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cherry valley forever
KIROKAZE

@theartofmadeline

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I'd rather be in outer space 🛸

❣ Chile in a Photography ❣
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@constituindo-se
você fez tudo certo. você sorriu, prestou atenção, foi proativa, consciente. por toda sua curta e protegida existência, você foi treinada para ser uma boa garota, e você fez exatamente o que devia ter feito. a escolha foi sua, você foi avisada dos riscos, mas é difícil não me culpar. é mesmo muito difícil não sentir culpa. e eu estou tentando. eu me sinto com onze anos quebrando o vaso da minha avó e chorando mesmo com ela dizendo que estava tudo bem. o vaso tinha sido presente de casamento da melhor amiga de infância que morreu jovem e sem filhos. e eu sabia disso. e parece que são duas décadas quebrando vasos de amigas mortas. não tem como consertar, não dá pra voltar atrás. você viveu sua vida sem nunca quebrar um vaso, sem quebrar uma janela, sem matar uma aula, sem roubar nada. e eu fiz de novo, e com você. eu não devia ter feito isso.
30/11/24 - 16:56
🌼 [source: motherthemountain on instagram]
I see the neurodivergent girlies are enjoying this
How to Lose a Guy in 10 days (2003) dir. Donald Petrie
“Ficar seria tolerar suas mancadas. Você precisa perder pra entender onde errou, que isso que você faz é um erro, um dos feios. Que evitar e não tocar mais no assunto não é perdão ou esquecimento. É sufocar. E eu estava sufocando… Partes de mim querem ir embora, partes de mim querem ficar. Ainda não terminei de gostar de você. Mas consegui. Agora fui. Porque comecei isso querendo ser sua companheira, passei a cúmplice das suas maldades, e ficar dessa vez vai me fazer sua comparsa. Não é um “até amanhã” nem “até breve” e nem “até mais”. É um “até você mudar” ou “até você não ser mais quem você é”. Até nunca, então.”
— Gabito Nunes.
“Domingo, você terminou comigo. Enquanto pegava suas roupas e as vestia, cuspia palavras que nunca ouvi. Antes de sair batendo a porta, foi no seu bolso a chave do carro com o chaveiro que eu dei no nosso primeiro mês de namoro. Então você se deu conta do que falava, se calou e partiu. E nem sequer olhou pra trás, ignorando meus pedidos. Segunda, eu juro: tentei te entender. 2 anos e meio não podem ter sido jogados pela janela assim. Você não podia ter saído assim. Não devia ter segurado meus braços quando tentei te abraçar, muito menos chegar bem perto e me dar a visão dos seus olhos - sempre tão alegres - tristes. Terça, 24 horas e você não ligou. Houve um tempo, na chácara dos seus pais, em Gramado. “Escuto sua voz até mesmo quando não está falando, por isso não te ligo”, mas é claro que eu ligava, que o queria por perto. Mas é claro que o efeito daquela voz doce dançava em minha mente. Imagino como deve ter sido para você olhar cada coisa tua e me imaginar nela. Mas é claro que não imaginou. Porque você era o forte da relação. Me puxava pra baixo quando sonhava alto demais. E me abraçava apertado, me chamava de sua. E corria comigo pela casa, assustava meus pais, me tirava o ar. Quarta, Sofia me arrastou de casa. Me levou na tal boate que você frequentava com os amigos. É tão clara a lembrança de você aparecendo na minha porta à meia-noite, o fraco hálito de vodca. E falava do calor, da música, do Pedro e suas piadas, do Rodrigo sem a Ana. Me beijava a testa, dizia que eu devia ir na próxima vez. Pedia pra entrar. Nem precisava pedir. Você subia as escadas rindo baixo, a cabeça longe… Quarta, ri alto ao subir as escadas, sendo carregada por minha irmã e por Sofia. E quando finalmente pude colocar a cabeça sobre o travesseiro, ela latejou. Me encolhi. Seu cheiro em todo o lugar. E eu chorei. E esperei você vir me cobrir no meio da noite e murmurar algo sobre eu beber demais. Mas você não veio. Nem me lembro de como peguei no sono. Quinta, acordei com minha irmã me encarando, calada, seu rosto gritava “Liga pra ele, pelo amor de Deus”. Minha mente brincava com as memórias da noite passada. A língua de um estranho acariciando minha boca, suas mãos pelo meu corpo. Meus olhos fechados, tentando ignorar a realidade. E eu podia ter pensado em qualquer coisa, mas pensei em você. E as lembranças me deixavam enjoada. E empurrei, os dois, para longe de mim. Sexta, fui trabalhar. E, na ânsia de voltar pra casa e sofrer mais um pouco, esperando um ônibus maldito numa parada maldita, eu te vi do outro lado da rua. Você não me viu, porque sua testa estava encostada na dela, porque seus olhos mapeavam o rosto dela. E você não me via. E a beijou. E minha mente processava, lentamente: perdi o ônibus, perdi você. Sábado, o garoto da minha classe, aquele que você socou por ter me agarrado, me ligou. Ficou sabendo que eu havia terminado. Perguntou se eu queria ir a algum lugar com ele. “Você pode vir aqui?”, minha voz soava fraca, quase não acreditando que acabara de dizer aquilo. Em questão de minutos, bateu à porta. E então o desejo dele se realizou. Sábado, o cara que você tanto odiava me beijou. E minha mente foi para tão longe, para nossa primeira vez. Os seus dedos trêmulos abrindo meu sutiã, você me encarando como se eu fosse a pessoa mais linda do mundo, beijando minhas pintinhas, me fazendo cócegas com a barba rala. Ele beija muito bem. Quase como você. Quase. Sábado, enquanto ele me beijava e meu corpo estava entorpecido, quente, carente, soube o que é estar com alguém por puro tesão. Os olhos dele, tão verdes, não conseguindo sustentar os meus por muito tempo. Me apertou a cintura e me jogou de forma agressiva contra a cama. E quando terminou e meu corpo ficou frio novamente, ele não me abraçou. Virou para o lado e dormiu. E você me dizia “Conchinha só é bom com você”, como se houvesse outras. E havia. Sábado, encarando as roupas de Vitor no lugar das suas, sentindo o cheiro dele no meu colchão e no meu corpo, quis expulsá-lo. Quis expulsá-lo por ter invadido o que era seu, o que era nosso. Mas aí eu me lembrei que foi você que bateu a porta, que fui eu que levei Vitor até a cama e que fui eu que o dei permissão para tal ato: o término total de tudo o que um dia já tivemos. E, enquanto caía no sono, me sentia vazia. E me perguntava se você se sentia assim também. Mas é claro que não.”
— O término que durou uma semana. (via oursubversive)