Gabriel mantinha sua concentração completamente no corpo feminino, talvez assim ele conseguisse relaxar e realmente não pensar em nenhum dos problemas que tinha, mas aqueles momentos de fato estavam sendo bons para o Carlson, afinal estava conseguindo arrancar algumas reações da garota e mesmo que por apenas um curto período de tempo esquecer de toda a sua desavença com a mãe. Não se importava de descumprir regras para estar fazendo aquilo, não ligava de ser pegue, tudo o que Gabriel queria era fazer Nadia sentir prazer, tanto prazer que não conseguiria conter aqueles gemidos que eram música para os ouvidos do nadador. O rapaz estava realmente perdido no momento, excitado e sentindo o corpo quente por conta te tudo que era feito ali, já não lembrava do homecoming acontecendo, que tudo aquilo fosse para o inferno.
Quando as mãos dela foram para seu zíper ele se arrepiou automaticamente com a mera ideia das mãos delicadas tocando-o, mas quando o toque veio de fato, Gabriel deixou um fraco suspiro escapar, ainda se dedicando no que fazia nos seios femininos, mas logo apenas aquilo não era o suficiente e ele desceu uma das mãos até a calcinha da loira. Afastou-a com cuidado e deixou que apenas um de seus dedos fosse para a intimidade alheia, começando a masturbá-la com calma, realmente muito habilidoso com as mãos como havia prometido a Nadia. Queria que a primeira vez que ambos iam transar fosse inesquecível, mesmo que não fosse apaixonado por ela, havia passado muito tempo a desejando e sempre se dedicava ao máximo no sexo, porque se excitava bastante com o prazer da sua parceira.
Ao notar a presença de Gabriel, o semblante desinteressado de Lee enquanto encostada numa parede se dissipou para dar lugar a uma expressão mais preocupada e, até mesmo, gentil. O amigo estava distanciando-se e sendo a ruiva alguém com habilidades exímias na arte de afastar aqueles que ama ao invés de permitir-se demonstrar fraqueza, ela conhecia muito bem o jogo no qual o outro estava inserido. Logo, resolveu aproximar-se, encarando a garota próxima dele com desdém antes de sua primeira frase. “Eu não acredito que eu saí de perto de você por cinco minutos e você já resolveu me trair, seu idiota!” Coleen gritou, assistindo a novata retirar-se e proferir desculpas em tom baixo. “Ela era bonita.” ela comentou, dando leves tapas nas costas do rapaz. “Seu pai está me assustando e você está bonito demais para conversar com novatos. Sorte a sua que eu estou aqui.”
Gabriel gostava de Coleen, mais que isso ele a amava. Considerava a ruiva como sua melhor amiga e irmã, mas os dois eram provavelmente mais parecidos do que deveriam e isso podia causar certas discordâncias e desentendimentos. Gabriel era cabeça dura, qualquer um podia ver isso e o rapaz odiava assumir suas fraquezas, pior, com tudo o que vinha acontecendo ele estava se fechando cada vez mais para o mundo. Assim que ouviu a voz da amiga, antes mesmo de ver a garota fugindo ele resolveu entrar no teatro. - Eu juro que não estava flertando com ela amor, estávamos apenas conversando! - Exclamou, os olhos atentos para a ruiva, em seguida deu de ombros. - A garota que veio comigo é mais bonita, Nadia Everglot. - Falou calmo e os olhos foram para os da melhor amiga, então ele a abraçou de lado. - Meu pai está sempre assustador darling, um dia vai aprender isso. - Deu de ombros, dando uma olhada na festa. - Eu estou sempre bonito, mas gostaria de dizer que você está espetacular, não que no outros dias não esteja, mas hoje está especialmente. - Piscou para ela, sorrindo. - Coleen minha cavaleira de armadura brilhante. - Zoou, dando um beijo em sua bochecha. - Está se divertindo ruiva?
