A sessão de “aquecimento” do CycleHack Lisboa 2017 foi muito interessante e participada.
Começou com uma pequena “tour” das máquinas da Fábrica Moderna que poderíamos usar durante o hackathon, dada pelo Bruno Maurício. Depois tivémos algumas apresentações.
O Paulo Vaz veio falar da Coelhinhos - Escola Clube de Ciclismo de Lisboa, uma solução implementada a nível curricular em algumas escolas para a barreira ao uso da bicicleta que é as crianças não saberem andar de bicicleta.
A Mónica Lopes veio falar do projecto de bicicletas adaptadas da Faculdade de Motricidade Humana, que visa ajudar pessoas com necessidades especiais (cegos, amputados, paraplégicos, etc) a usufruir da bicicleta para actividade física e lazer.
O João Barreto veio apresentar a nova app Biklio, que pretende contrariar a falta de incentivos externos ao uso da bicicleta. Nesta comunidade as lojas beneficiam quem vem de bicicleta, e os utilizadores de bicicleta recompensam essas mesmas lojas dando-lhes preferência.
O Miguel Barroso veio falar d’O Livro da Bicicleta, um livro que pretende ajudar a ultrapassar as barreiras iniciais, de não saber bem como fazer e por onde começar.
Finalmente a Ana Pereira, da Bicicultura.org, aproveitou para falar d’A Casa da Bicicultura, um projecto de centro cultural para incubar e acelerar a cultura de uso da bicicleta em Lisboa, que sintetiza lindamente as áreas /barreiras / soluções abordadas pelos intervenientes que a precederam: educação, acessibilidade e comunidade.
A seguir os participantes foram convidados a partilhar algumas das barreiras que sentem ao uso da bicicleta em Lisboa, e pendurá-las no estendal. Os resultados foram estes:
desconforto físico (selim, problema físico específico)
suor / inexistência de balneários no trabalho
dificuldades de estacionamento em casa (elevadores pequenos, inexistência de estacionamento seguro, falta de espaço seguro na garagem)
má qualidade da infraestrutura (carris, lancis, lacunas na rede)
mau planeamento urbano e gestão de tráfego (carros a mais, falta de educação e fiscalização)
chuva, ou incerteza se fará bom tempo para ir de bicicleta
intermodalidade difícil com os transportes públicos (falta de locais próprios para as bicicletas no metro, acessibilidade deficiente nas estações e interfaces da CP, interdição na CARRIS)
ter um carro à disposição e estacionamento fácil e grátis ou barato
Depois, fomos todos dormir sobre o assunto, para gerar ideias para cyclehacks a criar na manhã seguinte!
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