em new york, é difícil saber quem são os seus verdadeiros aliados. se resolver depositar a sua confiança em KANTSOM "KANT" DAJPAISARN, talvez vá lhe encontrar LENDO E PESQUISANDO ou passando pela entrada de HIDDEN SCROLL. pode notar pelo sotaque que nasceu em AYUTTHAYA, precisa de um descanso por ser SENTINELA DOS SAQUEADORES dos NEFANDI e venceria um concurso de sósia de ARCHEN AYDIN. ainda não temos muitas opiniões ao seu respeito, mas KANT passou os últimos 230 (25) anos sendo chamado de RANCOROSO e PACIENTE, o que não mudou depois que começou a atuar como CONSELHEIRO E APOIADOR NO GREEN-WOOD.
Until the day I die
I'll spill my heart for you
Poucos conheceram Ayutthaya da forma que Kant conheceu. Uma cidade que foi se perdendo e deixando de ser capital da Tailândia. Ele fazia parte de um grupo de tradição na Tailândia. Eram bruxas ligadas ao ar e água. Por ser um local tão repleto de praia e belezas. Geralmente ligadas a cura, e trazer boa sorte para a região. Faziam acordo para provisões, e junta a força religiosa traziam paz e harmonia na região.
A vida dos sonhos de Kant foi escapando de suas mãos quando após não conseguir curar um dos seus, a filha de Kant, Mint, foi amaldiçoada. Não importava o que ele fizesse ou implorasse não conseguia curar aquela maldição, e sua raiva fez com que ele matasse aqueles que a amaldiçoaram.
Viajou ao mundo em torno de uma cura. Fazendo acordos, e procurando respostas. Sua companheira se recusou a ficar com ele o culpando pelo acontecido, e foi a responsável pela sua expulsão do seu grupo. Não ligou para isso, pois agora fazia acordo com demônios ou qualquer entidade que o desse respostas, e mesmo assim nenhuma chegou. Ele oferecia vidas, oferecia tudo que podia e não conseguia nada.
Quando conheceu a Madre, a mesma prometeu ajudar com a cura, mesmo com a/o Sentinela dos Falsários se recusando a ajudar. Ele foi se tornando uma força ao lado da Madre fazendo tudo que lhe era pedido para conseguir mais força para resolver aquela maldição. Com o tempo parecia que sua pauta havia sido esquecida, mesmo ele tentando lembrar a Madre todos os dias. Sempre havia algo a ser feito que acabava tomando mais atenção. Isso fez com que ele tomasse decisões por cunho próprio tentando achar uma cura. O amor de um pai não poderia ser comparado a nada.
Não é incomum vê-lo estudando o tempo inteiro e procurando informações na Hidden Scroll ou em seu trabalho no cemitério pegando as pessoas em seu momento de mais fragilidade para oferecer soluções para suas dores e assim deixando todos na organização contentes com seu trabalho.
Muitos estranham uma figura que teoricamente seria um jovem adulto ali no cemitério. Ainda mais quando Kant dizia que era um conselheiro e estava ali para escutá-los. Estava um pouco movimentado ali, mortes ocorriam todos os dias em Nova Iorque e ali sempre parecia lotado, mas agora ainda havia um quê de curiosidade. Principalmente para os sobrenaturais que nem mesmo ligavam para a vida humana. Eram raros aqueles que prestavam suas homenagens, e em parte, ele entendia. Quando se vive muitos anos a vida começa a parecer somente um sopro e é muito mais doloroso ficar se apegando a cada alma, mas ainda assim era alguém que havia tocado você. Interagido com você.
Sentou-se em um banco ao lado de muse. "Alguém importante aqui?" Começou perguntando. Quando havia começado a trabalhar sua magia era trazendo fartura, boas energias, e consagrando casamentos e nascimentos. Desde que havia trocado todos os seus preceitos e agora ao invés de energizar com pensamentos positivos ele se alimentava da tristeza e dor alheia. Fazendo disso a principal fonte para sua magia.
Olhou ao seu redor para onde estavam os supostos colegas e a visão não lhe agradou muito, mas trabalho é trabalho e nem sempre se pode ter a sorte de uma boa companhia. Andrea já estava de costas para o homem quando ouviu sua voz admitindo que gostaria, sim, de dançar com a mulher.
