'Cause we get loud, a little wild, when we go out
cygnus-leon:
O riso lhe veio tão fácil com a frase alheia, que Leon até estranhou. Ainda se lembrava de como tinha se sentido desconfiado ao conhecê-la, assim como ficara com todas as pessoas, mas agora aquela era apenas uma lembrança distante. Ela parecia saber tocar em todos os pontos que despertavam as emoções que ele nem se lembrava mais que tinha, o que certamente era péssimo para seu trabalho. “Não acredito que minha médica está me obrigando a me divertir.” fez cara feia, logo a expressão se tornando mais suave. A proposta de Taeji o fez arquear as sobrancelhas enquanto pensava na resposta, analisando as possibilidades. “Eu sou péssimo com essas coisas…” resmungou, abrindo um meio sorriso. “Se você conseguir, eu te pago um drink. E talvez fique te devendo um favor, está aberto a negociações.” deu de ombros, como se fingisse estar descrente da vitória dela. “Aniyo, eu me divirto competindo…” continuou. Na maior parte do tempo, não era verdade. Tanto em sua vida real como Kang Kibum quando eu seu disfarce de Choi Leon, ele era uma pessoa extremamente competitiva, mas competir nunca lhe trazia nenhuma satisfação, era apenas parte de seu ofício. Pela primeira vez, no entanto, o oficial percebeu que independente do resultado, se sentiria bem. Gostava da presença alheia e de como desde o dia um a jovem fazia esforço para que ele se soltasse nos espaços. Como queria ter conhecido-a em outras circunstâncias.. Se fosse o caso talvez tivesse a chance de aproveitar aquela noite de verdade, sem medo das consequências ou receio de que algo desse errado. “Okay, já que tenho que me divertir, depois daqui eu quero ir naquele trem-fantasma.” apontou, sorrindo timidamente por querer fazer algo tão bobo. “Depois que você me mostrar suas habilidades nisso aqui.” meneou com a cabeça na direção da máquina de bichos de pelúcia.
Era como se tivesse trapaceando. Ela estava estudando medicina. Tinha mãos trabalhadas para fazer cirurgias complexas. Desde o primeiro ano fazia suturas extremamente delicadas. Pegar um bichinho em uma máquina não era nada, mas deixou ele acreditar que seria um trabalho árduo para ela. Deu uma piscadela para o amigo. “Bom, você tem uma médica não muito ortodoxa.” Completou e colocou o dinheiro na máquina, e assim como ensinaram na faculdade, a ter calma, pensar com cuidado e ter o máximo de leveza possível na mão procurou um brinquedo que não estivesse preso e pudesse ser tirado com facilidade o que acabou sendo um pequeno sapo de pelúcia. Fez uma careta enquanto apertou o botão com a mão cheia rindo para Leon. “Um sapinho para você. Quem sabe você não o beije e acabe sendo uma princesa que vai conceder todos os seus desejos?” Quem conhecia a médica fechada que fazia curativos a contra gosto que estava em uma gangue para pagar dívidas jamais imaginaria aquele lado dela, mas ela sempre quis jogar aqueles jogos quando mais nova. Aproveitar do parque e não ficar sendo exibida igual um cachorro quente. “Então esteja pronto para perder, pois eu tenho uma ótima mira!” Fez uma arminha com a mão e assoprou. “Vou aceitar as bebidas mais tarde. Se sobrevivemos a tudo isso.” Ela ainda não esquecia o porquê de estarem ali. O porquê da tensão escondida e da risada nervosa que algumas vezes escapava. “Trem fantasma? Será que vou ter que segurar sua mão ou você é um menino crescido que aguenta esse tipo de coisa? Pois brinquedos já sabemos que não são seu forte.” O provocou um pouco se divertindo mais do que deveria com a situação.