Athena havia decidido que iria desacompanhada para o homecomming, não que a morena não tivesse recebido alguns convites de garotos, porém nenhum fora criativo ou lhe chamara a atenção para que ela considerasse dizer sim, sabia que aquela escolha talvez pudesse lhe causar alguns olhares tortos por parte dos outros alunos, especialmente dos mais populares, porém se havia algo que Athena aprendera com a mãe desde cedo fora nunca se importar com as opiniões alheia e fazer o que bem entendesse com sua vida. Não fazia muito tempo que tinha chegado ao baile, a decoração estava incrível, os responsáveis haviam mesmo se dedicado naquele quesito, porém quanto a música ela já não podia dizer o mesmo, eram as mesmas baladinhas populares de sempre, sem grandes clássicos, ao menos os que ela considerava como clássico, e isso a incomodou levemente, mas como sabia que se apresentaria logo mais naquela noite, resolveu relevar aquele pequeno detalhe. Athena estava próxima a mesa de bebidas, decidindo se deveria ou não arriscar um pequeno gole no poncho, provavelmente, já batizado ou deixaria aquilo para depois de sua apresentação, afinal não podia prejudicar suas cordas vocais de nenhuma maneira, foi quando percebeu uma aproximação, revirando os olhos ao perceber se tratar de @gabrielxcarlson - “Mas era só o que estava faltando mesmo.” - ironizou balançando a cabeça rindo fracamente.
Gabriel sabia que Athena não gostava dele, talvez a garota até chegasse a detestá-lo, mas a verdade é que não se importava, se fosse falar sobre inclusive diria que a raiva dirigida da garota para si, o divertia. E com tudo o que vinha acontecendo em sua vida, com certeza Gabriel precisava de diversão. Sabia no fundo que estava sendo um babaca em vários sentidos, com várias pessoas, mas no momento ele não conseguia se importar, atualmente haviam pouquíssimas coisas com as quais realmente se importava, era como se estivesse completamente anestesiado, não havia nada que o fizesse sentir algo realmente intenso e ele já estava começando a se acostumar com aquele estado de torpor constante. De qualquer maneira a raiva de Athena era engraçada, e por isso ele fazia questão de a irritar. - Quanta raiva Atheninha, desse jeito eu vou pensar que não gosta de mim e vai magoar meus sentimentos. - O moreno dramatizou, mas era bem óbvio que estava brincando. - Mas eu vim em missão de paz, eu também sei ser um cara legal. - Seu tom era travesso, mas a realidade é que não fora até ali com nenhuma má intenção, apesar de suspeitar que sua mera presença já deixava a garota com raiva. - Eu só vim desejar boa sorte, sei que vai se apresentar. - Deu de ombros. - E que isso é importante pra você, tenho certeza que vai se sair bem.
Estou bem surpresa com sua generosidade, mas não quero. Obrigada. Quando você falou uísque, eu já desisti e lembrei de um episódio infeliz da minha vida, onde vomitei no meu próprio pé, e cabelo, depois de dar um pt por causa de uísque.
Não sabe o que está perdendo, esse uísque é o melhor que eu já provei. Eu também já dei muito pt com uísque, mas eu nunca consegui me traumatizar o suficiente para não querer beber de novo.
☆ ‘゚ Nadia teve que segurar uma risada baixa com o que ele estava tentando fazer de passar-se por alguém de autoridade na escola, principalmente no escritório do pai dele. A loira mordeu o lábio inferior, imaginando o que talvez ele suspeitasse de quem ela gostava. Não importava, o que ela queria naquele momento só queria mesmo aprontar com Gabriel. - Não me considero uma menina má… Há outras piores na escola. - ela sorriu de leve, com uma das sobrancelhas levemente levantada. - Talvez estejam confundindo maldade com determinação - ela provocou, sentando no colo do outro, as mãos abraçando o pescoço dele e o rosto próximo do rosto de Gabriel. - Mas então, você só morde mesmo quando pedem para você? - ela quase riu baixo com aquilo, finalmente colando os lábios aos do moreno. Podia falar o que fosse, mas o homem beijava muito, mas muito bem. Eram inúmeras as vezes que acabava dentro do carro do homem aos beijos, mãos perdidas nos cabelos dele e aproveitando cada segundo dos lábios dele contra sua boca. Claro que às vezes a boca dele passeava por seu pescoço e até sua orelha, provocando, uma vez até descendo pelo decote da camisa dela até ela parar o outro de seguir em frente.
