Faz tanto tempo que não entro aqui... lembrei de como era a uns bons anos atrás e senti falta, foi difícil lembrar a senha!! É boa a sensação de ver como muitas coisas mudaram, mas ainda amo escrever ❤️

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@d4rkprincess
Faz tanto tempo que não entro aqui... lembrei de como era a uns bons anos atrás e senti falta, foi difícil lembrar a senha!! É boa a sensação de ver como muitas coisas mudaram, mas ainda amo escrever ❤️
Jesus, que lugarzinho parado 😅
Se eu estivesse morrendo de joelhos Você seria aquele que me salvaria E se você estivesse afogado no mar Eu lhe daria meus pulmões para que você pudesse respirar Eu estou com você, irmão.
— Brother (Kodaline)
(In)compatíveis, capítulo 1: Sobre Santa Catarina Labouré.
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Capítulo 18.
Um dia cinza, mesmo sendo considerado um dia sem cor, ainda é um dia colorido. Cinza ainda é uma cor.
E dias cinzas combinam com mentes turbulentas.
Certa vez disseram pra Aysha que pessoas quietas tendem a ter mentes barulhentas e ela sempre soube que isso era real, ela mesmo era um exemplo disso. Sempre foi a garota quieta da família, aquela que fica no seu próprio canto enquanto todos os outros estão fazendo mil e um planos. Apesar de quieta, quando a garota tinha que falar algo, sempre era na sua total sinceridade. Ela nunca soube mentir. Talvez seja até por isso que tenha seus pais como melhores amigos.
Só que eles não sabiam sobre Adam.
Aysha, definitivamente, não tinha vontade de falar sobre ele. Sentia como se o “nós” entre ela e Adam existisse somente em seu próprio mundo, porque, pensando bem, era exatamente assim.
Depois que ela se recuperou da falta de ar na noite que conheceu Pedro, Adam fez questão de levá-la embora no mesmo instante, mas a garota não queria deixar seu novo amigo ali, alheio. Ela estava bem, oras, só tinha tido uma pequena falta de ar. Por essa razão, fez com que seu vizinho levasse seu novo amigo até a casa dele e ela pôde ir pra casa sozinha.
“Sozinha”. Aysha nunca está totalmente sozinha. Sempre acreditou em Alguém lá em cima. Nunca soube dizer se era Ele ou Ela, mas a garota sabia que Alguém havia e acreditava fortemente nisso, por isso nunca se sentia completamente sozinha. Tinha Alguém que a protegia e fazia companhia 24h por dia.
Algumas noites já haviam se passado e ela ainda mantinha contato frequente com Pedro, até mais do que com Adam e isso enfurecia seu vizinho. Ele via Aysha sorrir ao olhar para o celular, via como ela respondia tão rápido uma simples mensagem e viu como ela ficou feliz quando Pedro apareceu na escola na hora da saída. O garoto observou de longe como os dois pareciam um casal que não se via a meses, pois não se desgrudavam um segundo se quer e quando foram andando até o carro da garota, entrelaçaram as mãos.
Adam não sabia o que rolava entre os dois, mas sabia que nele rolava muito ciúmes. Aysha não poderia estar ficando com outra pessoa sendo que eles trocavam beijos casuais.
— Você só vai se sentir pior se ficar olhando os dois assim, brother.
Erin chegou ao lado de Adam e cutucou seu ombro, já o garoto sorriu fraco e abaixou a cabeça. Havia contado a pouco tempo ao seu melhor amigo sobre a sua vizinha das constelações de estrelas no rosto, Erin apoiava os dois para a surpresa de todos. Ele via como aquela garota havia mexido com seu amigo, coisa que nem Briana tinha sido capaz de fazer e isso amenizava a culpa que sentia por ficar com a ex-namorada do seu melhor amigo. Afinal, se Adam não gosta dela, ele não se importaria, não é?!
— Minha vontade é de ir lá e tirar Aysha dos braços desse cara.
— Tá esperando o que pra fazer isso?
— Eu não posso! – passou a mão nos cabelos nervosamente – Eu não quis tornar o que tenho com ela público e nós nunca colocamos como algo sério, então ela pode ficar com quem quiser. Ela é livre, cara. Eu esperava que por estar comigo, ela não fosse querer outra pessoa, mas eu não sou tudo isso. E o Pedro é um cara legal.
