Primeira Vez em NY (não a minha)
Já contei das mágicas que podem acontecer em NY. E agora mais uma. Como falei, me senti num filme, andando pelas ruas que cresci assistinfo na TV. E olha que nessa época ainda nem tinha assistido Sex & The City. Mesmo assim, a idade nos dá confiança e traz mais possibilidades para nossa sexualidade. Pois bem, estava em Nova York e estava... me permitindo!
De um passeio turístico para outro, lá estava eu sendo fan boy e conhecendo algo que sempre quis: a Broadway. Cheiro de teatro, atores correndo pra lá e pra cá sem glamour, chegando em cima da hora, saindo da estação de metro e entrando pela stage door. Ainda é dia e cruzo com um rapaz que me entrega um flyer pra uma peça. Aceito para ser educado, já que meu roteiro de musicais já está montado. Além dos ingressos serem incrivelmente caros, fui a trabalho e o dinheiro está contato.
Aceitei o flyer também porque as pessoas em NY passam como foguetes e você tem que se esforçar para chamar a atenção de alguém. O rapaz estava fazendo aquela postura de corte para cada um que passasse, como um plebeu que encontra a rainha, oferecendo o seu flyer como um tesouro. Como não pegar? Ele sorriu e eu sorri de volta. E segui como um dos outros foguetes que passavam. Até chegar a esquina e dar meia volta...
Incorporei o roteiro de clichê de comédia romântica. Marchei em direção ao rapaz e ele até se espantou, porque me encarou com uma cara confusa, como tivesse feito algo de errado.
- Yeah, I am...? And... you? - com um tom que na verdade perguntou “aconteceu alguma coisa?”.
E vamos de mais clichê. Respirei fundo, ainda roteirizando na minha cabeça uma cena que vi repetidamente em sitcoms.
- I was sent here to work and I only have a couple of days. So why not make the most of it? I just saw a cute guy on the street and decided to take the risk: would you like to go on a date with me?
Mais ridículo impossível. Mas pense que eu realmente estava fora da minha realidade e querendo ver onde aquela palhaçada ia dar. Resolvi assumir um personagem diferente naquela viagem, living the american dream, inclusive dando outros nomes quando pedia um café no Starbucks.
Ele disse sim. Trocamos telefones e marchei de volta aos meus destinos turísticos. Um encontro com um desconhecido que achei bonito no meio da rua era tudo o que eu precisava. Conhecer de fato uma pessoa e não mandar um inquérito pela internet para decidir se quero encontrá-lo na vida real ou não.
Trocamos mensagens a noite. Um ator que tentava a vida na Broadway, dividia seus turnos trabalhando de recreador infantil e garçom, a depender da escala da semana. Hoje não posso, ele diz. Amanhã? Vamos nessa. Eu estou aqui cobrindo um evento, então meus horários podem mudar repentinamente. Sem problemas, ele responde. Vamos falando durante o dia.
No dia seguinte, acabo mais cedo do que esperado. Exausto, porém com uma excitação de encontrá-lo. Mando mensagem e falo para ele me encontrar na porta do hotel que estava hospedado. Chegou com as mãos sujas de tinta e glitter. Ele contou que estava montando um cenário e eu sorri. Dali fomos pro nosso encontro. Ele planejou um passeio. Me levou apenas para andar or Manhattan e respirar aquele ar desleixado e urbano da ilha que não tem julgamentos. Coisa que só uma noite novaiorquina poderia proporcionar. Andamos sem rumo e conversamos por duas horas. Ele me levou ao Highline, vimos as ruas do alto, os jardins verticais, os artistas que tocavam ao ar livre. Eu amo a cidade. Corrigindo: eu amo as cidades. Sou desses que fala que a rua me chama.
Estou com fome e falo para gente voltar. Comemos no Wendy´s, zero romantismo. Nem queria. Queria vida real, de fato. Mas a vida real do personagem que estava interpretando ali.
