✧ And in the end, I’d do it all again.✧ POV 12✧ Daisy Tennant✧
Enfim, seu pequeno Anthony estava em seus braços. O Reino Unido ainda estava tomado pelo caos e, sobretudo, pelos fantasmas. Ali, Daisy tinha sofrido muito e perdido tanto que não podia caminhar pelas ruas que tanto amava sem lembrar dos terrores. Aquela era a decisão mais difícil que já tinha tomado, mas Daisy sabia que era o que precisava fazer pela própria saúde mental e pela segurança de seu bebê. Não queria ir embora, mas, por Anthony Kingsley Tennant Carrow Parkinson, ela faria qualquer coisa. Daisy deixou o bebê com Thomasz por um momento para fazer o que precisava.
Daisy Tennant se despediu da Campo de Asfódelos, das ruas de Hogsmeade, da casa que dividiu com as amigas, de Hogwarts, da Floresta Proibida, de tantos locais que marcaram sua vida. Ela se despediu dos lugares porque não tinha forças para se despedir das pessoas. Se fizesse isso, se falasse com eles, não conseguiria se afastar. Seus amigos eram o motivo pelo qual ela lutou por tanto tempo, a fonte de seu apego àquele lugar. Ao invés de encontrá-los, explicou a todos o que estava fazendo através dos cadernos enfeitiçados que ganhara de Necalli.
Daisy estava se mudando para o Brasil junto com o bebê. Thomasz iria com ela e Sierra os visitaria sempre que possível, mas Daisy Tennant nunca mais colocaria os pés no Reino Unido. Até seus pais se mudariam com ela e com o neto. Daisy conseguira um emprego como pesquisadora de poções na Castelobruxo e o futuro parecia brilhante, embora fosse, de muitas formas, vazio.
Tennant sentia que estava deixando para trás pedaços da própria alma, seus amigos e irmãos que ela amava mais que a si mesma. Não sabia como continuaria inteira, mas tudo bem. Havia anos que ela estava quebrada e ainda assim, contra todas as probabilidades, continuava de pé. Daisy sobrevivia. Era isso que tinha feito a vida toda e é isso que faria agora, por seu filho.
Abraçou o caderno enfeitiçado junto ao peito por um momento e o deixou sobre a mesa do apartamento que um dia fora seu. Não podia levar esse pedaço daquele mundo consigo, ou jamais conseguiria se desprender. Daisy precisava olhar para a frente agora, pois as luzes e trevas do passado eram fortes demais e a segurariam para sempre se ela lhes desse a chance. Secou as lágrimas e aparatou dali pela última vez.
