☆ ‘゚ Se bem que ela dessa vez ela não iria pará-lo de nenhuma maneira. O que ela queria era naquele momento ela colocar a mão dele direto em no zíper de seu vestido e tirar pelo menos uma das camadas a menos para acabar ao final segurando alguns gemidos. As mãos da loira começou a soltar a gravata que Gabriel usava, sem cortar o beijo de nenhuma maneira. Não demorou para logo a peça de vestimenta estar estirada no chão do escritório e suas mãos começarem a abrir os dois botões do paletó abrindo-o e depois partindo para a camisa de baixo, abrindo cada botão com muita calma, aproveitando cada pequeno detalhe com a ponta dos dedos. Por um segundo ela cortou o beijo, e, ainda de olhos fechados com as testa encostada na dele, ela sorriu um pouco sem ar - Acho que está ficando pra trás, precisa do uísque para se soltar, Gabe? - ela perguntou quase como provocação, abrindo mais um botão da camisa dele e deixando as mãos passearem pelo peito dele suavemente, sorrindo pouco inocente com aquilo.
- Não preciso de uísque loira. - Gabriel puxou Nadia mais para si, fazendo com que o corpo da garota quase grudasse ao seu, então deixou que suas mãos abrissem o zíper do vestido alheio. - Determinação é uma palavra bonita. - Brincou, enquanto depositava beijos por sua nuca e ombros. - Talvez as pessoas estejam mesmo enganadas, ou talvez a senhorita esteja tentando me ludibriar. - Usou aquela palavra que só se lembrou do significado por causa que seu pai a usava constantemente. Ele deixou que as mãos passassem pelo corpo feminino com suavidade e delicadeza, assim que se viu livre do vestido de Everglot, pronto para parar no momento em que Nadia dissesse que não queria mais nada, mesmo que já estivesse com uma grande ereção denunciando o quanto estava excitado. Afastou os cabelos da garota com cuidado, enquanto dava beijos e leves mordidas, em seu pescoço. - Você é linda pra caralho. - Comentou e então com cuidado virou ela para si, os olhos claros de Gabriel fixos, admirando cada centímetro do corpo feminino que estava bem ali, sendo exibido na sua frente. - Você é muito linda mesmo. - Completou, puxando ela para um beijo urgente, as mãos subindo lentamente para os seios de seu par, começando a acariciá-los com habilidade, não era nem um pouco inexperiente naquele quesito e com certeza era bom com as mãos como havia dito, não era um homem de promessas. - Eu não gosto de ficar para trás. - Provocou-a, já que agora ela estava ali apenas de calcinha em seu colo, enquanto ele permanecia de calças.
Gabriel não deu tempo a si mesmo para pensar, com calma, desceu os beijos para a pele alva do pescoço de Nadia, dando mordidas e chupões, sem intenção de marcar o seu corpo. afinal não queria meter a garota em nenhum problema. Claro que manter o controle, mesmo que apenas um pouco dele não estava sendo uma missão fácil. Gabriel continuou deixando que sua boca traçasse um caminho, o destino já havia sido escolhido pelo Carlson, e eram os seios femininos. Devagar, Gabriel alcançou seu objetivo e começou a chupar, enquanto a mão trabalhava no outro peito de Nádia, sabia que podiam ser pegos, mas não ligava e definitivamente não estava com pressa, queria que ela aproveitasse aquele momento e gostasse, era sempre muito dedicado a suas parceiras, porque seu prazer estava sempre ligado ao delas.