Pós hamburger, caminhamos de volta ao meu hotel. Estava hospedado ao lado do museu do sexo. Lá, as quintas feiras, tem festa gratuita e o tema da noite era fetiche. As drags da porta mexeram com a gente, falaram que éramos um casal bonito. Nós, um casal, dois desconhecidos que andavam pela cidade juntos e nem sequer tinham se beijado. Rimos e entramos.
Foi a primeira vez que vi pessoas sendo chicoteadas na minha frente, sob uma luz vermelha e usando mascaras de couro com orelhas de coelho. Homens desfilando de jockstrap e nós dois de jeans e casacos, destoando daquilo ali. Estava amando! Mas Christian (esse era o nome dele), um tanto quanto desconfortável. Falo para sairmos porque, para falar a verdade, quando ele fosse embora eu podia voltar e beber vodka com as drags. Mas achei educado o convidar para subir, caso quisesse conversar mais um pouco. Tinha uma inocência subliminar nele. Não estava achando que algo fosse acontecer porque senti nele um nervosismo tímido. Então a essa altura, sabendo da festa e sem ter rolado sequer um beijo, não ia me esforçar.
Algo mudou no elevador. Elevadores... um lugar um tanto quanto constrangedor, né? Você fica com preso momentaneamente com uma pessoa que não tem intimidade, tendo que olhar para cima e automaticamente acompanhando o acender das luzes dos botões de acordo com o andar que está passando. E esse clima, pensando no charme da timidez dele, aquela tensão do elevador fez o meu pau subir. E o personagem que eu estava assumindo voltou.
Abri a porta e já o beijei. Ele respirou ofegante, sem saber o que fazer. Eu sentei na cama e ele olhou pro teto, meio que fugindo e pensando no que ia fazer depois. Pedir água? Dar uma desculpa e Ir embora? Ou... vir para cima, me empurrando para deitar na cama e montando e me beijando com ainda mais vontade e mais ofegante. Exatamente a última opção.
Com ele em cima de mim senti o seu pau, duro também, encostar no meu, ainda colando jeans com jeans. E vai pro chão o casaco, vai a meia, vai a calça que prende no pé e faz você pular num pé só; desabotoa e vai a blusa. Ficamos nos esfregando e se beijando por um tempinho, ainda de cueca. Tinha ali um afobamento da idade, uma pressa de fazer acontecer, misturado a uma falta de jeito, esperando que eu conduzisse a situação. Então ele confessou: I´ve never done this before. E eu sorrio, respondendo que ele não precisava fazer nada que não quisesse ou se sentisse confortável. Oh, but I want to. E então sorri agora de uma maneira mais safada e arranquei a cueca dele.
Christian tinha 20 anos, tinha se mudado para NY há pouco tempo para se jogar na profissão de ator. Só tinha beijado dois garotos antes. E não sei em que momento da vida eu me tornei o cara com mais experiência. Lembrei da minha primeira vez (um dia eu conto) e como achei uma pessoa que me tratou muito bem, preocupado e cuidadoso comigo e com o me prazer. Pensei que queria representar aquilo para o Christian e fiquei com mais tesão ainda.
Fisicamente ele tinha aquela cara de bom garoto. Era magro, pele clara, olhos azuis, cabelos pretos e lisos, penteados para baixo porém meio espetados. Fez sentido? Tão alto quanto eu, por volta de 1,80m de altura. Desajeitado. De tinha pelos no peito e na barriga. Pernas grossas e peludas, bunda grande e peluda também. Pelos desalinhados do jeito que eu gosto.
Fui o primeiro cara a chupar ele. O pau era circuncidado, levemente grosso e pequeno. Pequeno mesmo, coube inteiro na minha boca, sem grandes esforços. Ele estava duro como uma pedra. Eu chupei com vontade, coisa que amo fazer. Abri suas pernas, cheirava ele, lambia seu saco peludo e subia devagar até a cabeça do pau. Engolia lentamente, até que meu nariz tocasse em seus pentelhos e ouvisse ele gemer sem se controlar. Até hoje lembro como era o som da sua respiração.