─ Você vai ver, dançar comigo é como voar pelo salão, não vou te desapontar. ─ o breve exagero saiu de seus lábios depois de notar uma tristeza profunda estampada nos olhos do homem à sua frente. Quando tinha o avistado de longe, só imaginou que ele estivesse tenso e uma dança fosse o ajudar, mas agora que estavam cara-a-cara e em posição de valsa Andrea o sentia escapar do presente e se amargurar com o passado. Talvez estivesse projetando, afinal ela sabia bem a sensação de reviver mais do que de fato viver. Bem ou mal, seus olhos marejaram ao perceber bondade no desconhecido. ─ Às vezes dançar é conversar sem palavras.
A verdade por trás das palavras da mulher o atingiu de forma que ele não acreditava mais. Ele se lembrou de décadas atrás, onde ele e seu grupo original dançavam para os deuses das águas. Desejando felicidades a noivos, a nascimento de crianças e a prosperidade. Eram festas sem fim. Regadas de frutas e bebidas. Uma realidade diferente da seita que estava hoje. Um mundo que havia ficado para trás quando sua filha foi amaldiçoada. Muitos anos atrás ele amava dançar. Hoje em dia, só fazia seu trabalho, mal sobrevivendo, mas vivendo em busca de uma cura.
"Então converse comigo." Esticou os braços lembrando dos passos que faziam décadas atrás. Rodopiando com a mesma durante a valsa. Querendo afastá-la de possíveis predadores que ali rondavam. Gostaria de ter um pouco de persuasão em seus poderes para fazê-la sair dali. Por mais que ele agora estivesse dedicado ao caos e ruína, algo nele ao ver a vida tão frágil ainda deixava marcas em sua alma. "Você gosta? De dançar no caso? É seu trabalho, certo?" A leveza dos passos enquanto aproveitavam a música trazendo algo natural dentro dele vir a superfície que a muito tempo não surgia.
⠀⠀⠀⠀⠀⠀havia uma surpresa em seu olhar ao observá-lo um pouco mais. conhecia-o das vezes em que o vira conversando com o conde e a condessa, enquanto sua curiosidade falava mais alto que qualquer outra coisa. o que tanto conversavam? por qual motivo ele iria atrás de membros tão importantes nos lasombra, e não diretamente a ela? era a pergunta que constantemente fazia, tentando arrancar dele vez ou outra quando se encontravam — ou antes que ele pudesse correr dela. “se reparar bem, ela conhece aqueles que realmente importam nessa cidade, por isso uma festa tão grande.” arqueou uma de suas sobrancelhas, com um pequeno sorriso que demonstrava seu divertimento com a situação. mais uma vez, ele tentara correr antes mesmo que pudesse arrancar a verdade dele. vivienne entrou em seu caminho, com uma expressão inocente demais para quem sentia os interesses do clã ameaçados, sobretudo quando envolviam os nefandi. “a festa mal começou e já está para ir embora? fique um pouco mais, eu insisto.”
Das muitas coisas que havia aprendido com o tempo era que deveria sempre manter-se quieto sobre suas pesquisas e escolhas. A presença de uma figura tão importante Lasombra em seu pé fazia com que ele soubesse que talvez não estivesse sendo tão sigiloso com suas visitas quanto gostaria. Porém, não era ele que retomaria ao assunto. Apesar do olhar da outra fazer com que ele pensasse que já havia sido descoberto. Sua conversa com Cesare e Minerva estavam o deixando cada vez mais ansioso. Se sua teoria de que o sangue do vampiro pudesse trazer de volta e acabasse com a maldição de sua filha fosse real, ele venderia sua lealdade sem nem pensar duas vezes. Assim como traiu sua lealdade perante as bruxas elementais que traziam o equilibro na Tailândia. Nada disso importava para ele, somente ter Love em seus braços novamente, sorrindo para ele.
"Não sou a melhor companhia para uma festa, e aposto que muitos aqui amariam a companhia ou a dança de uma mulher tão bela." Tentou alegar querendo escapar pelas laterais. "Posso ser útil a senhorita?"
