“As pessoas tem coisas mais importantes para se fazer no momento do que se preocuparem comigo indo para uma cirurgia, digo isso nem fazendo graça nem nada, é apenas o que acho de verdade. Ainda mais algo tão bobo, é apenas para diminuir as dores e impedir que a síndrome se espalhe. O máximo que pode acontecer comigo é… Eu perder o movimento das pernas, mas isso nem vai fazer muita diferença, porque não posso mais voltar a lutar por conta das dores constantes e também já perdi a única coisa que realmente importava na minha vida: você. Essas drogas devem estar começando efeito para me fazer falar isso, me desculpa, sei que não é justo despejar tudo isso em cima de você agora. Não!” O homem gritou essa última parte se desesperando com a possibilidade. “Depois lido com eles, por favor não vai embora. Irei perder todo o meu equilíbrio se você for embora. Eu também quero que fique…”
"Olha só Dean." Segurou o rosto do mais velho entre as mãos pra ele a olhasse sem desvio. "Eu- Você sabe o que eu sempre senti por você, mas mesmo se eu não sentisse, eu me preocupo. No fim, eu ia ficar em outro lugar pensando nisso, você é importante. E não pensa no que pode dar errado, vai fazer diferença sim, mas não pensa nisso. Você vai ficar sem dor e isso que importa." Conteve a vontade de fazer um carinho com o polegar no rosto alheio e soltou-o, deu um passo pra trás por fim. "Dean, a gente não continuou juntos porque você não quis... Tudo bem, já tá se sentindo sonolento?" O grito não a assustou, mas a fez sobresair-se. Segurou a mão dele, com a mão em que não usava a aliança, e a apertou mostrando que não ia sair. "Fica calmo, eu não vou pra lugar nenhum até você poder ir comigo."