"Há beleza no caos, mas faltam olhos na alma que lhe permita admirá-lo.
Em um primeiro momento quando digo as pessoas o quanto admiro o ser caótico das coisas, recebo olhares de incredulidade, surrealismo e de medo.
Mas por qual motivo iria deixar de admirar aquilo que foge do previsto, não se limita aos padrões e destrói qualquer expectativa de inércia ou conforto?
O caos é justamente isso: É a energia de movimento.
É o vórtice que lhe suga na imprevisibilidade e te obriga a se (re)inventar 7, 14, 21 vezes e quantas mais forem necessárias.
É a dor que lhe concede a energia de bater forte certas portas que se mostram velhas e dar adeus a determinados lares, rostos e hábitos que se algum momento lhe fizeram sentido, já não lhe bastam mais.
Honrar teu caos é admirar a confusão que carrega dentro de si e saber que quando o caminho não houver saída, você será capaz de criar um novo destino.
Honrar teu caos é entender, acima de tudo, que a vida é curta demais para se perder na monotonia anêmica do mundo."