ainda me lembro de encontrar com JINA NIVEN nos corredores de acadia high! ela era tão parecida com JUNG CHAE-YEON, mas, atualmente, aos VINTE E NOVE anos, me lembra muito mais KIM YONG-JI. também fiquei sabendo que atualmente é ARTISTA PLÁSTICA e que ainda é CONFIANTE e DESATENTA. uma pena acabar encontrando ela assim… não é possível que esteja envolvida com a morte de idris niven, certo?
skeleton escolhido: 009
gênero do personagem: cis
aesthetic: manchas de tinta, seletividade alimentar, cola nos dedos, ficção científica, teorias da conspiração, desenhos na pele, dedos sujos de grafite, patins, chiclete, salto alto, objetos vintage.
ela era só uma garotinha com traços orientais e olhos acinzentados quando foi adotada pela família Niven. o fato de não compartilharem o mesmo sangue não fazia qualquer diferença, Jina era tão estranha e exótica como qualquer membro da familia e se encaixava perfeitamente ali.
um pequeno gênio com facilidade para aprender as coisas, não foi difícil alcançar Idris na escola, afinal era apenas um ano de diferença entre eles e seus pais até achavam melhor que eles estivesse na mesma turma, dessa forma o rapaz poderia ficar de olho na irmã e cuidar dela caso fosse necessário, já que a mesma apresentava dificuldade de socialização com outras crianças.
durante todo o ensino médio era comum encontrar Jian com fones de ouvido desenhando algo estranho, falando que os membros da realeza britânica são a simbiose perfeita entre lagartos extraterrestres e seres humanos ou que o príncipe Charles (agora rei) é na verdade um vampiro, parente do drácula... é Jina não era exatamente popular no colégio, apesar de ser conhecida por suas esquisitices. talvez fosse esse o motivo de ninguém implicar muito com ela, primeiro porque ela era estranha demais e segundo porque ela não se importava, zoar com a cara dela era o mesmo que provocar uma parede, não tinha graça e na maioria das vezes ela nem ouvia (ou fingia não ouvir).
o gosto pela arte sempre esteve ali, fosse através dos desenhos estranhos que fazia na própria pele com tinta ou as esculturas de macarrão. quando terminou o ensino médio ganhou uma bolsa de estudos na França e ficou quatro anos lá estudando arte. voltou desempregada, no entanto, aos poucos se tornou um nome conhecido entre alguns empresários figurões, suas pinturas e esculturas se destacavam não pela beleza e sim pelo diferente, além do fato dela aceitar os pedidos mais estranhos e até mesmo perversos sem qualquer juízo de valor. dizem que ela já fez um quadro usando sangue misturado nas tintas.
sua socialização melhorou bastante com o passar do tempo, talvez não o suficiente para deixarem de considerá-la meio doida, Jina não tem muito filtro para falar e costuma ser bem sincera, não entende sarcasmo ou ironia, tampouco é alguém que julga. por mais que não seja uma criminosa ou que seja incapaz de matar alguém, não é como se ela tivesse uma bússola moral intacta e é essa falta de moralismo que a coloca em situações no mínimo constrangedoras. ela é meio perversa de um jeito divertido, com um toque de inocência e se você não faz ideia do que estou falando, basta conhecê-la para entender.
e lá estava ela em seu mundinho particular, sentada na grama e de fones no ouvido, o caderno de desenhos aberto, a mão suja de grafite deslizava pelo papel desenhando uma figura irreconhecível. “já se perguntou porque o príncipe Charles não faz muitas aparições em dias ensolarados? sua pele é muito sensível ao sol e pra mim isso só prova que ele é um parente distante do Drácula, talvez uma espécie de vampiro nova, vai saber?” poderia estar com falando com alguém ou sozinha, não fazia diferença, Jina nunca parecia dizer algo muito lógico na maior parte do tempo e não era como se precisasse estabelecer conversas com outras pessoas, ela própria se alimentava com suas teorias.
os saltos altos desfilavam pela calçada, uma grande caixa em mãos, não estava pesada, porém, havia uma certa urgência em seu andar, uma inquietude talvez. bastou um sopro de vento de um balançar de cabelo para esbarrar em alguém e pouco equilíbrio que estava tendo desmoronar. a caixa foi ao chão espalhando seu conteúdo na porta de alguns comércios: uma variedade de vibradores de todas a cores, tamanhos e formas. instintivamente ela se abaixou para começar a pegar um por um e colocar na caixa. “não sou nenhuma pervertida” comentou sem olhar para quem quer que estivesse ali, balançando um pinto roxo de borracha na mão antes de colocar de volta na caixa, no canto dos lábios era possível ver a curva de um sorriso, afinal era sempre divertido chocar a sociedade e ela não só sabia como também sentia os olhares de algumas pessoas. “só que é inegável o quanto essas coisas conseguem fazer o que nenhum homem consegue” encolheu os ombros como se não fosse nada demais.