Com atenção, podava os espinhos das rosas brancas cultivadas nos jardins da igreja. A sensação de estar sendo observado desde bem cedo na manhã era mais irritante do que amedrontadora, afinal, aquilo não era uma caça às bruxas. Ainda assim, precisou redobrar os esforços em acalentar o coração de fiéis assustados, especialmente os que sentiam medo do sobrenatural e acreditavam, de fato, que era um vampiro. Odiava esses; para eles, qualquer criatura era a mesma coisa, o que considerava uma ofensa sem tamanho, mas também os tratava como infernais comuns, enquanto passava exercícios mentalmente exaustivos para que fortalecessem sua fé em casa (que eram, em suma, ritos e maldições disfarçadas para a exaltação da entidade a quem servia, em jogos de palavras ocultas).
Ao perceber a figura de Muse, abriu um sorriso cordial, e apontou para o lugar ao seu lado, um banco de madeira bem polido e lustroso. "A igreja está lotada, provavelmente há poucos espaços lá dentro." Comentou, retirando as luvas de jardinagem para se sentar também. "Fico feliz, é claro. Nossas portas são abertas para todos que precisam de ajuda, mesmo que, em muitos casos, só percebam isso em momentos de desespero." Havia um brilho oculto por trás dos olhos ao dizer isso, porque estava estudando o que exatamente era a necessidade da criatura à sua frente. "Precisa de um espaço mais discreto? Não tenho confissões agendadas no momento."
Por mais que aquele fosse um ambiente comum aos Nefandi, estar ali era incomum para Kant. Ele preferia a paz do cemitério e poder retirar sua energia do lamento das pessoas. Não conseguia ainda mexer com a fé e crença das pessoas ainda vivas, e muito menos enganá-las para seu lado com acordos. Afinal, ele era um que dependia disso. Havia concordado em fazer parte do Nefandi, trazer o caos e respeitar a hierarquia da Madre, por seus próprios interesses. Ele faria qualquer coisa pela filha, e nisso estava incluso trazer tudo de mal para a sociedade atual. Desde que sua filha voltasse para ele. Só que tanto a Madre quanto o sentinela a sua frente não pareciam querer colaborar com ele nesse sentido, e por isso, Kant estava cada dia mais apreensivo.
Não era a toa que ele estava se aproximando dos vampiros para ver se eles havia uma resposta. Porém, com o acontecido na festa era melhor rever a situação junto ao outro. Deixou Castillo continuar a falar com seus seguidores, apenas aproveitando seu espaço ao lado da parede. Os olhos necessitados das pessoas. Ele era um deles. Faria de tudo por sua filha, mas não havia ali nenhuma entidade que ele já não tivesse procurado que fizesse o acordo ou conseguisse livrar a maldição de sua filha. Quando o outro terminou de atender, Kant foi até ele, tocando levemente em seu cotovelo. "Nós poderíamos utilizar de um espaço mais discreto." Apontou para o lado de fora onde não havia nenhum humano por perto ali. "Não consegui falar com a Madre ainda sobre qual seria o posicionamento sobre o ocorrido. Iremos apoiar ou condenar os vampiros? Eles estão fazendo o papel de terror e morte diria até que trouxe mais fiéis querendo paz no coração pela pobre menina. Ela chegou a falar com você, a Madre?"
starter fechado com @dajpaisarnkant no hidden scroll.
Não sabia o que era mais curioso, a ligação repentina do parceiro de crime ou o local no qual estavam se encontrando, mas definitivamente estavam em um momento completamente fora do comum. Dominic nem combinava com a livraria em questão, folheando um livro qualquer em suas mãos enquanto os olhos acizentados estavam focados fixamente na imagem dele, ao seu lado, concentrado com alguma coisa que não interessava, ao menos não para Dominic.
E, bem, Kant estava sendo a sua diversão do momento, porque estava adorando vê-lo franzir o cenho enquanto fingia que lia alguma coisa, e entendeu que era fingimento quando viu os olhos dele correr pela mesma linha algumas vezes. Chegou a morder o lábio inferior para conter a risadinha que soltaria, em diversão pela situação constrangedora no qual o homem mais velho estava passando, pendendo levemente a cabeça até senti-la encostando na estante atrás dele.
"Eu já sei o que vai dizer..." Falou quando percebeu que o homem iria dizer alguma coisa no seu decimo ou milésimo suspiro que soltou naquele momento. "Pare de me encarar, nong domi" Incluiu as palavras finais porque sabia que jamais ouviria algo tão delicado por parte dele. "E eu já sei o que responder..." Foi abaixando o tom de voz enquanto virava um pouco o corpo para se aproximar um pouco mais. "É impossível não ficar encarando você, P'Kant" O termo em tailandês foi provocativo, porque sabia muito bem o que poderia causar no outro.
