Os últimos meses me assombraram com uma dúvida que eu carregava há tempos: qual era o meu propósito de vida?
Eu acho que os anos lendo, aprendendo e ensinando sobre organização e desenvolvimento pessoal me levaram a acreditar em um modelo de propósito cruel. Eu sentia que todas as minhas ações deveriam ser precisas e que elas me conectariam com o meu propósito maior que, sendo honesta, nem fazia muito sentido para mim.
Porém, a vida passa e o tempo nos ensina coisas maravilhosas, sempre baseadas no amor e na dor. E essas experiências nos transformam. Já escrevi sobre isso aqui, inclusive.
Apesar dessa experiência com propósito, ainda me pego pensando nele. Porque acredito que a nossa passagem por esta vida não pode ser simplesmente sobreviver; precisamos existir e fazer a diferença. Mesmo que nasçamos sozinhos e passemos a maior parte do tempo assim, seria injusto demais passar pela vida das pessoas sem deixar marcas boas e gentis.
Então, em meio a muitas divagações, cheguei a uma conclusão que me agradou muito: o propósito da vida é a experiência. É passar por ela extraindo o máximo dos seus momentos e aprendizados, sempre tentando evoluir como pessoa. É se permitir sentir tudo o que precisa ser sentido — dor, saudade, amor, alívio, sofrimento, felicidade, nostalgia.
E, então, internalizar esses sentimentos, as memórias, as histórias criadas. É rir daquele dia em que quase deu merda, mas que você lembra e conta para os outros dando risada. É olhar para um momento de dor e ser gentil com você mesmo quando as coisas desandaram e você foi forte, mesmo sem perceber.
É sobre não se arrepender das suas escolhas, mas ter criado maturidade para perceber que, sem elas, você não teria vivido experiências que te mudariam por completo.
Não importa que a gente esteja nesta vida só de passagem, o importante é criar experiências — e, para mim, tentar deixar o mundo um lugar melhor do que o encontrei.
Com amor, Dani.
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