Now it´s your turn. Coloquei meu pau na boca dele e fui enfiando devagar. Ele disse que era muito grosso e que estava surpreso. Senti os dentes algumas vezes, mas não falei nada porque ele estava curtindo e queria que ele se sentisse confiante. Assim como eu, ele amou chupar.
Perguntei o que ele achava que ia ter mais vontade de fazer na cama. Eu sou versátil e, como disse, queria que ele tivesse uma primeira vez perfeita. Right now I´m feeling that I want to be a bottom. E confesso que fiquei feliz, porque a bunda dele era perfeita, grande, redonda. Fiz questão de abrir ela com carinho e linguar aquele cu para deixar bem molhado. Amei sentir o gosto daqueles pelos. Ele quis ficar de quatro para eu lamber. Acho que foi uma das coisas que ele mais curtiu, alguém chupando o cu dele. Depois de um tempo fazendo isso, ele com todas as letras para eu meter. Na hora certa, porque eu já estava louco com aquele cuzinho gostoso!
Botei a camisinha, mas não tinha lubrificante. Ele quis ir no cuspe. Eu já tinha deixado ele todo babado. Então não foi muito difícil. Ele estava com tesão demais e gente foi com cuidado. Primeiro com ele de bruços, bem suave. Depois ele pediu para cavalgar. Mas aí ficou um pouco mais difícil. Então fomos diminuindo o ritmo e paramos.
Ele estava suado. De pingar em cima de mim. Descansamos um pouco e ele deitou no meu peito. Tão fofo. Cochilamos uns minutos e depois acordamos novamente com tesão, já de pau duro. Ele disse que queria gozar comigo. E não precisava pedir duas vezes. Chupei de novo o seu pau, agora com ele de joelhos na cama. Depois deitei e, com ele montado em cima de mim novamente, ficamos batendo uma punheta juntos. Até que, quando ele gozou no meu peito, eu também não aguentei e gozei junto. Um jato tão forte que voou nas costas dele. Novamente ele deitou em cima de mim me beijou. Senti aquele corpo quente, febril de prazer, pesar em cima de mim. De fato, relaxou.
Tomamos banho juntos. Ele nunca tinha tomado banho com ninguém. Depois ficamos pelados por mais um tempo e assistimos o final de um dos filmes do Homem Aranha que estava passando na TV. Nos vestimos e fomos tomar sorvete.
Esqueci da festa no museu. Mas quando passamos pela calçada, as drags ainda estavam lá. Ooooh, look who just had sex! Eu caí na gargalhada, Christian também riu, mas a vergonha era maior e ele ficou super vermelho. Segurei na sua mão e continuamos caminhando.
Depois o levei no metrô e nos despedimos. Nada de festa para mim. Estava cansado e minha noite já tinha valido a pena. No dia seguinte ele ia viajar para visitar os pais. Não nos vimos mais. Trocamos algumas mensagens durante o final de semana e depois voltei ao Brasil.
Ficou uma sensação gostosa em nós dois de carinho e prazer. Sabemos que foi uma experiência digna de... digna de um roteiro de comédia romântica. Mas com toques de realidade que foram bem mais excitantes e explícitos do que a gente vê no cinema. Era como se desde o início a gente tivesse feito um pacto de criar essa memória na vida um do outro.
Será que vai ter continuação? Será que já teve? Vou deixar por enquanto um mistério no ar.
Certo dia li algo numa legenda de Instagram onde o cara perguntava “será que eu já fui o primeiro amor da vida de alguém”? Eu ri sozinho, porque a certeza mesmo eu nunca vou ter. Mas sigo imaginando coisas e vivendo personagens na minha vida.
Espero que você tenha ficado excitado lendo isso.