⧼ ✢ Seus ouvidos eram como um radar para a má educação, e fora inevitável deixar de ouvir as palavras masculinas enquanto fazia seu caminho de volta ao salão, para encontrar-se com Patch. Havia se afastado do outsider com o pretexto de ir ao banheiro, mas o que havia feito era algo totalmente diferente — e que já começava a se arrepender, mas sabia que a sensação sumiria quando encontrasse o Jones novamente. Cutucou o ombro do rapaz, sem prestar atenção das palavras seguintes de Gabriel ao começar a falar. — Eu sei que a bebida é sua e tudo mais, mas não é certo trat… — E então a voz sumiu, conforme Catarina exibia uma expressão de estranhamento. Ele havia se desculpado? Suas bochechas queimavam conforme as palavras do rapaz alcançavam seus ouvidos, e Catarina afastou-se um passo, totalmente envergonhada pela tentativa de sermão. — Me desculpe! Eu não sou nenhuma defensora dos oprimidos mas.. Não tem explicação, me desculpe.
Gabriel repassou o cantil para o desconhecido e virou para olhar a menina, deixando uma risada sonora escapar, enquanto encarava a menina a sua frente. - Então cara agradeça a sua cavaleira de armadura brilhante por te salvar da minha malvadeza. - Ele fez piada com aquilo enquanto observava a menina. - Relaxa, eu não fico bravo com facilidade, ainda mais com meninas bonitas, mas acho que para perdoar você, eu preciso que dance comigo. - Brincou, oferecendo a mão para a garota.
☆ ‘゚ Nadia teve que rir baixo com o que ele dissera sobre as mãos. Era incrível como quando o assunto era sexo, homens adoravam se gabar que eram incríveis antes mesmo de provarem. Ela preferia só esperar para provar se o que ele dissera era verdade. Fazia um tempinho desde quando tinha dormido com alguém, mas agora estava mais animada com aprontar com Gabriel. Seguindo com ele pelos corredores, a loira quase arregalou os olhos com o que ele dissera sobre as chaves do escritório do treinador. Ela quase riu de nervoso com aquilo, imaginava que acabariam em uma sala ou na biblioteca, nada de uma sala fechada com nome e sobrenome. Aquilo realmente daria problemas, transar no escritório de um dos professores com o filho desse professor… Aquilo só fazia o frio na barriga aumentar. - Você tem as chaves da sala do seu pai, você realmente tá louco pra incomodar algumas pessoas - ela riu baixo, entrando na frente dele no escritório e olhando em volta. Dentro da sua cabeça ela sentia um alerta vermelho, piscando brilhante, que não deveria estar ali, que talvez se metesse menos em confusão se fosse uma sala de aula ou armário do zelador.
☆ ‘゚ Encostando a bunda na mesa do escritório, Nadia ficou de frente para o moreno, olhando-o com um sorriso suave. Ela teve que rir baixinho do comentário dela ter se comportado mal, mas aquilo era mais uma faixada para esconder o arrepio que correu a sua pele. Ela continuou o olhando, acabando por negar com a cabeça por um momento - Você trouxe o cantil, não trouxe? - ela perguntou, talvez um pouco de coragem líquida seria um pouco melhor de relaxar para tudo que aconteceria. Ela não esperou que ele pegasse para ela o cantil dentro do paletó dele, ela mesma colocou a mão dentro do paletó dele e pegou o obejeto, abrindo rapidamente e dando um gole. A bebida era bem forte, provavelmente uísque, mas aquele gole era o que ela precisava para respirar fundo e responder qualquer provocação do outro. - Eu me comportado mal? Você acha que eu sou uma menina má? - ela perguntou, fechando o cantil e colocando em cima da mesa que estava encostada, braços apoiados na mesma.