Poucas coisas tiravam Kant do eixo. Ouvir o nome sendo referenciado na própria língua, ou a presença de Dominic que sempre acabava tirando um pouco de seu tempo de vida imortal. Sim, havia pedido para se encontrar com ele para ver sobre uma peça. Sabia que o mesmo estaria ali, mas o outro estava adiantado e Kant gostava de sua pontualidade. Por isso, de começo, tentou ignorar a presença do outro até o horário estabelecido. Eram poucas situações que faziam Kant se tornar como um humano novamente. Sentimentos mesquinhos e brincadeiras fora de hora, mas a Dominic parecia invocar aquilo nele, pois sempre queria mais do que ele conseguia oferecer. Fosse atenção ou qualquer outra coisa.
Já que não conseguia nem mais fingir que estava lendo fechou o livro em mãos e colocou na parte interna do casaco para voltar a leitura depois. "Sabe é falta de educação ficar encarando. Vou acreditar que tem alguma coisa errada no meu rosto como se uma segunda criatura estivesse saindo dele, e eu ainda não fiz nenhum tipo de acordo dessa forma." Não era muito bom em piadas, mas às vezes escapava de seus lábios. Guiou o caminho até uma mesinha onde deixava seu chá a mão tocando na xícara e sua magia atravessando para a água aquecer novamente. Ele sempre se conectava com a magia elementar. Ofereceu para o outro. "Sei que te chamei para ver o objeto, mas você está bem adiantado. Tem outra coisa que posso lhe ajudar?" O nervosismo sempre pegava o melhor dele na relação com o outro, pois ele sempre acabava cedendo e se abrindo mais do que deveria. Kant não era muito disso, e por isso que evitava ao máximo passar mais tempo com o outro.
Os passos resguardados eram um tracejo já muito comum seu, mesmo após um tempo, ainda não havia se acostumado com a cidade. fora convidada a fotografar o evento, mas então, parada diante da fachada, o barulho dos carros a perturbava. o som de saltos tilintando e os motores rugindo, toda a balburdia inata de new york eram para ela grandes maquinas de demolição que demoravam a se acomodar nos espaços recém criados de sua mente. espaços que antes eram habitados pelas paredes brancas do hospital, corredores infinitos, grades de apoio. agora haveriam de se habituar com toda a civilização caotica. ainda dentro da instituição estudara diplomacia o suficiente para não se portar como um bicho do mato, assustado com as luzes, mas do fundo, era o que era. e isso não foi possivel negar quando, ao menor indicio de uma aproximação as suas costas a morena se virou, erguendo e apontando o bico enferrujado da tesoura velha para a figura que se aproximava dela. “santo deus, você me assustou.” chiou antes de abaixar o objeto pontiagudo.
Não queria ter chamado atenção. Quando notou a presença de Victoire no ambiente algo instintivo e protetor dele acendeu. Afinal, sentia-se um pouco responsável por ela. Após toda a situação com a mãe, por mais que ele tivesse tentado a melhor saída, nem sempre era um final positivo. Magia sempre envolvia custo e alguém sempre saia ferido. Sua filha ainda estava no hospital e sua maldição estava mais perto de ser resolvida do que quando havia começado sua pesquisa. Mesmo assim, ele tentou dar seu melhor sorriso. "Desculpe, Vic. Só estava querendo ver como estava. Já que agora você não está mais no hospital não nos vemos tanto. Não que eu quisesse que você voltasse para lá." Agora a questão era como ele poderia fazer a mulher sair dali, afinal, um local cheio de vampiros, lobos e bruxas não seria bom para uma humana. "O que veio fazer aqui hoje?"
⠀( … )⠀SETTING ⠀: ⠀starter aberto no salão principal⠀.
