Como o adolescente de dezoito anos que era, no momento mesmo com todos os problemas que tinha Gabriel só conseguia pensar que ali em sua frente havia uma oportunidade de transar. A mente dos garotos com certeza era muito mais simplória que a das meninas, e o rapaz naquele instante não estava pensando com a cabeça que possuía acima do pescoço, ainda assim era um fato de que o Carlson havia sido criado e educado por Gaston, o pai havia ensinado-o tudo que precisava e com certeza entre o que havia aprendido estava o respeito pelas mulheres, Gabriel nunca avançaria qualquer sinal com uma menina que não fosse permitido pela mesma. Se havia uma característica positiva que o moreno com certeza possuía essa era a de ser confiável em basicamente todos os sentidos, até mais do que Samuel, que as vezes se enrolava a revelava coisas que não queria. - Se eu disser que sim, vai mudar de ideia? - Respondeu a pergunta dela com outra, enquanto a mão permanecia esticada na direção da loira, esperando que ela declinasse, ou aceitasse sua oferta. Curioso pelo que veria a seguir e sedento para que a outra aceitasse aquela ideia.
Quando Nadia segurou sua mão, um sorriso completamente sacana e cheio de segundas intenções brotou no rosto do rapaz, que então não precisou pensar muito para decidir aonde levaria seu par. - Apesar de ainda não ter experimentado todas as utilidades, sabe que eu sou bom com as mãos não é Nads? - Chamou-a pelo apelido enquanto a guiava entre as pessoas, os pensamentos já completamente tomados por tudo o que desejava fazer com a menina, e em como gostaria de fazê-la gemer alto, mesmo que não pudessem, já que apesar do barulho do baile, nos corredores vazios gemidos com certeza podiam chamar atenção. Tudo bem, poderia abafar os barulhos que escapassem com beijos e até com as mãos se fosse necessário. - Meu pai pode não ser tão tenso quando está em casa, então em um dia que ele estava especialmente relaxado, eu peguei as chaves, fiz uma cópia e coloquei no lugar antes que ele percebesse. - Deu uma piscadela para a garota, enquanto ainda sorria, finalmente chegando em frente a porta do escritório do treinador do futebol, seu pai. Gabriel abriu a porta e então apontou com a mão para que ela entrasse, logo ele também havia entrado. Encostou a porta, acabando por não se atentar a trancá-la, desceu as persianas e virou para a loira. - Soube que tem se comportado mal senhorita Everglot. - Comentou em tom travesso, analisando o corpo da outra, que estava ainda mais linda naquele vestido.
☆ ‘゚ Nadia teve que rir baixo com o que ele dissera sobre as mãos. Era incrível como quando o assunto era sexo, homens adoravam se gabar que eram incríveis antes mesmo de provarem. Ela preferia só esperar para provar se o que ele dissera era verdade. Fazia um tempinho desde quando tinha dormido com alguém, mas agora estava mais animada com aprontar com Gabriel. Seguindo com ele pelos corredores, a loira quase arregalou os olhos com o que ele dissera sobre as chaves do escritório do treinador. Ela quase riu de nervoso com aquilo, imaginava que acabariam em uma sala ou na biblioteca, nada de uma sala fechada com nome e sobrenome. Aquilo realmente daria problemas, transar no escritório de um dos professores com o filho desse professor... Aquilo só fazia o frio na barriga aumentar. - Você tem as chaves da sala do seu pai, você realmente tá louco pra incomodar algumas pessoas - ela riu baixo, entrando na frente dele no escritório e olhando em volta. Dentro da sua cabeça ela sentia um alerta vermelho, piscando brilhante, que não deveria estar ali, que talvez se metesse menos em confusão se fosse uma sala de aula ou armário do zelador.
☆ ‘゚ Encostando a bunda na mesa do escritório, Nadia ficou de frente para o moreno, olhando-o com um sorriso suave. Ela teve que rir baixinho do comentário dela ter se comportado mal, mas aquilo era mais uma faixada para esconder o arrepio que correu a sua pele. Ela continuou o olhando, acabando por negar com a cabeça por um momento - Você trouxe o cantil, não trouxe? - ela perguntou, talvez um pouco de coragem líquida seria um pouco melhor de relaxar para tudo que aconteceria. Ela não esperou que ele pegasse para ela o cantil dentro do paletó dele, ela mesma colocou a mão dentro do paletó dele e pegou o obejeto, abrindo rapidamente e dando um gole. A bebida era bem forte, provavelmente uísque, mas aquele gole era o que ela precisava para respirar fundo e responder qualquer provocação do outro. - Eu me comportado mal? Você acha que eu sou uma menina má? - ela perguntou, fechando o cantil e colocando em cima da mesa que estava encostada, braços apoiados na mesma.