Gabriel ponderou sobre a frase dela, que estava louco para incomodar algumas pessoas, talvez fosse exatamente isso, ele queria incomodar a mãe, castigá-la, fazer com que ela tivesse vergonha de tudo o que fazia, isso incluía com certeza ter vergonha dos filhos e como Samuel só não era mais perfeito porque isso provavelmente era humanamente impossível, ficara para ele a missão de infernizar a progenitora como pudesse. Já havia tido diversas brigas com a mulher, inclusive escutado como não possuía um coração, mas Gabriel não se importava, estava ocupado demais sentindo raiva, rejeição e confusão para ligar sobre como a mulher estava se sentindo. Aquele era o primeiro momento em muito tempo que o rapaz não pensava apenas nisso, a possibilidade de ter sexo fazia com que um adolescente pudesse perder bastante a cabeça e até mesmo esquecer problemas como aquele, mesmo que apenas por um curto período de tempo. - Ou talvez eu só seja um grande filho da puta, fica a sua escolha qual é a verdade. - Deu de ombros, olhando para a loira, deixou que ela pegasse da sua bebida sem nenhum protesto e logo sentou-se na cadeira do pai sem pensar duas vezes deixou que os olhos esquadrinhassem o corpo feminino.
Os olhos de Gabriel foram para o decote feminino antes de voltarem para as orbes claras da garota de cabelos loiros, um sorriso sacana surgindo em seu rosto. - Eu não sei senhorita Everglot, acho que a senhorita deveria me contar, é uma garota má? Eu ouvi isso por aí, mas preciso confirmar as minhas suspeitas. - Gabriel passou a língua pelos lábios com calma, antes de as mãos repousarem sobre a mesa. - Talvez a senhorita possa me demonstrar um pouco dessa maldade toda de que me falaram. - Sugeriu, como se realmente fosse algum professor, coordenador, ou diretor, seja lá com o que a outra pudesse fantasiar. - Quem sabe se me mostrar um pouco disso eu posso livrá-la de problemas. - Sorriu de lado, um sorriso torto que era típico do prep, enquanto chamou a loira com os dedos para que se aproximasse mais. - Pode chegar mais perto, eu não mordo, apenas quando me pedem. - Novamente deu uma piscadela para Nadia, esperando que ela viesse até si.
☆ ‘゚ Aquela mão estendida era uma oportunidade única, era como escolher entre a pílula azul e a vermelha… Se não segurasse a mão do moreno, era como se estivesse presa demais na ilusão que um dia seria notada por Nicholas como alguém além de uma de suas alunas, aceitar a mão dele e ir para qualquer outro lugar privado era dar uma chance a si mesma de esquecer o homem que ainda, provavelmente, estava sorrindo para a outra mulher. - Eu tenho cara de alguém que blefa, Gabe? - ela perguntou com um sorriso suave, quase o desafiando a falar que ela blefava. A verdade era que a loira não queria pensar muito, mesmo que aquela provocação fosse ela tentando ganhar certo tempo de decisão dentro de sua própria mente. Em um ato de impulso, como a maioria dos atos que tinha quando era tomada por qualquer sentimento em intensidade, Nadia segurou a mão do outro. Afinal o que poderia dar errado em se pegar com ele novamente em algum lugar da escola e quem sabe avançar um pouco além dos beijos? Se ela mudasse de ideia era só falar para ele qual era o limite que iriam, tinha certeza que Gabriel respeitaria aquilo.
☆ ‘゚ - Vamos sair do meio dessa multidão - ela disse, dando permissão para que ele escolhesse algum lugar da escola que fosse mais privado e as pessoas não ficariam olhando os dois como já olharam ao ver uma dupla pouco provável como par de homecoming. Só esperava que eles colhesse algum lugar que não fosse nenhum dos banheiros ou dos vestiários, sem chances que ela ficaria sem os saltos naqueles lugares ou deixaria seu vestido arrastar por ali… Também não achava que o paletó da roupa de seu par ficaria muito bonita no piso frio e sujo daqueles lugares, mas talvez na biblioteca ou na sala de literatura ficaria muito mais legal. Por mais que nunca tivesse aprontado algo nesse nível na escola, Nadia estava começando a gostar cada vez mais daquela ideia, sentia um frio na barriga de quem iria fazer algo impulsivo e adorava aquela sensação. - Pra onde vai me levar? - ela perguntou assim que saiu do salão com o outro, ainda segurando sua mão.