— Você tá parecendo adolescente de 15 anos sofrendo pelo crush. Qual é, Adam, eu nunca vi você falar assim de uma garota, não deixa isso escapar.
— Eu não posso, cara. Eu não posso meter ela na bagunça que é minha família, ainda mais com meus pais torcendo tanto pra eu voltar com a Briana.
— Se a Aysha já sabe como é sua família, é uma decisão dela. A partir do momento que você deixar claro o que sente por ela, brother, vai ficar nas mãos dela lutar contigo contra qualquer obstáculo que aparecer pra separar vocês.
— Pra um cafajeste nato, você tá me dando bons conselhos.
— Até o pior dos cafajestes se apaixona uma hora.
— Você ainda tá me devendo falar quem é a garota.
Adam deu um soco fraco no ombro do amigo que riu e logo os dois mudaram de assunto, já que Aysha já tinha ido embora com Pedro.
(…)
Pedro tornava tudo muito fácil. Sorrir era fácil, se sentir bem era fácil, ser feliz era fácil, mas deixá-lo ir embora era difícil. A garota sentia uma pequena vontade de guarda-lo em pote na prateleira de seu quarto. Estar com ele era sorrir o tempo inteiro.
Sempre escutou de sua mãe que Aysha devia manter por perto pessoas que a fazem acreditar que as coisas são fáceis, mesmo que um dia não sejam, mas que, principalmente, tratando de um relacionamento, ela deveria ficar com quem a faz acreditar que o amor é fácil, porque é assim que deve ser. Fácil, leve e feliz. Algo que Adam não ajudava muito no “nós” deles. Com seu vizinho era sempre tudo mais complicado, além de que era algo que devia ser escondido. Já Pedro fazia questão de mostrar que Aysha estava com ele, mesmo que fossem apenas amigos.
Aysha sentia seu coração aquecer com o jeito que Pedro a olhava, mas algo em sua cabeça dizia que era errado. Mas por que seria errado se ela é tão solteira no momento atual quanto fora à alguns meses atrás?! Sabia que uma pequena, porém importante, parte de seu coração pertencia a Adam. Nunca havia admitido, mas mesmo que não soubesse definir o que era, sentia algo pelo vizinho. Aqueles olhos azuis mexiam com todos os seus sentidos, porém estar com Adam era como lutar contra a maré forte. E Aysha sempre fora calmaria.
Ela tinha medo de mergulhar e se afogar sozinha.
15 - Não quero te soltar mais.
Dizer que eu fiquei com o que Dona Luisa disse na cabeça durante toda aquela semana, ainda é pouco. Aquela frase de “tudo começa na amizade” me assombrava a cada meio minuto e eu mal conseguia olhar para o Brian, o que fez ele estranhar, já que num dia estávamos quase nos beijando e no outro, eu mal o encarava. Eu não estou pronta pra ter algo com alguém. Não sei, ao menos, se um dia me sentirei bem por ser tocada por alguém. Não é pensando pelo lado negativo, mas depois que se tem um trauma tão grande quanto esse, não é nem um pouco fácil passar por cima. Sei que um dia posso amar tanto alguém a ponto de não me importar com mais nada e me entregar de vez, mas enquanto isso não acontece, estou bem do jeito que estou. E pretendo continuar assim, obrigada. <!— more —> — Mãe, eu quero ver meu pai. — Você vai vê-lo na sexta e vai passar o fim de semana com ele, filha. Dois dias e meio só com o papai. — Tudo isso? – fez um 2 com a mãozinha. — E mais um pouco. — Uau. Falta muito pra sexta? Eu comecei a rir com sua ingenuidade. Como eu queria que ela ficasse desse tamanho pra sempre. — Sexta já é amanhã, meu anjo. — Meu anjo – deu-me um beijo na bochecha e foi atrás de seus brinquedos. Dali a dois meses seria seu aniversário de quatro anos e eu já estava a procura de buffet para comemorarmos. Suas festas anteriores foram todas na casa dos meus pais, onde eles alugavam os brinquedos e montavam por lá, mas, dessa vez, eu faria diferente. E ainda melhor, faria sozinha. Eu estava no meu quarto, sentada na cama com o notebook no colo, uma caneta pendendo na boca e um caderno com várias anotações ao lado. Não era nada fácil fazer festa infantil, havia muitas opções. Angelina brincava no chão com sua nova casa de boneca dada pelo Brian e ria sozinha fazendo as vozes dos personagens. — Já te falei que você fica linda de coque? – Brian estava me olhando ancorado no batente da porta e ainda usava a roupa do serviço. Provavelmente tinha acabado de chegar, já que dessa vez eu havia ido embora com Angel no meu carro. — Não, nunca falou. — Você fica linda de coque – e sorriu chegando perto. Meu chefe sentou na beira da cama com o tronco virado para mim e eu permaneci na mesma posição, não queria fazer contato visual. — Obrigada, Brian. — E então, você vai me dizer o que tá acontecendo ou vou ter que descobrir sozinho?