⠀⠀⠀⠀⠀em retrospecto, vivienne se recordara de inúmeras ocasiões, quando fora transformada, em que o controle se esvaia de seus dedos. naquela noite, sentia-se da mesma forma, onde a fome falava mais alto que a razão – um sentimento que já não era tão comum para alguém como ela. batucava os dedos na taça que segurava, mantendo sorrisos gentis para qualquer um que cruzasse seu caminho, como uma maneira de disfarçar o incômodo que a perseguia como um agouro. fossem vampiros, lobisomens – estes ao qual se esforçava para não torcer o nariz – e bruxas, até mesmo humanos deslumbrados e ingênuos, que sequer imaginavam a existência de seres tão cruéis, eram vítimas de suas palavras gentis e sorrisos repletos de intenções veladas. apenas precisava manter a política da boa vizinhança, a máscara que gostava de sustentar para aqueles ao seu redor como forma de fortalecer os laços que os lasombra possuíam. “uma bela noite, não acha?” chamara a atenção daquele ao seu lado, embora não parecesse ter notado sua presença até ouvir a voz melodiosa em seus ouvidos. “nunca imaginei que alana pudesse ser tão empenhada em bailes, consigo até mesmo me sentir em casa. você não, gracinha?”
Gracinha? Já havia escutado muitas coisas durante os anos, mas gracinha era novidade. Poucas pessoas se aproximavam dele, afinal, seu local de trabalho era um cemitério. Quando não estava lá, estava cercado de livros. Então, pessoas (vivas) não eram muito comuns em seu ciclo. Somente quando precisava conversar com negociantes, mas deixava isso para seus saqueadores. Como sentinela, ele poderia apenas administrar isso falando com os bruxos mais capazes, e "gracinha" não era algo que geralmente estava no vocabulário.
"Mas sim, é uma noite bonita. Não a conheço. Só o que ouvi por cima, mas ela parece conhecer muita gente. Vim com uma amiga, mas realmente, ela colocou muito empenho nisso." Tentou ser o mais educado possível, mas o rosto ao seu lado fez sentido para ele. A Consigliere que ele estava evitando. Das vezes que foi falar com Cesare e Minerva. Droga, respirou fundo. "Creio que tenho um compromisso, se puder me dar licença."
𓊈 𝑆𝑇𝐴𝑅𝑇𝐸𝑅 𝐴𝐵𝐸𝑅𝑇𝑂 𓊉 ┋ 𝑎𝑚𝑏𝑖𝑒𝑛𝑡𝑎𝑐̧𝑎̃𝑜: pista de dança.
Desde que chegou na festa, lá pelas 21h, Andrea tentava se lembrar de não se emocionar com o luxo do lugar e focar no que lhe foi pedido - entreter os convidados. Era difícil sempre que precisava ir ao banheiro e a água da pia saía da torneira quentinha, ou quando o garçom não levava a taça embora da mesa depois de vazia. Eles sabiam que ela ia dar um jeito de levar uma para casa, né? De qualquer forma enquanto estivesse ali deveria agir e se apresentar como Anna, seu nome de stripper. Por isso quando viu seu muse não pensou duas vezes antes de se aproximar e pedir uma dança, seria ótimo para quebrar o gelo, já que nenhuma gota de álcool entra no corpinho da jovem a dança e o calor de dois corpos daria o jeito na coisa.
─ Qual é, vem dançar comigo! ─ Anna balançou os ombros enquanto firmava o sorriso doce nos lábios pintados de vermelho, as mangas de sua camiseta cheia de babados balançava conforme ela se movia na direção de Muse.
Estava firme em sua decisão de evitar a pista de dança. Sua única exceção se fosse realmente obrigado a isso pela Madre, pois jamais desrespeitaria sua hierarquia em um evento cercado de pessoas do Dante. O problema era que precisavam parecer como pessoas comuns que adoravam festas na alta burguesia nova iorquina. Décadas, muitas décadas, atrás aquele seria um evento que ele provavelmente adoraria. Se estivesse com a filha e a mulher. Na Tailândia festas eram celebrações para suas entidades e traziam magia para suas mãos. Principalmente purificação e paz para o próximo. Agora, não conseguia sentir nada daquilo, apenas um vazio que só seria preenchido quando sua filha estivesse de volta em seus braços.
Ele não era um grosseiro, mas quando notou a mulher que parecia trazer uma áurea humana percebeu que não tinha muita escapatória. "Eu não sei dançar isso e não devo ser a companhia mais agradável, senhorita. Aposto que meus colegas ali irão se divertir mais." A perspectiva de deixar uma mulher que parecia gentil, que estava apenas fazendo seu trabalho, nas mãos de pessoas que ele sabia por já terem se esbarrado no Dante, não eram tão boas, não era da sua personalidade. Então quando iria levá-la até eles, soltou um suspiro, e decidiu irem até a pista de dança. Tentando puxar da sua mente os passos daquela dança que havia aprendido muito tempo antes. "Mudei de ideia, mas não espere muito, tudo bem?"
