por que desse jeito?
por que essa roupa?
por que agora?
porque eu quero.
por mim.
pra mim.
2024 © darlene carvalho | ilustração digital

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@darlenecarvalho
por que desse jeito?
por que essa roupa?
por que agora?
porque eu quero.
por mim.
pra mim.
2024 © darlene carvalho | ilustração digital
arte minha.
2023 © darlene carvalho
www.darlenecarvalho.com.br/contato
para não esquecer: eu amo esse filme. já perdi a conta de quantas vezes eu vi.
Filme: Pendular
2017, Brasil.
Direção: Júlia Murat
LMAOOOOOOO
Lettering - Silêncio, por Darlene Carvalho.
Aqui o silêncio existe e inexiste de diversas formas. Às vezes, preciso disso pra trabalhar em algum projeto específico. Não é apenas sobre o silêncio do outro (da vizinhança, por exemplo, não controlo), pode ser o silêncio que eu crio para manter a sanidade mental: pausar notícias pra não pirar é um exercício recorrente em tempos tão sombrios. Sendo assim, o silêncio pode ser paz, aconchego, empatia, trazer alegria. Prefiro esse lado bom, porque o contrário pode ser agressivamente destrutivo, com desdobramentos que vão além de palavras não-ditas ou pausas sonoras. Desejo que os seus silêncios sejam bem-vindos.
Pablo Neruda tem um poema que me encanta por sua profundidade. Inspirada nessa obra que eu comecei a rabiscar a palavra silêncio.
O SILÊNCIO
Agora contaremos até doze e ficaremos todos quietos. Por uma vez sobre a terra não falemos em nenhum idioma, por um segundo nos detenhamos, não movamos tanto os braços.
Seria um minuto flagrante, sem pressa, sem automóveis, todos estaríamos juntos em uma quietude instantânea.
Os pescadores do mar frio não fariam mal às baleias e o trabalhador do sal olharia suas mãos rotas.
Os que preparam guerras verdes, guerras de gás, guerras de fogo, vitórias sem sobreviventes, vestiriam um traje puro e andariam com seus irmãos pela sombra, sem nada fazer.
Não confundam o que quero com a inanição definitiva: a vida é só o que se faz, não quero nada com a morte.
Se não podemos ser unânimes movendo tanto nossas vidas, talvez não fazer nada uma vez, talvez um grande silêncio possa interromper esta tristeza, este não nos entendermos jamais este ameaçar-nos com a morte, talvez a terra nos ensine quando tudo parece morto então tudo está vivo.
Agora contarei até doze E você se cala e eu me vou.
Assista a "De Punhos Cerrados (I Pugni in Tasca), de Marco Bellocchio (1965)" no YouTube
Assista a "I Pugni in Tasca (1965) ORIGINAL TRAILER" no YouTube
De punhos cerrados
Elenco: Lou Castel, Paola Pitagora, Marino mase.
Diretor: Marco Bellocchio
1965, Itália
É considerada uma obra-prima do cinema italiano. Primeiro longa-metragem desse diretor.
E agora? Soube no final. Quero assistir.
(via https://open.spotify.com/track/1E2TPHygHwO5m602LLaQZ3?si=kSxayc1oRHGiL5anb_GFDA)
Samba pra espantar a dor!
opte pela autenticidade. ela fará a seleção natural dos que deverão seguir com você. recuse o fardo de querer agradar a todos. é perda de tempo. buscar a unanimidade é escravidão. bom mesmo é estar com os que não lhe imaginam, com os que quiseram conviver com a sua verdade. (pe. fábio de melo)
René Magritte - The Spot on the Map. 1955
(via https://open.spotify.com/track/5aVgJZi0UEFOaDWyk77hcq?si=zDWFEsNCQESXnbd86CyIMA)Olha
A gente se aproveita.
(Martins)
Se tudo é tão incerto
A força do agora
Me rege como fosse um Deus
A gente se aproveita
Durante a tarde inteira
Depois eu vou embora e volto de manhã
Tem dias que nem durmo
E sinto muita sede
E fico tão somente ali deitado
Engulo a madrugada
Me balanço na rede
Por que você não vem se balançar também?
Há dias que me arrisco só
Faz tempo que não vejo o mar
Há dias que não sinto nada além de frio e calor
Sério
Se nada nos der certo
Eu tento e vou embora
Mas se rolar eu volto a noite pra dormir
E a gente se aproveita
Durante a noite inteira
Eu dentro e você fora
Eu choro e você ri
E a gente toma um café
Olha
Se tudo é tão incerto
A força do agora
Me rege como fosse um Deus, é
A gente se aproveita
Durante a tarde inteira
Depois eu vou embora e volto de manhã
Tem dias que nem durmo
E sinto muita sede
E fico tão somente ali deitado
Engulo a madrugada
Me balanço na rede
Por que você não vem se balançar também?
Há dias que me arrisco só
Faz tempo que não vejo o mar
Há dias que não sinto nada além de frio e calor
(via https://open.spotify.com/track/6HBNPoBBrAIIcD5Bduoe10?si=hOLzw8uIToaVwOUn2jq0_g)
passo do além-mar sem me ferir, que a minha alma suporta tudo. (martins)