Nessa hora tive que parar o que fazia para encara-lo. Seu semblante era sério, ele sabia que algo estava errado e descobriria de um jeito ou de outro. — Não tem nada acontecendo. — Pietra, em um dia nós quase nos beijamos, agora já faz 4 dias que você mal me olha. Logo você que gosta de conversar com as pessoas olho no olho. — Ok, tá legal. Eu só fiquei encafifada com uma coisa que me disseram e fiquei na paranóia com isso a semana toda. Olhar pra você me fazia lembrar e voltava tudo. — Que coisa? Respirei fundo. — A dona Luisa achou que estávamos juntos, quando disse que não e que somos amigos, ela comentou que tudo começa na amizade e contou a história dela com o marido. Ele, chefe. Ela, secretária. Os dois hoje casados a 37 anos. — E qual é o problema nisso? — Esse é o problema: não tem problema. Eu que tô ficando louca. — Você acha que nós dois podemos ser a Dona Luisa e o seu Geraldo da nossa geração e isso te assusta. — Não. — Isso não foi uma pergunta. Pietra, eu sei pelo que você passou, sei o trauma que carrega com você e compreendo seu medo e repulso por intimidade, eu não vou forçar nada. Nunca iria fazer algo do tipo. Eu trouxe vocês pra minha casa sem segunda intenções. Não trouxe você aqui pra te ter na minha cama, não que seja uma má ideia, caso você queira será bem vinda – eu ri negando com a cabeça – mas pode ficar tranquila, desencana. Se for pra ser, vai ser algum dia. Concordei com ele e sorri fraco. — Posso te dar um abraço? – ele pediu e eu assenti devagar com a cabeça. Brian se aproximou, tirando o notebook do meu colo e vendo que eu usava um short curto de malha que havia ficado mais curto por estar sentada, ele respirou fundo, colocando as mãos na minha cintura devagar, senti minha pele arrepiar e meu cérebro implorar por distância, mas eu queria abraçá-lo. Ele estava fazendo tanta coisa por mim e Angelina que eu precisava passar por cima do meu trauma. Por ele. Quando percebeu que eu não o afastaria mais, me puxou para si, fazendo eu parar em seu colo com uma perna de cada lado de seu corpo. Seus brações fortes rodeavam minha cintura com certa força enquanto os meus foram entrelaçados em seu pescoço. Aproveitei a deixa pra mexer em seus cabelos. Ainda mais macios do que eu imaginava. — Não quero te soltar mais – sussurrou entre o vão do meu pescoço, fazendo eu me arrepiar por inteiro. — Não solte. — Nunca.
Capítulo 6
Sempre coloquei o termo educado “senhora” antes do nome de minha psicoterapeuta. Ela nunca soube disso, e, quando soube, foi no meio de uma discussão.
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Capítulo Quinze
A brisa fresca da noite de sábado causava arrepios em Heather. Ela caminhava ao lado de Eleanor e Luke em direção a uma festa, no centro da cidade. Lea estava eufórica, preocupando os outros dois. Das últimas vezes, as coisas saíram de controle e Eleanor desmaiou. E sua animação com os eventos anteriores não chegava nem perto do que a garota aparentava estar.
- Vai ser tão legal! – exclamou dando pulinhos. Luke tentava disfarçar a preocupação, sorrindo e concordando, mas Heather notou que ele não estava tranquilo com toda aquela agitação. – Cadê o Stone?
- Ele está chegando. – Heather respondeu, estremecendo dentro do blazer preto que usava por cima do body também preto e da saia jeans, roupas as quais Eleanor aprovou de cara.
