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@cookiebott
you were in my dream
e eu continuo existindo em todos os lugares sem de fato existir em nenhum.
eu gosto de como suas mãos entram em contraste com a minha cintura e de como seus olhos esbarram nos meus e ficam, você parece um borrão de paz no meu mundo caótico.
muitas coisas
"Por que ela sorriu pra mim (por lugares incríveis)"
Mas por que?
Ainda que o sol queimasse lentamente minha pele e a brisa do mar soprasse forte no meu rosto, gelando todo o meu corpo junto do nervosismo, a sensação era boa.
Ouvindo sua risada acompanhada do quebrar de ondas que isolavam todo o resto do mundo. Sentindo aquelas borboletas que fazia tempos que não davam as caras, era como sentir o coração esquentar. Tal qual o sol que ali se despedia, marcando mais um fim de outro dia.
Brincando, tal qual uma criança atentada, apertando campainhas e fugindo gargalhando de calçada a calçada, partilhando de cada sentimento bom que rodeava sua cabeça mas você não me contava. Caralho, acho que só tô rimando numa tentativa desesperada de encontrar palavras que façam sentido. Que o que senti quando seus lábios tocaram os meus para de voltar repetidas vezes nos meus pensamentos.
Suave, mas quente. Refrescante, viciante. Acho que essa é você. Em outras palavras, ou até em língua de sinais. Seria você. Em cada vogal, em cada consoante. Mas por que?
Por que não usou todos os seus saberes e me deu mais sinais? Por que não sorriu perto de mim, daquele jeito contagiante que só você faz, com aquele tom sarcástico que só você tem. Por que não olhou pra mim como te olhei, naquele dia, assim que cheguei? Acho que nada disso de fato importa. Porque o ontem aconteceu. Porque, da forma mais clichê, quando deu a hora de voltar pra realidade, você se despediu com um beijo com sabor de quero mais, caminhando até a esquina com um sorriso de ponta a ponta eu olho pra trás, e adivinha? Era você, lá, sorrindo pra mim daquele jeito que eu particularmente acho que nunca deveria ter feito.
E ainda que a brisa tenha acabado ali, naquele momento, algo me mostrou em sonhos, aconteceu. E tudo isso porque você sorriu pra mim.
acho que gosto de ter motivos pra me arrepender. tô repetindo um ciclo no qual me prendi e me viciei, e não, não é a maconha ou o cigarro.
ando fumando muito mais do que deveria, mas aparentemente me automutilar me virou rotina. caralho, o que será que tem de errado comigo? por que caralhos não consigo parar de andar em circulos. por que não posso só seguir em linha reta, sem voltar para onde saí. sem voltar porque a opção mais fácil é desistir.
hoje debati sobre como nos automutilamos de formas diferente, e a minha, depois que parar de me cortar, é ás vezes passear lugares por onde eu não deveria passar. e não,isso não é sobre lugares.
acho que é mais sobre relações, sobre como sempre vou atrás de perdões, como se a necessidade de saber o por que fizeram aquilo comigo. sendo que nem culpa posso usar.
já que não há mais niguém que possa me jular tanto quanto eu, a função fica pra mim, novamente.
queria conseguir sair disso, parar de me viciar na drenalina de fazer algo que eu não deveria, que futuramente eu me arrependeria, mas falando sério, isso é tão chato. se torou tão metódico o ato de fazer por fazer, agoro só fumo por fumar, sem apreciar a icotina e o relaxamento comparad a morfina (nunca nem usei isso).
centralizei tanto meu foco a coisas que eu podia controlar, que o incontrolável passou a não mais me incomodar. passei a curtir o frio na barriga sempre que só pensava na adrenalina de correr perigo. de colocar meu coração pra jogo, como se eu gostasse que ele fosse ferido. afinal de contas, por que fazemos isso?
por que é tão mais gostoso chorar com o coração pesado, com ele quase quebrado, com a alta probabilidade de ter que recolher cada um dos caquinhos? parece tão mais saboroso apreciar a dor quando ela é palpável, quando há acontecimentos concretos de que algo (ou alguém) aconteceu.
parece que me caiu a fixa de que deixei de ser criança, mas aparentemente veio mais pesada, porque deixei de ser muito cedo. não brincar com o fogo por ter medo de fazer xxi na cama não me assusta mais. passar a noite em claro, olhando pro escuro e rezando pra ele me devorar já se tornou hábito. deixei de temer as coisas que temia quando criança e parece que a noite virou dia. tudo ficou mais claro.
tenho medo de crescer, e pra sempre carregar os meus porquês.
que droga
Vai embora, antes que essa dor machuque mais meu coração. não ouse tirar parte do meu coração e carregar numa corrente. queria ser, mas não sou o seu prêmio. não sei nem se um dia fui.
Vai embora, antes que eu morra me humilhando de paixão, e me ajoelhe, te implorando pra ficar comigo.
Não diz mais nada, a dor é minha, eu me aguento. Pode crer! Mesmo que eu tenha que chorara para aprender como esquecer você.