Como o adolescente de dezoito anos que era, no momento mesmo com todos os problemas que tinha Gabriel só conseguia pensar que ali em sua frente havia uma oportunidade de transar. A mente dos garotos com certeza era muito mais simplória que a das meninas, e o rapaz naquele instante não estava pensando com a cabeça que possuía acima do pescoço, ainda assim era um fato de que o Carlson havia sido criado e educado por Gaston, o pai havia ensinado-o tudo que precisava e com certeza entre o que havia aprendido estava o respeito pelas mulheres, Gabriel nunca avançaria qualquer sinal com uma menina que não fosse permitido pela mesma. Se havia uma característica positiva que o moreno com certeza possuía essa era a de ser confiável em basicamente todos os sentidos, até mais do que Samuel, que as vezes se enrolava a revelava coisas que não queria. - Se eu disser que sim, vai mudar de ideia? - Respondeu a pergunta dela com outra, enquanto a mão permanecia esticada na direção da loira, esperando que ela declinasse, ou aceitasse sua oferta. Curioso pelo que veria a seguir e sedento para que a outra aceitasse aquela ideia.
Quando Nadia segurou sua mão, um sorriso completamente sacana e cheio de segundas intenções brotou no rosto do rapaz, que então não precisou pensar muito para decidir aonde levaria seu par. - Apesar de ainda não ter experimentado todas as utilidades, sabe que eu sou bom com as mãos não é Nads? - Chamou-a pelo apelido enquanto a guiava entre as pessoas, os pensamentos já completamente tomados por tudo o que desejava fazer com a menina, e em como gostaria de fazê-la gemer alto, mesmo que não pudessem, já que apesar do barulho do baile, nos corredores vazios gemidos com certeza podiam chamar atenção. Tudo bem, poderia abafar os barulhos que escapassem com beijos e até com as mãos se fosse necessário. - Meu pai pode não ser tão tenso quando está em casa, então em um dia que ele estava especialmente relaxado, eu peguei as chaves, fiz uma cópia e coloquei no lugar antes que ele percebesse. - Deu uma piscadela para a garota, enquanto ainda sorria, finalmente chegando em frente a porta do escritório do treinador do futebol, seu pai. Gabriel abriu a porta e então apontou com a mão para que ela entrasse, logo ele também havia entrado. Encostou a porta, acabando por não se atentar a trancá-la, desceu as persianas e virou para a loira. - Soube que tem se comportado mal senhorita Everglot. - Comentou em tom travesso, analisando o corpo da outra, que estava ainda mais linda naquele vestido.
☆ I want your leather jacket on the floor ☆ nadia & gabriel ☆
☆ ‘゚ A loira teve que respirar fundo cerca de três vezes antes de fazer os pés se moverem para longe daquela cena. Tinha que agradecer as aulas de teatro naquele segundo para não transparecer o como aquele sorriso direcionado para outra pessoa tinha a machucado. Aparentemente não era mais um simples crush que tinha no professor de natação, mas como ela poderia chegar lá e dar em cima dele enquanto ele sorria daquela maneira para outra pessoa da faixa de idade dele? Afinal o que a loira tinha na cabeça? Além dela ser mais nova, ele era o seu treinador e também Nadia tinha vindo com outro aluno, o filho do treinador de futebol. Aquele momento era um divisor de águas, ou a garota se empenhava para esquecer que um dia já olhou com outros olhos para o cara mais velho e dava a chance para caras da sua idade, ou ela dava um jeito de se fazer notar por ele, da maneira que fosse. Não tinha medo nenhum de que para ser notada por ele acabasse na língua do povo… Ser mal-falada lhe renderia views no youtube, para seu podcast, e olhares na vida real, mesmo que alguns desses olhares fossem de julgamento e acompanhados de adjetivos pouco amistosos.
