Hoghead, mas não confiava muito na sua memória para chegar lá sem estrunchar numa aparatação mal feita. E se ele tivesse chegado na galeria Hazard de bochechas vermelhas, quem se importava? Ele passou pelos quadros da galeria com um pequeno sorriso no rosto, a magia dentro das pinturas o lembrando daquela noite na seção bruxa do Louvre, não pela arte em si, mas o fato de estar cercado de magia sendo usada de uma forma tão… Bela.
Ele se deixou vagar por lá por um tempo, deixou-se distrair-se do impulso que tivera para querer falar com Sirius Black, pessoa que ele sabia bem estar na família, apesar de nunca ter ouvido seu nome ser dito pelos seus parentes, ou pelos parentes do lado Black, Lucius gostava de lembrar de Sirius sempre de formas negativas, como um tipo de exemplo do que não ser para Draco. Mas uma hora ele chegou no limite de sua procrastinação, viu uma, fazendo o que quer que era o trabalho dentro de um galeria de arte e respirou fundo.
— Black? Sirius Black? — Disse o que era para ter sido apenas uma forma de o chamar, mas o nervosismo de estar fazendo aquilo, das repercussões se seus pais e avós ouvissem sobre isso, tingiu seu tom de voz com incerteza, transformando suas palavras em perguntas. — Eu poderia falar com você por um momento, — Ele travou um pouco, como se a palavra seguinte estivesse presa em sua garganta, afinal, Draco raramente pedia algo, ele era o do tipo de fazer ordens e exigir coisas — por favor?
Sirius tinha muito a fazer. Precisava checar o posicionamento dos quadros da nova exposição, dar uma olhada no estado das esculturas, checar com o caixa como estavam as vendas de materiais e mais mil coisas de que provavelmente estava se esquecendo. O trabalho na galeria, no entanto, era sempre calmante de alguma maneira. Era bom se manter em movimento sem por sua vida em risco e nem arriscar a vida de outras pessoas.
Estava tão absorto olhando para um dos novos quadros – realmente precisava convencer o artista a comparecer à celebração de abertura – que nem percebeu que alguém se aproximava. Ouvir seu sobrenome o trouxe de volta à Terra com um baque. Poucas pessoas o usavam; desde que havia pedido a própria exoneração do corpo de aurores, havia se acostumado a ser apenas Sirius.
Olhou para o lado com o cenho franzido, mas a expressão curiosa não demorou a ser substituída por uma ligeiramente aterrorizada. Conhecia aquele garoto. Conhecia-o bem até demais. Era o filho de sua prima e daquele horror que ela chamava de marido. A voz dele, no entanto, não soava como Sirius esperava; estava cheia de insegurança, maculada por um tremor que ele nunca esperaria vindo de um Malfoy. Não conseguiu evitar a compaixão que sentia, e nem queria. Sabia como era ser criado como metal em uma forja, derretido e manipulado para tomar a forma que julgavam perfeita.
“Draco,” ele disse, decidindo não usar seu sobrenome. Não queria ver seu primo como Draco Malfoy, herdeiro de Lucius, neto de Abraxas. Sabia que já era como todos a seu redor o viam. “É claro. Você gostaria de um chá?”