Estavam a duas quadras do local da festa, andando sem pressa, mesmo com o vento gelado.
- E se a festa não estiver lá essas coisas? – o rapaz perguntou, olhando em volta na tentativa de localizar o amigo.
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14 - Não fala meu nome assim.
Brian ainda não estava falando comigo.
Já fazia 3 dias.
Isso mesmo. Desde que eu dei “bronca” nele por pegar minha filha na creche sem a minha autorização, ele não falou mais comigo. E se caso tivesse que me falar algo, pedia pra Joanna ser a mensageira, o que estava fazendo dela, mais assistente dele do que eu mesma. E já estava cansada disso.
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13 - Não gosto de surpresas.
Acordar no dia seguinte não foi uma tarefa fácil. A cama parecia ser feita das melhores coisas do mundo e Angelina ainda estava abraçada ao meu pescoço, fazia frio lá fora, deixando ainda mais impossível conseguir levantar. Tirei os bracinhos dela de mim com delicadeza e desci pra cozinha, eu só acordava de verdade depois de uma xícara de café.
O único problema foi que eu esqueci que estava na casa do Brian e de camisola. E não, não era aquelas camisolas de vó, eu sempre gostei de dormir com camisola de seda que chegava parecer babydoll.
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12 - Obrigada por tudo.
Não demoramos mais do que quinze minutos pra chegar na casa da Sara e nem é necessário dizer que Angel saiu correndo porta a fora assim que eu desliguei o interfone na entrada da casa. Brian quis dizer pra eu não ficar pegando minha filha no colo porque ainda estava me recuperando, mas eu não dei ouvidos a ele e peguei Angel no colo assim que chegou até mim.
A saudade era tanta que nós duas choramos.
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Capítulo 17.
Aysha já havia perdido a noção do tempo. Estava a mais de duas horas perambulando pelo centro de Nova York, a famosa Times Square, tirando foto de tudo, cumprimentando pessoas que nunca vira na vida, cantando e dançando com algumas que faziam espetáculos na calçada e sorrindo verdadeiramente a todo instante.
Estava tirando foto de uma menina, aproximadamente 7 anos, e ela se vestia como se tivesse 30. Sua mãe estava junto, roupas sóbrias e caras, com uma feição seria e com o celular grudado na orelha. Já a menina carregava uma expressão triste, usava um vestido social demais pra uma criança e o cabelo estava tão preso ao rabo de cavalo que Aysha não sabia como aquilo não estava machucando-a.
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Tô sumida? Tô sumida.
Tô escrevendo? Tô tentando.
Tô bem? Nem um pouco.
Mas estamos ai. Saudade de vocês!
11 - Medo de você mesma.
— Mas ora Pietra, não vai me cumprimentar?
Humberto sorria de canto e eu conseguia sentir que ele só fazia isso pra me provocar, sabendo que eu ainda o temia.
— Por que você não vai para o inferno? Da onde nunca deveria ter saído!
— Acho que preciso conversar com sua mãe, você está muito mal criada. Ou eu posso te ensinar bons modos.
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Capítulo 11: Momento de raiva
Depois de duas semanas trabalhando com Ethan eu já havia aprendido o nome de todas as ferramentas que usávamos vez ou outra, além de ter aprendido a concertar coisas simples, sendo na verdade pequenos reparos, mas eu estava com muito orgulho de mim mesma; pelo menos agora eu não furava mais meus dedos pegando pregos.
E Ethan finalmente parou de rir da minha cara por causa disso.
Já fazia um mês que eu morava com Hanna e parecia que tinha sido um ano. Como tantos acontecimentos podem caber dentro de quatro semanas? Eu já não era aquela garota insegura que fugiu da casa dos pais, sentia que havia amadurecido de certa forma, experimentei coisas pela primeira vez, mas sabia que havia muito para aprender ainda. O caminho era longo.
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Continuação do livro Valentina ( @d4rkprincess ).
18 - Deu merda
Eu não sei se já disse isso em algum momento, mas a vida é muito louca.
É engraçado pensar em como as coisas vem e vão tão rápido, como tudo pode mudar em questão de segundos, como nada é garantido. “The Way” emplacou em diversas cidades no top 5 durante a primeira semana, mas na seguinte, quase ninguém a escutava mais e os The Street Tattoos já haviam sido esquecidos tão rápido quanto ficaram conhecidos.
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