☆ ‘゚ Caminhou com calma até seu par no baile, tinha falado antes que iria ao banheiro e ele estava a esperando. Nadia estava no baile junto de @gabrielxcarlson , ela e o garoto ficavam ocasionalmente, coisa de simplesmente ter alguém fixo, sem compromissos e sem ladainhas. Era somente mandar uma mensagem e logo estavam os dois dentro do espaçoso carro do moreno, estacionados em uma rua sem saída qualquer até numa parte afastada do estacionamento do shopping. Sua cabeça já tinha uma ideia e era quase inspirada no que o próprio Gabriel lhe falara sobre problemas e vinganças, e aquela seria doce e com uma cereja em cima do sorvete. - Hoje é seu dia de sorte… - Nadia disse com um sorriso bonito, mas claramente sem nenhuma inocência nele. - Antes que eu mude de ideia… Arranja um lugar mais privado para nós dois, sem ser o seu carro. - sussurrou no ouvido dele, dando um beijo em sua bochecha.
Gabriel não tinha cabeça para quase nada nos últimos tempos, tudo o que fazia tinha como principal objetivo irritar a mãe. Sabia que era infantil, bobo, talvez até ridículo, mas desde que havia descoberto que novamente sua mãe estava traindo Gaston e dessa vez com um de seus melhores amigos, a raiva fora crescendo dentro dei si, mas quando o jovem pensou que as coisas não podiam ficar piores, tudo havia se tornado catastrófico, como em uma porcaria de tragédia Shakespeariana, sentia-se o próprio Hamlet, só que nesse caso havia pegue sua mãe sendo a traidora e havia descoberto que Gaston não era seu pai biológico. Desde então o moreno vinha tentando juntar coragem para dizer ao homem que a mulher com quem deitava todas as noites era alguém terrível e que apenas Samuel era sangue do seu sangue, porém sempre que olhava o pai, acabava por desistir da ideia. Por isso, Gabriel havia decidido fazer a vida da mãe um inferno e era exatamente por isso que vinha se envolvendo em tudo o que a mulher odiava.
No momento estava esperando por Nadia, havia cogitado não ir até aquele baile, porém a ideia de ter mais oportunidades de irritar sua mãe havia batido mais alto. Agora ele havia tomado alguns goles da bebida em seu cantil, imaginava se a loira havia ido mesmo ao banheiro, ou será que teria ido observar o cara por quem era apaixonada? Gabe não era bobo, havia percebido muito tempo atrás que havia alguém que ocupava a mente alheia e isso não o incomodava, primeiro porque ele não era de se apaixonar, segundo porque gostava da menina como amiga e em parte até torcia para que ela conseguisse a atenção do tal cara. - Ah é, e eu devo saber por que? - Perguntou com um sorriso tão pouco inocente quanto o dela e ao ouvir a fala da garota, um pequeno arrepio percorreu o seu corpo. - Milady você deveria saber que eu sempre estou preparado, espero que não esteja blefando. - Brincou, oferecendo a mão para seu par, aquela com certeza seria uma noite divertida.
- Se eu posso te dar um pouco da minha bebida? - Perguntou para a pessoa a sua frente que havia acabado de pedir a ele, pensou um pouco e então tornou a expressão séria, mas desdenhosa. - Acha que eu sou a porra da Madre Teresa de Calcutá pra dividir o uísque caro do meu pai? - Arqueou a sobrancelha e então um sorriso brincalhão surgiu nos lábios de Gabriel. - Porque é exatamente isso, eu sou a porra da Madre Teresa das bebidas, então você pode beber do meu cantil, só não deixe o meu pai ver, ou vou dizer que é seu e sumir mais rápido que o Mister M. - Deu de ombros, fazendo referência a um antigo mágico que havia sido famoso no passado.