@velorenmortuary disse “ If it weren't for you, I'd be here all alone. ”
"Digo o mesmo, Nyssa. Infelizmente, tive que já fazer alguns contatos. Certificar-me que todos estão fazendo sua parte ou se encontraram coisas novas. Muita interação social para uma noite. Já estou esgotado." Kant era acostumado com a paz de estar sempre no cemitério. Ouvindo somente o choro e lamentações daqueles que perderam aqueles que amavam. Agora toda aquela música, e dança. Sem dúvidas justificavam sua dor de cabeça. Por poucos segundos desejou pegar uma das taças que tanto eram servidas ali, mas manteve-se com sua garrafa de água.
O bruxo evitava beber para manter seu corpo limpo para poder trabalhar em sua magia e feitiços. Geralmente, se bebia perdia o controle de suas habilidades e contatos com outras entidades superiores, portanto, sem álcool para ele. "Não encontrou ninguém mais interessante para a noite? Aposto que você poderia estar se divertindo se quisesse."
Mais por divertimento pessoal do que necessidade, Bjorn aproveitou-se do momento em que o outro acatou seu pedido para se aproximar mais do que era necessário. Os olhos atentos descendo com interesse por sua figura, como se estivesse planejando o que faria com ele. No entanto, era apenas um momento de enorme teatralidade de sua parte, que terminou naquela risada baixa e anasalada que deixou escapar quando parou à frente dele. ━━ Você é do tipo obediente, então? ━━ Questionou, em tom absolutamente divertido. ━━ Interessante.
Então, o vampirou relaxou a postura e finalmente revelou o motivo de seu pedido ao retirar uma pluma dos cabelos do homem. Talvez pertencesse às vestes de algum convidado. Sem nenhuma palavra sobre o ocorrido, dispensou o enfeite pelo balcão e então relaxou a postura ao recostar-se ali. ━━ Por que está aqui sozinho? Não está gostando da festa?
Ah, humor. Como se ele fosse capaz de dar risada ou se divertir com pequenas piadas ou frases como aquelas. Kant, infelizmente, era introvertido demais para cair em conversas ou piadas assim. Todavia, ele também não era grosseiro e com anos de experiência levantou o olhar para encarar o homem que ao contrário dele estava bem despojado ali. "Não é o meu local favorito. Muitas pessoas juntas, vivas, me fazem sentir sufocado." Ele não estava mentindo, mas como queria provar um ponto levantou a sobrancelha.
"Trabalho em um cemitério." Explicou a piada mostrando que também conseguia se divertir um pouco para manter uma conversa agradável. "A minha desculpa é que lido melhor com os mortos do que com os vivos. Qual a sua?" Afinal, para estar ali com ele ao invés de se divertindo ali embaixo deveria haver um bom motivo. Vários garçons servindo os mais diferentes tipos de bebida passaram e pela milésima vez ele pediu para o que parou na frente deles. "Por favor, eu pedi uma garrafa de água. O último garçom riu de mim achando que era brincadeira, e depois sumiu. Deve ainda estar pensando que é uma, mas eu realmente gostaria de uma água." Deu espaço para que o homem ao lado, se quisesse, pegasse a bebida que estava sendo servida.
Para um introspectivo como Kant, que mesmo vivendo a mais de um século, festas nunca haviam ficado melhores. Quando ainda estava com sua mulher e filha, a vida na Tailândia era festa e festejo. A forma com que eles trabalhavam era sempre através de rituais espirituais com frutas, flores, sorrisos e bebidas. Lembrava de dançar, e rodopiar. Coroas de flores. Após a maldição de sua filha nunca mais pisou em um salão. Sabia que a Madre não iria gostar se ele não fosse. Para alguém que vivia de descoberta e contatos, esse evento era uma chave de ouro.
Sempre muito sensitivo para as energias ao seu redor não pode deixar de se sentir um pouco sufocado precisando de ar, e quando foi até um balcão com vista para os fundos ouviu a frase. Ficando parado assim como foi ordenado. Esperando que o outro explicasse o porquê do pedido.
kant dajpaisarn disse: eu poderia estar lendo, estudando, ajudando alguém, mas não a madre quer que todos nós estejamos presentes essa noite, então todos nós estaremos.