She doesn't even go here — Lena & Mel
Deu três passos largos para trás, mantendo o corpo ereto apesar do forte empurrão. O sorriso ainda estampado e desenhado por seus lábios, apesar do tapa. Mal pode conter uma gargalhada "Desculpa, gatinha, eu feri seus sentimentos?” Já ia refazer os passos na direção da ruiva quando teve seu braço esquerdo puxado por algum slytherin desconhecido. Não fez esforço para se livrar, entretanto, se segurando no lugar em que estava enquanto ria satisfeita da imagem da menina sangrando, tremendo de ódio da cabeça aos pés.
"Ah, não! Foi essa cara de vadia, mesmo." Piscou, sorrindo de lado e se divertindo tanto quanto não se divertia em séculos. Sacudiu a mão direita, que ainda pingava com sangue da agressão anterior, marcando ainda mais suas palavras, como uma espécie de ameaça silenciosa (ou não tão silenciosa). Virou-se para o rapaz que a segurava. ”Querido, você pode tirar uma foto dessa cena linda?” Sinalizou na direção da garota, antes de completar "Eu acho que essa puta sangrando ficaria linda emoldurada do lado da minha cama."
Tiraria mais sangue dela se tivesse a oportunidade. Ela tiraria todo o sangue daquela cadela mimada, que achava que mandava em alguma coisa por ali. E se fosse preciso colocá-la oito palmos sob a terra para que ela entendesse essa mensagem, Mel colocaria. Ela já era completamente louca e psicótica, mesmo. Nem seria um grande esforço. Aliás, seria extremamente divertido.
Seus braços já queimavam de ansiedade, esperando que ela partisse para cima novamente. Waiting, wanting. A sensação se espalhando pelo seu corpo. She was ready for it.
Não conhecia a garota. Nem mesmo tinha o conhecimento superficial que tinha com os seus colegas de casa, após ter passado seis anos com eles. Mas sabia o suficiente para saber que a odiava. A raiva agia como uma neblina em sua mente, a impedindo de pensar em outra coisa que não fosse fincar as unhas na morena e arrancar um pouco de sangue, assim como ela havia feito. Mas Lena nunca fora boa em situações físicas. Era melhor com palavras, e, especialmente, em ignorar as pessoas. Era pequena demais para conseguir vencer uma briga física, e a ideia de perder nunca a agradava, nem quando era apenas um jogo de xadrez. Fora por isso que estava prestes a empurrar a garota novamente, machuca-la assim como ela a machucou. Alguém, no entanto, foi mais rápido. Antes que pudesse se aproximar um passo, um aluno estava afastando Dolohov de perto dela. Ela mesmo afastou-se um passo, respirando profundamente, uma dor constante no lado do rosto que ela batera. Uma dor que contrastava com a vontade de ir embora e nunca mais ver aquela garota novamente, que a fazia mudar de ideia toda vez que ela estava quase virando e indo embora.
Arqueou uma sobrancelha a sugestão dela, nem sequer se preocupando em olhar para o rapaz que separara a briga. Não valia a pena. Ela não valia a pena. Não sabia quais eram os problemas que a garota a sua frente tinha, mas sabia que eram muitos. Sorriu, erguendo as duas mãos em sinal de inocência, mas a expressão em seu rosto mostrava o a verdade. Deu as costas, batendo a porta atrás de si. Não precisava se esforçar para machuca-la. Ela já estava fodida o suficiente.













